1/21/2017

FENAJ


Violência contra jornalistas no Brasil cresce 17,52% em 2016, aponta relatório da FENAJ


Os casos de violência contra jornalistas no Brasil cresceram 17,52% em 2016, na comparação com o ano anterior. Foram registradas 161 ocorrências em que 222 profissionais de todo o país foram submetidos a agressões físicas ou verbais, ameaças, intimidações, cerceamento por meio de ações judiciais, impedimentos ao exercício profissional e à atividade sindical, prisão, censura, atentados e assassinatos. As informações constam do Relatório de Violência Contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil 2016, apresentado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) nesta quinta-feira (12/01), no Rio de Janeiro.
“Apesar dos números alarmantes, temos a impressão de que os dados são subestimados. Muitos casos não se tornam públicos, pois o jornalista tem medo de se expor ao denunciar quando é vítima de violência. Identificar os casos de censura também ainda é um desafio. No relatório, são poucos, mas sabemos que esse número é muito maior”, afirmou a presidenta da FENAJ, Maria José Braga, durante a apresentação no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.
Dois jornalistas foram assassinados no Brasil no ano passado: João Miranda do Carmo, morto com sete tiros por denunciar em seu blog problemas em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, e Maurício Campos Reis, dono do jornal ‘O Grito’, que foi assassinado em uma emboscada na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais.
Entre as ocorrências registradas no relatório, a agressão física foi a forma mais frequente de violência contra profissionais da imprensa: 36,03% dos casos. Agressões verbais (16,15%), ameaças (14,91%) e cerceamento à liberdade de expressão por meio de ações judiciais (11,18%) aparecem em seguida.
A Região Sudeste concentrou a maioria dos casos compilados no relatório: 44,10%. A violência contra jornalistas em manifestações fez com que o Sul ocupasse o segundo lugar no ranking, com 18,63% dos casos. O Nordeste apresentou queda expressiva nas ocorrências, especialmente entre os chamados ‘crimes por encomenda’, que eram frequentes na região.
Os profissionais de televisão são os maiores alvos da violência (31,83%), de acordo com o relatório. A maior facilidade de identificar esse trabalhadores, e os riscos a que ele está exposto, são algumas das razões apontadas para incidência maior de casos nesse grupo, segundo a presidenta da FENAJ.
“Temos que encontrar uma forma de resguardar a integridade física dos profissionais de imagem”, disse Maria José Braga.
Já entre os agressores, policiais militares e guardas civis despontam como os maiores algozes dos jornalistas brasileiros – tendo sido responsáveis por 25,47% das ocorrências relatadas. Mas a quantidade expressiva de casos envolvendo manifestantes também é preocupante, de acordo com Maria José Braga:
“Isso é bastante complicado. Temos acompanhado a atuação importante de alguns sindicatos junto aos movimentos e fóruns populares para informar e alertar sobre a importância do trabalho do jornalista e que os profissionais não devem ser agredidos”
São também notáveis as presenças de políticos – e seus assessores e familiares – (15,53% dos casos) e membros do Poder Judiciário (10,56%), como juízes, procuradores e oficiais de justiça, entre os principais agressores de jornalistas no país.
“Não há justificativa para violência contra jornalistas e é preciso denunciar, pois a impunidade é o combustível da violência”, ressaltou Maria José Braga, presidenta da FENAJ..
O Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Expressão no Brasil 2016 é produzido pela FENAJ em parceria com os 31 sindicatos de jornalistas do país. 
Sindicato do Município do Rio de Janeiro repudia demissões na Infoglobo



