6/26/2009


JORNALISTA

Em julgamento no Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o STF pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A executiva da FENAJ vai se reunir para avaliar o resultado e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo. Representantes da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas do RS, PR, SP, MG, Município do RJ, CE e AM acompanharam a sessão em Brasília. O presidente da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação sobre a revisão das diretrizes curriculares, José Marques de Melo, também esteve presente. Do lado de fora do prédio - onde desta vez não foram colocadas grades - houve uma manifestação silenciosa. Em diversos estados realizaram-se atos públicos e vigílias, no sentido de acompanhar a decisão.

JORNALISTA II

O presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores (FENAJ e SJSP) e da Advocacia Geral da União, houve um intervalo. No reinício dos trabalhos em plenário, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma, o único.

JORNALISTA III

“O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta. Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso.

JORNALISTA IV

“Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou. Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.

JORNALISTA V

Devo dizer que ainda na década de 70, quando cheguei a Belém precisamente no final de 1976 oriundo de São Paulo, comecei a trabalhar nas áreas de jornalismo e publicidade. Confesso, aprendi muito com grandes profissionais da publicidade, Ivo Amaral, Antonio Carlos, Abílio Couceiro, João Bastos, dentre outros. No jornalismo não foi diferente, na prática, absorvi conhecimentos com profissionais geniais que não tinham curso de jornalismo, até porque o primeiro implantado em Belém pela UFPA foi no ano de 1977, se não me falha a memória. Não sou contra a prática da profissão sem o devido diploma, cabem as empresas de comunicação exigir do cidadão qualificação profissional. Sou contra alguns picaretas que se dizem jornalistas e que utilizam a profissão para extorquir, deturpar a notícia sem o mínimo de ética e se venderem para políticos inescrupulosos no sentido de atingirem pessoas de bem. Esses devem ser banidos do seio jornalístico. Essa é minha opinião.

CRÉDITOS

Deputados e senadores aprovaram o Projeto de Lei do Congresso 4/09, que abre crédito de R$ 5,25 bilhões para financiar o projeto Minha Casa, Minha Vida. O objetivo do programa habitacional é construir 1 milhão de casas para famílias com renda de até dez salários mínimos. A matéria também abre crédito especial de R$ 750 milhões ao Ministério da Fazenda, para financiar o Fundo Garantidor da Habitação Popular. Desse montante, R$ 300 milhões foram repassados para projetos em cidades com menos de 50 mil habitantes. O Congresso também aprovou a liberação de uma série de outros créditos, como os R$ 43,5 milhões para investimento em aeroportos, e os R$ 25 milhões para reconstrução e desenvolvimento da Faixa de Gaza e prestação de assistência humanitária para aquela população. Ainda foram aprovados projetos para destinar R$ 42 milhões ao Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A (Ceitec), em Porto Alegre (RS), e R$ 305 milhões para o Ministério da Defesa pagar parcela do contrato firmado entre Brasil e França para o desenvolvimento de um cargueiro militar.

HABITAÇÃO

Foi oportuna a liberação pelo Congresso Nacional de recursos na ordem de R$ 5,25 bilhões para financiar o Projeto Minha Casa, Minha Vida. O déficit habitacional é muito grande em todo o Brasil, aqui em Santarém não é diferente, principalmente nas áreas alagadiças, onde são destruídos barracos que estão posicionados em locais de risco, segundo a Defesa Civil. O êxodo rural aumenta anualmente em nossa região, são agricultores que deixam o seu trabalho e buscam na cidade uma vida melhor criando bolsões de miséria e morando em palafitas. Está de parabéns a prefeita Maria do Carmo em criar a Secretaria Municipal de Habitação que será comandada pelo empresário Beto Frazão, um homem sensível com relação aos problemas que vivem parte da população que sonha em possuir a casa própria.

VERGONHA NACIONAL

O Congresso abriga mais um exemplo ilustrativo do uso de dinheiro público para bancar despesas privadas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O mordomo da casa de sua filha, Roseana Sarney, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, é um servidor pago pelo Senado. Amaury de Jesus Machado, de 51 anos, conhecido como "Secreta", é funcionário efetivo da instituição. Ganha, com gratificações, em torno de R$ 12 mil. Deveria trabalhar no Congresso, mas de 2003 para cá dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília. "Secreta" é uma espécie de faz-tudo, quase um agregado da família. Cuida dos serviços de copa e cozinha, distribui ordens aos funcionários e organiza as recepções que Roseana promove quando está na cidade. A imprensa procurou o servidor na casa da governadora. O empregado que atendeu informou que ele estava a dez dias em São Paulo, acompanhando Roseana. Isso é uma vergonha, como diria o jornalista Boris Casoy.

BAILE

Nesta sexta-feira (26.06) tem o Super Baile da Saudade no Fluminense. Uma noite especial de total romantismo com Milton & Milena. Imperdível, é casa cheia. Ambiente tranqüilo para as pessoas de alta sensibilidade, essa você não pode ficar de fora. O Fluminense está agora sob a administração da competente Diretora Social, minha bela amiga Jocilene Fonseca. Atendimento de primeiríssima qualidade. Confira, o encontro está marcado.

VACINAÇÃO

Com o Slogan “Zé Gotinha é Gente que Cuida da Gente”, a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém, realizou com sucesso no último sábado (20.06) a primeira etapa da Campanha Nacional de Multivacinação. Objetivo da campanha foi vacinar crianças com idade até cinco anos, contra a Poliomielite, com intuito de proteger as crianças do Município, da paralisia infantil. Os pais e responsáveis atenderam o chamado da Secretaria Municipal de Saúde, levando seus filhos para a vacinação. Durante a Campanha foram também disponibilizadas vacinas contra Hepatite B, sarampo, rubéola, caxumba. Para mulheres em período de gestação foram disponibilizadas doses de vacinas contra Tétano. O Secretário de Saúde José Antonio Rocha, disse que o objetivo foi alcançado, milhares de crianças participaram juntamente com o Zé Gotinha de mais um evento em prol da saúde pública.

MOTINHAS
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Estivemos na última terça-feira/(23) em Itaituba representando o Vice-governador do Pará, Odair Corrêa, no Seminário de Conclusão do Programa Nacional de Formalização da Produção Mineral – Formalização da Produção de Ouro na Província Aurífera do Tapajós. O evento que aconteceu na Câmara Municipal foi coordenado pela secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério das Minas e Energia. ●●● Agradecemos o apoio logístico da amiga Alecsandra, secretária da Prefeitura Municipal de Itaituba. ●●● Acompanhe os campeonatos brasileiro, italiano, espanhol e copa Brasil, no BAR DO NILO. Ambiente saudável e papo gostoso, sempre ao lado da cerveja gelada e tira-gosto de qualidade. Barjonas de Miranda próximo a Rui Barbosa. ●●● O melhor Açaí da cidade é com o casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal, feito dentro do mais alto padrão de higiene. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, atende clientes e amigos na Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. Atendimento nota 10 dos três mosqueteiros Diego, Degenaro e Patrick. ●●● Último final de semana do mês vamos comemorar com a Loira Gelada, Ruiva Destilada e a Morena Quente. Fui.

6/23/2009


A república dos canalhas e o papel da imprensa

A tolerância ao roubo do dinheiro público chegou, no Brasil, a nível venezuelano, com o Senado da República caindo na clandestinidade e seu presidente, o maranhense José Sarney, maior patrimonialista e nepotista do país, dando as cartas.
Sarney está caindo de podre, mas não larga o osso, e ainda exige respeito, julgando-se acima do bem e do mal, em que, aliás, recebeu apoio explícito do presidente Lula. Para Lula, uma pessoa como Sarney pode empregar o parente que quiser, com o salário que for, pois quem paga a conta são os brasileiros e brasileiras.
Estranho que senadores como Arthur Virgílio (PSDB), Cristovam Buarque (PDT), Pedro Simon (PMDB), Jarbas Vasconcelos (PMDB), não exijam imediato afastamento de Sarney da presidência do Senado e a instituições como o Ministério Público, a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União e a Ordem dos Advogados do Brasil que façam uma sindicância daquelas de não deixar pedra sobre pedra, com a punição, exemplar, de todo mundo que vem roubando dinheiro público há anos e anos, inclusive por meio de aumentos salariais abusivos e pagamento de horas extras que não existem.
É hora deste país começar a ser passado a limpo e de se tirar do convívio da sociedade os larápios de colarinho branco, ladrões de merenda escolar e, por extensão, assassinos de crianças. Está na hora de se investir de verdade na educação, na pesquisa e na tecnologia, como fizeram todos os países do Primeiro Mundo, para que o governo de plantão não tenha como usar a política da bolsa-esmola e para se evitar que estados, como o Maranhão, não sejam tão apenados pela oligarquia.
Está na hora de os leitores exigirem que a imprensa faça jornalismo investigativo e interpretativo, deixando de se arreganhar para os governos - todos eles - fechar os olhos e dizer amém. Os leitores podem fazer isso não comprando jornais, muitos dos quais são, de fato, diários oficiais, encobrem banditismo.
É preciso que as instituições sérias ajam para desmascarar tanta indecência, tanta ambição por mais e mais dinheiro espúrio, enquanto crianças morrem de fome, comidas por vermes e microrganismos, por estupro e por escravidão. Uma nação com tais carmas precisa de muita luz, de humanismo, de homens e mulheres iluminados, precisa que cada qual faça corretamente a sua parte.
Basta de mentira, de hipocrisia, de safadeza, de bandalheira, de sacanagem, de bacanal com dinheiro público, e essa consciência só será alcançada por meio da mídia, quando o combate aos políticos canalhas for implacável, nunca desestimulado, continuado, pois essa gentalha é o tipo mais perigoso de criminoso, já que mata em escala.

