7/31/2011

Tranqüilidade, gastronomia e artesanato são trunfos da VILA SORRISO em dias de férias

Dona de extensa janela para o rio e dispondo de inúmeros restaurantes perto da orla, Icoaraci é uma alternativa para um passeio tranqüilo, com garantia de brisa fresca da praia, água de coco e uma culinária a base de peixes frescos para veranista nenhum botar defeito no último final de semana de férias escolares. Como bônus, nada de enfrentar estradas lotadas e horas de trânsito tanto na ida como na volta.
Com 142 anos e com uma população de 300 mil habitantes distribuída em nove bairros, segundo dados da Agência Distrital de Icoaraci, a Vila Sorriso possui estrutura de cidade média, dispondo de rede bancária, grandes supermercados, centro comercial, transporte público, hospitais públicos e particulares.
A dona de casa Maria Martins vive em Icoaraci desde quando nasceu há mais de 50 anos. Hoje casada e com três filhos, ela garante que não sente a menor vontade de se mudar para outro ponto de Belém. Eu me criei aqui, vi as coisas mudarem, chegar a pavimentação, melhorar o transporte e mesmo assim as coisas ainda são tranqüilas. Se Deus quiser vou continuar por aqui ainda por muitos anos", afirma.
Apesar de toda a infraestrutura, a Vila Sorriso guarda ainda muito do bucolismo característico de interior percebido não somente na arborização e nos costumes populares, que garantem um clima de interior, mas também nos detalhes arquitetônicos dos casarões antigos construídos como recanto próximo para os barões da borracha no período áureo da economia paraense no século XIX.
"No período de grande ascensão econômica, as famílias mais abastadas vinham para Icoaraci, onde encontravam um recanto agradável para viver", conta o diretor da agência distrital Otoniel Pereira. "Assim se disseminaram por aqui dezenas de casarões, como o chalé Tavares Cardoso, um dos mais famosos e que hoje abriga a Biblioteca Municipal Avertano Rocha". Segundo Otoniel, até um lago artificial foi construído para dar ainda mais charme a construção onde não foram poupados recursos pelo idealizador Eduardo Tavares Cardoso.
Hoje, num passeio pelas ruas de Icoaraci não é difícil encontrar os registros da história da Vila Sorriso que tem ainda outro atrativo bastante importante para moradores e visitantes: a gastronomia. É na orla do distrito que se encontra a maior concentração de restaurantes de Belém e onde são encontrados os mais famosos pratos a base de peixes e frutos do mar. "Para quem gosta de peixe o local é aqui mesmo", afirma o servidor público, Mário de Jesus. Sempre que pode, ele vai com a família e amigos almoçar ou jantar na orla.
Quem prova da água de coco vendida na Orla de Icoaraci não tem dúvidas: é a melhor e mais doce encontrada em Belém. A família Lira Abreu, vinda do Oiapoque localizado no extremo norte do Amapá, garante que sim. De férias em Belém, eles aproveitam para desfrutar do que o distrito oferece. "É um lugar próximo, dá para passear com os filhos, é agradável, tranqüilo e essa água de coco é a mais doce que já tomamos", afirma o empresário João Abreu acompanhado da mulher Eliete Lira Abreu e dos três filhos, que concordam com o pai nos elogios a Icoaraci.
A vendedora de coco verde, Célia Corrêa, que trabalha na atividade na orla de Icoaraci há 12 anos tem a explicação para a água de coco mais doce de Belém. "É que os cocos que nós vendemos vem de uma área boa, são selecionados de plantações naturais da região do município de Ourém, no nordeste do estado", informa Célia que vende uma média de trinta cocos por dia.
Maior pólo turístico de artesanato em cerâmica
Turistas e pesquisadores de todo o mundo voltam os olhos para o pólo produtor de artesanato em cerâmica de Icoaraci. O distrito é referência na arte de confeccionar peças em argila com traços das culturas indígenas tapajônica e marajoara.
Na área do Paracuri, onde está instalado o Liceu de Artes e Ofícios Raimundo Cardoso que mantém cursos e oficinas de produção de artesanato em argila, está localizado o maior pólo produtor da cerâmica indígena. O local abriga dezenas de olarias, garantindo o sustento de famílias inteiras e a preservação de uma cultura que durante muito tempo esteve ameaçada.
"A gente percebe que a população de Belém não valoriza muito esse trabalho. São os turistas e pesquisadores que chegam de todos os lugares para conhecer e adquirir nossas peças que são o registro de uma tradição indígena e também cabocla", lamenta o diretor da Agência Distrital Otoniel Pereira.
Para quem quiser conhecer ao pólo ceramista, a recomendação é ir durante a semana, no início da tarde, quando os visitantes podem inclusive acompanhar a produção de peças. Quem preferir também pode comprar as peças diretamente na exposição permanente na feira de exposições na Orla de Icoaraci.
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Tânia Menezes


EM TEMPO - Para ilustrar este belo texto da colega Tânia Menezes, a quem em nome dos conterrâneos icoaracienses agradeço; é bom que todos saibam - quem criou o slogan Vila Sorriso (1968/69, por ocasião do Iº Centenário de Icoaraci) fui eu, o redator e criador deste blog.
Uns & outros fazem questão de omitir e esquecer, mas é verdade.
Eu não cobro direitos autorais; mas é sempre salutar que não esqueçam. Mormente numa terra onde, como diz o Comendador Raymundo Mário Sobral “...tudo é esquecido, até nome de escritor é trocado por evento religioso ocasional.” (A.F.)

7/29/2011

OTONIEL PEREIRA festeja aniversário em Cotijuba



Otoniel Pereira (foto), misto de advogado, aposentado (Assessor de Comunicação da ECT), funcionário público (Chefe da Assessoria Técnica da Agência Distrital de Icoaraci - ADIC... por vezes Agente Distrital Interino), líder comunitário, poeta bissexto, bom papo, bom camarada e boa gente esteve “no berço” na segunda-feira/25.
Mas com o início de semana é muito ruim para comemorações, o colega – ele também é Jornalista – resolveu reunir todos os amigos neste sábado/30, a partir das 10, no sítio de sua propriedade em Cotijuba – de onde também já foi supervisor! – via Administração Regional do Outeiro, anos passados – para um almoço em regra à base de peixe, frango assado e uma “senhora feijoada” pra ninguém botar defeito.
No encontro promovido por ele junto com Roberts Vale_- funcionário do Gabinete da ADIC, que também aniversariou no dia 25 – haverá de tudo. Música, alegria, descontração e uma grande dose de companheirismo, além de farto combustível etílico e praia... tendo como cenário  a natureza, o verde e as belas  e afrodisíacas praias de Cotijuba
O encontro promete. 
Todos vão dizer – e confirmar - que adoram o Otoniel e o Roberts num maravilhoso dia de sol – o sol da "Ilha Encantada", que não se vê em lugar nenhum. 
O redator deste blog foi convidado. Mas como tinha assumido outros compromissos, não vai poder comparecer.
O encontro fica adiado, mas não cancelado.


Parabéns Otoniel.
Saúde, vida longa.
E sempre a nossa amizade.

