12/29/2016

CRÔNICA DE SAMPA



HONESTIDADE


Mais um ano tumultuado está terminando, principalmente para nós brasileiros, os nossos políticos, dirigentes não conseguem consertar o que eles mesmos armaram para nós trabalhadores, aposentados, estudantes, crianças, resumindo todo o povo deste lindo país.
O meu filho caçula se formou em Engenharia Ambiental no ano passado na UNESP de Presidente Prudente; fez o curso de cinco anos sem dependência; um único exame no curso todo; fez estágios; foi diretor da Atlética, mas só conseguiu emprego agora em agosto, 
Logo que se formou, não só ele, mas toda a sua turma estava desempregado. Na sua colação de grau em abril deste ano, o reitor da UNESP em seu discurso, salientou que há três anos atrás tinha emprego pra todos; bem diferente deste ano.
Na fábrica onde trabalho, estávamos em uma crescente. Temos duas unidades aqui em Sampa e abrimos outra em Itupeva.
Tínhamos turma que trabalhava a noite também, pagávamos horas extras, empregos para vários trabalhadores. Hoje acabamos com o turno da noite, sem horas extras e reduzimos o número de funcionários. 
Assim como eu, milhões de trabalhadores estão enfrentando essa crise, principalmente a desonestidade dos nossos comandantes; muitas punições estão sendo dadas. Esperamos que a justiça seja feita doa a quem doer.
Ficou bem claro que o carácter é tudo; portanto, vamos ser e vamos educar os nossos filhos, netos para que sejamos cada vez mais honestos. Só assim teremos um futuro melhor, e as nossas consciências tranquilas, e seremos mais felizes com certeza. 
Saudações tricolores!
Aos remistas de Belém boa sorte com o novo contrato do Flanel, substituto de Eduardo Ramos.
À nação “filha da glória e do triunfo” um 2017 cheio de campeonato e realizações – pena que o meu irmão querido seja seja paissandu!

A todos os demais, de Belém, do Brasil e do mundo de língua portuguesa, um Feliz e Abençoado Ano Novo,

Daqui a 17 dias e volto desde a Terra de Piratininga, que não pára nunca.


Foto da colação de grau do Renato 

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Ricardo Uchôa Rodrigues

12/22/2016

REFLEXÕES


Ter razão

 ou ser Feliz!




C hega o final do ano e todo mundo fica meio reflexivo.
Meio pensando e fazendo balanço de momentos felizes e nem tão felizes assim, de palavras mal ditas, de mágoas recentes e aquelas que acumulamos durante algum tempo...
Mas depois de tantos pensamentos, reflexões e análises, o que fazemos com tudo isso? Começamos um novo ano e, como num passe de mágica, esquecemos de tudo! Continuamos a viver, muitas vezes cometendo os mesmos erros mais coisas ruins, que     podiam dar lugar a sorrisos, abraços, beijos, carinhos, mas que insistimos em guardar, pois por muitas vezes realmente temos razão e em outra acreditamos que temos.
Que tal pegarmos o resultado de nossas reflexões e tomarmos uma atitude que resulte em alegria, paz consciência tranquila e caminhos abertos? Pois ao esquecermos o que dá para ser esquecido, enterramos em covas profundas e concretamos pessoas, atitudes e situações que só nos fazem mal, já que perdemos mais tempo com quem nos faz mal do quem o inverso.
Que tal investirmos nosso tempo em amigos verdadeiros, amores sinceros, pessoas que realmente nos fazem bem, por quererem nosso bem? E que tal parar de desperdiçar nossas vidas brigando em provar que temos razão?
Afinal, queremos ter razão ou sermos felizes? É como diz a canção do Mestre João Gilberto “se você pretende sustentar opinião e discutir por discutir só pra ganhar a discussão, eu lhe asseguro, pode crer, que quando fala ao coração às vezes é melhor perder do que ganhar. Você vai ver, já percebi a confusão. Você quer prevalecer a opinião sobre a razão. Não pode ser, não pode ser. Pra que trocar o sim por não, se o resultado é solidão e em vez de amor uma saudade vai dizer quem tem razão.”