Parabéns, Walber




Abro uns parênteses nas informações e comentários para registrar com alegria o aniversário natalício de WALBER PIEDADE SIQUEIRA, Assessor Técnico do Setor de Cultura da Agência Distrital de Icoaraci e um dos lideres do bairro do Telégrafo, “bairro dos artistas”.
Assim como ele.
Walber que é técnico em estradas, formado pelo CFET – Centro Federal de Estudos Tecnológicos, e concluinte do Curso de Administração em Marketing pela Escola Superior da Amazônia/EZAMAZ, será alvo das homenagens de seu vasto círculo de amizades e. certamente, receberá o carinho do chefe “Guru” e dos colegas.
Parabéns amigo.

Muitas Felicidades.
Muitos amigos de vida.

Jornalistas sofrem golpes



Golpe 1

Oito contra oitenta mil
Oito contra 180 milhões


P
erplexos e indignados os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. Contrariando todas as expectativas da categoria e a opinião de grande parte da sociedade, o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, nesta quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator. Perde a categoria dos jornalistas e perdem também os 180 milhões de brasileiros, que não podem prescindir da informação de qualidade para o exercício de sua cidadania.
A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira. Ao contrário do que querem fazer crer, a desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas. O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente, joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.
O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social. Sem saber o que é o jornalismo, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), como entidade de representação máxima dos jornalistas brasileiros, esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.
Igualmente, a FENAJ esclarece que a profissão de jornalista está consolidada não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. No caso brasileiro, a categoria mantém suas conquistas históricas, como os pisos salariais, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo vão seguir capacitando os futuros profissionais e, certamente, continuarão a ser a porta de entrada na profissão para a grande maioria dos jovens brasileiros que sonham em se tornar jornalistas.
A FENAJ assume o compromisso público de seguir lutando em defesa da regulamentação da profissão e da qualificação do jornalismo. Assegura a todos os jornalistas em atuação no Brasil que tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.
Neste momento crítico, a FENAJ conclama toda a categoria a mobilizar-se em torno dos Sindicatos. Somente a nossa organização coletiva, dentro das entidades sindicais, pode fazer frente a ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade, em especial os estudantes de jornalismo, que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista.
Somos 80 mil jornalistas brasileiros. Milhares de profissionais que, somente através da formação, da regulamentação, da valorização do seu trabalho, conseguirão garantir dignidade para sua profissão e qualidade, interesse público, responsabilidade e ética para o jornalismo.

Para o bem do jornalismo e da democracia, vamos reagir a mais este golpe!

Brasília, 18 de junho de 2009.

Diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas - FENAJ

Golpe 2

FIJ: decisão da Justiça brasileira é retrocesso de repercussão internacional

A Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) apoia a FENAJ diante da sentença que anula a obrigatoriedade do diploma em jornalismo.
A FIJ respalda seu filiado no Brasil, em sua vontade de continuar lutando pela qualidade das notícias e do jornalismo, depois que o Supremo Tribunal Federal declarou a anulação da exigencia do diploma para obter o correspondente reconhecimento profissional.
No Brasil, nos últimos 40 anos, a obrigatoriedade do diploma tem estado ligada tanto às reivindicações trabalhistas dos trabalhadores da comunicação como a exigência de uma informação de qualidade.
O patronato brasileiro batalhava há mais de uma década junto aos tribunais para tornar desnecessária a exigencia do diploma em jornalismo.
Neste período de desregulamentação, os meios de comunicação abrem caminho para uma crescente precarização dos jornalistas e criam um prejuizo para a informação democrática.
A FIJ estará atenta as ações promovidas pela FENAJ em defesa da informação de qualidade, do direito do cidadão da ser bem informado de forma profissional e de condições dignas no exercício da profissão.

Paco Audije - Secretario General Adjunto da Federación Internacional de Periodistas

Golpe 3

Diploma: ABI repudia a decisão do STF

Nesta quarta-feira/17, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional a exigência de diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista.
O Ministro Gilmar Mendes foi o relator do Recurso Extraordinário nº 511961, e votou contrariamente à exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão. Na opinião dele, a Constituição Federal de 1988, ao garantir a ampla liberdade de expressão, não recepcionou o Decreto-Lei nº 972/69, que exigia o diploma.
O voto do relator foi acompanhado pelos Ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Cezar Peluso e Celso de Mello. O Ministro Marco Aurélio de Melo votou pela permanência da exigência do diploma. Os Ministros Joquim Barbosa e Carlos Alberto Menezes Direito não estavam presentes na sessão.
Em Brasília, onde foi participar da entrega de uma premiação, o Presidente da ABI, Maurício Azêdo, foi informado da decisão do STF e emitiu a seguinte declaração:
“A ABI lamenta e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional e a aspiração de implantação efetiva de um Estado Democrático de Direito entre nós, como prescrito na Carta de 1988.
A ABI tem razões especiais para lamentar esse fato porque, já em 1918, há mais de 90 anos portanto, organizou o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas e aprovou como uma das teses principais a necessidade de que os jornalistas tivessem formação de nível universitário. Com esse fim, chegou a aprovar a possível grade curricular do curso de Jornalismo a ser implantado.
A ABI espera que as entidades de jornalistas, à frente a Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj, promovam gestões junto às lideranças do Congresso Nacional, para restabelecer aquilo que o Supremo Tribunal está sonegando à sociedade: um jornalismo feito com competência técnica e alto sentido cultural e ético”.

Maurício Azêdo,
Presidente da ABI


ARI - O FIM DE UM DIREITO

A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) manifesta sua inconformidade com a medida adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento realizado no dia 17 de junho, tornando não obrigatória a exigência de diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. O Conselho Deliberativo e a Diretoria Executiva da ARI lamentam que uma conquista de 40 anos, alcançada em plena ditadura militar, seja derrubada com tanta facilidade e com argumentos tão débeis numa fase vivida pelo país e que se diz democrática.
A entidade se associa à Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), reafirmando o entendimento que se trata de um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria. Assim, estão abertas as portas para que aventureiros, curiosos, espertos e oportunistas, que não deram certo em outras atividades, passem a exercer o jornalismo, sem atentar para a qualidade da informação e o comportamento ético exigidos pela atividade.
Lamentavelmente, o dia 17 de junho de 2009, contrastando com o dia 1º do mesmo mês, quando se comemora o Dia Nacional da Imprensa, passará à história como um dos mais fatídicos para a comunicação social brasileira, quando a Corte Suprema do país liquidou com uma de suas mais valiosas conquistas: O DIPLOMA PROFISSIONAL.


ANTONIO CARLOS PORTO
Presidente do Conselho Deliberativo
ERCY PEREIRA TORMA
Presidente da Diretoria Executiva
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6/22/2009