COLÉGIO PAES DE CARVALHO completa 170 anos





Estatus de escola tradicional, mas atenta à ações inovadoras. Com essa definição o Colégio Estadual Paes de Carvalho chega ao seu 170º ano de atividade. Instituição pública de ensino mais antiga em funcionamento do Estado do Pará e uma das mais antigas do país, o CEPC comemora o aniversário de sua fundação nesta quinta-feira/28, mas a programação oficial que celebra a data começou em maio, com a realização de um concurso que elegeu a logomarca a ser adotada pela escola nos próximos dez anos. As atividades prosseguem neste semestre, reunindo, além dos cerca de 1.600 estudantes e 113 funcionários, toda a comunidade do entorno.
A “Ação Social "Cepeciana" marca a retomada da programação neste semestre, oferecendo, entre outros serviços, a emissão de documentos, como carteiras de identidade, CPF e título de eleitor, além de esclarecimentos sobre o serviço militar. Atividade similar foi realizada no primeiro semestre, com a organização de um mutirão, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PA).
A diretora do Paes de Carvalho, professora Maria do Socorro Maciel, destaca a necessidade de se buscar ações inovadoras para o presente e futuro da escola, que teve participação ativa de alguns de seus célebres educandos em movimentos como a abolição da escravatura, a Proclamação da República e a Revolução Constitucionalista de 1932. “Hoje, observo a importância de mostrar o Colégio Paes de Carvalho com toda sua tradição, mas com uma visão inovadora. Essa é uma escola que tem respeito pelo cidadão, pela comunidade em que está inserida, e que busca o resgate da cidadania”, diz ela.
História - Fundada pelo então presidente da Província do Pará, Bernardo de Sousa Franco, em 28 de julho de 1841, com denominação de Liceu Paraense, a instituição ganhou o nome de "Paes de Carvalho" durante o período da República, sendo renomeado mais tarde de "Ginásio Paraense" depois da revolução de 1930, e por último transformado em Colégio Estadual, em cumprimento à lei federal que transformou os ginásios em colégios.
Figuras -Pelos bancos do CEPC passaram grandes figuras do cenário político, acadêmico, profissional e empresarial paraense que atuaram ou ainda atuam em vários segmentos, alguns com projeção nacional, como ministros de Estado, Senadores da República, deputados federais e estaduais, prefeitos, governadores, reitores e empresários. 
Entre esses personagens ilustres estão mais de 15 ex-governadores, incluindo o atual chefe do Executivo Estadual, Simão Jatene, o senador Jader Fontenelle Barbalho – sendo inclusive presidente do Centro Barbalho Cívico Honorato Filgueiras por vários anos - Jarbas Passarinho, Alacid da Silva Nunes, Lauro Sodré, Justo Chermont, Fernando José de Leão Guilhon, Augusto Montenegro, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, Gama Malcher e Aluísio da Costa Chaves, além do redator deste blog, que antes de ingressar no Curso de Bacharelato da Universidade Feederal do Pará (UFPa.) no final dos anos 60, cursou os três anos do Curso de Ciências Humanas – antigo Curso Clássico - no velho e querido colégio da Praça da Bandeira, que à época era considerado o colégio padrão de Belém, e os professores ainda detinham cátedras; e para conquistá-las faziam provas de conhecimento e de títulos.
Também ilustram o panteão dos ilustres alunos formados no Paes de Carvalho o ex-Procurador Geral da República, Inocêncio Mártires Coelho; o médico patologista, cientista e professor Gaspar Vianna; o escritor e jornalista paraense Dalcídio Jurandir; Visconde de Souza Franco, que ocupou vários cargos políticos de projeção nacional entre 1839 e 1865 e foi o responsável pela criação do Liceu Paraense, regularizando a instrução primária e secundária no Estado.
O primeiro prédio da escola era localizado no antigo Largo do Palácio, onde se situa a Praça Dom Pedro II. Antes de ser instalado em seu endereço atual, na Praça Saldanha Marinho, bairro do Comércio, o Paes de Carvalho também funcionou na Travessa Campos Sales e no Convento do Carmo.


● Ao meu querido e saudoso CEPC, a homenagem deste orgulhoso ex-aluno.


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●●● Com textos da Ascom/Seduc

7/23/2011


AJUDA


Ainda é comum as pessoas sentirem vergonha de pedir ajuda e mais ainda de aceitar que precisam dela. Muitos casais enfrentam problemas no relacionamento, por vezes graves, mas não assumem que precisam de ajuda e isso acontece, segundo a psicanalista Tatiana Ades, porque o amor doentio ainda é um mito, e as pessoas acreditam que se estão em um relacionamento devem prosseguir mesmo estando infelizes. “Isso é atribuído à própria co-dependência afetiva”, explica. Tatiana acredita que é difícil o ser humano assumir que sofre, “é um enorme problema”. A diferença entre homens e mulheres também existe quando o assunto é procurar ajuda, “eles não conseguem perceber que estão com esse problema com tanta clareza como as mulheres. Geralmente sofrem calados e partem para outros vícios como álcool, drogas, etc”. E porque isso acontece? “Atribuo isso a uma sociedade ainda muito machista para assumir que um homem possa sofrer por amor”, concluiu.


CRIMINALIDADE


O Pará reduziu as ocorrências dos principais crimes em todas as regiões do Estado. Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup), por meio do Centro Estratégico Integrado do Governo (CEI), mostra a diminuição da criminalidade no mês de junho deste ano em relação ao mesmo período de 2010. Além da redução no número de homicídios em um ano, o levantamento mostrou que entre os meses de junho de 2010 e junho de 2011 ocorreu a redução dos crimes de roubo (-11,20%), estupro (-23,50%), latrocínio (-5,20%), lesão corporal (-3,70%), e Homicídio (-10,50%) em todo o Estado. Os crimes de Furto (5,12%) e Tráfico de Drogas (64,50%) apresentaram aumento, porém os dados representam presença mais forte do Governo com as ações de combate e rigoroso enfrentamento a esses tipos de crimes.


RÁDIOS


Mil duzentas e oitenta e uma cidades brasileiras ainda não têm emissoras de rádio comunitárias em operação. O levantamento é do Ministério das Comunicações, que pretende universalizar o serviço habilitando novas rádios em todo o País. Só esse ano, o Ministério vai contemplar 431 cidades, com objetivos bem definidos: valorizar as culturas locais, estimular a democracia e popularizar o acesso e a produção de informação. No Brasil existem mais de quatro mil rádios comunitárias. Elas funcionam como a voz e os olhos de muitos municípios brasileiros, registrando o dia-a-dia das comunidades, descobrindo talentos, informando e divertindo. As organizações interessadas em habilitar uma rádio comunitária podem encontrar no portal do Ministério todas as informações sobre prazos e documentos necessários para participar do Plano Nacional de Outorgas. O endereço é: www.mc.gov.br.


BUTANTÃ


Instituto Butantã é parceiro para o desenvolvimento da pesquisa na Amazônia. O governador do estado, Simão Jatene, reuniu-se na manhã da última quarta-feira com representantes do Amabrasil, Organização de Desenvolvimento Cultural e Preservação Ambiental, diretores do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o secretário de Governo, Sérgio Leão e o prefeito do município de Belterra, Geraldo Pastana. A reunião debateu a estrutura física da Base Avançada do Instituto Butantã na Amazônia. Através do programa Butantã Amazônia Muiraquitan Brasil, são desenvolvidos projetos nas áreas da saúde, ciência, turismo, patrimônio e educação em vários lugares do país. A cidade de Belterra foi escolhida por ter uma área propícia para ser base de implantação do projeto. Segundo Luiz Felipe Moura, diretor cultural do Amabrasil, o objetivo do projeto é promover o desenvolvimento na região. O processo já começou com o resgate histórico de Belterra, além da restauração de imóveis como escolas e hospitais. Um dos objetivos do projeto é também, concentrar pesquisadores na cidade para o seu desenvolvimento.


COMUNICAÇÃO


A Mirante FM, de Monte Alegre, mudou o discurso duro e de oposição implacável em relação à família Hage no município. Na última quarta-feira/20 foi anunciada oficialmente, pelas partes envolvidas, a venda da emissora, cujo controle passou das mãos do deputado federal Wladimir Costa (PMDB) para Gandor Hage, ex-prefeito (Prainha e Almeirim) e um dos filhos da conselheira (e ex-deputada) do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) Rosa Hage. O valor do negócio não foi informado. Mas estima-se que não tenha sido menor do que R$ 1,5 milhão. O próprio Gandor, pouco depois das 12h, informou aos ouvintes da rádio a negociação. Wladimir Costa deve investir parte do dinheiro do negócio na estruturação da rádio FM que ele monta em Santarém, localizada na avenida Sérgio Henn, esquina da Bartolomeu de Gusmão.


