11/24/2012






O redator do Jornal do Feio, junto com seus colunistas e colaboradores, irmanados nessa moção de fé e devoção à Maria Santíssima – Virgem Medianeira de Todas as Graças e Excelsa Padroeira da Vila de Icoaraci - desejam a todos que nos prestigiam com a sua leitura, um abençoado

Círio das Graças.



Feliz Círio Icoaraci

O deputado federal Zenaldo Coutinho –, Prefeito Municipal de Belém, eleito pela vontade soberana do povo da Metrópole da Amazônia – deseja a todos os felizes moradores e amigos de Icoaraci, no dia maior de sua fé católica, um Feliz e Abençoado Círio de Nossa Senhora das Graças.

Que a Medianeira nos dê forças para contribuir para o progresso e desenvolvimento da antiga Vila de São João do Pinheiro, e que o seu povo possa sorrir sempre todos os dias que virão, com muita mais fé e muito amor ao próximo.

Feliz Círio Icoaraci – a Vila Sorriso.




CÍRIO 2012



Mais uma vez os católicos santarenos saem às ruas para homenagear sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Mais um Círio, mais uma Festa... E se renovam nos corações a esperança, a fé e o amor fraterno. O Círio de Nossa Senhora da Conceição nem é tão antigo assim (a Festa, entretanto o é). Iniciado em 1919, por iniciativa do Clero local, em substituição ao “Círio da Bandeira”.  o Círio de Nossa Senhora da Conceição foi mais uma iniciativa que, como dizemos “caiu no gosto do povo”. E a cidade foi crescendo, o número de habitantes aumentou, e o Círio foi se modificando... O trajeto foi sendo alterado conforme a cidade crescia, as homenagens também. E o Círio hoje está aí, às nossas ruas, às nossas portas... Sobrevivendo, mesmo com todas as mudanças. Somente uma coisa não mudou nestes anos todos: a fé do povo Santareno, que neste período se irmana, se reúne e celebra a Festa de sua padroeira, o Natal antecipado da foz do Tapajós...Feliz Círio a todos. (Pe. Sidney Canto)
JORNALISMO 
                                                                                                                
O II Seminário de Jornalismo e Mídia Training do Oeste do Pará será aberto nesta sexta-feira ( 23), no auditório da Ufopa, Campus Tapajós, indo até a noite de sábado (24).  A abertura acontece às 19h30 e será feita pela presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Pará – SINJOR - Sheila Faro. Em seguida, o presidente da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas -, Celso Schröder profere a palestra magna com o tema: Que jornalistas a sociedade exige? Formação e informação de qualidade. O seminário prossegue no sábado pela manhã com as oficinas de Radiojornalismo, Telejornalismo, Assessoria Digital Web 2.0, Assessoria de Imprensa, Edição Jornalística e suas implicações penais e Mídia Training, esta última direcionada a empresários e dirigentes empresariais, políticos, gestores públicos e de organizações privadas. Mais informações pelos fones (93) 3522 4907/9128 0609, ou no blog www.semjorpa.blogspot.com.

EXPLORAÇÃO SEXUAL

A pedido do deputado Arolde de Oliveira (PSD-RJ), a comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados realizará audiência pública, no dia 27 deste mês, para discutir o projeto de lei da deputada Lauriete de Almeida (PSC-ES), que trata da veiculação obrigatória por emissoras de radiodifusão de anúncios sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes. Estão convidados o consultor jurídico do Ministério das Comunicações, José Flávio Bianchi; o presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero; o professor da Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Gustavo Binenbojn; a coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, Rosane Bertotti, e o advogado Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Excelente iniciativa. Parabéns.

DEFICIENTE APRENDIZ

O deputado federal Romário (PSB-RJ), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Brasileira de Hospitais (FBH) lançarão, no próximo dia 5 de dezembro, em Brasília, a campanha Deficiente Aprendiz. O objetivo da iniciativa é estimular os estabelecimentos hospitalares a oferecer e garantir vagas para treinamento e qualificação de pessoas com necessidades especiais. O espaço é considerado privilegiado para inserção dessas pessoas no mercado de trabalho. A solenidade de lançamento será realizada na Câmara dos Deputados, às 17h00, no Hall da Taquigrafia da casa legislativa. Na oportunidade, será apresentada cartilha, em que o deputado e jogador Romário é personagem central de uma história em quadrinhos. No texto, ele fala da importância de se enfrentar o preconceito: "é mais do que ganhar copas, é ganhar o respeito pelas diferenças", retrata. A publicação sobre o tema será encaminhada aos diretores e donos de hospitais de todo o país, na expectativa de angariar adesão à proposta.

MAESTRO ISOCA

Santareno Wilson Fonseca, conhecido como Maestro Isoca, falecido em 2002 e que neste ano completaria 100 anos de existência. A obra deste monumental artista está pronta, como forma de homenagem no seu centenário pelo filho o Magistrado  Vicente Malheiros da Fonseca com o lançamento do livro “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca”. A obra sintetiza as pesquisas que Vicente realizou há anos sobre a trajetória do seu pai.  O livro traz composições musicais, discografia, bibliografia, além de parcerias do Maestro com os filhos e ilustrado com fotos. O lançamento foi realizado em Santarém no inicio deste mês e em Dezembro será lançado na capital do estado. “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca”, breve estará em todas as livrarias. Uma bela e merecida homenagem de um filho ao pai querido.