Antônio Cavalcante


A saga das indústrias de guaraná no Século XX em Belém

Às vezes me pergunto, porque o sabor natural da Amazônia, ficou relegado por muitos anos nestas últimas décadas do século XX, ao quase que completo esquecimento, nas festas, confraternizações, coquetéis, outros eventos menos importantes etc., dando lugar a outros tipos de refrigerantes, de origem externa à Amazônia e ,muita das vezes, menos saborosos que os cá de casa.
Lembro-me dos tempos de criança, em que era um devorador costumais de guaraná, que nessa época era sinônimo de refrigerante. Havia uma variada gama de marcas de guaranás, cada um mais gostoso que o outro. Para se ter uma idéia, e a memória não falhar, você poderia encontrar em qualquer bar ou restaurante, as seguintes marcas: Brasil, Fiel, Globo, Simões, Soberano, Vigor, Vitória e outros.
Eram produzidos por pequenas e médias indústrias locais, que participavam ativamente no cotidiano social, esportivo e cultural da cidade, patrocinando programas de rádio como: Calendário Social Brasil na PRC-5, Rádio Clube do Pará, ou eventos como a tradicional festa de Nazaré, quando essas indústrias montavam bares em pleno arraial, em frente à basílica da Santa Padroeira de Belém, onde se destacava o Grande Bar Soberano, palco de muitas histórias da vida social e mundana da festividade, símbolo de uma época belenense.
A resistência às marcas de fora era tão grande, que na década de 50/60, a toda poderosa Coca Cola, quando se instalou em Belém pela primeira vez, com sua fábrica localizada na travessa Lomas Valentina, teve uma passagem meteórica, fazendo com que a cidade passasse para a história, como uma das raras no mundo, em que a fábrica dessa famosa marca cerrou suas portas.
Contam que naquela ocasião, as indústrias paraoaras de refrigerantes, usaram de uma estratégia pouco convencional e antiética, para impedir o avanço internacional da famosa marca americana no mercado de Belém. Vamos tentar explicar mais ou menos como tudo aconteceu. As indústrias de refrigerantes da cidade utilizavam um tipo de vasilhame único, do tipo utilizado atualmente pela ‘CERPA EXPORT’, a nossa conhecida cerpinha, enquanto que a concorrente estrangeira usava o tradicional modelo de embalagem que conhecemos hoje, só que em tamanho menor. Aí os fabricantes locais, quando iam reabastecer seus clientes, eles também recolhiam não somente os seus vasilhames, como também os da Coca Cola, os quais davam sumiço (quebrando-os).
Ora! Belém naquela ocasião era ligada ao resto do mundo por água e por ar, dependendo em muito dos navios que abasteciam a cidade, e que faziam do porto de Belém, um dos mais movimentados do País. Então repor os vasilhames para atender a produção, não era fácil, causando assim um tremendo prejuízo ao grupo empreendedor, que tentava se implantar na cidade, o que com certeza, somou na decisão de fechar a fabrica de Belém. Vitória parcial dos industriais cabanos.
A partir desse episódio, passou a imperar na cidade, o popular Guarassuco, cuja fábrica, ficava na Avenida Almirante Barroso, e com uma forte campanha publicitária tornou-se o símbolo de refrigerante. Patrocinando eventos esportivos, culturais e sociais, dos quais destacamos em nossa lembrança, o Campeonato Colegial Guarassuco: gincana cultural envolvendo alunos secundaristas, que mais se destacavam em suas escolas. Esse evento cultural possuía uma mesa examinadora, composta por renomados mestres dos mais tradicionais estabelecimentos de ensino de Belém, a saber: Colégio Estadual Paes de Carvalho, Colégio Moderno, Colégio Marista Nossa Senhora de Nazaré, Colégio Salesiano Nossa Senhora do Carmo, Escola Normal atual IEP, Colégio Gentil Bittencourt e outros, transmitido ao vivo por uma das emissoras de rádio da época: a ZYE-20 Rádio Marajoara, pertencente ao grupo empresarial: Diários e Emissoras Associados, chegando a parar a cidade, alcançando elevados índices de audiência.
A importância do GuaraSuco na sociedade da época era tanta, que também eram comuns histórias de famílias paraenses, quando em visita a outros lugares do Brasil e do mundo, pedir Guarassuco, em vez de refrigerantes, provocando risos e gozações quando aqui retornavam. O slogan publicitário utilizado em sua campanha, servia de referência às pessoas que estavam em evidência - Quando uma pessoa aparecia muito em festas ou eventos de natureza diversa, o povo falava: puxa o fulano parece até Guarassuco, está em todas!
O tempo foi passando, o GuaraSuco cedeu lugar a uma nova marca: o Guaraná Garoto, com sua fábrica instalada na BR e que mais tarde passou a engarrafar a Pepsi Cola, principal concorrente mundial da Coca Cola, que já estava instalada pela segunda vez em Belém, na rodovia Augusto Montenegro. Só que desta vez com o beneplácito do Governo, que junto com outros fatores de natureza endógena e exógena, promoveram a decadência e/ou quase extinção das marcas de refrigerantes regionais, formadas por pequenas e médias indústrias locais.
Podemos afirmar estar havendo um ressuscitar daquelas marcas antigas, além da entrada de outras novas marcas de âmbito regional, largamente encontradas nas grandes redes de auto - serviços e distribuidoras de bebidas, espalhados por toda a Região Metropolitana de Belém concorrendo em preço com as multinacionais do ramo de cervejas e refrigerantes. Vale salientar que a entrada dessas indústrias de refrigerantes regionais no mercado, ampliando inclusive a linha de sabores tais como: Colas, Laranjadas, Limonadas e outras fizeram com que, multinacionais como a Coca Cola, promovesse o lançamento de um novo Guaraná, com campanha publicitária, fazendo referência à matéria prima do guaraná ao seu habitat natural, oferecendo ao consumidor, um produto com o sabor inigualável do genuíno guaraná da Amazônia.

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Tatá Cavalcante

Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803 ● CEP: 66.053-050

6/21/2009

Pedrinho Cavallero "abafou" na Cultura FM



Alô Pedrinho!

Velho Companheiro:


Gostei do programa que você apresentou através do sonzão digital da Cultura FM - o Canta Pará, alusivo aos 30 anos de estrada, neste domingo.
Gostei, inclusive, da enézima apresentação da música - que lhe persegue a vida toda, segundo Rui Paranatinga Barata - Tu vais entrar na pêia - que, aliás, é sua marca registrada.
Em uma hora de programa, eu e os milhares de ouvintes da Cultura, de todo o continente paraoára, tivemos a grata oportunidade de conhecer (e reconhecer) algumas músicas desse baixinho extraordinário - ele tem origens em Icoaraci: Família Bastos Cavallero -, a partir de 1966, desde "Pretexto" (com Jorge Andrade), bossa nova, música cabana, "Quadrilhando" (com Ronaldo Silva), "Pássaro Cantador" - que o lançou por todo o norte/nordeste - "Meninainha" (com José Maria Vilar Ferreira) "Camaleão"(com Camilo Delduque, que foi sucesso na voz e o suingue de Walter Bandeira) "Daomé (com Paulinho Feital, do Rio), "De qualquer maneira (com Elano Dias, o seu parceiro mais constante).
No final Pedrinho anunciou o lançamento do seu novo cd Querelas da Amazônia e deu uma canja: cantou uma das faixas Ela e Barbara, que no álbum é interpretado pela bela Andréia Pinheiro - minha prima, ora!
Valeu, amigão.

Nota 10

Aliás, você leva jeito para apresentar de programa de rádio.

Indubitavelmente, foi um programa de primeira -me mande uma cópia em cd! - graças, também, à magnifica produção do Fabrício Rocha.


PS - A gente se vê no próximo domingo, 28, no bar do Messias Lyra, na Berredos com a Manoel Barata, aqui e, Icoaraci, conbinado?

Um abraço,
Aldemyr Feio

6/20/2009



Poetas


Os poetas estão em toda parte. Não sofrem o efeito do tempo e do espaço, pois vivem em uma dimensão que transcende a matéria. Quando estamos próximos de um poeta, se não somos muito materialistas, podemos sentir perfume dos jardins da primavera ao sol das 7 horas da manhã.
Em quatro décadas de jornalismo, Agostinho vira com olhar clínico desfilar nas redações onde trabalhou as mais estonteantes beldades, mas nunca iguais àquela. Devia ter 21 anos, um metro e setenta de altura e pesar sessenta quilos. Parecia um arbusto de goiabeira. Tinha a pele rosada, fresca como as pétalas das rosas colombianas, às 7 horas das manhãs de primavera, os lábios carnudos que lembravam os de Angelina Jolie, os olhos verdes como os da gata, gata mesmo, de Agostinho, e longos cabelos ruivos. As narinas de Agostinho dilataram-se ao captar o subtil perfume das virgens ruivas.
Ágata (“bem merece o nome”, pensou Agostinho) estava ali na frente do diretor de redação, Agostinho, o implacável. Cruzara as pernas, no estilo instinto selvagem de Sharon Stone, mas Agostinho, por detrás da mesa, não podia vê-las, embora, de onde estivesse, fosse presenteado com a visão exuberante de portentoso par de seios, querendo saltar de dentro da blusinha decotada. Ágata era a mais nova estagiária. Parecia selecionada em rigoroso concurso para manequim. Agostinho lembrou-se da penúltima estagiária a apresentar. “Jornalistas, hoje, são todos mulheres, e lindas” – pensou.
O texto da penúltima estagiária, desdizendo a perfeição do seu corpo, revela uma mente absolutamente confusa, sem nexo, sem o menor respeito pela regras mais singelas da gramática. Desde o dia em que Agostinho vira, ao semáforo fechado, o vidro escuro da janela de um carro de luxo baixar e a mão mais bonita do mundo sair, atirar guardanapos de papel gordurosos na rua, recolher-se e o vidro subir, passara a acreditar que algumas mulheres funcionam como flores carnívoras, irresistíveis, mas destituídas de um brilho especial, dificilmente percebido pelos cinco sentidos.
- Gostei muito do jornal e estou disposta a fazer qualquer coisa para aprender e trabalhar aqui – disse Ágata, com aquela voz que descia pela garganta do homem que a estivesse ouvindo e ia até o estômago. – Jornalismo é tudo o que eu quero fazer – continuou dizendo, com seu lindo sotaque carioca.
Agostinho engoliu em seco e continuou em silêncio, olhando para Ágata. De repente, voltou a si.
- Tudo o que você precisa fazer é apenas escrever, escrever como você escreveu aqui – disse, com várias laudas impressas nas mãos.
Era a matéria que Ágata escreveu, sobre uma mulher infiel que matara seu marido, com quem vivera 11 anos e tinha dois filhos naquela idade perdida entre a criancice e a adolescência. No texto, Ágata dissecava o inferno que perpassava a vida daquela mulher, primeiramente o conflito amoroso e agora o passo em falso fatal, que atingia a todos à sua volta e se abatia como facada no casal de filhos. O texto se movia como bisturi, expondo uma história de ciúmes, de mesquinhez, de mesmice, de preconceito, de ignorância, de possessividade, de intolerância, e Ágata utilizava as palavras naquela zona de fronteira em que ciúme significa também um jardim prenhe de perfume e a seguir destroçado.
- Mas... mas acho que você não deveria ficar muito tempo no jornalismo – Agostinho voltou a falar.
- Por que? – disse Ágata, com quase imperceptível estridência na voz- Acho que você deveria se dedicar à literatura, até à poesia, mesmo – disse Agostinho, recostando-se na poltrona
- Oh! – fez Ágata. – Sim, eu escrevo poesia, mas preciso trabalhar. Acho que o trabalho me mostrará melhor a condição humana e me fará exercitar-me na esgrima verbal.
Agostinho viu-a, então, inteiramente. Mais tarde, olhando-a através da meia parede de vidro que separava sua sala da redação, sentiu, de repente, que perdera a noção de tempo e espaço.