Um Feliz Natal de paz e muitas alegrias.


Ana Amélia Ramos de Oliveira
1º CRAS/Direção



12/16/2016

CRÔNICA DE SAMPA




QUERER É P ODER

Desde 2005 participo de campeonatos nos jogos de integração da Caixa Econômica Federal, na modalidade futebol, normalmente os jogos são realizados no seu Clube que fica em Sampa, em uma travessa da Av. Interlagos. 
É uma oportunidade que tenho de jogar com meus dois filhos. No campeonato deste ano não participei, mas acompanhei a trajetória até a final, que foi realizada sábado passado.
O meu filho trabalha na região de Santo Amaro, consequentemente sempre jogamos por esta SR, como eles denominam as regiões. Já fui campeão com eles em mais de uma oportunidade. 
Este ano foi formado um time a qual o chamaram de Juventus de Santo Amaro, desde o começo do ano essa rapaziada vem treinando, jogando salão no meio da semana e, em campo, nos fins de semana, fizeram alguns amistosos, até participar do campeonato.
O destaque do time, além de bons jogadores, é a determinação, a organização, disciplina e principalmente companheirismo.
O resultado não poderia ter sido diferente; ganharam todos os jogos no tempo normal, e a final foi emocionante: 5 x 4, sendo um jogo muito equilibrado.
Foram campeões com 100% de aproveitamento.
Não vou citar nomes, pois todos tiveram o seu mérito, representaram muito bem o seu papel, deram o melhor de si e depois foi só correr para o abraço, receber as medalhas e levantar o caneco. 
Parabéns a essa rapaziada. Só pelas fotos vocês verão que são todos bem jovens, e a alegria estampada nos seus rostos, foi que fez – ou que faz - a diferença.. 
FORZA  JUVE! Vocês mereceram. Segue o Jogo!
Um abraço desde Sampa a todos os paraenses - principalmente aos remistas, pela conquista do tricampeonato de basquetebol/2016... é a gente por dentro .
Novo recado agora somente daqui a 15 dias; portanto Feliz Natal pro meu irmão Aldemyr -, titular do blog – e para o monte de primos “papachibés”, que constituem a unidade  e a beleza das nossas famílias.

Saudações sãopaulinas. 

Eis  o nosso timão:






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Ricardo Uchôa Rodrigues
           

RAY CUNHA


Escritor apresenta romance como trabalho de conclusão do curso de Medicina Tradicional Chinesa da Escola Nacional de Acupuntura (ENAc)






                                                                                           MARCELO LARROYED 
                Escritor e mestre em Teoria Literária pela Universidade de Brasília


BRASÍLIA, 15 DE DEZEMBRO DE 2016 – O romance FOGO NO CORAÇÃO, de Ray Cunha, foi publicado hoje no Clube de Autores. Após pedido, o livro chega ao endereço do comprador em torno de uma semana. FOGO NO CORAÇÃO é como um iceberg. Na parte submersa, move-se o universo da Medicina Tradicional Chinesa, alicerçando a trama da novela: O delegado de Repressão a Homicídios, Ricardo Larroyed, também acupunturista e professor no Instituto Holístico, investiga o suicídio e o assassinado de três modelos de moda, ocorridos ao longo de 2016, em Brasília. Todas elas eram pacientes em acupuntura, sendo que duas delas foram atendidas no Instituto Holístico. O principal suspeito é o professor do Instituto Holístico, mestre em artes marciais e poeta Emanoel Vorcaro, sócio de Ricardo Larroyed na Clínica de Terapias Holísticas, onde Vorcaro atende a estonteante modelo Rosa Nolasco.