VERÃO


Um mutirão em prol da coleta de lixo na praia de Alter do Chão no último final de semana encerrou o projeto Ação Verão no município de Santarém. O mutirão é a etapa final do projeto que sensibilizou donos de bares, restaurantes, hotéis, barracas, associações, catraieiros e todos os que lidam com o turismo no município. A ação chamou a atenção também de turistas, caso do mato-grossense Roque de Moura. “Sou motorista e viajo bastante. Nunca tinha me deparado com uma ação assim, de limpeza da praia, de gente conscientizando aqui mesmo, no local. Meu pai gostou tanto que disse que vai levar a idéia para Sergipe, onde ele vive”, contou, entusiasmado. O Projeto Ação Verão 2011 é uma iniciativa promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), por meio da Coordenadoria de Capacitação e Educação Ambiental (Ceam), e tem por objetivo conscientizar a comunidade dos principais litorais paraenses para a problemática ambiental advinda do fluxo de pessoas nesta época do ano.


MOTINHAS
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Ministério Público Federal (MPF) entrou na Justiça ontem quinta-feira, 21 de julho, com uma ação civil pública contra a União e o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) pelo abandono da rodovia BR-155, que liga Redenção a Marabá, no sudeste do Pará. O MPF pede à Justiça decisão urgente para que sejam realizados policiamento e serviços de manutenção e conservação da rodovia. O MPF deveria também entrar na Justiça pelo abandono da BR 163 Que liga Santarém ao Mato Grosso, região Oeste. ●●● O Ibama interrompeu nesta quarta-feira/20/07 um desmatamento com uso de "correntão" numa fazenda de gado em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará. Ao chegar de helicóptero ao local, os agentes já encontraram 233 hectares de florestas destruídos para a implantação ilegal de pastagens. Além de apreender dois tratores e 800 metros de correntes, o instituto multou o pecuarista envolvido no crime ambiental em R$ 1,1 milhão. ●●● A acne é uma doença crônica que afeta cerca de 85% dos adolescentes em todo o mundo e pode também persistir na vida adulta. Com grande impacto na qualidade de vida, a doença pode atingir diferentes graus e é o motivo mais frequente das consultas dermatológicas. ●●● O Bolsa Família transfere em julho um montante superior a R$ 87,6 milhões para os beneficiários que vivem no Pará. O estado tem 691,4 mil famílias atendidas pelo programa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). As famílias beneficiadas podem sacar os valores que variam entre R$ 32 e R$ 242, até 29 de julho. ●●● Os eternos radicais de Santarém, maior movimento de adolescentes da Região chega a monte alegre com sua caravana para o evento que ocorrerá neste sábado, dia 23, a partir das 19 horas no ginásiopoliesportivo do Curaxi. Consta da programação: equipe de skate, equipe de free step, banda eternos radicais, banda cupim no tronco e a participação do street dance de monte alegre. O evento tem como objetivo tirar os jovens da ociosidade, que os leva as drogas e violência, dando um leque de atividades e alternativas diferentes de inclusão social. Informações nos fones (93) 9145-9945 / 9103-2325. ●●● Aproveito a oportunidade e mando através do Jornal do Feio um forte abraço aos amigos jornalistas Edson Matoso e Nyelsen Martins. Ambos tem uma grande audiência em Santarém, com seus respectivos programas. ●●● Ato público foi realizado quinta-feira/21 no plenário da Câmara Municipal de Santarém pelo “sim” no plebiscito sobre a criação dos estados do Tapajós e Carajás. O evento contou com a participação maciça de lideranças políticas tapajônicas e carajaenses, e ainda do publicitário Duda Mendonça, que vai comandar a campanha publicitária no plebiscito em favor dos dois novos estados. ●●● Aniversariou na segunda-feira/18 meu filho Jefferson Mota, que nasceu na Vila Sorriso de Icoaraci, portanto, conterrâneo do amigo jornalista Feio. ●●● Em homenagem ao Cabinho, neste final de semana vou curtir a Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente em Alter do Chão. Meu amigo Feio está convidado. Fui.

