10/14/2017

CRÔNICA DE SAMPA



PROGRAMA DE RÁDIO

 

O

 meu amigo de infância há quase 60 anos, Gilberto Giba da Silva,  foi convidado para participar do programa "A Hora da Cidadania" na Rádio Trianon - AM 740, aqui de Sampa.

 O convite partiu do apresentador do programa Ed Valadão, que leu um belo texto que o Giba postou na página da Confraria dos Boleiros no Facebook, denominado " A BOLA. DEMOCRÁTICA E FATOR DE INCLUSÃO SOCIAL"

O apresentador pediu para o Giba levar pelo menos mais dois convidados para falar sobre Futebol de Várzea e da nossa Confraria. Ele escolheu a minha pessoa e do nosso outro amigo de infância Jorginho Melo para participarmos do programa.

Eu já tinha participado de um programa de televisão quando criança, dei recentemente uma entrevista para uma rádio da internet, mas por telefone. Agora entrar em um estúdio de rádio e falar ao vivo para milhares de ouvintes, foi a minha primeira vez!

Pensa em velho emocionado e feliz por essa oportunidade!

O papo foi descontraído, falamos sobre a nossa paixão desde garotinho e, modéstia parte, acho que demos conta do recado. 

Vou tomar a liberdade e publicar abaixo o texto do amigo Giba; e se algum leitor deste espaço, quiser dar alguma opinião, por favor sinta-se à vontade. 

 Abraços a todos e que a padroeira do Brasil Nossa Senhora Aparecida nos protege e nos guarde.

Amem.

 A BOLA. DEMOCRATICA E FATOR DE INCLUSÃO SOCIAL!!!

É bola na mão, é mão na bola, é bola no chão, é bola ao ar, é bola na trave, é bola na rede,é bola pra fora, é bola pro mato, que o jogo é de campeonato...

ELA provoca muita polêmica e emoção, e às vezes a perda da razão; entretanto nesse momento turbulência mundial, quero apresenta-la por um prisma mais de afirmação e inclusão social :

Na minha infância, com a construção do Aeroporto de Congonhas, o bairro do Planalto Paulista, teve um crescimento rápido e fantástico. 

Acho que os primeiros moradores foram Os Melos, os Salgueiros, Os Resendes. Os Carreiras, isso antes do projeto do aeroporto!!!

A minha família chegou no final de 1946. oriunda da Vila Nova Conceição.

Para a construção do aeroporto vieram muitos nordestinos, principalmente de Pernambuco e Bahia que se estabeleceram às margens do Córrego da Traição.

Com a construção do Aeroporto, o Planalto Paulista foi se valorizando e passando por uma forte especulação imobiliária, misturando-se as classes A,B e C.

Aí é que entra ela.

A BOLA era o único brinquedo democrático e socializante. Quando um garoto ganhava no NATAL ou ANIVERSÁRIO uma bicicleta, era só dele; um carrinho, era só dele; uma mesa de tênis, era dele dos irmãos, primos, ou amigos mais próximos. Agora quando ganhava uma BOLA...Era aquela alegria!!!

Atrás da GORDUCHINHA corriam muitos: Pobres, ricos e paupérrimos, negros, brancos e amarelos. 

Todos se uniam para construção do terreno onde ELA iria rolar. 

Eram enxadas plainando o chão, arrancando tocos, escavadeiras abrindo buracos e fincando as traves com forquilha para segurar o travessão com arames, que às vezes quando aparecia um jogador que batia forte derrubava o travessão na cabeça do goleiro.

Eu me lembro de uma família milionária, família Willo, que acabou dando o nome a rua onde eu morava, Alberto Willo. O filho mais novo o Ivo (goleiro) também participava. Pegava " emprestada" as ferramentas do seu jardineiro, juntava com as ferramentas do Seu Jessol, meu pai, do Nenê, do Zézinho e da Marli. .

O Ivo também participava da labuta, numa verdadeira, repito inclusão social!!!! 

Até nos dias de hoje ELA tem essa função promover a convivência entre os diferentes. Insisto na afirmação, por achar importante porque só ELA consegue colocar no mesmo time, ou em times adversários, sem subserviência: Negros, brancos e amarelos; católicos, evangélicos e espiritualistas; craques e esforçados; até policiais e meliantes, provocando uma verdadeira terapia em grupo !!!

SALVE ELA, A BOLA!!!