Em nota emitida na quinta-feira (19/01), o Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro repudiou as demissões de mais de 30 jornalistas da Infoglobo, que edita os jornais ‘O Globo’, ‘Extra’ e ‘Expresso’. “A empresa alegou que as dispensas foram motivadas por uma ‘reestruturação do negócio’ – termo que pode ser traduzido em total desrespeito aos trabalhadores demitidos e acelerada precarização do trabalho daqueles que permanecem empregados”, diz a nota.
Também na quinta-feira, quando foram anunciadas as demissões, o Sindicato dos Jornalistas buscou imediato contato com a Infoglobo, mas a empresa só agendou o encontro para segunda-feira (23/01).
Segundo levantamento do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, entre 2014 a 2016 a Infoglobo demitiu 150 jornalistas sem justa causa. O Sindicato solidarizou-se com os profissionais dispensados e sua assessoria jurídica foi acionada para assegurar todos os direitos dos trabalhadores.
Editora Três volta a atacar os jornalistas                
·         Revista IstoÉ continua atrasando salários e inicia processo abusivo de demissão de diretor sindical por justa causa

No mesmo momento em que mantém atrasos de salários para boa parte de seus trabalhadores, a Editora Três promove um ataque ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), iniciando um processo discriminatório e abusivo de demissão por justa causa contra o diretor da entidade Alan Rodrigues. “É uma atitude antissindical, que merece o mais amplo repúdio do movimento sindical e democrático”, afirma Paulo Zocchi, presidente do Sindicato e diretor da FENAJ.
Por isso, o SJSP convoca os jornalistas da Editora Três para uma assembleia com os profissionais nesta terça-feira (17), às 14h30, na porta da empresa, na zona oeste da capital.
Nos últimos tempos, a revista IstoÉ – leia-se Editora Três, que publica também as revistas Istoé Dinheiro, Rural, Motor Show, Planeta e Menu – tem se notabilizado pelas irregularidades trabalhistas contra seus profissionais. Os motivos dessa publicidade negativa são vários: sonegação de vínculo trabalhista na forma de contratos fraudulentos de PJs, recorrentes atrasos nos pagamentos dos salários, ausência de controle de jornada, calote no 13º dos jornalistas pejotizados e falta de depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço dos poucos jornalistas  contratados, além de não quitar os saldos de rescisões dos demitidos nos prazos legais.
Longe de se propor a resolver suas faltas, a IstoÉ resolveu agora atentar contra a organização sindical, forma prática de defesa dos trabalhadores. A empresa afastou, na manhã desta segunda-feira (16), o jornalista Alan Rodrigues, diretor sindical, de suas funções, iniciando um processo intimidatório de demissão por justa causa.
A suspensão, segundo a empresa, “se dá em razão de testemunho prestado pelo jornalista perante à Justiça do Trabalho” em um processo em que um repórter-fotográfico, ex-funcionário PJ da editora, reclama seu vínculo trabalhista, que foi sonegado.
“Isso é gravíssimo. Tentam banir o sindicato da empresa, em vez de corrigir as inúmeras irregularidades”, critica Zocchi. “Não aceitamos essa intimidação aos jornalistas. Vamos discutir com o conjunto da categoria, a começar pelos jornalistas da empresa, as medidas a tomar”, garante o presidente do SJSP.
Trabalhador contratado da editora há 23 anos, o jornalista Alan Rodrigues é um dos profissionais mais experientes e premiados de IstoÉ – finalista do último Prêmio Esso, com a série de reportagens “Trensalão Tucano, o escândalo de corrupção do metrô de São Paulo”.
O jornalista, que deixou a editoria de política no final de 2015, e foi promovido ao cargo de editor on-line da Revista 2016 – publicação voltada para os Jogos Olímpicos – acredita que a medida tomada pela Editora Três é uma perseguição política, já que ele tem ajudado a mobilizar, fiscalizar e denunciar as irregularidades dentro da empresa.
“Vamos lutar para reverter essa decisão absurda”, afirma Rodrigues. “É lamentável, depois de mais de duas décadas de serviços prestados à empresa, ser afastado dessa forma”, declara. “Não vamos nos entregar. Vai ter muita luta”.
Redação SJSP – Sindicato dos Jornalistas de São Paulo
MP pede a quebra do sigilo bancário de todos os envolvidos na demissão de jornalistas do Hoje em Dia