FOGO NO CORAÇÃO é ambientado no dia-a-dia do mundo da Medicina Tradicional Chinesa. Por trás da trama, fluem várias questões vivenciadas por quem estuda, leciona ou trabalha no âmbito da MTC. Por isso, Ray Cunha adverte: “Todas as personagens desta novela são fictícias, assim como a ambientação foi inventada, com exceção do escritor, pesquisador, psicanalista e acupunturista Jorge Bessa, que também trabalhou na área de inteligência e serviu ao Brasil em Moscou. Bessa aparece no romance com um perfil biográfico ligeiramente modificado; trata-se de uma homenagem a um amigo que tem minha admiração, especialmente pelo seu trabalho de pesquisa no campo espiritualista”.

É a primeira vez que um aluno de MTC apresenta como trabalho de conclusão de curso uma peça de ficção. Tudo começou na primavera de 2013, quando, orientado por Jorge Bessa, o jornalista e escritor Ray Cunha começou o curso de Medicina Tradicional Chinesa na Escola Nacional de Acupuntura (ENAc), em Brasília. Durante o curso, ele observou que o grande desafio dos acupunturistas no Brasil é o desconhecimento, por parte da população, das técnicas da MTC.

Foi assim que resolveu desafiar a tradição da academia e apresentar um inusitado, surpreendente, trabalho de conclusão de curso, orientado pelo professor-acupunturista Ricardo Antunes, com a missão de divulgar a Medicina Tradicional Chinesa, essa ilustre desconhecida no Brasil, inclusive vista por muitos, ainda, como bruxaria. O autor entendeu que um romance com foco no universo da MTC tem o poder de divulgar essa filosofia e ciência terapêutica na mesma medida do sucesso editorial da novela.

Neste contexto, FOGO NO CORAÇÃO aborda várias questões no âmbito da MTC, desde o estudo de caso de uma paciente de mioma até a técnica de inserção de agulha e questões existenciais e transcendentais, como o misterioso Qi, numa abordagem ampla do que é a Medicina Tradicional Chinesa.

RAY CUNHA é autor dos romances HIENA e A CONFRARIA CABANAGEM e das novelas NA BOCA DO JACARÉ, INFERNO VERDE (que integra o livro O CASULO EXPOSTO) e A GRANDE FARRA (edição esgotada).

E-mail do autor: raycunha@gmail.com



Foto: Rodrigo Cabral/2012
TRECHO DE FOGO NO CORAÇÃO


“Em conversa com uma colega major, que fazia o Curso de Medicina Tradicional Chinesa no Instituto Holístico, Francisco Nolasco foi orientado a levar sua irmã, Rosa Nolasco, para ser atendida, segundo a major, pelo professor mais brilhante do curso, Emanoel Vorcaro. Rosa Nolasco era 
tão linda que os homens com o dom do olhar clínico desejavam engoli-la, engravidar-se dela, e sentir o eterno e intenso triunfo da maternidade. Brasiliense da gema, filha de diplomata americano e uma potra de Belo Horizonte, era dessas mulheres que param o trânsito, literalmente, daí porque raramente são vistas caminhando na rua; escondem-se em automóveis indevassáveis, de onde saltam para atravessar apenas uma calçada, sempre de óculos escuros. E seu elemento é a noite. Ruiva, os cabelos caindo como ervas daninhas numa cascata caudalosa até ancas africanas – herança da mistura entre um lusitano e uma princesa moçambicana em uma geração bem anterior à sua –, a pele rosada, olhos verdes como folhas de jambu, lábios grandes, grossos e vermelhos, nariz arrebitado, e um sorriso que era uma queda para cima, foi estuprada a primeira vez aos 14 anos, idade em que a mulher ainda é criança, prestes a se transformar em borboleta. Depois dessa primeira vez, o autor, um tio de 40 anos, estuprou-a mais oito vezes, até ela engravidar e ser conduzida a um matadouro, onde sangrou a ponto de quase morrer, resgatada pelo seu irmão, Francisco Nolasco, major da Polícia Militar do Distrito Federal, atirador de elite. O tio, um tal de José Antônio, foi encontrado com os bagos e o pênis destroçados a tiros e uma bala na hipófise, flutuando no Lago Paranoá, onde, a bordo de um iate, promovia bacanais pantagruélicas. Aos 17 anos, Rosa, uma flor de 1,80 metro e 70 quilos, iniciava a profissão de modelo, em plena tragédia, pois quase todo mundo que gravitava em torno dela queria predá-la, incluindo mulheres invejosas, mas seu maior predador era ela mesma. Passara por muitas camas, abortos e a exploração mais abjeta, porém seu corpo tinha a invulnerabilidade das rosas, que são frágeis, mas eternas. Sua tragédia perpassava pelo histórico das mulheres da família: o mal instalara-se com fúria no seu útero: uma colônia de miomas.