 Eu, sendo  entrevistado
 
 

O Giba, o resto da thurma, além do Walmir - de paletó - que foí convidado pelo apresentador do programa
 
 
Giba dando o seu recado
 

♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦
 
Ricardo Uchôa Rodrigues     
 
 

10/12/2017

SÈRGIO COUTO



Mensagem do "Dia das Crianças"


Aos avós, aos pais que poderão ser e aos que por qualquer motivo, não puderam contemplar essa sensação mas a reconhecem em suas vidas.
"CARTA DE UM AVÔ AO SEU NETO

"Aos netos.

Pelo que você já me disse com o seu sotaque de anjo, percebo que você me considera uma criança grandona e desajeitada, e me acha, mesmo assim, seu melhor companheiro de brinquedos.

Pena que tenhamos tão pouco tempo para brincar, tão pouco porque só sei brincar de passado, e você só sabe brincar de futuro. E ainda estarei brincando de recordação quando você começar a brincar de esperança.

Mas antes que termine o nosso recreio juntos, antes que eu me torne apenas um retrato na parede, uma referência do meu genro ou nora, ou quem sabe até uma lágrima de meus filhos, quero lhe dizer meu neto, que vale a pena.

Vale a pena crescer e estudar. Vale a pena conhecer pessoas, ter namoradas, sofrer ingratidões, chorar algumas decepções, e a despeito de tudo isso, ir renovando todos os dias a sua fé e a bondade essencial da criatura humana e o seu deslumbramento diante da vida.

Vale a pena verificar que não há trabalho que não traga sua recompensa; que não há livro que não traga ensinamentos; que os amigos têm mais para dar que os inimigos para tirar; que se formos bons observadores, aprenderemos tanto com a obra do sábio quanto com a vida do ignorante.

Vale a pena casar e ter filhos. Filhos, que nos escravizaram com o seu amor.

Vale a pena viver nesses assombrosos tempos modernos, em que milagres acontecem ao virar de um botão; em que se pode telefonar da Terra para a Lua; lançar sondas espaciais, máquinas pensantes à fronteira de outros mundos e descobrir na humildade, que toda essa maravilha tecnológica não consegue, entretanto, atrasar ou adiantar um segundo sequer a chegada da primavera.

Vale a pena, mesmo quando você descobrir que tudo isso que estou tentando ensinar é de pouca valia, porque a teoria não substitui a prática, e cada um tem que aprender por si mesmo que o fogo queima, que o vinagre é azedo, que o espinho fere e que o pessimismo não resolve rigorosamente nada.

Vale a pena, até mesmo, envelhecer como eu e ter neto, que me devolveu a infância.

Vale a pena, ainda que sua lembrança de mim se torne vaga. Mas, quando os outros disserem coisas boas de seus avós, quero que você diga de mim, simplesmente isso:

“Meu avô foi aquele que me disse que valia a pena. E não é que ele tinha razão?!”

10/06/2017

PARABÉNS, ICOARACI





I
 
coaraci – a conhecida “Vila Sorriso” - completa no domingo
dia, 8 de outubro, 148 anos. No entanto, nem todo mundo sabe de onde se originou esse simpático slogan.
 