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O Ministério Público do Trabalho de MG propõe a quebra de sigilo das contas bancárias de todos os envolvidos com as duas últimas aquisições do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. A proposta foi apresentada pelo procurador Victorio Alvaro Coutinho Rettori e, caso isso ocorra, a Justiça do Trabalho poderá ter acesso a todos os valores movimentados por eles, para que as quantias sejam destinadas aos cerca de 30 jornalistas demitidos há um ano sem receber as indenizações a que tinham direito. Com isso, até mesmo a TV Record, antiga proprietária do jornal, poderá ser obrigada a indenizar os jornalistas. Outra empresa que deve ser responsabilizada solidariamente é a J&F INVESTIMENTOS S.A., que tinha o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, como diretor quando adquiriu do Grupo Bel o prédio de cinco andares do jornal na Rua Padre Rolim, em Belo Horizonte.
Em parecer emitido no último dia 10, a pedido do Tribunal Regional do Trabalho, Victorio Rettori concluiu que todos os réus são responsáveis solidariamente no caso da demissão, em fevereiro de 2016, dos jornalistas do jornal Hoje em Dia.Ou seja, a empresa Ediminas, agora Editora Minas Eireli-ME, atual proprietária do jornal, assim como o Grupo Bel, que efetuou a última venda do jornal, são responsáveis pelo pagamento de tudo o que os demitidos têm direito, como a multa de 40% e aplicação do parágrafo 8º do artigo 477 da CLT, bem como da multa de 50% prevista no artigo 467, também da CLT.
O procurador do trabalho rejeitou de plano todas as preliminares apresentadas pela ré, Editora Minas Eireli, e sugeriu que seja paga uma indenização adicional com base na última remuneração recebida pelos trabalhadores no salário de fevereiro de 2016.
Victorio Rettori sugeriu, ainda, que a medida seja cumprida para que se realizem imediatamente pesquisas nos sistemas denominados CCS e SIMBA, “mormente para averiguação do paradeiro do valor da venda do apontado imóvel, em quaisquer contas bancárias, sejam dos reclamados, seja da empresa J&F Investimentos S/A e de seus acionistas, e a averiguação de outras movimentações bancárias, inclusive aquelas que possam ser detectadas em nome de terceiros, visando com tais procedimentos colher informações da vida financeira dos envolvidos e efetuar o bloqueio de todo e qualquer valor financeiro que for detectado em contas bancárias, inclusive por meio do BACEN/JUD e que os respectivos valores possam ser colocados à disposição desse Juízo, com a finalidade de garantir o pagamento das verbas objeto de condenação”.
Em caso de comprovação de que a empresa J&F INVESTIMENTOS S.A., não antecipou a quitação das parcelas remanescentes relativas à compra do prédio do jornal na Rua Padre Rolim, o procurador do trabalho recomendou que ela também seja responsabilizada solidariamente pelo pagamento das verbas objeto da condenação, “até o limite do valor a que foi intimada a depositar à disposição desse Juízo (R$1.834.119,00), devidamente atualizado e acrescido de juros”.
O parecer do procurador propõe que sejam condenados solidariamente no cumprimento das obrigações de pagar os seguintes réus: Editora Minas Eireli-ME, Luciano Resende Martins de Souza, presidente do jornal, Lucianne Rafaella Viana Tupinambá Rodrigues, Flávio Jacques Carneiro, presidente anterior, e Antônio Carlos Tardeli, ambos do Grupo Bel, Ruy Adriano Borges Muniz, atual dono e ex-prefeito de Montes Claros, e sua mulher, a deputada federal Tânia Raquel de Queiroz (PSC) e, subsidiariamente, a TV Record. Ou seja, se nenhum deles pagar, sobra para a TV Record efetuar o pagamento.
Fonte: Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais
2ª edição da série Socicom Debate aborda a crise na EBC

A Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom) disponibilizou para leitura e download a 2ª edição da série Socicom Debate. A publicação tem como tema central A comunicação pública em questão: crise na EBC. A série é uma iniciativa de uma das comissões de assessoramento formadas no âmbito da Federação, cujo objetivo se volta para a articulação junto à sociedade civil de ações relacionadas à Comunicação e Políticas Públicas.
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1/14/2017