“Quando Rosa Nolasco chegou, o professor Emanoel Vorcaro a aguardava. Ele dividia seu tempo entre a Universidade de Brasília, o Instituto Holístico, a Clínica de Terapias Holísticas e sua casa, na 703 Sul. Estava lendo alguma coisa quando os irmãos entraram no consultório. Vorcaro deixou de lado o que estivera lendo e pousou os olhos mortos nos olhos dela, e assim permaneceu por tempo excessivo, como um especialista em iridologia perscruta a alma do paciente, mergulhando nos subterrâneos labirínticos, nos pântanos, nas pradarias, nos jardins, no sol, nos olhos de Rosa Nolasco, que, de manhã, assumiam uma nuança azul; à medida que o dia avançava, e quanto mais calor fizesse, então as esmeraldas surgiam em meio aos arbustos rubros; e, à noite, eram como jambu, prenhes de espilantol. Emanoel Vorcaro gemeu. Provavelmente o gemido foi mental. A eternidade daqueles segundos o inebriara: sentiu cheiro de mar, ouviu risos de crianças, a voz de Frank Sinatra em alguma alcova perdida na paisagem vista da janela daquele quarto de hotel, em Paris, ao cair da noite, naquele momento e condições que tornam gentil todo o mundo, e viu sua esposa com seu filho imaginário no colo, rindo o riso cristalino das mulheres lindíssimas, e que o perseguia aonde quer que fosse.”


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••• RAY CUNHA – Escritor e Jornalista baseado em Brasília-DF, Brasil, e o mais antigo colunista do Jornal do Feio

EFEITO LEDA NAGLE

Câmara aprova alteração na estrutura da EBC com extinção de conselho
LEDA NAGLE foi injustiçada