7/20/2011

RAY CUNHA


A pior e a melhor entrevista que fiz como repórter


Em 1976, trabalhei como repórter em A Notícia, diário de Manaus, já extinto. Foi o segundo jornal em que trabalhei. O primeiro foi o Jornal do Comércio, também de Manaus, em 1975, onde comecei a carreira, como repórter policial. Era autodidata, pois tinha apenas o curso básico incompleto, e só me graduei em jornalismo 12 anos depois, em 1987, pela Universidade Federal do Pará (UFPA).
A Notícia foi uma escola para mim. Foi lá que conheci José Marqueiz, Prêmio Esso em 1973, por cobrir para O Estado de S.Paulo a expedição dos irmãos Vilas-Boas de contato dos índios kranhacarore, no Mato Grosso. Marqueiz era correspondente do Estadão e redator de A Notícia. Ele foi o primeiro a pavimentar meu texto jornalístico. Depois, tive outro mestre, Octávio Ribeiro, o Pena Branca. Fui redator dele, que era editor de polícia em O Estado do Pará, lá por 1978, e com ele aprendi a escrever de maneira objetiva e clara. Obrigado!
O Marqueiz e eu nos tornamos amigos. Batemos muito papo no Amarelinho. Quando fez a reportagem que lhe daria o Esso, Marqueiz contraiu malária, e para combater o frio, bebia. Tornou-se alcoólatra. Bebia parte da noite, pequenos tragos de Pitú, seguidos de chopp. Certa noite pernoitei na casa dele e saímos cedinho. Paramos no bar de um português, no centro de Manaus, que Marqueiz frequentava, e ele me convidou para fazer o desjejum: um copo de Pitú na cintura, que ele sorveu de um só trago. Recusei. O máximo a que cheguei foi fazer desjejum com a maravilhosa Antarctica manauara.
Mas a pessoa de quem quero falar, realmente, é Bianor Garcia, então diretor de redação de A Notícia. Comparo os diretores de redação a comandantes de navio. Se não conhecerem as vísceras da arte de fazer jornal e tiverem talento e pulso, a redação naufraga, e, com ela, a empresa. Nesse contexto, o maior mestre que tive foi Walmir Botelho, brilhante jornalista paraense e ser humano iluminado. Walmir, por si só, constitui-se em caudaloso artigo. Se Walmir, que é um dos mais brilhantes editores de jornal do país e um dos textos mais enxutos, resolvesse escrever suas memórias, a história recente do Pará seria enriquecida pela sua luz.
Voltemos a Bianor Garcia. Nosso relacionamento era bom. Eu tinha 21 anos de idade, mas assinava uma coluna semanal, No Mundo da Arte, e cobria a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Certa vez, ele foi convocado a dar uma explicação ao comandante Militar da Amazônia e enviou a mim para representá-lo. Foi nesse contexto que, acredito, fiz a pior entrevista como repórter. Fui escalado para entrevistar Roberto Carlos.
A produção conseguiu entrevista exclusiva com Roberto, que fora apresentar-se em Manaus (um dos grandes shows que vi) e estava hospedado no Hotel Amazonas, centro da cidade. O chefe de reportagem instruiu-me a perguntar ao Rei se ele usava meia de mulher como touca, antes dos shows. Pergunta bizarra, mas que satisfaria o suposto perfil dos leitores do jornal. Tudo bem! O problema era que o gravador estava falhando, e isso foi meu terror, porque se chegasse à redação sem a entrevista meu destino estaria selado: rua. Aí, só me restaria mudar de cidade, pois saberiam disso no jornal concorrente, A Notícia, e eu não teria para onde correr.
Fui fazer a entrevista. No hotel, fomos conduzidos para o corredor do apartamento do Rei, onde o fotógrafo e eu fomos recebidos por dois seguranças. Roberto não nos recebeu no apartamento, mas, depois de aparentemente se arrumar, saiu do apartamento, que suponho fosse modesto, pois que o hotel, salvo engano, era três estrelas, e me deu a entrevista no corredor.
O Rei é um sujeito carismático. Ele me deixou à vontade e eu me senti como se fosse velho amigo dele. Perguntei-lhe sobre o negócio da meia, assunto que fora objeto de revista de fofoca. Ele me respondeu numa boa. Mas não me lembro do teor da entrevista, pois estava preocupado com o gravador, de olho nele, vigiando o rolo de fita girando. Era um velho gravador de tamanho médio. Assim, não prestei atenção à fala do Rei. Mais tarde, na redação, desgravando a entrevista, vi o quanto ela foi burocrática. Mas tudo bem! Restou uma fotografia com o Rei.
A Notícia me proporcionou, também, o que julgo ser uma das melhores, senão a melhor entrevista que já fiz como repórter. Também foi em 1976. Estávamos nos anos de chumbo, a Ditadura dos Generais (1964-1985), governo de Ernesto Geisel. O ministro da Educação era o general de brigada Ney Braga. No dia 31 de março de 1976, Ernesto Geisel inaugurou o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, de Manaus. Ney Braga foi também.
Quase toda a equipe do jornal foi escalada para cobrir a permanência de Geisel e comitiva em Manaus, o dia todo. Fazia parte da minha pauta fazer entrevista exclusiva com Ney Braga e perguntar a ele se o Decreto 477 (editado em 1969) ainda era necessário. Bianor Garcia deixara claro: se eu não conseguisse a entrevista era melhor nem voltar para o jornal. Desconfiei, inclusive, que Bianor queria se livrar de mim, pois a missão era impossível.
A propósito do Decreto 477, enquadrava estudantes e professores que, pensando alto, contrariassem o regime. Em 1972, eu era aluno da quarta série do antigo curso ginasial (equivalente, hoje, à quarta série do ensino básico), no Colégio Amapaense, em Macapá, minha cidade natal, e editor de A Rosa, um jornal anarquista, mimeografado. Um exemplar desse jornal fora enviado para o general Ivanhoé Gonçalves Martins, governador do Amapá, mas um amigo meu o interceptou. Caso tivesse chegado às mãos do general talvez eu tivesse sido expulso do mundo estudantil. Só peguei 15 dias de suspensão, após inquérito disciplinar, quando fui interrogado pelos diretor e vice-diretor do colégio.
Voltemos a Manaus. À noite, Ney Braga participaria de um encontro num clube da alta sociedade no centro de Manaus. Fui para lá, desta vez com um gravador que estava funcionando normalmente. Sentia-me meio condenado, mas com o estímulo do tudo ou nada. Fiquei de plantão num local pelo qual Ney Braga teria que passar. Quando ele se aproximou, avancei. Os seguranças foram pegos de surpresa, pois não dei tempo a ninguém. O gravador na mão, avancei para Ney Braga, com a serenidade dos que não têm nada a perder, me identifiquei como repórter da A Notícia e sapequei a pergunta:
- O Decreto 477 ainda tem razão de ser? - algo assim.
Ney Braga parou, me olhou nos olhos. Os olhos dele tinham a opacidade de quem compartilha as intimidades do ditador, uma espécie de tédio e certeza de que pode tudo.
- Você é jornalista? – ele me perguntou. Eu não era jornalista. Sequer tinha o ensino básico completo. Só em 1982 é que comecei a cursar jornalismo, por pressão das empresas jornalísticas e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Pará.
- Sou repórter de A Notícia – repeti.
- E o que é que você acha? Você acha certo a anarquia? – ele disse algo mais ou menos assim.
- Quero saber sua opinião, ministro – insisti.
O restante da entrevista caiu para a burocracia. O general, e seu labirinto, foram-se logo. Creio que ele encerrou a entrevista mais por enfado do que por pressa. Naquelas alturas, suponho, os generais começaram a sentir que a farsa já havia ido longe demais. Voltei iluminado para o jornal. Havia compreendido várias coisas, entre as quais a de que quem está na chuva é para se molhar.
Anos depois, o sargento paraquedista do Exército, Abílio Teixeira, que foi segurança de vários generais, me ensinou que um general é um homem como outro qualquer. A única coisa que o diferencia é seu uniforme. E um uniforme é só um uniforme. Aquela entrevista foi uma das melhores que já fiz porque comecei, naquele momento, a ter noção disso. E meu texto começou, naturalmente, a desmitificar a ditadura.

7/17/2011

RAY CUNHA





Acme


O momento do dia que mais me causa prazer é às 5 horas. É madrugada, e os sons do amanhecer pulsam como música de Mozart, até o sol iluminar as rosas. Levanto-me e pouco depois preparo café Três Corações, gourmet, e bebo três xícaras médias com leite em pó e, geralmente, como pão com passas. Então vou ao encontro das personagens de ficção com quem eu convivo. Neste sábado, minha rotina foi mais azul, pois ouvi, no melhor horário do mundo, os sons do acme, que arranquei, com minhas mãos de poeta, da mulher amada. Os sons do acme são combustível poderoso, que nos remete para a dimensão dos abismos de rosas, em voos tão inacreditáveis como o de um avião, tão redentores quanto o sorriso misterioso da mulher amada, na entrega total, naquele momento em que ela se torna a princesa que nunca deixou de ser.
Neste sábado, o jardim da minha casa é um cataclismo de rosas. Há tantas, e amarelas, que deixariam Gabriel García Márquez embriagado. Ouço agora Mireille Mathieu, Um monde avec toi, “no acme, contigo”, eu traduziria. Também vi fotos de Núbia Santana e li versos que falam de cavalos, maré e do próprio mar, de Elzita Maria de Lima. Tudo isso neste sábado. Também a mulher amada preparou pirarucu, um dos mais saborosos peixes do mundo, no tucupi e jambu. Delícia! Remete-me ao tacacá da banca defronte ao Colégio Nazaré, em Belém do Pará, e à Estação das Docas, trilha que leva a Macapá e ao Caribe. E assim avança o sábado, no seu rio azul como os poemas da Alcinéa Maria Cavalcante, filha do poeta Alcyr Araújo e afilhada do também mago prestidigitador de palavras Isnard Brandão Lima Filho.
Deus descansou no azul do sábado, segundo os judeus. Penso que o Pai repousou num jardim prenhe de rosas vermelhas, e já colombianas, ao som do riso de crianças, e os jasmineiros espargiam Chanel número 5.
Os sábados são pedras preciosas que nascem no relicário do meu coração, com as quais presenteio a todos que eu amo. Que o azul dos sábados invada a privacidade de todos que precisam me perdoar, para que se livrem de qualquer resíduo de mágoa que respingou na região pantanosa do subconsciente, e sintam-se livres para viajar na luz. Viver os sábados é preciso; viver não é preciso, porque o sétimo dia é feito de azul, tão azul que é branco, como a luz. Os sábados são todos os dias, é a própria vida, e são azuis.
Os sons do acme, misturados aos sons da madrugada, que ouvi hoje, são feitos de uma substância que só encontramos no primeiro beijo, no nascimento dos nossos filhos, na criação de personagens de ficção, na oração, no riso da mulher amada, na luz. São sons que só ouvimos com os tímpanos dos nervos e especialmente às 5 horas, que é a hora em que Deus, que nunca dorme, acorda.
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MENOPAUSA


Chamados fogachos, esses calores são acompanhados de outros sintomas que incomodam muitas mulheres. Imagine um calor arrebatador que começa na região do tórax e sobe até a cabeça (ou vice-versa), causa rubor, transpiração e acelera o batimento cardíaco. Assim as mulheres descrevem os fogachos, causados principalmente pela diminuição do hormônio feminino estrogênio durante a menopausa. “Há ainda uma sensação de opressão e angústia bastante desagradáveis”, explica Rogério Bonassi, professor de ginecologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí. “Não à toa, a tradução de fogachos em espanhol é sofocación”, conta.