A expressão “Vila Sorriso”, criada por mim, surgiu em 1969. 
E tem uma história.
O médico e ex-deputado federal Stélio de Mendonça Maroja foi indicado para a Prefeitura de Belém, em 1967.  Tão logo tomou posse do cargo sua primeira atitude foi manter contato com as lideranças dos bairros e distritos para conhecer de perto os problemas dessas comunidades.
Stélio veio a Icoaraci para um encontro nos primeiros dias de novembro de 1967 “com as pessoas de prestígio” e representantes do comércio e indústria de Icoaraci. O encontro ocorreu numa noite de sexta-feira na residencial oficial do agente distrital, na Rua Dr. Manoel Barata, onde hoje funciona uma unidade da Funpapa.
Foi um jantar co-patrocinado pela Agência Distrital e empresários. Stélio muito prático ouviu um por um dos convidados, dentre os quais, Evandro Cunha (falecido há cinco anos), Orlando Cunha, Alfredo Coimbra (falecido no ano passado), Rodolfo Tourinho (falecido), Bento Castro (falecido), Ivo Araújo, falecido, que à época era gerente da Óleos do Pará S.A (Olpasa) que fabricava os óleos Dora (de leite de coco babaçu) e Doramim (à base de óleo de amendoim), Holdernan Rodrigues (falecido), Salustiano Vilhena Filho, o “Chefe Salu” (falecido), e eu, que à época assinava uma página dominical na Folha do Norte, -, ou seja, o jornal de maior circulação em todo o Estado, norte/nordeste, com uma tiragem comprovada de 30 mil exemplares/dia e 60/70 aos domingos.
Stélio disse que precisava do apoio de todos para que fizesse uma boa administração, e já estava pensando num nome para a administração icoaraciense.
Em seguida solicitou à equipe sugestões e um programa de trabalho para Icoaraci, cuja jurisdição ia da corrente da Base Aérea - que não mais existe - até quase ao Bengui, Tapanã e São Clemente, áreas conhecidas, além de Cotijuba, ilhas próximas - 29 ao todo - e Outeiro, que tinha um coordenador indicado pelo agente distrital e nomeado pelo prefeito.
Novo encontro - Vinte dias após, Stélio Maroja mandou um recado por um Oficial do Gabinete do Prefeito, propondo um novo encontro com todo mundo que compareceu ao jantar.
A reunião ocorreu na sede do Pinheirense Sport Clube. Na ocasião Stélio anunciou o novo “subprefeito” de Icoaraci: o engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, ex-diretor do Departamento Municipal de Estradas de Rodagens (atual Sesan), falecido há dois
Bonna fez o mesmo jogo do prefeito.
Empossado em meio a uma grande festa, reuniu-se com todas as lideranças para uma “conversa informal” e traçar um planejamento de trabalho, na residência oficial, na Rua Manoel Barata (2ª Rua).Para encurtar a história, desse planejamento surgiram vários frutos.
Em abril foi inaugurado o serviço de travessia em balsas para o Outeiro (que antes era feito por barquinhos) com a construção de uma rampa na Rua 2 de dezembro; escola primária no bairro de Itaiteua/Outeiro (Monsenhor Azevedo), uma igrejinha bem em frente.
Bonna também negociou com o Pinheirense a aquisição pela Municipalidade de uma área na Rua Manoel Barata e deu início à construção do prédio da Agência Distrital, que foi concluída na administração do major/aviador Rolando Chalu Pacheco, sendo prefeito Nélio Dacier Lobato.
Em maio surgiram rumores de que no ano seguinte – 1969 -, no dia 8 de outubro, Icoaraci completaria 100 anos de existência. Evandro Bonna mandou apurar direitinho a história.
Confirmada. Instituiu a Comissão Coordenadora do Iº Centenário de Icoaraci, que foi tornada oficial por ato do prefeito Stélio Maroja.
Os seus componentes eram as mesmas pessoas que acompanharam Stélio desde o início: Evandro Cunha, Orlando Cunha, Alfredo Coimbra, Rodolfo Tourinho, Bento Castro, Ivo Araújo, Holdernan Rodrigues, Hélio Amanajás (falecido), Salustiano Vilhena Filho, “Chefe Salu”, e eu, Aldemyr Feio, sob a presidência de Evandro Bonna.
A comissão começou a funcionar a partir de 17 de outubro de 1968 e se reunia todas as quartas-feiras, à noite, na residência oficial.
 A partir daquele momento foi estabelecido um cronograma de eventos e inaugurações  alusivos ao Iº Centenário, que deveriam acontecer em todo o decorrer de 1069.
Hino - No início de dezembro, a comissão foi procurada pelo empresário – era proprietário da Empresa de Águas Nossa Senhora Nazaré, em Maracauera, atual Indaiá – e compositor Francisco Pires Cavalcante. oficial de marinha reformado, músico (tocava requinta, uma espécie de flauta, nas bandas de música das unidades onde serviu), natural de São José das Piranhas, sertão da Paraíba - mas apaixonado pela “Cidade das Mangueiras” havia muitos  anos -, e que embora morasse em Belém, possuía uma bela residência na Travessa Souza Franco, próximo da Rua Siqueira Mendes, 1ª rua de Icoaraci, onde existe uma vila.
Pires apresentou a todos uma partitura com a letra de um hino que havia criado para o Iº Centenário de Icoaraci. Ele cantou dedilhando um violão. Os membros da comissão acharam interessante e pediram-no que retornasse em janeiro com o hino gravado com letra e música, etc.