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira/14, a medida provisória (MP) que altera a Lei 11.652/08, que criou a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A medida introduziu mudanças na estrutura da empresa, voltada para a promoção da comunicação pública, conforme determina a Constituição Federal. O texto aprovado, de autoria do senador Lasier Martins (PDT-RS), prevê a constituição de um Comitê Editorial e de Programação, que vai substituir o Conselho Curador, órgão extinto na proposta encaminhada pelo governo. O texto segue agora para o Senado.
A medida foi apresentada pelo governo no início de setembro. Entre as mudanças, a MP também alterou a forma de nomeação do diretor-presidente da EBC. Pela proposta, ele será nomeado pelo presidente da República, após aprovação do Senado Federal. Além disso, a MP também altera a composição do seu Conselho de Administração (Consad).
A MP encaminhada pelo Palácio do Planalto extinguiu o mandato do diretor-presidente da EBC, determinando que este seja nomeado e exonerado pelo presidente da República. Na regra anterior, o diretor-presidente tinha mandato de quatro anos, não coincidente com o do presidente da República, e não podia ser exonerado.
A extinção do Conselho Curador foi criticada por deputados integrantes da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom). Para a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), a alteração fragiliza a comunicação pública, a equiparando  à comunicação estatal pela possibilidade de ingerência do Executivo e por limitar a participação da sociedade. “Essa medida provisória provoca a desestruturação da EBC e a desconstrução do sistema público de comunicação, pois tira a pluralidade, a participação da sociedade na empresa”, disse.
Concebido como espaço de participação da sociedade na empresa, o Conselho Curador, formado por 22 pessoas da sociedade civil e do governo, tinha entre seus objetivos deliberar sobre as diretrizes educativas, artísticas, culturais e informativas integrantes da política de comunicação propostas pela diretoria da EBC. A recriação do Conselho foi motivo de vários destaques encaminhados por partidos da oposição. Os destaques foram rejeitados com os votos da base aliada do governo.
O texto aprovado recriou no lugar do conselho um Comitê Editorial e de Programação com funções mais restritas. Na sua formatação, o comitê será formado por 11 pessoas e será responsável, entre outras coisas “por deliberar sobre os planos editoriais propostos pela diretoria para os veículos da EBC, na perspectiva da observância dos princípios da radiodifusão pública” e por “deliberar sobre alterações na linha editorial da programação veiculada pela EBC”.
O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), acusou o extinto Conselho Curador de ser “aparelhado” pelo governo da ex-presidenta Dilma Rousseff e defendeu a alteração proposta na comissão especial. “Lamentavelmente a liderança do governo não defende o que está aqui escrito [na proposta aprovada em plenário]. O Conselho Curador era o aparelhamento da EBC. Aqui está o comitê de programação editorial é composto totalmente pela sociedade civil, aqui estão representantes de emissoras de rádio e televisão públicas, do setor audiovisual independente e assim vai”.
A deputada Angela Albino (PCdoB-SC), que foi a relatora revisora da MP na comissão especial, lamentou a extinção do Conselho Curador. A deputada refutou o argumento de que o conselho curador seria ocupado apenas por pessoas favoráveis ao governo Dilma. “Quando se construiu a EBC, esse plenário exigiu a presença de um conselho curador plural e é preciso dizer a presença de Cláudio Lembro [ex-governador de São Paulo], de Boninho [José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, ex-executivo da Globo] de outras pessoas não identificadas com o partido que estava no governo”, disse.
Segundo a deputada, apesar do tema da comunicação pública ser pouco debatido no Congresso Nacional, a comissão conseguiu apresentar alguns progressos. “Avançamos, mas não é o produto final que se deseja. Conseguimos na atual correlação de forças construir um comitê plural de programação que garante certa autonomia à EBC”, disse.
Criada em 2007, a EBC é gestora da TV Brasil, Agência Brasil, Radioagência Nacional e do sistema público de rádio, composto por oito emissoras: rádios Nacional AM do Rio de Janeiro e Nacional AM de Brasília, Nacional FM de Brasília, rádios MEC AM e MEC FM do Rio de Janeiro, Rádio Nacional da Amazônia e das rádios Nacional AM e FM do Alto Solimões.
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Fábio Massalli