MENOPAUSA II


O incômodo pode durar de alguns segundos até 30 minutos e, da mesma maneira que surge, simplesmente desaparece. As “visitas inesperadas” podem acontecer até 15 vezes por dia – inclusive à noite, atrapalhando consideravelmente a qualidade do sono da mulher – e estenderem-se de seis meses a cinco anos, em média. “Os números de prevalência de fogachos no Brasil são bastante similares aos que temos em outros países, como Estados Unidos”, explica Bonassi. “Eles são comuns e atingem de 85% a 90% das mulheres na menopausa”, aponta.


MENOPAUSA III


Mas para o incômodo passageiro não virar um verdadeiro transtorno, que faz despencar a qualidade de vida das mulheres, é preciso procurar um médico. O ginecologista pode ajudar a controlar e a amenizar os sintomas com diferentes atividades ou tratamentos. Exercícios físicos ajudam a equilibrar a produção de hormônios – o que contribui também para amenizar os fogachos –, além de diminuir a ansiedade. “A ioga é uma modalidade que costumamos indicar, por ser bastante relaxante”, conta Bonassi.


MENOPAUSA IV


Geralmente, mudanças no estilo de vida são suficientes para muitas mulheres: abandonar o tabagismo, aderir à atividade física, adotar uma alimentação saudável e uma rotina equilibrada. Porém, quando tais recursos não são suficientes, o médico pode avaliar o tratamento mais adequado para cada paciente. A terapia de reposição hormonal com estrogênio tem sido utilizada durante muitos anos, pois age diretamente no foco do problema. Ele pode ser natural (extraído de substâncias animais) ou sintético (produzido em laboratórios, a partir de substâncias químicas que “imitam” os hormônios naturais).


PLANO DE SAÚDE


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fixou em 7,69% o índice máximo de reajuste para os planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. O percentual incidirá sobre os contratos de cerca de 8 milhões de consumidores, ou seja, 17% dos consumidores de planos de assistência médica no Brasil. A metodologia utilizada pela ANS é a mesma desde 2001. Ao receberem seus boletos, os consumidores devem observar se o percentual e o valor absoluto do aumento estão devidamente identificados, permanecendo atentos a eventuais cobranças de valores retroativos, a partir de maio de 2011. Em caso de dúvidas, os consumidores devem entrar em contato com a Agência através do Disque-ANS (0800 701 9656); na Internet pela página www.ans.gov.br, no link Fale Conosco; ou pessoalmente, em um dos 12 Núcleos da ANS distribuídos pelo país.


CONTRABANDO


O balanço dos 30 primeiros dias da Operação Sentinela mostra que a fiscalização ostensiva, aliada a ações de inteligência e a integração com outros países, é capaz de coibir crimes transnacionais como o tráfico de drogas e armas e o contrabando de produtos. Parte do Plano Estratégico de Fronteiras, a operação já apreendeu pelo menos 11 toneladas de maconha e cocaína, 283,7 mil aparelhos eletrônicos e 358 mil pacotes de cigarros, além da prisão em flagrante de 550 pessoas. As apreensões de maconha subiram 64,2% em comparação ao total apreendido de janeiro a maio de 2011. Segundo o relatório de junho deste ano, 10,5 toneladas de maconha foram apreendidas enquanto o total de janeiro a maio ficou em 6,38 toneladas.



CONTRABANDO II


O volume de cocaína apreendida (527,38 Kg) é 233 vezes maior do que a quantidade em junho de 2010. A comparação dos dados é relativa, porque as apreensões ou prisões não serão necessariamente constantes. O objetivo do plano de fronteiras é o enfrentamento do crime e, ao longo do tempo, reduzir apreensões e prisões. Agora, os resultados desse primeiro mês de Operação Sentinela são particularmente significativos porque revelam o efeito da fiscalização mais intensa nas áreas fronteiriças. O impacto no tráfico não se mede apenas pelas 11 toneladas de drogas já apreendidas. Em nossa região a operação está logrando êxito. Final de semana passada policiais federais encontraram uma carga substancial de cocaína no município de Óbidos.


EXTRAFARMA


Além dos medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes, o Aqui Tem Farmácia Popular oferece mais 14 tipos de medicamentos, com até 90% de desconto, utilizados no tratamento de asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose, glaucoma, gripe, e dislipedemia (para o tratamento a colesterol alto e outras disfunções sanguíneas), além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Os medicamentos são oferecidos em mais de 15 mil farmácias e drogarias da rede privada credenciadas ao Aqui Tem Farmácia Popular e em mais de 500 unidades próprias do programa (administradas pelo governo federal). Aqui em Santarém farmácia como a Extra-Farma na Mendonça com Barjonas esta explorando a população. Uma cartela de Silvastatina custa 30,50, enquanto omeprazol custa 35,38. 90% de desconto é propaganda enganosa. Isso é roubalheira. A prefeitura de Santarém deve voltar o mais rápido possível com a sua farmácia popular. Apelo dramático da população.


MOTINHAS




A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (Eireli), iniciativa que protege o patrimônio pessoal do empresário individual. O texto foi publicado no Diário Oficial. A nova lei permite que a empresa seja constituída por uma única pessoa, sem necessidade de sócio. ●●● A imunização contra a dengue deve ser uma realidade no Brasil. Atualmente, três laboratórios estão pesquisando sobre o assunto: Instituto Butantã, Biomanguinhos da Fiocruz e o laboratório francês Sanofi Pasteur. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, a expectativa é que a vacina contra a dengue esteja disponível para os brasileiros daqui a três anos. Enquanto isso continue fazendo a sua parte. Dengue mata. ●●● A sociedade poderá discutir e propor soluções para melhorar a qualidade de vida e diminuir a pobreza e desigualdade no Estado. Para isso, o Governo do Estado do Pará, dentro da elaboração do Plano Plurianual 2012-2015 e do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2012, inova com a realização de audiências públicas, que tem por objetivo promover a participação da sociedade civil organizada. O secretário de Planejamento, Sérgio Bacury, irá participar de todas as audiências que ocorrerão nos meses de julho e agosto. ●●● Os brasileiros que sofrem de enxaqueca crônica agora contam com um novo aliado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da toxina botulínica, conhecida popularmente como botox, para auxiliar no tratamento da doença, que atinge uma em seis mulheres e um a cada 12 homens no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). ●●● O crescimento do tabagismo entre as mulheres é a nova preocupação dos órgãos de saúde do mundo. Segundo o Ministério da Saúde, o percentual de homens fumantes caiu de 20,2% para 17,9% nos últimos 5 anos. Já entre as brasileiras, o índice se mantém estacionado em 12,7%, apesar das inúmeras políticas públicas para tentar coibir o aumento no consumo de cigarro no País. ●●● Competente jornalista Marcos Santos é o responsável pelo site da Garapeira Ypiranga. Família Cacheado está de parabéns pela excelente escolha. ●●● Está cada vez melhor o conceituado Blog do experiente jornalista José Colares. Matéria exclusiva do deputado estadual Sinésio Campos (PT-AM) excelente. Parabéns ilustre amigo. ●●● Meus sinceros votos de pesar aos amigos Geraldo, Vianey e demais familiares pela perda do Sebastião Sirotheau (Bazinho). Santarém perde um dos seus ilustres filhos. ●●● Há pouco mais de três meses para o Círio de Nazaré, o arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, membros da Diretoria da Festa de Nazaré e da Fundação Nazaré de Comunicação se reuniram com o governador Simão Jatene, para anunciar alguns detalhes do evento e pedir o apoio do governo do estado para a realização do Círio 2011. ●●● Neste sábado/16 estaremos firmes e fortes no Centro Cultural Garapeira Ypiranga do amigo Cacheado, sempre acompanhado da Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente. Um excelente final de semana a todos. Fui.