Ele assim o fez. Trouxe o hino gravado em cassete
Todos aprovaram.
Pires Cavalcante- atualmente com 89 anos - disse que não queria nada em troca. Apenas que a sua criação se tornasse o Hino Oficial do Iº Centenário, além de uma ajuda da Prefeitura para a produção do disco. As demais despesas, editoria, intérprete, pagamentos de direitos de execução, etc, ficariam por sua conta. Era o seu presente para Icoaraci.
A Prefeitura de Belém bancou parte da produção. Eu, juntamente com Ivo Araújo, fomos designados para acompanhar as diversas fases de produção.
As gravadoras do Rio e São Paulo, além de botarem dificuldades na gravação e prensagem do compacto simples (era o chique da época) cobraram muito caro. Pires Cavalcante descobriu uma gravadora de jingles em Belo Horizonte (a Bemol) que, mesmo com o equipamento inferior ao das grandes gravadoras, se ofereceu para produzir o disco.
Todas as atenções voltaram-se para Belo Horizonte e, em 40 dias, exatamente no dia 15 de março, saiu o disquinho com duas musicas: De um lado, o Hino de Icoaraci; e do outro,Vila Modesta – um sambossa que enaltece Icoaraci - do próprio Pires Cavalcante e de Clodomir Colino , radialista famoso na época, já falecido. Foram prensadas 2000 copias. Mil por conta da Prefeitura. As outras mil por conta do Pires. O cantor Luiz Olavo (falecido há 10 anos) foi o intérprete do hino. 
Repercussão - Pires Cavalcante, sempre modesto, não quis festa de lançamento; todavia, o seu pedido não foi atendido. O lançamento oficial ocorreu em meio a um coquetel na sede do Pinheirense, com a presença do Conjunto de Guilherme Coutinho (falecido).
O disquinho foi distribuído imediatamente às emissoras de rádio; contudo, a primeira audição deu-se no Programa José Travassos (falecido) na então Rádio Jornal Liberal, que ia ao ar de nove ao meio dia, e era campeão do Ibope.
Nas festas de junho e nas férias de julho de 1969 o disquinho fez o maior sucesso tocando em todas as festas, tanto em Icoaraci, como no Outeiro,.
Fama - De tanto rodar nas rádios o hino de Icoaraci ficou famoso. Rodou até n’A Voz da América, graças ao empenho de Roberto Rodrigues – jornalista, já falecido, e então correspondente daquela emissora americana, durante o programa "Tributo a Icoaraci", produzido pelo próprio RR e apresentado pelo locutor Pedro Américo. O programa foi ao ar pelas ondas curtas d´A Voz da América, (25 metros) no dia 04 de julho de 1969, ás 22 horas.
Na minha pagina, deixei de usar o termo “Vila Famosa”, como Icoaraci era conhecida, e mudei para Vila Sorriso. A explicação é simples. Na segunda estrofe do Hino do Iº Centenário, Pires Cavalcante diz: “...a vida passa, passa e ninguém se embaraça, a gente é feliz todo dia sem olhar no calendário. A nossa vila sem feitiço, sem mandinga, tem uma rainha que ginga festejando o Centenário”.
Ora, diante disso (fiz uma reportagem a respeito. Infelizmente não disponho mais, nem dos originais e nem do exemplar da Folha que a publicou) continuei a usar o Vila Sorriso. No início houve muita reclamação, mas depois o povo aceitou.
Nos programas de rádio os animadores (àquela época não estava em moda, ainda, a expressão comunicadores) referiam-se a Icoaraci como Vila Sorriso, inclusive o José Travassos e o (Manoel) Kzan Lourenço, falecido no início de 2003, criador da primeira
rede sonora de Icoaraci, a Top Som Propaganda, atual Tropical Propaganda – da Radio Marajoara - os maiores divulgadores das coisas icoaracienses.
Falta dizer que no encerramento dos festejos do Iº Centenário de Icoaraci – no dia 28 de dezembro de 1969 -, todos os membros da Comissão Coordenadora foram condecorados pelo prefeito Stélio Maroja com a Medalha dos 350 anos de Belém.
Consolo - Tem muita coisa para falar sobre as alegrias que me deu o Vila Sorriso. A senhora Mízar Bonna, num dos seus livros se reporta sobre o assunto atribuindo-me a criação do Vila Sorriso.  O jovem escrito José Raymundo de Oliveira Guimarães Junior (Junior Guimarães), morto tão precocemente há nove anos, confirma o fato em seu livro Icoaraci – Monografia de um Mega Distrito.
Detalhe - Junior ao referir-se a mim atribui um título: Icoaracílogo
Dois anos após as festas do Iº Centenário, mudei-me para o Rio de Janeiro, onde passei 15 anos. No retorno observei que o Vila Sorriso já era expressão popular. Virou símbolo de Icoaraci; nome de edifício, de conjunto habitacional, de bloco, de escola de samba, de escola primaria, de bar e até de motel!
Há cinco anos passados virou nome de emissora de rádio comunitária.
Deveria tê-lo registrado.
Como não o fiz, está difícil reivindicar os direitos autorais.
O meu consolo é que Vila Sorriso é o codinome da terra onde a gente é feliz todo o dia sem olhar no calendário, a grande aniversariante do mês.
 