INVESTIMENTOS

O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Transportes (Setran), está executando um programa de construção de 81 novas pontes, que totalizam um investimento de R$ 125 milhões. As pontes transpõem rios e igarapés que cortam rodovias estaduais em todas as regiões do Pará. Se somadas, estas construções ultrapassariam 2,8 km de extensão. Três destas novas pontes já foram concluídas e entregues à população de Mojuí dos Campos, na PA-445; de Conceição do Araguaia, sobre o rio Arraias, na PA-287; e na PA-252, sobre o igarapé Paneiro. A Setran está construindo a ponte sobre o rio Curuá, que terá uma extensão de 360 metros por oito metros de largura. A obra vai possibilitar o trânsito sem interrupção na rodovia PA-254 e beneficia os municípios de Alenquer e Óbidos, além das demais cidades do lado esquerdo do rio Amazonas.

MOTINHAS
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O Banco do Estado do Pará (Banpará) publicou no Diário Oficial do Estado (DOE), a convocação de 39 candidatos aprovados no concurso público aberto por meio do edital nº 001/2012. Os candidatos, de 23 municípios paraenses devem comparecer à sede da instituição em seus respectivos municípios.  Aqui no Oeste as vagas serão preenchidas em Alenquer, Curuá, Juruti, Óbidos e Santarém. *** A 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogo ilegal em Goiás e no Distrito Federal, a cinco anos de prisão em regime semiaberto pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influência. A juíza Ana Cláudia Costa Barreto, expediu alvará de soltura em favor de Cachoeira. Com esse exemplo, será que os ladrões do mensalão serão presos? Isso é uma vergonha! *** Grande parte dos trabalhadores do País começa a receber o pagamento da primeira metade do 13º salário. No Pará, será um total de R$ 1,2 bilhão depositado nas contas de 1,8 milhão de assalariados somente nesta primeira parcela, de acordo com o Departamento de Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). *** Em municípios onde a população for de até 10.000 habitantes, o salário de seus vereadores não pode ultrapassar 20% do salário do deputado estadual, seguindo-se as demais proporções: de 10.000 até 50.000 habitantes (30%); de 50.000 até 100.000 habitantes (40%); de 100.000 até 300.000 habitantes (50%); de 300.000 até 500.000 habitantes (60%); e acima de 500.000 habitantes (75%). É o que esclarece a Orientação Técnica (OT), de número 01/2012, do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará. *** Dia 19 de dezembro será o último dia para a diplomação dos eleitos este ano. Será também a data a partir da qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não mais permanecerá aberto aos sábados, domingos e feriados, e as decisões não mais serão publicadas em sessão (Resolução nº 22.971/2008). *** Mil cento e vinte quilômetros de rodovias espalhadas pelo País tiveram obras concluídas pela segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC 2 do Governo Federal. No Pará apenas a BR 163 (Santarém-Cuiabá) foi beneficiada *** Cerca de 70 por cento dos pacientes que vivem com aids hoje no Brasil e que recebem medicamentos pelo SUS estão vivendo cada vez mais. O boletim apontou também uma ampliação da testagem no pré-natal. Para se ter uma idéia, enquanto em 2004, 63% das mulheres gestantes realizaram o teste, entre 2010 e 2011, esse índice foi de 84%, um aumento de 21 pontos percentuais. *** Todos os jogos do São Raimundo na competição de acesso ao Parazão 2013, serão transmitidos através da Rádio Ponta Negra AM (890 KHZ). A emissora que tem os melhores craques da região.  Vale a pena conferir. *** Desejo que as bênçãos de Nossa Senhora da Conceição se transformem em saúde para toda população do Oeste do Pará. Excelente Círio a todos. *** Também gostaria de cumprimentar o povo de Icoaraci - onde esta coluna é muito lida - pelo Círio 60 - em louvor a Senhora das Graças *** No sábado estaremos reverenciando a nossa padroeira na Garapeira Ypiranga do meu ilustre amigo Cacheado. Participações especiais da Loira Gelada, Ruiva Destilada, Morena Quente, Negra Gostosa e Bela Dalila. Fui

RAY CUNHA









Assim caminha o ano rumo a dezembro



BRASÍLIAOs dias sucedem-se nublados. Às vezes, abre-se uma gigantesca fresta de sol sobre a cidade, que pulsa ao calor. Há dias de vento forte, e chove. Assim caminha o ano rumo a dezembro, docemente, ao embalo do verão. Há mangueiras que já se vergam ao peso das mangas, belas como enfeites de Natal. Lemos, nas mentes das pessoas, que depositarão novamente todas as suas esperanças no primeiro dia do novo ano. Contudo, isso já está assegurado, porque a vida renasce todos os dias, todos os instantes, e para isso precisamos ouvir apenas o canto dos sabiás, sorrir para as crianças, especialmente as tristes, e oferecer flores aos que amamos, com o mesmo espírito de entrega do poeta ao ofertar rosas para a madrugada.
Dezembro não tardará, trazendo toda a magia da vida, até para os que se julgam perdidos na noite eterna dos danados, pois basta ouvir o riso dos pequeninos para que surja o sol no jardim do coração. Não importa quanto mal tenhamos praticado, mas quando sentimos o perdão todas as correntes se partem para sempre e descobrimos que é fácil voar. A esperança de 1 de janeiro deve se perpetuar para o dia 2 e se renovar, como as manhãs no trópico, até 31 de dezembro. Então, tudo recomeça.
Em 2013, vou abrir de novo meu relicário e ofertar todas as pedras preciosas que conseguir tirar de dentro dele. Posso ofertá-las para sempre, pois surgem mais e mais, infinitamente; são focos de luz, e só os vemos com o coração. Pretendo também ouvir mais a música da madrugada, para produzir mais diamantes, rubis e esmeraldas.
À medida que nos aproximamos de dezembro, a esperança brota numa flor, no canto dos passarinhos, nas mangueiras carregadas de frutos, no riso das crianças, nos olhos da mulher amada. As manhãs são redentoras, as tardes escoam como rios amazônicos e as noites são navios grandes e bem iluminados.
Sou o apanhador no campo de centeio. Estou ali, de vigília, e as crianças brincam de bola. Estou atento. Se a bola cai longe, vou apanhá-la e a devolvo para as crianças. Se uma delas se machuca, cuido do machucado e a consolo; quando elas sentem fome, alimento-as; e se alguma delas quer ficar triste, alegro-a, pois sei que tudo posso; até voar.
E assim vão-se os dias, embalados por ventos tão azuis que cheiram a mar. O Natal logo baterá à porta do meu coração, e virá o novo ano, num voo vertiginoso como o primeiro beijo, roubado dos lábios de um anjo, e tudo isso temos para sempre dentro de cada célula, de cada átomo, de cada quantum da nossa mente.
As madrugadas, as mesmas madrugadas que perpassam o Concerto para Piano e Orquestra, em Ré Menor, de Mozart, essas madrugadas impregnadas de Chanel Número 5 espargido nos labirintos de mistérios do corpo da mulher amada, essas noites tórridas da Amazônia, regadas ao choro dos jasmineiros, esse Atlântico, abrem-se na minha vida em veredas ladeadas por zínias multicoloridas e rosas colombianas, vermelhas. É nas madrugadas que dou à luz personagens que nascem ao computador.
E isso é tudo o que eu quero, além do brilho dos olhos da minha amada, e do riso da minha filha, e da luz dos meus anjinhos, e do cheiro da minha mãe, e do bate-papo com meus antepassados, e dos voos vertiginosos junto com meu pai. Assim, estarei sempre acordado e bem-disposto na missão do apanhador no campo de centeio.