7/10/2011

Eu não conto mentiras



Hoje, domingo/10, amanheci feliz, fui à Missa – como faço todo o início de semana, para ter um dia sem problemas, após levar um papo com o Criador; e agradecer – por estar vivo ainda aos 64 anos, com a saúde em dia, apesar do enfarte do ano passado!!! – a semana maravilhosa que Ele me concedeu e pedir, humildemente, que a entrante seja melhor e de bons e recompensáveis esforços.
Após o café reforçado preparado pela D. Conceição – minha irmãzinha fofuda... uma das melhores coisas que Retiro Grande, no Marajó, mandou para Belém e para a minha casa. Ela está conosco há 15 anos – e ler os jornais do dia, vim aqui pro computador. Para o Aldetelmo.
Eu o chamo de Aldetelmo pois foi adquirido há 10 anos numa parecia minha e da Telma. Pegamos o 13º e fomos lá na Benaion e compramos a máquina. Abstraindo, é evidente, as muitas atualizações e instalações de programas ao longo desses dois lustros.
Ao abrir a internet – graças ao apoio do modem XTE MF190, da Claro, que dá rapidez e eficiência à conexão... pudera a antena da operadora fica no outra esquina, ao lado do Laboratório Guadalupe do meu amigo e irmão focolarino Evandro Oliveira – deparei com um monte de e-mails.
Todos eles referiam~se ao “PS” do belo texto do Arley Pereira, cronista e um dos autores do especial A História da Música Brasileira Por Seus Autores e Intérpretes, apresentado pelo SESC/TV Cultura, há algum tempo.
Isso me deixou muito mais feliz.
Muitos críticos uns elogiaram; outros acrescentaram detalhes e uns três ou quatro, céticos, duvidaram do que eu disse no texto.
Ora, em 46 anos de jornalismo aprendi a falar a verdade. Não se pode na minha atividade contar inverdades ou lorotas. Rapidinho você é desmentido. O Jornalista pode até explorar a notícia – sem exagêro, claro – mas deve sempre se ater à verdade.
Tudo o que eu disse, é verdade, sim.
Nem a propósito: ontem, na reunião final da Chapa "Orgulho de ser Jornalista" – todo mundo tem de votar nela! -, o jornalista (repórter fotográfico) Waldemar Carvalho me cobrou o crédito da notícia. Eu omiti o seu nome. Foi ele quem fotografou Billy Blanco (foto) na entrevista que me concedeu naquele início de noite no Palácio Antônio Lemos, e que a Comus mandou para duas pessoas: Deus o mundo.
Assim, amigos deste espaço e que duvidam (ou duvidaram) da entrevista, saibam que eu não tenho por que mentir.
Aliás, tem muita que eu fiz – ou participei – nesses nove lustros de estrada. A maioria das quais me orgulho. Se fosse contar tudo iria consumir todo o espaço que o Google concede ao Jornal do Feio.
Mas todo esse papo aí de cima, é para ELOGIAR, em caixa alta, negrito e itálico mesmo, a iniciativa dos programadores e produtores do "Cultura Viva", apresentado todos os domingos a partir das 11:00 h, através do som potente e cristalino da ZYD 233 - Rádio Cultura FM - 93,7 Mhz. 
O programa de hoje reapresentou a gravação feita no ano passado com Billy Blanco, durante uma apresentação do compositor em Belém, com a participação de vários artistas locais, inclusive Paulo André Barata. Uma hora de bom gosto, prazer, encantamento e saudade.
Principalmente quando Billy informou que havia escrito a bela página Tema Livre, a pedido de Ziraldo (Alves Pinto)... exatamente quando, à saída de um show numa madrugada, o viu sendo levado preso e algemado para o Forte de Copacabana, nos anos de chumbo da repressão.
Ziraldo ao vê-lo mesmo com dificuldade gritou: “Billy, faz uma música para mim!”.
E Billy Blanco fez.
Alguma coisa de doce, extraordinário, indescritível. Fê-la com coração e com a alma.
Amigos, confesso que me emocionei... não tanto, não é!? O coração está aí para me policiar!!!!
Assim, não é sem razão que nos meus cinco rádios espalhados pelos quatro cantos aqui de casa, só dá Cultura FM. Hoje - agora por exemplo, quando são  13:00 h- todos estão ligados.
Aliás, sobre o assunto, dei uma entrevista para a revista ZYG-360, da Funtelpa, sobre o assunto; organizada, dirigida e escrita pela competência do amiguinho Ronaldo Quadros do marketing da Cultura. 
Nunca saiu. Nem a revista e nem a entrevista.
Parece maluquice, mas eu gosto e sempre gostei de rádio. Aos cinco fui locutor mirim do programa "Hora do Garoto Sabido", da PRC-5 – Rádio Clube do Pará (1450 kilociclos) – A voz que fala e canta para a planície, sob o comando de Mário Barradas,de saudosa memória, anunciando os produtos Eucalol, produzidos pela Perfumarias Myrta S.A.
Ah, sim: fui o primeiro a transmitir um “flash” da Cotembel, a primeira companhia telefônica de Belém, adquirida pela Prefeitura de Belém da Para Telefone Comp. – logo após a ativação da estação aqui da Rua Júlio Maria – para a Rádio Guajará, via José Maria Travassos de Souza, ou José Travassos. Usei o telefone público da esquina da Itaboraí, recém instalado.
Também fui o primeiro repórter a falar do Outeiro, num domingo com este, inicio das férias de julho pela Rádio Jornal Liberal, via VHF, utilizando um equipamento moderno importado da Holanda pelo Rômulo Maiorana – com o apoio do Diel Carvalho, – da Praia Grande. 
Esse evento aconteceu graças à boa vontade do finado Manoel Oliveira, à época presidente da Associação dos Amigos do Outeiro (AAI). Na residência de verão do Manoel, havia algumas árvores – que foram infelizmente derrubadas. Com um pouco de boa vontade dos dois técnicos da emissora,  uma escada comprida foi colocada a antena no alto de uma árvore. 
O resto foi fácil. Som de qualidade, sem interferência e sem rami num dia de sol, quase meio dia Foram os mais importantes primeiros nove minutos da minha vida de Jornalista, na década de 60.
IMPORTANTE - Eu apóio a chapa única que concorre à eleição do Sindicato dos Jornalistas do Pará/SINJOR.Pa,, nesta terça-feira/12; já que, como diz o lema da chapa, tenho muito Orgulho de ser Jornalista, acima de tudo, não obstante os outros títulos que conquistei ao longo da minha vida com estudo, ideal, persistência, sacrifício e trabalho. A.F

7/08/2011

RAY CUNHA



Poema sem nome


(Para Fernando Canto))




Existem rumores na tarde
e os escuto
são como gemidos
e os ouço nitidamente
vindos não sei de onde
sentado diante da janela que dá para a rua
perco-me no vento
entre as ramas do arvoredo acima do chalé em frente...
degusto mais aguardente e caminho
os rumores, só eu os ouço
nas tardes quentes
e flutuo além das ramas do arvoredo em frente...
meus pelos se eriçam
e meu rosto assume a forma clássica
de uma tarde onde há rumores...


Escrevi este poema em 1978, em Belém. Foi uma época em que convivi intensamente com o escritor e compositor Fernando Canto. Ele se graduava em sociologia na Universidade Federal do Pará e eu trabalhava como repórter em O Liberal e morava na casa do pintor Olivar Cunha, no Guamá. Eu costumava escrever, ficção ou poesia, naquele momento em que a tarde se encontra com a noite. Lembro-me que este poema saiu numa tarde que agonizava, na cozinha da casa do Olivar. À noite, o Fernando Canto e eu saímos, sempre farejando bebida. Uma noite eu estava sedento e o Fernando me levou ao bar do tio dele, que nos serviu, por conta da casa, gim inglês com água tônica. O gim encharcou meus nervos expostos e me conduziu ao azul mais azul da via noturna. No dia seguinte, ao tomar banho, rescendia a gim.
O Fernando Canto tem a mesma idade que eu, suponho, assim como o poeta José Edson dos Santos, o Joy Edson, mas o Fernando sempre foi como meu irmão mais velho, mais maduro do que eu, de modo que ele funciona como um condutor seguro nas trilhas às vezes escorregadias das circunstâncias. Sei que na sua companhia estou protegido e que basta lhe enviar uma mensagem para me sentir seguro. É isso que sentimos por um irmão. É o que sinto na presença do Olivar e do Joy, e de todos os meus irmãos, de sangue e das trilhas do azul. Sentimo-nos, junto às pessoas que amamos, como se estivéssemos batendo papo na cozinha de casa, cheia de alimentos e bebidas, fartos e saborosos, à nossa disposição.
É como rumores na tarde, a velha intimidade com nós mesmos. Como gin fiz degustado num bar em Belém. Assim são os rumores da tarde, que são azuis, e que, à medida que o rio da tarde escoa na noite, ficam tão azuis que se confundem com a luz, como uma pessoa que passou uma eternidade nos ignorando, a quem amamos, que nos inebria, de repente, com um sorriso. São assim estes rumores...