Portanto, Vila Sorriso não é apenas um simples apelido... é a configuração do meu (nosso) povo, Caro amigo Comendador Raymundo Mário Sobral.

Outra coisa, como percebe,  o aniversário de Icoaraci é 8 de outubro – antigo nome da Rua Padre Júlio Maria Lamberde. 3ª da nossa mini-cidade – e não na quarta-feira/4!
 
 
Parabéns a Icoaraci e ao seu povo alegre  e feliz.


 
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10/05/2017

CRÔNICA DE SAMPA


MÚSICO DE RUA

Tudo indica que seja por causa da crise que nós estamos passando, a falta de emprego, aumentou muito o número de ambulantes aqui em Sampa, e principalmente os músicos de rua.
Antes víamos alguns tocando nas estações do metrô, mas hoje tem uns que tocam até dentro dos vagões, com o intuito de descolar um troco. encontramos também nas ruas, praças, onde tenha um bom movimento de pedestres, sempre aparece um pseudo artista, tocando e cantando.

Domingo passado fomos comemorar o aniversário da minha nora, em uma padaria no bairro de Moema, onde serve um delicioso café da manhã, estilo self service

Esta padaria tem uma área aberta rodeada de árvores e plantas.

Eis que surge um senhor bem grisalho, de idade avançada e começou a tocar um sax. Tocava música bem das antigas mesmo, tipo Noel Rosa, Pixinguinha, na cintura uma sacolinha de pano,  para possíveis  ofertas.

Tocou por um tempo, e não vi ele receber nenhum agrado.

Sem falar nada, meu filho foi lá e deu-lhe um agrado. Em seguida fui até ele,  dei um x e fiz-lhe um desafio: Se tocar uma dos Blue Caps, eu lhe daria um cachê dobrado. Tocou "Feche os olhos" e levou Hahahaha!!!

Trocamos umas idéias, fiquei sabendo que ele veio de Minas Gerais, para tocar no Circo Vostok; tocou também no Circo Garcia, por último tocava no Bar Avenida, ali na região de Pinheiros; mas um dia foi tocar em uma cidade do interior de São Paulo, sofreu um grave acidente na estrada, - inclusive um amigo veio a falecer -, perdeu o seu sax, que era de melhor qualidade, e não conseguiu se erguer e hoje ganha a vida tocando nas ruas. 

Acho que cada músico tem uma historia pra contar, tem uns que tocam muito!

Poderiam estar tocando profissionalmente, mas a procura está bem maior que a oferta. Aumentou também a música ao vivo nos bares e restaurantes, mas o cachê normalmente é baixo não da para viver só com essa renda. 

Viva a criatividade e a ousadia do músico brasileiro! 
Segue o jogo, ou melhor: ]
Segue a música!
Fui!

Ah, sim: irmãos remistas (de Belém.Pa) vocês viram? O Temer desceu de helicóptero no gramado do Estádio Evandro Almeida... nem o meu tricolor teve esse privilégio.       

Pra vocês, meus leitores de Belém, um Feliz e Abençoado Círio de Nazaré.

              
 
Eu e o grande saxofonista
 
 

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Ricardo Uchôa Rodrigues     

9/29/2017

JUSTIÇA




 
RETRATAÇÃO
“Retrata-se no presente momento, publicação veiculada em agosto de 2014 no jornal A Critica, no que diz respeito à atuação do Oficial de Justiça Helder Brito, afirmando que o mesmo agiu nos exatos termos do cumprimento de suas funções, não tendo realizado qualquer conduta ilegal ou intimidatória quando do cumprimento de Mandato de Despejo em 07 de agosto de 2014 no Residencial Silva Bragança, localizado no Km 08 da Rodovia Augusto Montenegro, registrando que a nota publicada foi apressada e desprovida de qualquer orientação jurídica e conhecimento acerca do processo, cível a que se referia”
ALDEMYR FEIO
Jornalista
Reg. 714 – DRT.Pa
 

9/28/2017

CRÔNICA DE SAMPA


Parar ou não



E 

u acho que quem acompanha algumas crônicas minhas, percebeu que eu sou apaixonado por música e futebol. Ao longo dos meus 66 anos de idade, ainda tento bater uma bolinha com os amigos. Atualmente jogo pela Confraria dos boleiros, que foi formada a quase cinco anos atrás, hoje com quase 1200 confrades. 