* Com informações do Portal 

12/09/2016

FALTA DE CARÁTER






A
 jornalista e apresentadora Leda Nagle foi demitida da TV Brasil. A profissional estava há quase 21 anos à frente do 'Sem Censura', atração de alcance nacional que fala sobre os principais acontecimentos do país e traça painel cultural e suas múltiplas tendências. "Fiquei e estou muito triste", relatou a comunicadora por meio de texto publicado no Facebook.
Leda escreveu um curto texto na rede social explicando o que aconteceu. "Me sinto na obrigação de esclarecer esta situação que me surpreendeu ontem e que ainda não posso dizer, sinceramente, que assimilei ou degluti". De acordo com ela, há dois meses começaram as discussões sobre a renovação de seu contrato, com validade em cinco de novembro. Três reuniões foram feitas e nada acertado.
"Cumpri as regras burocráticas e continuei no ar, mesmo sem contrato, cumprindo minhas obrigações de acordo com as normas que acreditava vigentes. Tanto o Presidente da EBC como seus subordinados também agiam como se tudo estivesse certo. Segundo me diziam eles, “'o contrato está acabando de ser feito pelo jurídico'”, explicou.
A história teve desfecho na tarde de quarta-feira/8, quando Leda foi chamada para uma reunião. A direção da empresa informou para a jornalista que "por falta de dinheiro" não poderia renovar o contrato, mas que faria um "remendo" no documento para que ela ficasse no ar até cinco de janeiro.
Para a apresentadora, a situação revelou grande falta de caráter, já que haviam dito a ela que a renovação estava certa. "Não houve nenhuma proposta de redução do valor do contrato, nenhuma tentativa de composição, nem nas reuniões anteriores nem á uma hora da tarde de ontem, quando Laerte Rimoli (diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação) me demitiu. Foi assim. Foi muito feio", escreveu. Contando com a apresentadora Leda, a equipe do 'Sem Censura' tem outros 26 profissionais. 
A reportagem do Portal Comunique-se falou com Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que informou que o contrato da Leda foi prorrogado até cinco de janeiro, conforme foi proposta à jornalista. Na tarde dessa quinta-feira/8, a apresentadora foi recebida pelo time com flores e com mensagem de apoio. "Estamos com você! Força e Fé", escreveram. O programa foi exibido normalmente.
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Portal Comunique-se


12/07/2016

JORNALISMO INVESTIGATIVO




O
 jornalista Lucas Figueiredo lançou uma campanha de arrecadação para financiar as atividades do Jornal Pessoal pelos próximos dois anos. O periódico foi criado há 29 anos pelo jornalista e sociólogo Lúcio Flávio Pinto, mas agora corre o risco de acabar.
O Jornal Pessoal é editado em Belém do Pará e sai quinzenalmente desde 1987. É considerado o mais longevo veículo alternativo da imprensa contemporânea brasileira. Lúcio Flávio Pinto escreve sobre a Amazônia e suas reportagens já lhe renderam 34 processos judiciais (4 ainda em curso). O jornalista também já foi ameaçado inúmeras vezes, e agredido fisicamente por causa de seus textos.
O Jornal Pessoal é financiado apenas com o valor da venda em bancas de jornal. Para garantir a independência do veículo, Lúcio Flávio decidiu não aceitar nenhum tipo de anúncio ou de publicidade. Atualmente, os recursos das vendas não têm sido suficientes e o Jornal Pessoal corre o risco de acabar em 2017, ano de seu 30º aniversário.
Os custos de publicação do Jornal Pessoal são de R$ 5.840 por mês. A campanha de crowdfunding busca arrecadar R$ 160 mil, suficiente para manter o veículo pelos próximos 2 anos.
É possível contribuir com a campanha com doações de R$ 10 a R$ 2.000. Clique aqui para participar da arrecadação de fundos.
Por seu trabalho com o Jornal Pessoal, Lúcio Flávio Pinto recebeu uma série de prêmios nacionais e internacionais, inclusive a homenagem da Abraji em 2009, o Prêmio Esso (recebido em 4 ocasiões diferentes), o Vladimir Herzog e o International Press Freedom Award, concedido pelo Committee to Protect Journalists (CPJ).
A campanha é organizada pelo jornalista Lucas Figueiredo, que atuou como repórter da Folha de S.Paulo e colaborador da rádio BBC de Londres.
*Conteúdo originalmente publicado no site da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
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Transcrito do Portal Comunique-se