RAY CUNHA – Escritor e Jornalista baseado em Brasília-DF, Brasil

11/16/2012

ROMULO MAIORANA








Aqui é o meu lugar



Meus pais eram italianos - Angelina e Francesco Maiorana -, mas eu sou brasileiro, nascido em Pernambuco. Entre Recife, a capital pernambucana, e Natal, Rio Grande do Norte, dividi a minha infância, a juventude, uma parte da mocidade. Nessas duas capitais estudei as primeiras letras até o secundário, como se dizia outrora. Nessas duas cidades ficaram os bons tempos de jovem, com todas suas inquietações, que tinha vontade de sair por aí, lutar, trabalhar, ser alguma coisa, e por isso é que desde cedo me encontrei com a vida, com o trabalho.
Quando cheguei a Belém era 1953. A cidade pacata, discreta, 
porém acolhedora, me agradou, e foi uma espécie de amor à primeira vista. De publicitário, inicialmente, que foi a minha primeira atividade na capital paraense, passei a lojista; uma vontade eu tinha, de fazer alguma coisa, de renovar, de remoçar Belém. Abri uma loja, gostei da experiência, bem recebida pelos habitantes da terra, e me senti apoiado e encorajado a prosseguir. Vieram mais três lojas, que os paraenses costumavam dizer tinham “mudado a fisionomia do comércio belenense”, e como não sou de estar procurando expressões difíceis nem nomes complicados, achei por bem que deveriam chamar-se Lojas RM. Formavam uma cadeia, no centro da cidade.
Quando estava na experiência de lojista, e que vingou, já o jornal me atraía. Os conhecimentos com a gente de imprensa da terra me levaram ao colunismo - primeiramente, social -, depois passei a escrever sobre homens e negócios. Iniciei no então O LIBERAL, órgão oficial do antigo Partido Social Democrático, fundado por Magalhães Barata. Em seguida, passei à Folha do Norte e, neste jornal, é que mantive por muitos anos a coluna Homens e Negócios. Da convivência diária, do contato com a turma do jornal, sempre me vinha aquele pensamento que eu entendia quase irrealizável, o de ter um jornal, dirigir uma empresa de divulgação, integrar-me ao metier, de corpo e alma. Muitas vezes eu relembro e vejo de forma quase alucinante aquele 1º de maio, dia de 1966 em que adquiri O LIBERAL, em situação precária, precisando de tanta coisa e tendo pouquíssimo. Arregacei as mangas, formei a equipe, o jornal começou a sair.
Onze anos são passados e eu me sinto gratificado quando vejo O LIBERAL ser lido e conhecido por todo o Brasil, impresso em offset - neste processo, foi o primeiro do Pará -, instalado em prédio próprio, com todas as condições de conforto para os meus funcionários. Junto a ele, a Rádio Liberal, que são irmãos, ambos, e muitas vezes pareço delirar quando relembro os momentos de espera e ansiedade pela concessão de um canal, quando vi chegado o momento de arregaçar uma vez mais as mangas e iniciar o processo de construção da TV Liberal - Canal 7, quando vi a sua torre tomar proporções verticais e se projetar no panorama visual de Belém do Pará, e, finalmente, a sua inauguração, a sua entrega oficial à cidade que me acolheu e para a qual eu dedico todos meus trabalhos, sempre procurando oferecer-lhe o melhor.
Isso tenho conseguido, muitas vezes lutando, outras enfrentando obstáculos que me pareciam difíceis de transpor, mas o poder de vontade, a força interior que me vem de Deus, me levam à realização de meus projetos. Quanto ao que represento para o Pará, para Belém, não posso dizer nada além do que me sinto acima de tudo um paraense, um nortista, um amazônida.
A maior parte do meu tempo eu passo no jornal O LIBERAL, dele dirigindo os outros órgãos da minha empresa - a Rádio e a Televisão. Trabalho em todos três com executivos da minha confiança e que já estão bem afinados com meu sistema, com as minhas ideias. Mas quando há necessidade de minha presença, e lá vou eu, de repente, à Televisão, que fica em prédio distante do jornal, ver de perto o que há de novo. Quem dirige empresa de comunicação tem que olhar em todas as direções. Muitas vezes as complicações surgem, as soluções têm que vir rapidamente, os nervos ficam tensos, mas depois tudo chega a bom termo e a gente sai para outra. No jornal eu fico até tarde da noite.
Ficar até tarde da noite no jornal não quer dizer que não vá a minha casa. Vou para o trabalho, mas à hora do almoço tenho o contacto alegre com minha mulher, Déa, meus sete filhos - Rosana, Angela, Rosangela, Romulo Jr., Rosemary, Roberta e Ronaldo -, e para mim esse é um momento que não dispenso, a não ser por circunstâncias muito especiais. É hora de ouvir a minha turma jovem contar as últimas, falar dos seus estudos - já tenho filha universitária-, discutir, opinar, defender seus direitos, enfim, um barato, como eles mesmos dizem, uma “assembleia geral” diária.