CRÔNICA DE SAMPA



FAMÍLIA KRATZ

E m 1961, quando eu tinha 10 anos de idade, meus pais se separaram, e eu e meus dois irmãos menores ficamos com a nossa mãe, meu pai constituiu outra família. 
Ficamos muito abalados, mas nesse ano recebemos a visita de um pastor americano, Jim Kratz, que mal sabia falar o português, que tinha assumido a Igreja Evangélica do Nazareno, recém inaugurada na mesma rua em que morávamos, no bairro de Indianópolis, aqui em Sampa.
Ele fez uma oração e nos convidou para conhecer a sua igreja. A minha família é de tradição católica, mas não frequentávamos nenhuma igreja na época. Fomos regiamente tratados, e passamos a frequentar os cultos, ouvimos as boas pregações do pastor e escolas dominicais ministradas por sua esposa Dona Carol, eles tinham dois filhos aqui no Brasil, o Jim e o Eldon,  - este último tinha quase a minha idade - e passamos a ser bons amigos. Hoje é o renomado pastor Eldon Kratz, e voltou para os Estados Unidos.
O pastor Jim, - que nós carinhosamente o chamávamos de Jaime -, era muito carismático, sempre com um sorriso, apertava forte as-mãos dos irmãos, e chamava a todos de jovem... e dizia sempre que eu era o seu amiguinho "predilito", - não conseguia pronunciar predileto.
Pense em um homem bondoso. Esse era o nosso pastor, comprava caixas de frutas no Ceasa e as levava para distribuir nos bairros pobres periféricos.
Era um excelente pianista gravou vários discos evangélicos, destaque para o LP Grandioso és Tu; tocava músicas clássicas, inclusive fora de São Paulo. lembro que tocou até no Teatro Amazonas, de Manaus.
Ele não gostava de viajar sozinho e, às vezes, nos levava para assistir as suas apresentações.
Só pra ter uma ideia do talento e prestígio desse saudoso pastor, hoje tem uma Escola renomada em Campinas com o seu nome.
A dona Carol, que nós a chamávamos carinhosamente de Carolina, também faleceu no ano passado em um condomínio para pessoas idosas em Bethany, Oklahoma.
Tentei me contactar com o pastor Eldon, mas não consegui. Espero que um dia ele possa ler o Jornal do Feio, - que é internacional-, e veja como eu e minha família somos gratos a eles por tudo que fizeram por nós e os irmãos da Igreja do Nazareno.
               
Excelente 2017 a todos.
Paz, amor, saúde e que Deus ilumine os nossos governantes, para que eles consigam reverter a situação crítica do nosso país, para que possamos voltar a sorrir novamente, que é uma boa característica de nós brasileiros. 

PS. E para não perder o costume: para os conterrâneos paulistanos, e amigos de Belém e alhures, saudações são-paulinas.

Pastor Jaime, Carol e Eldon Kratz

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Ricardo Uchôa Rodrigues


1/10/2017

FENAJ



FENAJ lança no Rio relatório de violência contra jornalistas e liberdade de imprensa 2016