12/05/2016

CRÔNICA DE SAMPA




SEM PRECONCEITOS

No inicio dos anos 60 existia o Torneio Rio São Paulo. jogos entre os times de futebol do Rio e Sampa, gerando uma rivalidade muito grande entre estes dois estados. 
Ainda relacionado ao futebol Brasil e Argentina viviam e ainda nos dias de hoje há certa rivalidade entre estes dois países latinos.  
Quando entrei na faculdade, no início dos anos 70, fui estudar na FEI, em São Bernardo do campo, no curso de engenharia. Havia opção entre você estudar na Mauá, Poli ou Fei. A primeira opção era a Poli, faculdade pública, a briga era quem era a segunda e principalmente pelos jogos da MAPOFEI, aí surgiu uma rivalidade muito grande, das faculdades vizinha no ABC, Mauá e Fei.
Hoje analisando os meus amigos de verdade, conclui que, por ironia do destino, com o passar dos anos tive dois grandes amigos, que infelizmente vieram a falecer o Carlos carioca, morou no nosso prédio, tivemos uma boa amizade e mesmo quando mudou, continuamos bons amigos, e da família inclusive somos até hoje, infelizmente ele foi embora fora do combinado . 
No meu trabalho atual, conheci um argentino de Mendonza, o Sr. Jorge, o qual houve uma grande empatia, a gente foi amigo de verdade até ele vir a falecer a uns quatro
anos atrás.
Há uns doze anos atrás, fiz amizade com o Radovan, cujo o filho casou com a irmã da minha ex-nora, também houve e há uma empatia muito grande, e ele é um grande amigo, e adivinha onde ele é formado, na Mauá. Ninguém é perfeito Hahahahaha.
Concluindo amizade não tem raça, cor, credo, nacionalidade, tenho um grande amigo a quase 60 anos que é negro, o Giba, gente finíssima, estamos sempre juntos na Confraria dos Boleiros. 
Na época da faculdade um dos meus melhores amigos era descendente de japoneses, o Tanaka, a gente sempre se encontrava fora da faculdade para estudar, fui no seu casamento, a maioria dos convidados eram nipônicos.
Estamos aqui nesta terra de passagem, o importante é ser feliz e ter amigos de verdade.

Um abraço ao pessoal de Belém – terra do meu irmão Aldemyr, coriinthano doente -  e as minhas homenagens  à família do jogador  Lucas Gomes. bragantino de origem,  e uma das vítimas fatais do acidente da Colômbia.
Daqui a alguns dias eu voltol, by.

    Eu e a minha mini tchurma


   
    Rodovan


   Eu os meus craques... veteranos

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Ricardo Uchôa Rodrigues
           

11/29/2016

FENAJ





FENAJ e Sindicatos homenageiam vítimas e solidarizam-se com os familiares dos atingidos pelo acidente na Colômbia

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Município do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Santa Catarina lamentam profundamente o acidente aéreo ocorrido na madrugada desta terça-feira (29/11), na Colômbia, que provocou, segundo as autoridades colombianas, a morte de 75 pessoas, entre elas 21 profissionais de imprensa brasileiros, a maioria com a atuação no Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.
O avião da empresa aérea Lamia transportava a delegação do time Chapecoense, que disputaria, amanhã, a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, em Medellin.  Com 81 pessoas, a aeronave caiu a cerca de 30 quilômetros do aeroporto da cidade. Seis pessoas sobreviveram, entre elas o jornalista Rafael Valmorbida Henzel, da Rádio Oeste Capital, de Chapecó.
A tragédia vitimou fatalmente profissionais de  jornalismo esportivo de jornais, emissoras de rádio e de televisão que fariam a cobertura jornalística da disputa. A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas do Município do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Santa Catarina prestam sua homenagem póstuma a esses profissionais e expressam sua solidariedade aos familiares e amigos de todos os atingidos nesse momento de dor.
Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Município do Rio de Janeiro
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Santa Catarina
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo
Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul
2

11/23/2016

POSSE


Novos rumos para a APJ





A
nova diretoria da Academia Paraense de Jornalismo/APJ tomou posse em cerimônia restrita aos seus membros. O jornalista Álvaro Martins assumiu a presidência, tendo como vice Roberta Vilanova, que é a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Pará.