Diploma: ABI repudia a decisão do STF



“A ABI - lamenta e considera que esta decisão expõe os jornalistas a riscos e fragilidades e entra em choque com o texto constitucional e a aspiração de implantação efetiva de um Estado Democrático de Direito entre nós, como prescrito na Carta de 1988.
A ABI tem razões especiais para lamentar esse fato porque, já em 1918, há mais de 90 anos portanto, organizou o 1º Congresso Brasileiro de Jornalistas e aprovou como uma das teses principais a necessidade de que os jornalistas tivessem formação de nível universitário. Com esse fim, chegou a aprovar a possível grade curricular do curso de Jornalismo a ser implantado.
A ABI espera que as entidades de jornalistas, à frente a Federação Nacional dos Jornalistas-Fenaj, promovam gestões junto às lideranças do Congresso Nacional, para restabelecer aquilo que o Supremo Tribunal está sonegando à sociedade: um jornalismo feito com competência técnica e alto sentido cultural e ético”.

Maurício Azêdo
Presidente da ABI."

6/19/2009

Conselho da Uniam reúne com Ministro da Educação Fernando Haddad



O vice-governador do Pará, Odair Corrêa, participou nos dias 18 e 19 na UFPA – Universidade Federal do Pará da reunião com o Conselho da UNIAM – Universidade de Integração Amazônica com a participação do Ministro da Educação Fernando Haddad (foto). O encontro marcou a implantação do plano da Universidade Federal de Integração Amazônica (UNIAM) onde foram discutidos ações do Ciclo Básico de Estudos e características inovadoras da estrutura organizacional alicerçadas em novos valores e princípios.
Participaram do evento: Reitor da UNIAM professor Seixas Lourenço, Reitor da UFPA professor Alex Fiúza, Pro Reitor de Planejamento da UFRA professor Silfrônio Brito Moraes e secretários de Estado da SEDUC, SEDECT, FADESPA, SEPAC, IDEFLOR, além de outros representantes de órgãos estaduais e federais.
Odair Corrêa lembrou o evento que aconteceu no final do ano passado no Hotel Belo Alter em Santarém, quando na oportunidade foi apresentado o projeto de estrutura física e acadêmica da nova universidade e o seu potencial transformador e indutor. Ali começava a implantação da universidade. Para o vice-governador, “hoje a UNIAM – Universidade de Integração Amazônica é uma realidade que vai beneficiar jovens estudantes de toda Amazônia Legal”, enfatizou,

AGRESSÃO

Há pessoas que vivem em função do dinheiro, na busca de prosperidade, como se isso fosse à resposta para o anseio da felicidade. Miguel Oliveira - hipoteco a minha solidariedade pelo fato de ser agredido por um elemento nocivo à sociedade santarena, que toda classe política, empresarial, além da maioria da população deve saber sua alcunha. Vamos aguardar que nossas autoridades possam desta vez, punir com rigor este marginal que vive prejudicando, ameaçando e tentando através de agressões calar os jornalistas comprometidos em divulgar as corrupções, falcatruas e desmandos realizados por autênticos bandidos, que lamentavelmente, residem em nossa cidade, sem a anuência da maioria da população ordeira e trabalhadora do nosso município. Informo as autoridades competentes que a próxima vítima deste cidadão abominável (detestável e execrável) talvez seja eu. Bandido coloca a carapuça na tua cabeça. O teu dinheiro compra apenas pseudos jornalistas.

SEPARAÇÃO

Relacionamentos amorosos quando chegam ao fim sempre causam dor e sofrimento para o casal, principalmente para quem é dispensado. Como superar essa fase e se restabelecer emocionalmente dando a volta por cima? Para solucionar essa e muitas outras perguntas, a autora Vanessa Fagundes escreveu o livro Levei um fora e agora? Guia prático para quem tomou um pé na bunda e não pretende ficar com ela doendo por muito tempo (Matrix Editora). A obra usa elementos bem humorados para estimular a retomada da rotina após o término do relacionamento. A autora direciona o livro principalmente às mulheres. Segundo Vanessa, elas sofrem muito mais com a separação. A escritora afirma que existem muitos homens mais sensíveis que também sofrem com o final de uma união, mas as mulheres precisam aprender muito mais nesse quesito. A autora também ajuda as leitoras a descobrir alguns fatores que motivam o fora. Ciúmes, exageros e não compartilhar o futebol de domingo são algumas características citadas que acabam com qualquer relacionamento.

FELICIDADE
Já dizia o poeta Vinicius de Moraes que, "para viver um grande amor, é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro". É justamente esse o sonho da maioria das pessoas, mas que só é alcançado por poucos, os que conseguem manter a chama acesa durante muitos anos, com a mesma emoção dos primeiros dias. Enquanto receitas e conselhos de relacionamentos duradouros existem aos montes, estudos mostram que amar faz bem para a saúde mental, física e até financeira. O centro de pesquisa norte-americano Pew descobriu, em 2006, que ser casado é tão importante quanto ter uma renda familiar anual superior a US$ 100 mil (cerca de R$ 300 mil).

FELICIDADE II

No total, 84% dos norte-americanos declararam ser "muito felizes" no casamento. Já em outubro de 2007, dados do Departamento Nacional de Estatísticas do governo britânico indicavam que homens solteiros, de até 35 anos, corriam 50% mais riscos de morrer do que os que pertenciam à mesma faixa etária e eram casados. Já as mulheres solteiras tinham mais chance de desenvolver doenças crônicas do que as casadas. A vida financeira de um casal também pode manter ou destruir um casamento.

FELICIDADE III
O consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor do livro "Casais inteligentes enriquecem juntos", garante que grande parte dos problemas de relacionamento começa no dinheiro, seja pelo excesso ou pela falta dele. "Quando a renda do casal não dá conta dos gastos do mês, o dia a dia tende a uma desagradável monotonia e qualquer proposta mais romântica que envolva gastos é cortada pela raiz", explica o economista, ressaltando que, com o tempo, esse tédio gera conflito e desinteresse. "O pior de tudo é que nem sempre o casal percebe que o problema é financeiro", atesta.

PAC
O Governo do Pará recebeu R$ 250 milhões do governo federal para obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) Drenagem. Os recursos foram repassados pelo Ministério das Cidades. Em Brasília, foi assinado um protocolo de cooperação entre o governo do Estado e o Ministério das Cidades para a implementação de obras e serviços relativos a projetos de manejo de águas pluviais para controle e minimização de enchentes e inundações. O anúncio foi feito em Brasília pelo presidente da empresa, Jorge Palmeira, durante reunião com prefeitos, deputados federais e estaduais paraenses e o secretário de Integração Regional, André Farias, que representou a governadora. Os municípios beneficiados foram Breu Branco, Goianésia do Pará, Itupiranga, Jacundá, Nova Ipixuna, Novo Repartimento e Tucuruí. Como podemos observar, desta vez, Santarém não aparece na lista de municípios beneficiados.