A nossa arena hoje é no CDC da Vila Guarany, e jogamos lá nos sábados, eventualmente marcamos jogo contra no campo dos adversários. Apesar do alto número de confrades, está sendo difícil montar um time de sessentões, então jogamos normalmente contra os cinqüenta acima. 

Eu tinha prometido a mim mesmo que só jogaria nos rachões, pois devido à minha idade, está difícil corre atrás de um jogador de cinqüenta anos, e o risco de jogar contra e ter uma contusão mais grave.

No dia 19 de março deste ano, fui participar dos jogos de integração dos funcionários da CEF; foi feito um quadrangular com times de jogadores acima de 50 anos. Ficamos invictos, mas não ganhamos o campeonato; perdemos por saldo de gols, mesmo assim ganhamos medalhas de prata.

Graças a uma botinada, essa medalha me custou 14 dias internado no hospital, tomando antibióticos, uma cirurgia, mais três procedimentos. Agradeço a Deus, família, principalmente a Dona Fátima, e a força dos amigos. 

Fiquei quase seis meses fora dos gramados, retornei agora sábado retrasado. Na sexta anterior passei no meu cirurgião, estava tudo bem, entrei no segundo tempo joguei 35 m, ganhamos o jogo, fiz um gol e dei o passe para outro. Não senti nada na perna operada, mas como nem tudo são flores; disputei uma bola com o zagueiro no alto, e só na segunda fiz uma tomografia e foi constatado uma fratura alinhada no oitavo costal direito, - mais conhecido como "costela quebrada".

PQP! Que fase! 

Hoje 27 de setembro faz dez dias do ocorrido e ainda sinto muitas dores, mas ainda estou na dúvida se paro ou não. Sabe aquela máxima que diz que o artista quer morrer no palco? Eu não quero morrer em um campo de futebol, mas também não quero morrer jogando dominó na praça!...

Continuo trabalhando, procurando levar uma vida normal. Vamos ver como vai ser a minha recuperação.Espero que seja breve com a graça de Deus. Só o tempo dirá.

Segue o jogo! 

Saudações Tricolores!
 
 

 

PS – Meus cumprimentos ao Pedagogo Luís Eduardo Moreira Feio, meu sobrinho carioca, filho do meu irmão Aldemyr, pelo transcurso do seu aniversário, com votos de felicidades e longa vida.

 

 
 
Olha eu aí! No intervalhio do jogo
 
 
 Dois craques: eu o meu filho
 
Esse é o time!
 
 
 
♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦

Ricardo Uchôa Rodrigues     
          
 

 
 

9/26/2017

MEUS AMIGOS





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Com a preocupação em atender aos clientes de Icoaraci com preços justos e produtos de qualidade, a Loja Virtual informática, fundada em 2008, surgiu para ser a mais popular de Icoaraci, já que, na sua ótica os clientes são de extrema importância.
Visite e confira na imensa variedade da casa
Ah, sim, fica na Travessa Lopo de Castro, - antiga Cristovão Colombo, 802-a. a dois passos da Rua Coronel Juvêncio, Sarmento, 5ª  Rua de Icoaraci.
Um abraço pro Abrahão.


9/23/2017

É DEMAIS








Aposentado pelo INSS há dois anos, o jornalista Carlos Augusto Serra Mendes, editor do blog Ver-O-Fato e correspondente do Estadão, cumpriu uma via crucis para provar que está vivo e não perder o benefício.
Conseguiu, embora a validade expire (!) em 12 meses.  
Além de toda a burocracia por que passou, ainda teve suprimidos  9 anos dos 37 trabalhados com carteira assinada, sob a alegação de que as empresas onde atuou não mais existem, como se isto fosse culpa dele e embora os empregadores tenham recolhido as contribuições e tudo esteja devidamente anotado na CTPS.
Agora, tem pela frente uma guerra judicial com a Previdência, para poder usufruir de todos os direitos a que faz jus e que a Constituição garante.


N. do R: e eu que fui tungado pela Prefeitura de Belém!!!
Meu salário - digo provento - de aposentado (com todos os direitos!!!) – é ridículo.
Quem mandou acreditar no homem...
O Mendes, meu antigo camarada do Bip News, da Arajá Publicidade e da Folha do Norte, tem todo o meu apoio.

Continue vivo, meu!