PERFIL NUTRICIONAL


Crianças de até cinco anos, moradoras de 102 comunidades quilombolas do Pará começam a ser pesadas e medidas nesta semana. As famílias destas crianças receberão as visitas dos pesquisadores do Núcleo de Pesquisa, Informação e Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense (Data-UFF). A instituição, contratada por meio de licitação pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), vai coletar dados da pesquisa de avaliação nutricional. O estudo, conduzido pelo MDS, em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), tem como objetivo analisar o perfil nutricional de crianças menores de 5 anos e avaliar a situação socioeconômica das famílias. “Também faremos o georreferenciamento de todos os domicílios e de todos os equipamentos públicos disponíveis na região”, explica a diretora de Avaliação, da Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (Sagi) do MDS, Junia Quiroga.


OBESIDADE

 Pesquisas revelam que crianças e adolescentes filhos de mães com sobrepeso têm 3,8 vezes mais chance de desenvolver a obesidade. Quando ambos os pais estão acima do peso essa probabilidade é seis vezes maior. Os estudos também apontam que adolescentes com mães ou ambos os pais envolvidos em atividades esportivas apresentaram maior predisposição a prática de esportes. Outra pesquisa realizada revela a influência dos pais na freqüência da atividade física dos filhos. Adolescentes com mães ou ambos os pais envolvidos em atividades esportivas apresentaram maior engajamento em atividades físicas. A pesquisa ouviu mais de mil adolescentes entre dez e 17 anos. "Esse pode ser um estímulo ao combate a obesidade. Pais que praticam esportes incentivam os filhos a fazerem o mesmo e terem uma vida mais saudável", afirma o pesquisador.


ABSOLVIDO


O Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) julgou esta semana o Processo de Prestação de Contas Nº 234324, do candidato a deputado estadual Ítalo Mácola (PSDB) nas eleições de 2010. O Tribunal decidiu que as contas apresentadas pelo então candidato – hoje secretário legislativo da Assembléia Legislativa do Estado (Alepa) - foram regulares. O TRE concluiu que a examinadora contabilizou as casas decimais da unidade litro (L) considerando três algarismos, quando, na verdade eram dois, o que resultou na fabulosa quantia. “Nunca tive dúvidas de que um erro crasso tinha levado a esse engano assombroso. Mas agora a situação está resolvida e a Justiça foi feita”, comemorou Mácola.


ANALFABETISMO


Quatro municípios atendidos pelo programa Vale Alfabetizar, tiveram redução na taxa de analfabetismo entre 2000 e 2010 acima da média brasileira e dos estados onde ficam. Em Parauapebas, no Pará, o número de analfabetos caiu pela metade. O município atingiu, com antecedência de cinco anos, a meta de redução de 50% no número de pessoas que não sabem ler e escrever. O percentual faz parte do compromisso assumido pelo Brasil com a ONU – Organização das Nações Unidas. Em Moju, também no Pará, São Luís do Maranhão e na cidade mineira de Itabira também houve redução de mais de 30% na taxa de analfabetismo. A capital maranhense hoje tem menos de 5% de analfabetos e assim atingiu a Meta do Milênio da ONU, que era ter até 5% de não alfabetizados em 2015. Os resultados ficaram mais perceptíveis com a comparação feita com os dados do Censo 2010 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.


IMPORTANTE


Com a chegada das férias do meio do ano, muitos brasileiros já estão de malas prontas pra viajar. Mas, se você planeja uma viagem para fora do País, atenção: pelo menos quinze dias antes da viagem, é preciso se vacinar contra sarampo e rubéola. A recomendação é do Ministério da Saúde, já que os vírus causadores dessas doenças ainda circulam em diversos continentes, em especial na Europa. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforça o recado. “A vacina tríplice viral é eficaz contra sarampo, rubéola e caxumba. Quem viaja para o exterior sem se proteger, além de ficar exposto ao risco de contrair sarampo e rubéola, pode ainda contribuir para a reintrodução dessas doenças no Brasil”.


CÂNCER


Mais pessoas vão poder fazer o exame preventivo de câncer de colo de útero pelo Sistema Único de Saúde. Antes, apenas as mulheres de 25 aos 59 anos eram beneficiadas. Agora, a faixa etária foi ampliada para 64 anos. O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, explicou que, agora, a coleta do material para rastrear a doença deverá ser feita a partir dos 25 anos de idade. Os exames preventivos seguem até os 64 anos de idade, e só poderão ser interrompidos quando as mulheres dessa faixa etária apresentar dois exames negativos, consecutivos, nos últimos cinco anos. No caso das pacientes com mais de 64 anos e que nunca se submeteram ao exame, a recomendação é que sejam feitos dois preventivos com intervalo de um a três anos. Se os dois resultados forem negativos, essas mulheres poderão ser dispensadas dos testes adicionais.


SAÚDE


Emmanuel Silva, secretário municipal Interino da Saúde está com dezenas de profissionais mobilizados para prestarem serviços em Alter do Chão durante as férias de julho. A Semsa vai manter além de excelente estrutura no Posto de Atendimento, uma unidade móvel vai estar 24 horas à disposição dos moradores e veranistas de Alter do Chão.


MOTINHAS
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Odontólogas Leda Guerra, Carla Cristina e Márcia Cecília atenderam no domingo/03, voluntariamente, cerca de 20 adolescentes internos na Funcap. O material foi doado pelo empresário Alexandre da Biomed. Se todos os profissionais da saúde fizessem esse tipo de ação pelo menos uma vez por semana, o sofrimento da população carente seria bem menor. Pense nisso! ●●● Em vigor desde a última segunda-feira/04, a nova Lei das Cautelares (Lei 12.403) tem causado divergências e até certo descontentamento por parte da população, pois a partir de agora a prisão em flagrante deverá apenas se consumar a crimes com penas superiores a quatro anos. Honestamente, não sei a quem vai interessar, você sabe? ●●● O raio laser disparado pelas torcidas diretamente no rosto dos jogadores não prejudica apenas o desenvolvimento da partida. O raio de luz colorido, já fotografado em tantos estádios, pode prejudicar de forma irreversível a visão dos jogadores e de quem mais seja atingido pelo laser na região dos olhos. Oftalmologista alerta para os danos irreversíveis que a brincadeira de mau gosto de alguns idiotas nos estádios pode causar à visão. ●●● A partir deste sábado, 9 de julho, o município de Oriximiná realiza sua tradicional Feira Agropecuária, 28ª Expofama, com apresentações culturais, provas com temática rural, leilões de gados, shows sertanejos e visitação de estandes. A programação segue até o dia 17 de julho, no Parque de Exposições do município. ●●● A Mineração Rio do Norte (MRN) será uma das participantes da Feira, apresentando em seu estande o projeto Agricultura Familiar que incentiva a produção de frutas, legumes, verduras e produtos regionais de maneira sustentável por famílias de pequenos produtores rurais da região. ●●● Ao completar 18 anos, além do direito de votar, dirigir e viajar por conta própria, os jovens também podem ajudar a salvar vidas. É o que os hemocentros do país buscam estimular através de campanhas de doação de sangue para reforçar os estoques técnicos, essenciais para o atendimento da demanda nos hospitais da rede pública. Essa iniciativa não deixa de ser uma aula de cidadania. Pense nisso! ●●● Ilustre amigo J. Ninos dá a dica. O Projeto BR 163 contrata jornalista para atuar na assessoria de comunicação. Lotado em Santarém o profissional deverá apoiar as instituições envolvidas pelo Projeto na região na divulgação das ações realizadas. O vencimento mensal previsto: R$ 1.700,00 bruto. Período: 12 meses. O prazo para cadastrar o CV encerra dia 10/07. ●●● Presidida pelo deputado Lira Maia (Democratas do Pará), a Comissão de Agricultura da Câmara realizou uma série de debates neste primeiro semestre de 2011. Em discussão, temas importantes para o Brasil, como o Código Florestal Brasileiro. ●●● Grande amigo Doutor Domingos Pereira, Cirurgia Geral, Clínica Médica e Obstetrícia. Atende seus pacientes na Méd – Clínicas – Travessa Silvino Pinto 928 Fone (93) 3522 4377. ●●● O nosso encontro está marcado neste sábado/ 09 na Garapeira Ypiranga do amigo Cacheado, desta vez, curtindo pra valer a Loira Gelada, Ruiva Destilada e Morena Quente. Aguarde-me. Fui.