Trabalhar é preciso, mas viver também é preciso. Gosto da vida social, e não dispenso aos sábados e domingos o encontro com amigos em meu sítio na estrada, distante de Belém uns 30 minutos, a Romanza, onde faço um relax, deixo as preocupações na cidade e só volto à noite. Diariamente, também no jornal, costumo, às sete horas da noite, receber gente amiga, gente que eu conheço desde que cheguei a Belém, para um drink, um papo alegre, onde os assuntos por mais sérios que sejam sempre terminam com um pouco de humor, para relaxar a mente. Isso faz bem. Quanto à sociedade em termos formais, raramente participo, ao contrário de outros tempos quando fazia vida intensa nesse sentido. Agora, quando vou a festas e reuniões solenes é mais pela minha condição de pai, a acompanhar as filhas que estão na sua época.
Em Belém, conheci tanta gente boa, experimentei tantas compensações e tenho experimentado tão grandes momentos que não tenho do que me queixar, sob pena de ser injusto para com uma terra, um povo que me recebeu de braços abertos e me tornou um irmão. É como se eu tivesse nascido aqui, de tal maneira me integrei a esta comunidade. Quem dirige empresa lida com pessoas de todos os segmentos sociais, de cada contato recolhendo experiências que servem para enriquecer o aprendizado de viver. As surpresas são inúmeras, as lições muito maiores.
Gosto de tudo que é bom. De viajar. Se pudesse era o que faria a miúdo, mas nem sempre as responsabilidades me permitem. Entretanto, não desprezo, sempre que posso, viver as sensações de uma viagem: pelo Brasil, pela América do Sul, pela Europa, Estados Unidos, por onde puder eu vou, sempre trazendo um acréscimo de conhecimentos que tanto me ajudam. Sem leitura não há cultura, não há atualização, tudo se torna mais difícil no mundo absorvente e rápido em que vivemos. Leio tudo o que posso. A música também me atrai, e muitas vezes em meu gabinete de trabalho estou com gravador ouvindo fitas, popular ou erudita, a música é necessária. Quando bem criada em seus valores de som e harmonia, age inclusive como elemento moderador, devolvendo-nos a paz, a serenidade.
De vez em quando, na minha frente, se desenrola uma espécie de filme, com retalhos da vida que foi, da vida que é, hoje, presente. Recordo um tempo breve de infância na Itália, aquela paisagem azul mediterrânea, que eu revi não faz muito tempo, a imagem de minha mãe, aquele riso franco que lhe iluminava o rosto; meu pai, um ex-participante da guerra de 1914-1918, tão completamente simples; a volta ao Brasil, Recife, Natal, Belém, a terra que me aguardava e eu não sabia. Minha mulher, meus filhos, todos nasceram nesta cidade, ela me tornou seu Cidadão, o Pará também teve o mesmo gesto de carinho e afeição. Quando chega o tempo do Círio, eu me sinto com todas as alegrias naturais de um bom paraense, envolvido pelos mistérios desse dia de Fé ainda não decifrados, uma espécie de esfinge na devoção. Esta Fé me impregnou, esta alegria me envolveu. Deixar Belém, jamais. Este é o meu chão definitivo.

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* Texto escrito em 1988.

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Republicado como homenagem deste repórter e do Jornal do Feio a`O LIBERAL  que completou 66 anos nesse 15 de novembro, e ao seu grande impulsionador  Romulo Maiorana.



ANTONIO TAVERNARD, assim como Icoaraci, foi esquecido





ANTONIO TAVERNARD
assim como Icoaraci, foi esquecido


De acordo com o advogado, jornalista, poeta e escritor Carlos Correia Santos, era o dia dez de outubro de 1908, ou seja, 1908, dois dias após o aniversário da nossa Vila Sorriso.  As cercanias da capital do Estado do Pará viviam o desde sempre mágico da procissão de mais um do Círio de Nazaré. Inspirados por todo aquele clima, o Mistério, a Força e a Beleza resolveram dar-se as mãos e se puseram a passear pela antiga Vila dos Pinheiros (atual Icoaraci) . O destino? Rua Siqueira Mendes, 585. Eles sabiam que um bom amigo estava por nascer dali a pouco. Do interior de um chalé português de fachada estreitada e angulosa, em frente à baía, ouve-se um choro que parece ir se misturar às águas do rio. Chegava à vida – para uma vida tão curta e intensa – um dos mais arrebatadores poetas de que todo Norte teria notícia: Antônio de Nazareth Frazão Tavernard.

Em sua cama, exausta pelo parto, mas firme e enlevada, Marietta Frazão Tavernard toma nos braços uma joia rara, preciosidade que nortearia seu viver daquele momento em diante. Orgulhoso, o pai, Othilio Tavernard, saúda o destino. Ali estava um herdeiro para eternizar o seu sobrenome. Batizado como Antônio, o varão logo passaria a ser tratado afetuosamente por Tony. Sua chegada representava um consolo. O casal já havia perdido a primeira filha, Adélia. Naquele bebê se depositavam outra vez os sonhos paternos que inspiram um primeiro filho.