A Federação Nacional dos Jornalistas lança, no dia 12 de janeiro (quinta-feira), às 15h, no Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa 2016.  O levantamento da FENAJ, feito em parceria com os Sindicatos de Jornalistas, aponta um crescimento de 17,52% no número de casos de agressões, em relação ao ano anterior. Foram 161 casos de violência contra a categoria, 24 a mais do que os 137 casos registrados em 2015.
Produzido pela FENAJ com informações dos Sindicatos de Jornalistas desde 1998,  o Relatório de Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa é um importante instrumento de denúncia pública dos crimes cometidos contra os jornalistas no exercício de sua profissão. Os dados relativos ao balanço de 2016 registram dois casos de assassinatos de jornalistas no exercício da profissão e  cinco assassinatos de outros comunicadores, que são citados para registro, mas não são somados aos números totais de casos de violência contra jornalistas.
As agressões físicas foram a violência mais comum em 2016, repetindo a tendência dos anos anteriores. Houve 58 casos, nove a mais que no ano anterior. Mais uma vez grande parte das agressões físicas foi registrada em manifestações de rua. O relatório traz, ainda 26 casos de agressões verbais , 24 de ameaças/intimidações, 5 de atentados, 3 casos de censura, 18 cerceamentos à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais, 13 impedimentos ao exercício profissional, 10 casos de prisões, detenções ou cárcere privado e duas situações de violência contra a organização sindical da categoria
Os 161 casos de violência contra a categoria vitimaram 222 jornalistas, visto que em várias ocorrências, mais de um profissional foi agredido. Consta no relatório também, como registro, o acidente com o avião da LaMia na Colômbia, que transportava a delegação da Chapecoense do qual 22 profissionais de imprensa foram vítimas fatais. Foi o acidente com o maior número de jornalistas mortos da história.
O lançamento do Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2016 será realizado às 15 horas do dia 12 de janeiro, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, 16/17º andar – Centro). A presidenta da FENAJ, jornalista Maria José Braga, vai apresentar os números apurados que, mais uma vez, revelam que a categoria tornou-se alvo de diversos tipos de agressões.
Jornalistas e administrativos do Diário de S. Paulo entram em greve na quinta-feira


Em assembleia realizada nessa segunda-feira (9/01), em frente à sede do Diário de S. Paulo, na Barra Funda os jornalistas e trabalhadores do setor administrativo decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira. A categoria vive uma situação difícil, com demissões, salário atrasado, sem pagamento do 13º e condições de trabalho precárias.
Desde o início de 2017, sete profissionais foram demitidos, o jornal não pagou o 13º dos profissionais e nem o salário de dezembro, que deveria ter sido quitado no dia 5 de janeiro. Os jornalistas do veículo estão em estado de greve desde o ano passado por conta dos atrasos frequentes no pagamento de salários e benefícios e a falta de repasse do FGTS à Previdência e do Imposto de Renda à Receita Federal. O  veículo também não está pagando os distribuidores, que acabaram por interromper a entrega das edições nos dias 3 e 4 deste mês, e tentaram até mesmo impedir a saída do carro da empresa com os jornais bloqueando o portão em protesto, mas a polícia foi chamada e fez a “escolta” do veículo para fora do prédio.
Como resultado, de acordo com os trabalhadores, mais de duas mil assinaturas foram canceladas nos últimos dias. Segundo os relatos, uma atendente recebeu mais de 50 pedidos de cancelamento em um único dia.
Situação crítica
Segundo os jornalistas ouvidos pelo Sindicato, há vários dias não há papel nos banheiros e falta até mesmo água potável na redação, pois o abastecimento foi cortado. A empresa tem sido abastecida eventualmente por caminhões-pipa. Outra irregularidade apontada é a contratação de estagiários “PJ”, uma vez que o jornal está devendo ao Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e teve o contrato cancelado.
A direção da empresa recebeu representantes do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na semana passada, mas não apresentou uma solução para os problemas enfrentados.
O Sindicato está preparando os trâmites legais e comunicará à empresa, na terça-feira, com 48 horas de antecedência, a posição da categoria.
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     Funcionários da Fundação Piratini voltam ao trabalho e decisão judicial impede demissões