Billy Blanco



Belém do Pará é um dos grandes celeiros de talentos da música popular brasileira e foi aí que, em 8 de maio de 1924, nasceu William Blanco de Abrunhosa Trindade, destinado pelo pai a tocar violino e a ser arquiteto. Nem uma, nem outra, nem outra. William virou Billy, o violino tornou-se violão e, em vez de criar na prancheta de arquitetura, virou compositor no caderno de pauta musical. É verdade que terminou o curso (iniciado no Mackenzie, em São Paulo) na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil, mas tornou-se famoso mesmo como Billy Blanco, compositor de um sem-número de sucessos, feitos e criados dentro de um estilo cheio de personalidade e facilmente reconhecível aos primeiros acordes.
Em 1946, quando chegou ao Mackenzie, imediatamente participou da mais famosa competição esportiva estudantil da época, a Mac-Med, contra os acadêmicos da Faculdade de Medicina. Sua modalidade? Microfone e violão no show de abertura. Transferindo-se para o Rio em 1948, já tinha sambas conhecidos como Rotina, Prece de Um Sambista, Samba de Morro, o que lhe facilitou contatos com compositores cariocas.
Enturmou-se com Dolores Duran, a pianista Carolina Cardoso de Menezes e, em 1951, Os Anjos do Inferno gravaram seu samba Pra Variar. O primeiro grande sucesso foi Estatuto de Gafieira, lançado por Inezita Barroso, antecedendo sua parceria com Tom Jobim, da qual resultou uma das maiores vendagens das carreiras de Dick Farney e Lúcio Alves, cantando em dupla, o clássico Tereza da Praia.
Sua facilidade para música descritiva e para a crítica social reservaram-lhe um nicho próprio na MPB, como atestam suas Sinfonia do Rio de Janeiro, Sinfonia Paulista, trilhas sonoras para vários filmes e composições imorredouras como A Banca do Distinto, Compromisso com a Saudade, Feiúra Não É Nada, Hino ao Sol, Mocinho Bonito, O Morro, Piston de Gafieira, Samba Triste, Viva Meu Samba, Camelô, entre centenas de outras, interpretadas por todos os grandes cantores brasileiros, embora se diga que Billy sempre teve preferência por ouvir seus sambas na voz perfeita de Paulo Marquês.


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Arley Pereira


A História da Música Brasileira Por Seus Autores e Intérpretes
SESC/TV Cultura


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PS – Tive a honra e o privilégio de conhecer pessoalmente William Blanco de Abrunhosa Trindade, esse grande conterrâneo que se foi hoje pela manhã, no Rio de Janeiro. que me hospedou por15 anos.
Foi na Representação do Governo do Estado do Pará – Av. Almirante Barroso – Edifício do mesmo nome – 8º andar – à época, 1972, chefiada pelo General da Reserva Antônio Linhares de Paiva, considerado o Pai dos paraenses no Rio.
Billy Branco, como um bom paraense e nunca negou as suas origens, tinha uma conta na Agência Rio do Banco do Estado do Pará, que funcionava no térreo do prédio ao lado da Paratur, esquina da Graça Aranha
Billy atrás daquele semblante sério, era doce, cordial e acessível. Um bom papo e um gozador nato, herdado de sua condição de falso carioca. Um homem admirável, de raciocínio rápido e muito inteligente.
O encontrei outra vez durante uma recepção promovida pela Artplan Publicidade – onde estive por dez anos e aprendi e ser Publicitário e Relações Publicas – no Rio Palace Hotel, momentos antes da apresentação de Barry White e sua orquestra, numa promoção de Roberto Medina e que, há dois anos antes. havia trazido ao Brasil Frank Sinatra.
Billy Blanco era um dos convidados especiais.
Anos após, tive uma outra alegria, quando revi o grande compositor de “Samba Triste”, numa das duas vezes que o ex, querido e falecido prefeito Hélio Mota Gueiros o trouxe até Belém. 
A última vez foi ao inaugurar o Museu de Arte de Belém (MABE) no térreo do Palácio Antônio Lemos; Billy Blanco foi principal homenageado. Eu o entrevistei para o NID/Comus.

Rufino Almeida



Eleição na APL: Ibraim do Tucupi vence Juracy


Caros Amigos...
Continua a repercussão negativa sobre a derrota do Juraci ou vitória de Pierre Beltrand?
Desta vez é marcos Moraes, um intelectual que embora não frequente as rodas literárias, é um consumidor de livros defensor das artes em geral em nosso Estado do Pará.
A única coisa que lamento é a certeza de que Antônio Juraci Siqueira não se assentará em nenhuma cadeira da APL. Dessa forma, quem perde mais é a nossa Academia Paraense de Letras. Torci muito pelo Juraci, mas como deu a "lógica," fui à recepção desejar ao Pierre, um feliz desempenho.
Vejam a opinião de Marcos Moraes.
Abraços. - R.A.


Por Marcos Moraes do blog Didascália


Sinceramente, é vergonhoso o resultado da eleição na APL (Academia Paraense de Letras). Como pode uma capacidade intelectual como Antonio Juracy Siqueira, perder para um colunista social, como é Pierre Beltrand? Lamentavelmente, como em todos os setores da vida humana, a APL também faz política, e não uma política liberal, mas uma política pró-Liberal, já que Beltrand, ainda hoje é funcionário do jornal dos Maioranas.


Poeta Juracy perdeu para colunista social.


Para quem não conhece Antonio Juracy Siqueira, o Totó do Cajary, homem simples mas de verve imensa, ele é natural do Afuá, na Ilha do Marajo. Juracy é poeta, trovador, escritor, tendo sido autor de uma dos maiores sucessos literários de nosso Estado, o livro "Versos sacânicos", uma sátira ao best seller do escritor indiano Salman Rudshe. Colaborador de jornais e revistas do Brasil inteiro, Juracy tem dezenas de livros escritos, sendo hoje um "escritor profissional", vivendo das letras e da arte de poetar.
Não convence ninguém uma eleição que parece ter sido não por mérito intelectual, mas por "amizade", como bem frisou João Carlos Pereira, também do Grupo Liberal e um dos intercessores para que Beltrand, colunista social, se tornasse imortal.
Sobre a eleição de Beltrand, que muitos podem querer comparar com a do jornalista Merval Pereira para a ABL (Academia Brasileira de Letras), mesmo sendo um dos maiores portavozes da direita mais conservadora desta País, e também um "babão" por José Serra, talvez por ser empregado do jornal O Globo, ele tem que ser respeitado como jornalista e escritor. Não é por ser de direita que se vai tirar seus méritos intelectuais. Beltrand é outra história.
Com a eleição de Pierre Beltrand, certamente Ibrahim Sued, outro "intelectual!" do colunismo social, deve estar tremendo no túmulo, inclusive a pensar: "por que eu não fui também, Senhor?