VISITA
O vice-governador do Pará, Odair Corrêa, convidou o Ministro de Assuntos Estratégicos e Coordenador do Plano Amazônia Sustentável Mangabeira Unger para fazer uma visita ao arquipélago do Marajó. Mangabeira confirmou sua chegada em Belém neste sábado dia 20, no intuito de conhecer uma das “feridas” da Amazônia, como ele próprio diz. O convite formulado por Odair Corrêa está voltado com a possibilidade de o ministro ajudar como estratégia de futuro, ações voltadas para atenuar o sofrimento da população como o empobrecimento em função de diversos fatores, sendo um deles o ambiental. “É preciso que haja o alavancamento de emprego e renda para a população visualizando o manejo da floresta”, disse Odair Corrêa. A Governadora Ana Júlia Carepa deverá participar do evento, que inicialmente terá como pólo das visitas, os municípios de BREVES e SOURE e se possível o município de AFUÁ.
BAILE Nesta sexta-feira 19/06 tem o Super Baile da Saudade no Fluminense. Uma noite especial de total romantismo com A Banda Raízes da Terra. Imperdível, é casa cheia. Ambiente tranqüilo para as pessoas de alta sensibilidade, essa você não pode ficar de fora. O Fluminense está agora sob a administração da competente Diretora Social, minha bela amiga Jocilene Fonseca. Atendimento de primeiríssima qualidade. Confira, o encontro está marcado.

VACINAÇÃO
Com o Slogan “Zé Gotinha e Gente que Cuida da Gente”, a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém, realizará neste sábado 20/06 a primeira etapa da Campanha Nacional de Multivacinação. A Campanha tem como objetivo vacinar crianças com idade até cinco anos, contra a Poliomielite, com intuito de proteger as crianças do Município, da paralisia infantil. Na ação pretende-se vacinar 31.140 crianças, para tanto serão montados vários postos de vacinação. Os pais e responsáveis deverão levar o cartão de vacinação de suas crianças. Durante a Campanha serão também disponibilizadas vacinas contra Hepatite B, sarampo, rubéola, caxumba. Para mulheres em período de gestação serão disponibilizadas doses de vacinas contra Tétano.

MOTINHAS
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O Colégio Tapajós-FIT realizou com sucesso a sua FESTA JUNINA, com ênfase na CULTURA SANTARENA. Apresentou a II Mostra Cultural em que os alunos fizeram exposições dos artistas plásticos, poetas, escritores, artesão, pessoas de nossa terra que fazem Santarém brilhar. ●●● Está aumentando a cada dia o número de fregueses no Dedé O REI DO FRANGO assado, picanha, costela e lingüiça. Atendimento Nota 10 dos mosqueteiros Diego, Degenaro e Patrick na Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone: 3523 7363. ●●● O melhor Açaí da cidade é com o casal Leitão e Terezinha, na Borges Leal. ●●● Dezenas de pessoas acompanham os jogos dos campeonatos brasileiro, italiano, espanhol e copa do Brasil, além da Copa das Confederações, no BAR DO NILO. Barjonas de Miranda próximo Rui Barbosa. ●●● Com a escolha de Manaus para sediar a Copa do Mundo de 2014, Belém perdeu mais R$ 5 milhões que receberia para investimentos; cerca de 10 mil postos de trabalho deixaram de ser criados com o evento; e mais de 54 seguimentos diferentes da economia deixaram de ser movimentados. Estima-se ainda que uma cidade sede da copa, como Belém, iria receber cerca de 100 mil turistas durante o evento. ●●● Os deputados estaduais começam nesta semana a discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício do ano que vem. A votação tem que ocorrer até 30 de junho, sob pena de o Legislativo não poder iniciar o recesso do meio do ano. O projeto da LDO está em tramitação na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (CFFO) e recebeu 101 propostas de emenda por parte dos deputados e bancadas. ●●● Os juros do cheque especial e dos empréstimos pessoais registraram queda pela sexta vez consecutiva em junho, segundo levantamento da Fundação Procon-SP. Dos dez bancos pesquisados, quatro reduziram os valores cobrados no empréstimo pessoal. ●●● A taxa média mensal caiu dos 5,57% registrados em maio para 5,52% neste mês, diferença de 0,05 pontos percentual. As dez instituições financeiras pesquisadas foram Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco. ●●● Blogs conceituados que divulgam ações do Vice-governador do Pará, Odair Corrêa: José Maria Piteira (www.blogdopiteira.blogspot.com) – José Colares (hppt:/jbvcolares.blogspot.com) – Rui Neri (www.jurutinews.blogspot.com) – Aldemyr Feio (www.aldemyrfeio.blogspot.com). ●●● Estamos recebendo vários e-mails de leitores que acompanham a nossa coluna no Jornal do Feio. São amigos e eleitores que deixamos na capital do Estado. Obrigado a todos. ●●● Nos dias 26, 27 e 28 deste mês a Rede Bandeirantes de Televisão (TV Santarém) mostra ao vivo o Festival de Parintins para todo o Brasil, tendo como atrações principais os Bois Garantido e Caprichoso. ●●● Moradores de Mojui dos Campos já vivem a expectativa da primeira eleição para a escolha do prefeito e dos vereadores daquele recém-criado município, que fica a 30 quilômetros de Santarém, oeste do Pará. O vereador Jailson do Mojui garante que as eleições municipais vão acontecer no dia 05 de outubro de 2012. E já no dia 1º de janeiro de 2013 será realizada a implantação oficial do novo município, localizado na região metropolitana de Santarém (Agência Podium). ●●● Vereador José Maria Tapajós deve assumir o cargo de presidente do Poder Legislativo somente na próxima segunda-feira/22, está de licença médica. Desejo ao competente parlamentar votos de pronto restabelecimento. ●●● Hoje é sexta-feira, como ninguém é de ferro, vamos comemorar com a Loira Gelada, Ruiva Destilada e a exuberante Morena Quente. Fui

Jornalista por Formação



ATO EM REPÚDIO À CASSAÇÃO DO DIPLOMA DE JORNALISTA!
VERGONHA! ENTERRARAM UMA HISTÓRIA REAL DE 30 ANOS! (*)


OS JORNALISTAS QUE CONSTRUÍRAM ESTA HISTÓRIA HÁ MAIS DE 30 ANOS ESTÃO INDIGNADOS COM A ( IN) JUSTIÇA DO BRASIL!

NÃO PODEMOS NOS CALAR DIANTE DESTA BARBÁRIE.


VAMOS MOSTRAR NOSSA INDIGNAÇÃO PARA TODA A SOCIEDADE, MESMO QUE ESTE SEJA O ÚLTIMO ATO DE UMA CATEGORIA QUE SEMPRE LUTOU PELA DEMOCRACIA E PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, COM RESPONSABILIDADE!

Data: 22/06/2009
Hora: 9h
Local: Praça Felipe Patroni - em frente ao Fórum


(* Venha com nariz de palhaço, chapéu de mestre cuca, panelas, apitos e uma cópia do DIPLOMA para queimarmos numa grande fogueira! )

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OBS - No sábado, 20, faremos uma reunião para organizar nosso ato de repúdio, às 16, no Bar do Parque.

Compareça e mostre sua indignação!


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Janine Bargas

Produção Executiva
- TV Nazaré(91) 8112 5105

6/18/2009

Não podemos aceitar



INCONSTITUCIONAL E INSANA É A DECISÃO DO STF. NÃO PODEMOS ACEITAR NOSSA PROFISSÃO SER DESVALORIZADA E EXERCIDA POR QUALQUER DESPREPARADO.

JORNALISTA: SÓ DIPLOMADO
NÃO PODEMOS CRUZAR OS BRAÇOS. NÃO ACEITE ESSA DECISÃO INCOMPETENTE!!!

Clube do Jornalismowww.clubedojornalis mo.com.br


"STF derruba exigência do diploma para o exercício do Jornalismo

Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo TribunalFederal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interpostopelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Nestejulgamento histórico, o TST pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória aexigência de diploma para exercício da profissão. A executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo.Representantes da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas do RS, PR, SP,MG, Município do RJ, CE e AM acompanharam a sessão em Brasília. O presidente da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação sobrea revisão das diretrizes curriculares, José Marques de Melo, também esteve presente. Do lado de fora do prédio - onde desta vez não foram colocadas grades - houve uma manifestação silenciosa. Em diversos estados realizaram-se atos públicos e vigílias.Às 15h29 de quarta-feira o presidente do STF e relator do RecursoExtraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal (MPF) contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores (FENAJ e SJSP) e da Advocacia Geral da União (AGU), houve um intervalo.No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma."O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista", reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. "Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação", complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta.Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. "Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência.Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua", disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com oquestionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão."A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso", proclamou.Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa dodiploma serão intensificadas.