Ao sabor do clima bucólico da Vila dos Pinheiros e embalado pelo rio que seus olhos sonhadores veriam sempre como um mar, Tony inicia uma infância calma, suave. Fase banhada pelos ventos da maré. Diria ele: “Nasci em frente ao mar/ Meu primeiro vagido misturou-se ao fragor do seu bramido/ Tenho a vida do mar!/ Tenho a alma do mar!”. Um menino ansioso por tudo que fosse novidade começava sua trajetória, tal como descreve no belo poema “Similitudes”. Um menino ansioso por tudo que fosse novidade começava sua trajetória.

A família muda-se para a capital, Belém. O endereço novo era outro chalé em estilo lusitano, agora na Avenida Conselheiro Furtado, esquina com a Generalíssimo Deodoro. Seguindo o costume da época, a residência precisava de um nome que logo é escolhido: Retiro São Benedito. O lugar correspondia à perfeita tradução do que eram, no período, os lares dessa região da cidade. Espécies de chácaras acolhedoras e amplas, cercadas por verde. As calçadas largas distribuíam-se pelas partes laterais e frontais do prédio. Nos fundos, um quintal todo cercado por estacas de acapu. Terreno amplo que acolheria muitas alegrias e amarguras.

Tony iniciou o primário no Externato Santa Mônica, dirigido pela professora Clarisse Proença, e concluiria o curso com o professor João Pereira de Castro, cuja responsabilidade era encaminhar os pupilos ao curso secundário. O jovem Antônio desde cedo se revelou um aluno exemplar, acima da média dos colegas. Um amigo do pai de Tony assim o definiria: “Tavernard, tens um filho que é um verdadeiro gato para saltar e pegar bola e uma águia na cultura”.
A verve artística do garoto foi em muito alimentada pela atmosfera boêmia da Belém das primeiras décadas do século XX. Era um tempo em que vizinhos formavam entre si uma verdadeira comunidade. À noite, em frente aos portões dos chalés e sobrados, reuniam-se os amigos da rua para saudar o luar com serenatas e declamações de poemas. Choravam os violões, suspiravam as moças. Era tudo romantismo e encanto. Quando chegava o Círio, o São João ou o Carnaval, os Tavernard abriam seu amplo quintal para a alegria dos cordões, pastoris e noitadas nazarenas. A obra do futuro escritor seria um grande bordado de tudo aquilo.

Com a chegada dos onze anos, chegava para Tony o tempo de ingressar no Ginásio Paraense (atual Paes de Carvalho). Ele não muda: mantém-se aquele misto raro de menino maroto e brilhante. Foi naquele centro educacional que começou a alimentar o gosto por seus próprios versos. Eram poemas que escrevia para o jornalzinho do colégio, o C.P.C. A essa altura, já aposentado, Othilio Tavernard trabalhava como redator no jornal “A Província do Pará” (onde chegaria a gerente, na administração do amigo Pedro Chermont de Miranda). Ali estava um espaço aberto para o crescente talento do filho. Tony teve a chance de publicar várias de suas poesias no jornal. Desta feita, novas portas foram se abrindo.

O DRAMA  - Concluído o curso preparatório de humanidades, o poeta matricula-se na Faculdade de Direito do Pará. Era o ano de 1926 e tudo na vida daquele excepcional rapaz de dezoito anos está para mudar dramaticamente. Tony cai doente. Médicos, exames e surge, por fim, o diagnóstico: hanseníase. A doença, vulgarmente conhecida como lepra, era, então, incurável. Nada podia ser feito pelo garoto. Uma cruel realidade lhe bate ao rosto: viver um doloroso processo degenerativo. O mundo dos sonhos, uma carreira promissora, toda uma juventude fadada ao fim. Antônio Tavernard escreve: “Acharam muito que eu sorrisse tanto/ e fizeram com que na minha boca/ morresse o riso e despontasse o pranto”. Ele não pôde sequer concluir o primeiro ano da Faculdade. Decidiu que era preciso se recolher, afastar-se do inevitável preconceito que o vitimaria. Precisava isolar-se para encontrar uma forma qualquer de renascer.

Atendendo a um pedido do filho, Othilio manda construir nos fundos da casa um pequeno chalé. Lugar que o enfermo poeta chamaria de “Rancho Fundo”. Antevendo-se alguma emergência, um sistema especial de sineta é criado, unindo o prédio principal à pequena casa. Para o local são transportados todos os pertences do rapaz. Sobretudo, suas preciosidades: livros, jornais, revistas, resmas de papel e canetas. Passado o choque inicial imposto pela nova realidade, Tony não sucumbe à angústia. Floresce em sua alma um dos mais impressionantes testemunhos de coragem já vistos. Sua fé, no lugar de esmorecer, torna-se imbatível. Era preciso que as lágrimas se transformassem em fonte de algo mais, que virassem o minar da mais vibrante e arrebatadora arte. Incentivado pela fiel e devotada amiga, sua mãe, ele dá início a uma produção literária assustadoramente bela.

A sombra da doença traz para a alma de Tony um tom místico, um estilo visceral. Aos 19 anos, ele já conta com uma vasta gama de trabalhos, torna-se um artista conhecido e respeitado pela classe. Com esta mesma idade, obteve o segundo lugar no concurso nacional de contos da revista “Primeira”, passando a colaborador da publicação. Seria ainda redator-chefe da revista “A Semana” e colaborador em quase toda a imprensa do país.