Os servidores da Fundação Piratini, gestora da TVE e da FM Cultura, retornaram ao trabalho no dia 3 de janeiro, após período de recesso entre os dias 24 de dezembro e 2 de janeiro. Atendendo a uma ação do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão do RS, a Justiça do Trabalho concedeu liminar que impede o governo estadual de efetuar qualquer demissão sem que antes ocorra negociação coletiva.
O texto da juíza Maria Teresa Vieira da Silva Oliveira, titular da 27ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, estipulou multa diária de R$ 10 mil por dia de descumprimento por empregado dispensado. O governo do Estado entrou com recurso, que foi negado pela desembargadora do TRT 4, Brígida Joaquina Charão Barcelos Toschi.
“Nosso Sindicato sempre esteve na defesa dos trabalhadores e contra a extinção das fundações e do pacote de desmonte do serviço público patrocinado pelo governador Sartori. Recorremos à Justiça em função da falta de diálogo por parte do governo no que se refere aos trâmites da aprovação dos 30 deputados da base governista”, ressaltou o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (SINDJORS), Milton Simas, que acompanhou a volta ao trabalho.
A comissão jurídica, formada por advogados do SINDJORS, Sindicato dos Radialistas, Semapi, CPERS e Senge, atuará em duas frentes: uma em relação ao mérito da extinção das fundações e outra em relação aos empregos de cada um dos servidores.
“É muito importante evitar iniciativas pessoais que possam prejudicar as ações coletivas. Às vezes, uma iniciativa sem visão global pode criar dificuldades em outras ações, criando jurisprudência contrária”, adverte o assessor jurídico do SINDJORS, Antonio Carlos Porto Jr.
Em comunicado da direção, foi informado que os telejornais da TVE passarão a ter 15 minutos de duração em cada uma de suas edições, ao invés de 25 minutos; e eventuais adaptações de horários ou reprises poderão ser realizadas, como normalmente ocorre nos meses de janeiro e fevereiro.
Artistas, cientistas e intelectuais encaminharam, nessa segunda-feira, dia 9, carta aberta ao governo do Estado com um apelo para que sejam suspensos os procedimentos que vão extinguir nove fundações. O documento teve lançamento público no mesmo dia, às 18h, no Chalé da Praça XV, em Porto Alegre.
* Com informações do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul

 Notícias do Dia fecha as portas em Joinville

Ao completar 10 anos de circulação, o Notícias do Dia de Joinville anunciou o encerramento de suas atividades na maior cidade de Santa Catarina. O diário circulou pela última vez em 31 de dezembro. A redação chegou a ter mais de 20 profissionais, mas fechou as portas com apenas dez jornalistas em atividade. Segundo comunicado oficial, o ND Joinville “cumpriu seu ciclo e fez história”, mas “a operação não rentabilizava o investimento”.
Segundo funcionários, a empresa já dava sinais de que a publicação seria encerrada. Um destes sinais seria a não renovação de 300 assinaturas do jornal para a Prefeitura de Joinville.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Aderbal Filho, lamentou o fechamento do jornal. “Perdem os jornalistas, com menos postos de trabalho, mas também perde a cidade, com uma voz a menos a estimular o debate público”, afirmou.  Diversos jornalistas que passaram pelo veículo também fazem parte da história do Sindicato dos Jornalistas.
O Grupo RIC, proprietário do jornal, lançou um 
comunicado oficial.
Assistência jurídica
O SJSC vai colocar sua equipe jurídica à disposição dos jornalistas demitidos do Notícias do Dia, para verificar as condições do encerramento dos contratos. O objetivo é garantir todos os direitos destes trabalhadores e trabalhadoras.
Fonte: Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina

1/02/2017

PREITO DE SAUDADE





Capitão Engenheiro PM SÉRGIO ROBERTO RAMOS DE OLIVEIRA

PARTICIPAÇÃO MISSA DE 7º DIA CONVITE

O Redator do Jornal do Feio, Ana Amélia, Sérgio Roberto Jr, Ana Gabriela, Lucas Gabriel e Daniel Arhur, esposa, filhos e netos daquele que em vida se chamou 

SÉRGIO ROBERTO RAMOS DE OLIVEIRA,  

Engenheiro Civil e Capitão da Reserva da Polícia Militar do Estado do Pará, imersos em profunda dor, comunicam o seu brusco falecimento, ocorrido na manhã do dia 27 de dezembro ultimo, e convidam parentes, amigos, desportistas, jornalistas, colaboradores, admiradores e todas as pessoas que conheceram esse grande homem, para a Missa de 7º Dia.
O ofício religioso será realizado nesta segunda-feira, 02 de janeiro de 2017, às 19 horas na Matriz de São João Batista e Nossa Senhora das Graças - Praça da Matriz, - Centro – Icoaraci.
Será uma forma de retribuição e agradecimento pelo muito de bom e de bem que ele proporcionou a tanta gente e, ao mesmo tempo, uma demonstração de fé e piedade cristã