A APJ, que não tem sede própria, ficará abrigada no SINJOR-Pa e já traçou novas diretrizes em sua atuação, que deverá ser marcada por atividades culturais e educativas, proximidade com o Sindicato e participação ativa no debate dos grandes temas regionais.

Compilado do Blog da Franssinete Florenzano

RAY CUNHA



CONTO/Mulher na chuva



O tronco da mangueira parecia excessivamente grosso, visto de longe, na agonia da tarde; era alguém que estava abraçado nele. Trajava-se com um vestido de seda, longo, estampado com rosas colombianas vermelhas, em pinceladas que eram puro Paul Gauguin. Seus lábios, pintados também de vermelho, poderia ser uma daquelas rosas que alguém, de tanto beijar, sangrou. O que mais chamava atenção na jovem que abraçava-se à mangueira eram seus olhos, negros, grandes e misteriosos como mulher nua, que, de repente, emerge das águas do mar. As partes à mostra da sua pele – no estertor da tarde, quando é possível ouvir-se a tarde morrer, seguindo-se o riso feminino da noite – flutuavam, como escultura de marfim, no anoitecer. Seus cabelos cobriam-na como um véu, com vida própria, esvoaçando levemente à aragem, que prenunciava chuva. Ela meneou a cabeça; seu nariz era gracioso, quase teimoso. Desgrudou-se um pouco da árvore e virou-se para frente, e os seios, pequenos e rijos, quase escapuliram da prisão. Voltou-se novamente e ficou na posição anterior. Seus quadris abaulavam-se, a partir da fina cintura e mergulhavam no mistério. Ela estava ali já fazia algum tempo, recarregando o que chamava de Qi (pronuncia-se "ti"), que quer dizer, em mandarim, algo como energia. Ela era jovem. Tinha vinte e poucos anos, mas continha toda a experiência do mar, por isso seu olhar era tão intenso, e inacessível, e os poetas, ao se sentirem atraídos por aquele olhar, sentiam a vertigem dos primeiros beijos, sabedores de que se tratava apenas de delírio. Fora casada com um cadete da Academia Militar das Agulhas Negras, mas aquele tipo de mulher, completamente linda, por dentro e por fora, como rosa nua, só pode ser feliz com um mago poderoso, que a leve ao cume do Pico da Neblina.

– Ava! – ouviu-se. Alguém, uma mulher, a chamava. Ela não se moveu. A mangueira era grande, como as que povoam o centro de Belém do Pará. – Ava! – gritaram de novo, e a voz perdeu-se no anoitecer.

Fora um duro dia de trabalho, e no fim do dia atendera um vampiro. Ava não sabia que se tratava de um vampiro, pois na sua mente só havia jardins, muitos jardins, inúmeros jardins. Quando ela ampliou os olhos do velho, sob a lente – um velho acabado, murcho como maracujá seco –, identificou uma ventosa chupando luz, e sentiu-se tonta. Os vampiros, na verdade, não são como o de Bram Stocker; são chupadores de Qi, de luz, e quando encontram uma jovem lindíssima, procuram sugar desesperadamente sua energia, tanto que vão embora lentos, como carapanãs após a bacanal. Por isso Ava estava ali, abraçada à mangueira. Abraçava-se sempre a uma árvore quando sentia-se exaurida.

– Ava Nogueira! – gritaram de novo, agora com sobrenome.

Já era noite quando a chuva engrossou; então, Ava desgrudou-se do tronco da mangueira e correu para a chuva. Logo seu vestido ficou totalmente molhado, e suas curvas, curvas que somente a música pode fazer, revelaram-se em toda a sua oceânica beleza. Relâmpagos estalaram. Ouviu-se trovejar, mas Ava já estava na varanda da casa, abrigada numa felpuda toalha, alva como sua pele, que sua mãe lhe levara. E o Lago Sul se encolheu sob o dilúvio.

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••• RAY CUNHA – Escritor e Jornalista baseado em Brasília-DF, Brasil, e o mais antigo colunista do Jornal do Feio