Os amigos de verdade não se afastam de Tony. E amigos novos surgem, interessados em se aproximar daquela alma que conseguia fazer de sua tragédia pessoal gênese para tanta beleza. O Rancho Fundo em nada se tornou um centro de solidão. Rodas de violeiros, boêmios e poetas formavam-se ao redor do leito de Tony. E ele poetiza: “Meu São João/ na noite do vosso dia/ com fogueiras brilhando de alegria/ com alegrias cantando num rojão/ parai um pouco na melancolia/ do meu portão”.

Personalidades vinham de longe conhecer tão cativante criatura. Fernando Castro, um dos amigos de Tony, dada ocasião, pediu-lhe para que recebesse o intelectual Paschoal Carlos Magno, que visitava Belém e insistia em conhecer o poeta. Uma vez apresentados por Fernando, Magno teria falado: “Muito prazer em conhecer o novo Machado de Assis”, ao que Tony responderia: “Com uma grande diferença: menos talento e mais sofrimento”.

Em 1929, o poeta finaliza seu primeiro livro. Uma coletânea de contos que atendia pelo sugestivo título de “Fêmea”. A obra reunia textos com temáticas ousadas para a época. A capa ganhou a provocativa ilustração de uma mulher nua, de costas e pendurada nas palavras Antônio Tavernard. Desenho assinado pelo pintor peruano Roberto Reynoso. O livro é editado no ano seguinte, causando reações díspares no meio literário: de um lado, desaprovação; do outro, aplausos.

Ainda em 1930, em parceria com o amigo Fernando Castro, Tavernard lançaria a comédia “A menina dos 20.000”. Era a prova de que o poeta sabia, como poucos, alimentar sua veia humorística, mesmo em meio a seu drama. Tony escreve ainda para o teatro as deliciosas peças “Seringadela”, “Que tarde” e “Paratí”.

Um marcante enlace entre duas dádivas da arte paraense acontece no ano de 1932. Outra vez cumprindo o papel de ponte, Fernando Castro une Antônio Tavernard ao jovem compositor Waldemar Henrique. Os dois, no entanto, jamais se veriam pessoalmente, pois o poeta já vivia em total reclusão no Rancho Fundo. Apesar da distância, o entrosamento entre os três artistas foi absoluto. Decidiram montar um espetáculo teatral a ser encenado na quadra nazarena. O objetivo era reverter a renda em prol do próprio Tony, já bastante debilitado pela enfermidade. Fernando tomou para si o encargo de fazer os textos da revista teatral que se chamaria “A casa da viúva Costa”. A Tavernard caberia a parte poética e a Waldemar, as partituras dos números musicais. Em outubro de 32 a peça é encenada num dos vários teatrinhos do arraial de Nazaré, recebendo críticas altamente elogiosas por parte da imprensa: “Todos três têm talento até para ceder por empréstimo”, estamparia um periódico. Bilhetes e telefonemas tornaram-se os aliados de Waldemar e Tony na troca de ideias e inspiração. Desse modo, os dois idealizaram uma série de canções inspiradas nas lendas amazônicas. Apenas duas, entretanto, chegariam a ser concluídas: “Foi Boto, Sinhá” e “Matinta Pereira”. O tempo para desenvolver aquele promissor enlace artístico fez-se diminuto. A doença avançava pelo interior de Tony de forma impiedosa e voraz.

Era o dia 02 de maio de 1936. Manhã clara, amena A sineta do Rancho Fundo toca com angústia. D. Marietta corre em busca do filho, o bebê que tomara no colo na Vila dos Pinheiros. A matriarca manda que chamem Othilio no trabalho com urgência. Sabendo o que estava por acontecer, ela conduz o poeta para fora de seu refúgio e, outra vez tomando-o nos braços, acomoda-se numa cadeira de balanço. A própria imagem da Pietá. Nos braços da mãe, Tony fecha os olhos por definitivo. Aos vinte oito anos, o anjo alado por versos é levado de volta à eternidade pelo Mistério, pela Força e pela Beleza.

Faleceu vítima da hanseníase, incurável nos tempos do poeta. .

Dias depois do enterro, uma vizinha revelaria a família ter sonhado com o poeta, todo vestido com uma túnica branca, procurando sentar-se e dizendo, arfante: “Graças a Deus, cheguei!”.
Autor da letra do hino do Clube do Remo, parceiro de Waldemar Henrique, comparado a Machado de Assis, Antônio Tavernard - meu conterrâneio com muito carinho -é patrimônio das letras amazônicas.

Para orgulho da gente icoaraciense!

Antônio Tavernard foi tema de dissertação de Mestrado, para obtenção do Grau de Mestrado em Estudos Literários. da professora Isabela de Almeida Alves Jangoux, junto à Universidade Federal do Pará – em 2011.

Um belo poesia de Antônio Tavernard:


SIMILITUDES


Nasci em frente ao mar.
Meu primeiro vagido
misturou-se ao fragor do seu bramido

Tenho a vida do mar!
Tenho a alma do mar!

A mesma inquietude indefinível,
que nele é onda, e é em mim anseio,
faz-nos tremer, faz-nos fremir, faz-nos vibrar.
Às vezes, creio
que da minha loucura do impossível
sofre também o mar.
Tenho a sua amplidão iluminada
- o meu amor; e seu velário de brumas
- minha mágoa.
Ruge a tormenta... e o que ele faz com a frágua:
embates colossais,
faço com a minha fé petrificada...
té que tudo se extingue em turbilhões de espumas
e de lágrimas... Destinos abismais!...

Guarda em si tempestades que estraçoam,
Cóleras formidáveis em mim guardo...
Sobre o meu pensamento, ideias voam,
voam alciões sobre o seu dorso pardo...