FONTE: FENAJ


Clube do Jornalismowww.clubedojornalismo.com.br
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Johnnatas Rodrigues

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(91)8856-1794/(91)4005-7733

Fim do diploma e a liberdade de expressão






O fim da exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista interessa muito aos donos da mídia. Vale lembrar que foram os proprietários dos veículos que recorreram ao judiciário, para derrubar o diploma e nossa regulamentação profissional. Afinal, com a extinção da exigência, a liberdade de expressão será propriedade privada dos detentores dos veículos de comunicação. Eles terão o pleno poder de decidir quem poderá ou não exercer a profissão de jornalista no Brasil. A liberdade de expressão nada ganhará. Não se iludam.
Com a exigência do diploma, os donos da mídia precisavam recrutar entre os profissionais habilitados os seus trabalhadores. Sem ter que obedecer à exigência, recrutarão como bem entenderem seus escribas servis. Temo pela remuneração e direitos dos escolhidos.
O fim da exigência do diploma transformará em verdadeiros faraós os donos da mídia, que terão poder absoluto e ampliado sobre os seus veículos de comunicação. Como se eles já fossem pequenos.
A despeito de proteger a liberdade de expressão, o Supremo Tribunal Federal (STF) cometeu um grosseiro engano que será extremamente danoso para a sociedade brasileira. Ampliar os direitos dos donos dos veículos, em detrimento dos jornalistas habilitados, não parece ser o caminho mais seguro para garantir e ou ampliar o direito de expressão ou de imprensa no Brasil.
Foi criado um falso dilema. A exigência do diploma nunca foi uma ameaça à liberdade de expressão. Já a sua extinção deve concentrar mais poderes nas mãos de poucos, que além do forte e inabalável compromisso sempre justificado com lucro acima de tudo, tem entre seu seleto grupo, figuras detentoras de altos cargos públicos, que possuem concessões públicas seja através de parentes ou de terceiros no comando de emissoras de rádio e televisão.
Respeito os que defendem a extinção do diploma, por comparar a profissão de jornalista com a dos poetas e escritores, porque estão sendo ingênuos, mas desconfio dos que argumentam que o fim de tal exigência irá ampliar a liberdade de expressão, simplesmente porque o argumento é falacioso.

____________
Vitor Ribeiro
- Editor executivo do http://www.ojornalista.com.br/

Sarney e a CPLP

O autor de Marimbondos de Fogo tem livro publicado até nos Estados Unidos. Medíocre, porém, sua literatice não revela, não esclarece verdadeiramente sua pátria, como o faz todo grande escritor; fica na superfície, falta-lhe verdade literária, que somente os escritores classe A logram marcar em tudo o que escrevem.
O que José Sarney tem a ver com a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)? Tudo. Em primeiro lugar, o Brasil exerce liderança natural no bloco, até porque, hoje, a língua brasileira tem muito mais influência no planeta do que a língua portuguesa. É claro que os portugueses não entenderão o que eu estou dizendo, nem as ex-colônias portuguesas, com exceção dos brasileiros e também dos brasilianistas lusófonos. Nesse contexto, Sarney é presidente, pela terceira vez, do Senado da República, que atravessa sua pior crise, tão grave que inclusive caiu na clandestinidade.
Foi identificado um bando, envolvendo senadores e funcionários, especializado em patrimonialismo, isto é, se espoja no dinheiro público, por meio de, por exemplo, nepotismo. Só da família Sarney já foram identificados oito parentes, com gordos salários, um dos quais vive na Espanha. Sarney também já usou publicamente funcionário do Senado para trabalhar em campanhas políticas para a família. Sarney pôs a culpa da bandalheira nos funcionários, chorou como jacaré e reclamou que no Brasil não respeitam nem autoridades da estatura dele. Pelo menos Sarney tem todo o apoio do presidente Lula.
Assim, o Brasil, que deveria dar exemplo aos demais países da CPLP, pela sua importância incontestável no clube, não, revela é a safadeza que há, hoje, nos meios políticos. Rouba-se, hoje, no Brasil, mais do que um Cabo Verde por ano. Nepotismo é apenas uma modalidade de furto. No caso de Sarney, enquanto a família dele engorda cada vez mais, a base da pirâmide maranhense fica cada vez mais pobre e mais crianças morrem de fome.
Em segundo lugar, Sarney - posando de estadista, exibindo seus títulos, os mais untuosos dos quais a presidência da República e o fardão da Academia Brasileira de Letras (ABL), além da presidência do Senado - pavoneia-se como arauto da liberdade de imprensa, e, no entanto, ele sufocou a mídia do estado do Amapá, onde o PMDB, seu partido, lhe deu vaga para o Senado, pois os maranhenses já estavam fartos dele. Para se perpetuar na teta amapaense, Sarney levou para lá um servidor do Senado, advogado, e montou uma indústria de ações contra jornalistas, todos que ousaram desmitificá-lo, e ganhou a parada no Tribunal Regional Eleitoral, em Macapá.
Dois dos mais combativos jornalistas de Macapá, a poeta Alcinéa Cavalcante e o competente Corrêa Neto, deram um tapa na mordaça e devem, hoje, ao TRE, R$ 1 milhão, cada um, em multas.
Em terceiro lugar, Sarney é escritor. O autor de Marimbondos de Fogo tem livro publicado até nos Estados Unidos. Medíocre, porém, sua literatice não revela, não esclarece verdadeiramente sua pátria, como o faz todo grande escritor; fica na superfície, falta-lhe verdade literária, que somente os escritores classe A logram marcar em tudo o que escrevem.
Essa é a razão pela qual Sarney vem pontificando nas páginas do CONEXÃO CPLP.

STF derruba exigência do diploma para o exercício do Jornalismo


Em julgamento realizado nesta quarta-feira (17/06), o Supremo Tribunal Federal deu provimento ao Recurso Extraordinário RE 511961, interposto pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo. Neste julgamento histórico, o STF pôs fim a uma conquista de 40 anos dos jornalistas e da sociedade brasileira, tornando não obrigatória a exigência de diploma para exercício da profissão. A executiva da FENAJ se reúne nesta quinta-feira para avaliar o resultado e traçar novas estratégias da luta pela qualificação do Jornalismo.
Representantes da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas do RS, PR, SP, MG, Município do RJ, CE e AM acompanharam a sessão em Brasília. O presidente da Comissão de Especialistas do Ministério da Educação sobre a revisão das diretrizes curriculares, José Marques de Melo, também esteve presente. Do lado de fora do prédio - onde desta vez não foram colocadas grades - houve uma manifestação silenciosa. Em diversos estados realizaram-se atos públicos e vigílias.
Às 15h29 desta quarta-feira o presidente do STF e relator do Recurso Extraordinário RE 511961, ministro Gilmar Mendes, apresentou o conteúdo do processo encaminhado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo e Ministério Público Federal contra a União e tendo a FENAJ e o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo como partes interessadas. Após a manifestação dos representantes do Sindicato patronal e da Procuradoria Geral da República contra o diploma, e dos representantes das entidades dos trabalhadores (FENAJ e SJSP) e da Advocacia Geral da União, houve um intervalo.
No reinício dos trabalhos em plenário, às 17h05, o ministro Gilmar Mendes apresentou seu relatório e voto pela inconstitucionalidade da exigência do diploma para o exercício profissional do Jornalismo. Em determinado trecho, ele mencionou as atividades de culinária e corte e costura, para as quais não é exigido diploma. Dos 9 ministros presentes, sete acompanharam o voto do relator. O ministro Marco Aurélio votou favoravelmente à manutenção do diploma.
“O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. “Este é um duro golpe à qualidade da informação jornalística e à organização de nossa categoria, mas nem o jornalismo nem o nosso movimento sindical vão acabar, pois temos muito a fazer em defesa do direito da sociedade à informação”, complementou, informando que a executiva da FENAJ reúne-se nesta quinta-feira, às 13 horas, para traçar novas estratégias de luta.
Valci Zuculoto, diretora da FENAJ e integrante da coordenação da Campanha em Defesa do Diploma, também considerou a decisão do STF um retrocesso. “Mas mesmo na ditadura demos mostras de resistência. Perdemos uma batalha, mas a luta pela qualidade da informação continua”, disse. Ela lembra que, nas diversas atividades da campanha nas ruas as pessoas manifestavam surpresa e indignação com o questionamento da exigência do diploma para o exercício da profissão. “A sociedade já disse, inclusive em pesquisas, que o diploma é necessário, só o STF não reconheceu isso”, proclamou.
Além de prosseguir com o movimento pela qualificação da formação em jornalismo, a luta pela democratização da comunicação, por atualizações da regulamentação profissional dos jornalistas e mesmo em defesa do diploma serão intensificadas.