Meu gigantesco irmão,
Senhor do cataclismo,
se tens, por coração, um negro abismo,
eu tenho, por abismo, um coração.
Dentro de ti, quantos naufrágios, quantos,
de naves rotas pelos vendavais?!...
E, dentro de mim, sob aguaçais de prantos,
quantos naufrágios, quantos, quantos,
de sonhos, de ilusões e de ideais?!...

Faço trovas a alguém que não posso beijar
tal como tu, na angústia de querê-las
sem as poder tocar,
fazes, nas noites brancas de luar,
serenatas inúteis às estrelas...

Sou bem fraco, porém, e tu és forte...
Nada te vencerá, há de vencer-me a morte...
Embora!... Mar morto, água dormida
que por mais nada nem de leve ondeia,
hei de deixar meus versos pela vida,
como tu deixas âmbar pela areia!...

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CARLOS CORREIA SANTOS é pesquisador e escritor premiado nacionalmente, autor, dentre outras obras, das peças "Nu Nery", "Ópera Profano" e do romance "Velas na Tapera". Atualmente é a maior autoridade em estudos sobre a vida e a obra da Antônio Tavernard, a quem agradeço pelas informações  e pelo apoio.

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 CASA DE ANTONIO TAVERNARD

A Casa em que viveu Antônio Tavernard não mais existe. Assim como seu proprietário não existe, foi esquecida.

As paredes em estilo colonial, transformaram-se em escombros e entulhos  e entulhos. Portas e janelas vieram abaixo pela ação do tempo. O mato tomou conta de todo o interior do imóvel, com raízes espalhadas naquele que deveria ser um patrimônio histórico preservado, um testemunho da vida e obra do autor e também um dos tesouros históricos de Icoaraci, que a cada ano vê seus casarões desaparecerem nas estações chuvosas.
E não foi por falta de aviso. O Jornal do Feio, nesses quase sete anos no ar, chamou a atenção, por várias vezes, das autoridades para o problema. O redator deste espaço também fez a sua parte: através do jornal O ESTADO e da imprensa denunciou abandono e o descaso do Governo papara com o imóvel.

Foram realizadas várias reportagens no rádio, jornal e TV , mais ninguém deu a mínima

O ator e estudante universitário Evanildo Mercês .desabafa ao relatar o estado da edificação. “Essa situação é um desrespeito à sociedade paraense. A casa que deveria ser, pela sua forte simbologia, um espaço dinâmico da linguagem literária ou de realização de atividades artístico-culturais permanentes não passa de ruínas invadidas pelo matagal da área que cresce a cada dia, destruindo os restos mortais do prédio, dando, ao mesmo tempo, lugar a uma paisagem urbana desastrosa, fedida e aterradora”, diz ele.

Entre os moradores que frequentam as proximidades do local, é comum perceber movimentações de mendigos e assaltantes, que utilizam o terreno como ponto de esconderijo durante a noite.
Ainda bem que a área não foi invadida!

Procurados pelos jornais locais, os órgãos públicos apontam possíveis motivos para a situação do problema. Segundo umas fontr Secretaria de Cultura do Estado (Secult), a casa do poeta foi repassada à Secretaria de Segurança Pública (Segup) ainda na primeira adminisuração Simão . Durante esse período, a casa ficou sem nenhuma manutenção. Ainda de acordo com as informações, a Secult começou um processo de negociação com a Segup para retomar o imóvel e, desta forma, realizar um projeto de revitalização. A Segup também foi consultada e não se manifestou

A questão é que o imóvel- atualmente uma área de feio aspecto -, de grande importância histórica está preso entre os trâmites burocráticos do poder público. Como o governo não assumiu a responsabilidade pelo local, não sobraram nem as colunas da casa como testemunhas da história do poeta.
Por sinal, que só é possível reconhecê-la graças a uma placa trilíngue (em português, inglês e francês) com os seguintes dizeres: “Casa do Poeta Antônio Tavernard. Casarão antigo do século passado”.


Na Casa do Poeta Antônio Tavernard – que, repito com multa revolta, foi esquecida pelos Governos Estadual e Municipal – nasceram as Academias  Paraenses de Jornalismo, sob a inspiração  de Lucinerdes Couto; e Academia Paraense de Letras Interioranas, tendo a frente Lucy Gorayeb Mourão, além de sediar outros movimentos sociais  e culturais.

Dia 10 de outubro passado, se estivesse vivo, Antônio Tavernard – teria completado 76 anos.

AGOSTINHO CRUZ



Notícias da Paróquia São
João Batista e Nossa
Senhora das Graças
 Foto: Fernando Santos
   Padre Agostinho Cruz recebendo do diretor da ECT o selo   comemorativo ao Círio 60, de Icoaraci


Estimados amigos, 

Não sei se é do vosso interesse, mas por via das dúvidas – através do Jornal do Feio de nosso paroquiano e amigo Aldemyr Feio - envio algumas notícias da Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças, em Icoaraci.

Este ano comemora-se 60 anos de Círio em honra de Nossa Senhora das Graças, e 10 anos em que Dom Vicente Zico – atual arcebispo emérito de Belém, deu à paróquia o co-patrocínio de Nossa Senhora  das Graças, e 10 anos da coroação da imagem da santa.
O círio ocorrerá no domingo/ 25, quarto e o último do mês de novembro.

Como foi noticiado neste apaço, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos homenagearam a Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças com selo comemorativo do 60º Círio em Icoaraci. A sessão solene aconteceu na quinta-feira, dia 08/11 na Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças, às 20h00. Na ocasião D. Alberto Taveira, Dom Vicente Zico e Monsenhor. Cid e algumas autoridades civis, também, foram homenageados pelos “Correios”. Antecedendo a sessão solene houve um concerto mariano, proporcionado pelos meninos do Grupo de Flautas Dons, que interpretaram 11 canções falando de Maria.