Disputa judicial se arrasta desde 2001
O embate em torno da constitucionalidade da exigência de diploma de curso superior em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão transcorre nas esferas judiciais há quase nove anos. Dispostos a quebrar com um dos pilares da regulamentação profissional dos jornalistas e a prosseguirem desrespeitando os direitos dos trabalhadores, representantes das empresas de comunicação alimentam esta disputa, que terá seu desfecho com o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961. Veja, a seguir, alguns dos principais momentos deste imbróglio.
Em 2001 a juíza Carla Abrantkoski Rister, da 16ª Vara Federal em São Paulo concedeu uma liminar em Ação Civil Pública do Ministério Público, a pedido do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo, suspendendo a exigência do diploma de graduação em comunicação social para a concessão do registro profissional.
Contra o despacho liminar (antecipação dos efeitos da tutela), a FENAJ, juntamente com o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, ingressou com um pedido de intervenção como terceiro prejudicado no processo e, ao mesmo tempo, ingressou com um recurso (Agravo de Instrumento) perante o Tribunal Regional Federal de São Paulo visando a suspensão daquela decisão. A Advocacia Geral da União também ingressou com recurso contra a mesma decisão.
No dia 26 de outubro de 2005, 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região derruba a liminar. “Não se pode confundir liberdade de manifestação do pensamento ou de expressão com liberdade de profissão. Quanto a esta, a Constituição assegurou o seu livre exercício, desde que atendidas as qualificações profissionais estabelecidas em lei (art. 5º, XIII). O texto constitucional não deixa dúvidas, portanto, de que a lei ordinária pode estabelecer as qualificações profissionais necessárias para o livre exercício de determinada profissão”, sustentou o relator, juiz Manoel Álvares. O acórdão do julgamento diz, também, que “O inciso XIII do art. 5º da Constituição Federal de 1988 atribui ao legislador ordinário a regulamentação de exigência de qualificação para o exercício de determinadas profissões de interesse e relevância pública e social, dentre as quais, notoriamente, se enquadra a de jornalista, ante os reflexos que seu exercício traz à Nação, ao indivíduo e à coletividade”.
Em julgamento realizado no dia 08, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que para o exercício do jornalismo é necessária a apresentação de diploma de nível superior em comunicação social, com habilitação em jornalismo. A decisão foi da Primeira Seção do STJ em mandado de segurança impetrado pelo médico José Eduardo Marques contra portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada no início do ano e que anulava todos os registros precários. A votação foi unânime e seguiu integralmente o parecer do relator do processo, ministro José Delgado.
Em seu voto, o ministro destacou que a profissão de jornalista é regulada pelo Decreto-Lei 972, de 1969, com alterações de leis subseqüentes e que, desde então, exige-se o diploma de nível superior para o seu exercício. Para o magistrado não há dúvidas de que o artigo 5º, inciso XIII, da Constituição condiciona o exercício profissional ao atendimento das exigências legais.
No entanto, no dia 21/11/2006 a Segunda Turma do STF confirmou liminar à Ação Cautelar proposta pela Procuradoria Geral da República, permitindo o exercício do jornalismo por precários até decisão final do próprio STF sobre o Recurso RE 511961.

6/17/2009

Odair Corrêa entrega Microcréditos em Senador José Porfírio


O vice-governador do Pará Odair Corrêa esteve nesse último final de semana (13 e 14) no município Senador José Porfírio (Souzel) e foi recebido pelo prefeito Cleto José Alves da Silva, Representante da Secretária de Meio Ambiente Saloma Mendes, Representante do Banco do Estado do Pará Paulo Barroso, Representante de lideranças Comunitárias Marcos Oliveira, Coordenadora do Programa CREDPARÁ Atlanta Martin e Empresário Adilson Martin.
Em seguida entregou em solenidade, 42 cartas de créditos para velhos e novos empreendedores no montante de R$ 97.990,70 (Noventa e sete mil, novecentos e noventa reais e setenta centavos) para que se estabeleçam 84 novos postos de trabalho, beneficiando 210 pessoas, nas atividades de Confecções, Mercearias, Lanchonetes, Armarinho, Cosméticos, Artesanato, Salão de Beleza, Restaurantes, Oficinas de Motos e Bicicletas. Além da produção de Farinha e criação de Galinhas Caipiras. Organizações atendidas: Associação dos Moradores do Bairro Encantado, Associação dos Trabalhadores Rurais do Brasil, Associação dos Agricultores do Projeto Arapari, Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará, Associação Cultural e Esportiva Escorpião e Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Senador José Porfírio.
O evento aconteceu no auditório da Secretaria Municipal de educação e Cultura, reunindo centenas de pessoas. O Programa de Microcrédito Solidário (CREDPARÁ) é gerido e desenvolvido pela Vice-governadoria do Estado em convênio com as prefeituras municipais, tendo como seu agente financeiro o Banco do Estado do Pará. (BANPARÁ).
O prefeito Cleto José Silva, destacou que o município é pouco lembrado pelas autoridades por estar longe da capital, no entanto, destacou o empenho do vice-governador Odair Corrêa que tem sido um verdadeiro parceiro da população, trazendo pela segunda vez para Sen. Jose Porfírio investimentos que somados ultrapassam 150 mil reais.
Com relação ao CREDPARÁ, Odair Corrêa disse que o Programa já está sendo executado em 50 municípios e brevemente estará em 143 do Estado, aumentando a auto-estima e a qualidade de vida daqueles que fazem parte da base política social do nosso Estado, com respaldo da governadora Ana Júlia.
Enfatizou ainda: ”Não é possível querer se engessar na marra, a região Amazônica com cerca de 25 milhões de habitantes, acredito que a atividade mineral sendo trabalhada de forma racional é compatível com o meio ambiente, a mesma sistemática deve ser adotada para a questão madeireira, através dos manejos sustentáveis”. Finalmente, prometeu se empenhar para regularizar a Rádio Comunitária do Município e que voltará em breve para trazer mais ações do Governo do Estado em benefício da população.

6/16/2009

Para sempre e eternamente, Beatles


Agora é pra valer! A Casa da Seresta orgulhosamente apresenta em grande estilo, a festa de aniversário da Banda Beatles Forever, considerada um dos melhores “cover” dos “garotos de Liverpool”. O show será realizado nesta sexta-feira, 19.06, a partir da meia-noite e promete fortes emoções ao beatlemaníacos de plantão.
Os proprietários da casa noturna, Nadir e Benedita Neves, explicam que a apresentação que seria realizada no mês de maio, não se aconteceu por causa de um incidente de última hora provocado pela Rede Celpa. “Lamentamos muito pelo ocorrido, embora a culpa não tenha sido da administração da Casa da Seresta, e sim por negligência da Celpa, que não solucionou a tempo o problema ocasionado no transformador de energia. Embora tenhamos acionado os técnicos da empresa por inúmeras vezes, desde as 19 horas, eles só foram aparecer na hora do show, inviabilizando a sua realização”, diz Nadir. “Isso é frustrante, pois havíamos preparado um espetáculo para o público com todo carinho, e tivemos que cancelar por falha de terceiros”.
Incidentes a parte, os amantes Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr que se preparem, pois os Beatles Forever aproveitaram para dar uma “repaginada” no repertório e vão mostrar uma performance imperdível no show que comemora os vinte anos ininterruptos de muito sucesso.

Beatles Forever - Considerados com um referencial de atração musical, os Beatles Forever conseguiram ultrapassar duas décadas agradando não somente ao público fanático pela obra dos quatro ingleses famosos, mas também por outro segmento de pessoas que, através dos shows da banda cover, passa a conhecer e gostar do trabalho deles. O grupo, que já teve várias formações, atualmente tem Tom Menezes na bateria e vocal, Juares Lins no contrabaixo e vocal, Alexandre Macambira na guitarra, gaita e vocal) e Camilo Salgado na guitarra e vocal.
Para Alexandre Macambira, integrante do grupo, um exemplo da carreira consolidada e da satisfação do público é a considerável agenda de apresentações em Belém e em vários municípios do Estado. “Somos reconhecidos e repeitados como um dos covers mais perfeitos daqueles que imortalizaram o “rock’and’roll” a partir do anos 60. Isso, além de gratificante, demonstra a seriedade e o amor com que desenvolvemos nosso trabalho”, ressalta.
Convidando aos freqüentadores da Casa da Seresta e aos amantes dos Beatles a “baterem ponto” nesta sexta, Benedita Neves, garante uma noite de muitas emoções. “Essa banda dispensa comentários, são músicos de primeira grandeza, experientes e, acima de tudo, já se consolidaram como porta-vozes oficiais da Banda de John Lennon no Pará. Quem ainda não viu, vale a pena conferir; quem já conhece e é fã, será muito bom rever e prestigiar”.
Serviço:Show da Banda Beatles Forever, nesta sexta-feira, 19/06, a partir das 24h00, na Casa da Seresta.
Reservas de Ingressos, Mesas e Camarotes pelos fones 3230.2370 / 9983.8213
O endereço da Casa da Seresta é travessa Ferreira Pena, nº 354 (esquina da travess 14 de março) - Bairro Umarizal.