Paróquia da Região São João Batista e outras de Belém recebem a visita da imagem de Nossa Senhora das Graças - Está acontecendo deste o início do mês a visita da imagem de Nossa Senhora das Graças às paroquias da Região Episcopal. É um momento de unidade e devoção que entrelaça as paroquias da região por ocasião da grande festa mariana. No último dia 04/11 a imagem esteve no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde foi recebida pelo Monsenhor Cid, ex-pároco de Icoaraci. Onde a imagem chega é muito bem recebida pelos fiéis.

Escolas e empresas de Icoaraci recebem a visita da iamgem de Nossa Senhora das Graças - As escolas municipais, estaduais e particulares de Icoaraci recebem durante todo esse mês a visita evangelizadora da imagem de Nossa Senhora das Graças. Ao total são mais de 40.
Outro momento forte é a visita da imagem às empresas; 
momento esperado por proprietários e funcionários, como se fosse o coroamento de todo um ano de trabalho e que, nessa ocasião, aproveitam para agradecer a Deus por todos os benefícios recebidos.

11/11/2012

ECT homenageia o Círio-60 de Icoaraci
Monsenhor Raimundo Possidônio e o Diretor Regional da ECT Paulo Sales




A Paróquia São João Batista e Nossa Senhora das Graças, em Icoaraci, esteve em festa na noite do último dia 08 de novembro. A Igreja-Matriz do distrito, que tem capacidade para 800 pessoas, ficou lotada e foi com muita emoção que a comunidade recebeu o lançamento do selo personalizado e do cartão postal em homenagem aos 60 anos do Círio de Nossa Senhora das Graças, Padroeira de Icoaraci.
A festa foi marcada pela apresentação do Grupo de Flautas Dons, que apresentou 11 canções falando de Maria, culminando com a “Ave Maria”, de Herivelto Martins, gravada por Fafá de Belém, apoio de órgão e violino. O conjunto, criado a pouco mais de dez anos, reúne mais de 70 crianças e jovens da comunidade cujo projeto é do casal de professores Adriana Pantoja e José Neto, que também residem no distrito.
Em meio às canções religiosas, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos/ECT, representada pelo Diretor Regional dos “Correios”, Paulo Bezerra de Sales deu inicio a cerimônia de lançamento do selo personalizado e do cartão postal, e convidou para a obliteração inicial o Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, que demonstrou toda sua emoção.
As próximas obliterações foram realizadas pelo pároco Agostinho Cruz, pelo monsenhor Raimundo Possidônio Carrera da Mata, e por representantes da comunidade, como a senhora Ioneli Azevedo, que representou a Primeira Dama do Pará, Jatene e a senhora Narja Dalmélia Conte de Oliveira, coordenadora do Círio de Nossa Senhora das Graças 2012.
Em seu pronunciamento, o diretor Paulo Sales ressaltou que esta era a maneira dos “Correios” homenagearem a dedicação da comunidade em realizar uma festa tão bonita no distrito. "Mesmo após nos ajudar a realizar o Círio de Belém, vocês ainda tem forças e coragem para realizar essa festa tão bonita”, disse o Diretor Regional.
O Arcebispo Dom Alberto Corrêa Taveira, se disse feliz em participação de mais um momento de fé e afirmou que o distrito de Icoaraci é marcado pela devoção a Nossa Senhora. “Agora graças aos Correios, com o lançamento desse selo e do cartão postal que levará a mensagem do Círio de Nossa Senhora das Graças para o Brasil e para o mundo, todos vãos saber que aqui em Icoaraci, no extremo norte da Amazônia o povo reverencia e festeja a devoção a Nossa Senhora das Graças”.
Quebrando o protocolo, monsenhor Raimundo Possidônio, mais conhecido como Cid, foi ovacionado pela comunidade, como reconhecimento pelos seus nove anos de serviços prestados a
Paróquia, e apesar de estar como convidado no evento, também teve de se pronunciar agradecendo o povo às manifestações que, para ele representa reconhecimento de todos pela a sua dedicação cujo resultado foi a transformação o Círio de Nossa Senhora das Graças em uma grande festa religiosa. Ele ainda ressaltou “que o Círio não era fruto apenas no seu trabalho, mas do empenho de todos da comunidade”. E como icoaraciense, legítimo pé-redondo, ele se mostrou muito orgulhoso de toda a trajetória da sua antiga Paróquia.
Os selos em homenagem ao Círio de Icoaraci – cujo símbolo é uma cuia de açaí - foram confeccionados na Casa da Moeda.
Eles passam a fazer parte do acervo e da história dos “Correios”. O objetivo é que, por meio deles, pessoas de outros países possam conhecer a segunda maior festa religiosa de Belém realizada no distrito de Icoaraci.
Em 2012, a expectativa é que mais de 100 mil pessoas participem da romaria que percorrerá as principais ruas de Icoaraci – conhecida por Vila Sorriso - no domingo, dia 25 de novembro. A saída da imagem de Nossa Senhora das Graças está prevista para as 8h da manhã, da capela de São Sebastião, localizada na Rua Siqueira Mendes, esquina com a Travessa Pimenta Bueno, na orla.
Um pouco antes, dia 18, será realizada uma carreata com 200 carros até o Estádio Olímpico Edgar Proença (Mangueirão). O objetivo é convidar a população a participar da festa.
O padre Agostinho Cruz, lembrou que a paroquiana Simone Rebelo, foi quem intercedeu junto a ECT para que houvesse essa homenagem.
A bela noite foi encerrada com a cerimônia de consagração dos presentes a Nossa Senhora.

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Paula Fernanda Santos/
Texto e foto