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Áurea Gomes


Meu amigo português


Apreciávamos Antarctica, vinho do Porto, cinema de primeira categoria, Ernest Hemingway, Muhammad Ali, comida espanhola, mulheres lindas e Belém do Pará, entre outras infindáveis coisas. O Velho gostava de ler meus contos e eu de ouvi-lo falar sobre o mundo.
Um dos meus melhores amigos foi o cineasta lisboeta José Pereira Gaspar, com quem convivi durante dois anos, em Manaus, para onde migrara sua família. Foi uma das amizades intelectualmente mais fecundas que desfrutei, além dos ensinamentos práticos que o Velho, como o chamava, me passou, pois eu tinha 21 anos e ele, o dobro disso. Sobretudo, ele foi o ponto de referência para eu identificar um europeu, um português, e estabelecer diferenças básicas entre lusitanos e brasileiros.
Acredito que o Velho aceitou minha amizade porque tínhamos muitos pontos em comum. Apreciávamos Antarctica, vinho do Porto, cinema de primeira categoria, Ernest Hemingway, Muhammad Ali, comida espanhola, mulheres lindas e Belém do Pará, entre outras infindáveis coisas. O Velho gostava de ler meus contos e eu de ouvi-lo falar sobre o mundo; como gostava de ouvi-lo, com seu português claro, sonoro, de quem é lusitano e domina o trópico. A propósito de Belém, ele se casou com a cantora lírica belenense Marina Monarcha.
Contudo, ele era português. Via o mundo, no caso a Amazônia, do alto da sua poltrona de colono europeu. Detestava, ou melhor, não comia as iguarias da Amazônia, que, para mim, é a melhor cozinha do planeta, e ignorava a cultura cabocla, e eu sou cabclo. O Trópico Úmido entediava-o, matava-o, embora o retivesse em Manaus, pois cada homem lança raízes de acordo com suas circunstâncias.
Entre europeus e amazônidas, e sou amazônida, sempre haverá estranhamento, tão bem revelado por Gabriel García Márquez em suas conversas com Plínio Apuleyo Mendoza. Graham Greene tem razão, o segredo do trópico reside no cheiro de goiaba. Mas não é qualquer europeu, nem português, que saberá avaliar toda a riqueza do cheiro de goiaba. O Velho não sabia.
Estou certo de que a maior simbiose entre portugueses e brasileiros são as portuguesinhas belenenses. Elas guardam todo o mistério das goiabas, aquele tipo de mistério que se abre, se revela, e continua sendo mistério em si mesmo. As portuguesinhas são europeias belas como negra em vestido de seda, com sotaque belenense, deliciosas como cuia de tacacá.
Estou certo, ainda, que me une a Portugal a língua. Mergulho na língua portuguesa para compreender melhor o mundo, e ressurjo no dorso da língua brasileira, cavalgando-a como se cavalga a mulher amada, no mar do trópico úmido.

6/14/2009

Capitão Poço já vê a TV Cultura

Foto: Eunice Pinto

A população de Capitão Poço já pode sintonizar o canal 8 para assistir a programação da TV Cultura do Pará. A inauguração da retransmissora local da emissora pública e educativa aconteceu na manhã deste sábado/13, com a presença de políticos e representantes dos movimentos sociais do município, como o vice-prefeito Nildo Pontes e o presidente da Câmara Municipal, Francisco Isonildo Pires de Souza (foto). Esta é a 43ª localidade, além da região metropolitana, a receber o sinal da TV Cultura, desde o início do processo de expansão. A sede da retransmissora fica na travessa 23 de dezembro, próximo do centro comercial, feiras, praças e igrejas.
Eneida Guimarães Ribeiro, diretora da escola estadual de ensino fundamental e médio Padre Vitaliano Vari, uma das mais antigas do município com aproximadamente 1.600 alunos, comemorou a chegada da nova emissora. "É um canal de comunicação mais vivo, mais gente. Vai ser bom chegar às salas de aula na segunda-feira e dar esta boa notícia. Considero que é um marco para comunicação do nosso município e contribuirá bastante para nossa prática educativa", afirmou.
Valdino Silva dos Santos, diretor da 17ª Regional de Educação, concordou com a pedagoga. "Sabemos do perfil educacional da programação da TV Cultura. E também teremos acesso às informações sobre ações e serviços do governo do Estado em Capitão Poço. Às vezes, as informações que recebemos nem sempre estão completas", acrescentou. Segundo ele, as reformas das escolas Padre Vitaliano e Terezinha Bezerra Siqueira, no valor de aproximadamente R$ 145 mil, cada, além da instalação de laboratórios multidisciplinares, não foram noticiadas pela emissora privada em funcionamento no município.
José Eudes Aguiar Bezerra, representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, reforçou a importância da TV Cultura para divulgação das ações e serviços do governo do Estado. "Hoje o canal 8 volta para população. Em Capitão Poço, já foram pavimentados 5 km no asfalto participativo, construídas duas pontes de alvenaria, duas praças, e mais de 15 sistemas de abastecimento de água na área rural. Das 54 residências do programa Minha Casa, Minha Vida, 21 já foram construídas, com dinheiro do Cheque Moradia e do Ministério das Cidades. Essas informações não eram dadas à população", ressaltou, enfatizando a sua expectativa de assistir mais programas na TV Cultura com foco nas questões rurais.
TV em definitivo - A TV Cultura estava em caráter experimental desde sexta-feira (12). Regina Lima, presidente da Fundação de Radiodifusão do Pará (Funtelpa), salientou o apoio recebido da prefeitura local para acelerar a instalação do retransmissor. "Quando começamos a expansão do sinal da TV Cultura, estávamos sozinhos, mas assim que começamos a chegar aos municípios, os vizinhos passaram a nos procurar. É papel do governo levar comunicação a todas as regiões, assim como levar saúde e educação. Não olhem para programação da TV Cultura como se faz para TV privada, porque um canal público tem caráter educativo. Esse é o eixo condutor dos jornais aos programas infantis", explicou.
A expansão do sinal da emissora pública é uma das estratégias do governo para integração do Estado. "Quem ganha é a população ao receber um canal que não é um canal qualquer, e sim que valoriza o cidadão, e não está preocupado apenas em vender produtos", afirmou Paulo Roberto Ferreira, secretário de Estado de Comunicação. Para ele, a inauguração do retransmissor em Capitão Poço é um resgate de um canal usado anteriormente de forma equivocada e que ainda trazia custos ao governo do Estado. "Decidimos encerrar este ciclo. Tivemos que preparar a Funtelpa porque seus equipamentos estavam obsoletos e, hoje, a TV Cultura no município tem uma potência cinco vezes maior, que permite ao sinal ultrapassar a sede, e chegar a vilarejos mais distantes", disse.
Capitão Poço possui 52 mil habitantes e fica distante mais de 200 km da capital do Estado, Belém. No município, boa parte dos moradores da sede possui antena parabólica para assistir a 21 canais de TV fechada e apenas um canal de TV aberta, com uma programação que não se alinha a da TV Cultura. Agora, eles poderão assistir os noticiários como Jornal Cultura, Esporte Cultura, e programas como Sem Censura Pará, Cultura Pai Dégua, Sementes, Brasil da Amazônia, 7 Set Independente, Cinerama, Moviola, Catalendas, entre outros.

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Fabíola Batista
- Secom

Alcyr Guimarães canta WALTER BANDEIRA








Ah! se o encanto deste canto.
Vai te atirar num palco,
e voar contigo alto.
Pra tua voz nos refletir.
Pode embriagar as mentes,
ou será tão indecente
Mas tua lucidez demente.
Certamente ha de nos seduzir.
Quando cantas as mundanas,
e verdades tão profanas.
As donzelas e as sacanas,
vão te aplaudir.
E neste delírio louco,
nos requebros de teu corpo,
mais este teu cantar tão rouco,
vem pra redimir.
Se a platéia te permite,
tudo o que tiver de triste.
Há de te correr nas veias e então sangrar,
e nesse contra compasso,
do requebro deste corpo.
Como se a vida num abraço viesse te cobrar.
E nesta história louca,
uma noite é pouca pra tanta solidão.
Tu que cantastes a vida e a morte.
o azar e a sorte, FOI TUA A EMOÇÃO!
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Canção feita por Alcyr Guimarães para Walter Bandeira em 1988
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Nota:
Priscila Emmer, de São Luiz – Ma.
Eis a sua solicitação atendida.
Agradeço, também ao Walter Jr por ter retirado, ad referendum, matéria do seu blog Canetas sem Fronteira