12/31/2008

Feliz Ano Novo


No limiar do ano, ao invés de uma mensagem formal, resolvi brindar as pessoas que prestigiam este blog com uma poesia que fala de Ano Novo.
Com a ajuda do Wagner Monte Almeida, encontrei o que queria. Um poema de Carlos Drummond de Andrade – que foi um poeta , também cronista, contista e tradutor, desaparecido em 1987, ajuda a dar o meu recado.
E através da mensagem do poeta de Itabira/MG, agradeço a atenção dispensada, além de desejar a todos Boas Festas e um Novo ano de 2009, melhor, mais feliz e mais venturoso.


RECEITA DE ANO NOVO


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra bebida,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

LURDINHA BEZERRA recomenda


Reveillon da PAZ

O Vavá do Cazuzas, vai realizar DIA 31 DE DEZEMBRO (QUARTA-FEIRA) o Reveillon da PAZ e traz como convidados Meio Dia da “Imperatriz”mulatas e ritmistas, Banda Magia e e mais o DJ La Ribba. Réveillon ainda traz cinvidados especiais do Sam, como o Rally do Samba e Pirata Show; a casa vai oferecer além de toda infra- estrutura, um super café da manhã, mesa com frutas, e sorteio de brindes.
Reveillon da Paz na Casa de Show Palco Mix, a partir das 22h, até o sol raiar.
Ingressos antecipados já à venda.
Informaçoes- 3231-2522/8811-8991

Réveillon da Casa da Seresta
A nota da Áurea Gomes: o grande réveillon da Casa da Seresta, dia 31/12, com show da Banda Rithimus e Orquestra, promete ser um dos melhores da cidade.
Vai ter muita animação e alegria até o sol raiar, com segurança de elite, ambiente climatizado e cozinha de primeiríssima qualidade.
No dia 02.01, sexta-feira, a casa realiza o primeiro grande Baile do ano de 2009, com a animação por conta da Banda L.
Sábado, 03.01, tem show de Valdécio e Trio.
Domingo, 04.01, será realizado o primeiro Bingo Dançante do ano, com prêmios valiosos e show de Henrique Herva e Banda H.
A Casa da Seresta fica na Travessa Ferreira Pena, nº 354, esquina da Travessa 14 de março - Bairro Umarizal.
Vendas de Ingressos, Mesas e Camarotes pelos fones 3230.2370 / 9983.8213

Clube do Samba 2009

E não esqueçam neste sábado/13, a partir do meio dia no sonzão da nossa Rádio Cultura FM, Clube do Samba de início de ano, com um monte de atrações. Curta o nosso recado e alegre a sua vida, com o Samba de Raiz, genuinamente paraense.
Comando: João Rodrigues Neto, o nosso querido Janjão

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Beijos e Inté... depois das férias.
Tenho direito, né?
Feliz Ano Novo

12/29/2008

Antônio Cavalcante


Anos de Glamour e Charme

Nas décadas de 50, 60, e 70, ainda nos tempos dos SNAAPP e depois ENASA, utilizávamos o famoso navio Presidente Vargas para chegarmos a Mosqueiro ou Soure. Era um dos navios da famosa frota branca construídos na Holanda, o mais luxuoso da navegação regional, oferecia um conforto nunca dantes conhecido pelos paraenses, possuía ar refrigerado, tinha um bar estilo pub inglês, palco de muitas historia da nata social belenense.
O navio era veloz, dentre seus capitães, lembro do comandante Hosana. Impunha aos seus passageiros, respeito e confiança por trás daquele sorriso alegre. A tripulação como seu comandante. era impar no trato com os viajantes distribuídos pelos seus conveses a saber: primeira classe, a classe turística e a terceira classe.
Muitas estórias vem em nossa lembrança, mas a mais pitoresca era quando o Presidente Vargas apitava ao atracar no trapiche da bucólica ilha cantada em verso e prosa pelos cronistas da época. Os jovens se aproximavam da mureta do navio e acenavam aos amigos e familiares que já se encontravam no Mosqueiro, ou então ficavam gritando pelo numero dos estivadores e carregadores que ficavam atentos para conseguir um carreto para transportar as bagagens que não eram poucas, pois os passageiros traziam não somente as mudas de roupas e objetos pessoais, como também o rancho a as vezes ate mobílias de apoio a sua estada na ilha.
Outro fato peculiar nas viagens da famosa embarcação era o desembarque dos passageiros que eram recebidos por uma sonora, mas agradável vaia de boas vindas pelos amigos e conhecidos, sem contar com as inocentes paqueras iniciadas durante o percurso da elegante nau.
Após o desembarque dos passageiros com destino a bucólica, o paquete tomava o rumo de Soure, bonita e agradável cidade da ilha do Marajó no outro lado da baía e porto final da viagem iniciada horas antes em Belém no galpão Mosqueiro e Soure.
A travessia da baia do Marajó era um pouco tensa para os passageiros, pois o navio apesar de seguro jogava muito ao sabor das ondas marajoaras o que provocava certo desconforto a alguns passageiros, notadamente aos usuários do pub da embarcação.
Por outro lado, a viagem proporcionava uma visão paradisíaca onde se via ao longe as praias de Joanes, Salvaterra localizadas também no arquipélago do Marajó. Enfim adentrava no rio onde anos mais tarde iria servir como cenário ao até hoje não explicado acidente que levou para as profundezas o nosso saudoso navio Presidente Vargas. Finalizando dessa maneira o glamour e o charme de uma era.

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Tatá Cavalcante
Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803CEP: 66.053-050

12/28/2008

Há homens que não parecem ser bons


Quando fazem oito dias do falecimento do jornalista Isaac Soares, o Jornal do Feio presta-lhe mais uma homenagem, republicando um texto de Paulo Sérgio Porto Bemerguy, extraído do blog “Espaço Aberto”.

Há homens que não parecem ser bons
Há homens bons que são bons sem ostentar que o são.
Há homens bons que são bons, mas não parecem naturalmente bons.
Isaac – na ilustração de J. Bosco - era um homem bom.
Isaac era um homem que parecia naturalmente bom.
Isaac era um Tigre – assim mesmo, sem aspas – dos mais doces.
Era o mais doce dos Tigres.
O mais afável, cordato, educado, gentil, respeitador dos Tigres.O tigre que dominava o Tigre era um tigre da paz, da convivência fraterna, construtor de convívios harmoniosos.
Muitos que não conheceram o Tigre, ou que o conheceram apenas como jornalista que se tornou o decano dos colunistas sociais do Pará, poderão ter feito dele a imagem de alguém distante do rés-do-chão, de sentimentos de fraternidade muito próprios de quem cultiva vaidades sem excesso.
Enganam-se.
O poster teve a felicidade de conviver com o Tigre por mais de 20 anos, em alguns períodos assiduamente, em outros períodos esparsamente, quando nossos horários na redação passaram a se desencontrar – Isaac saía quando o blogger chegava.
E nesses períodos de encontros esparsos é que Isaac demonstrava uma afetuosidade comovente.
- Tigre, venha cá. Nunca mais... Parece que você se esqueceu do Tigre.
Parece que não gosta mais do Tigre – era o que sempre dizia no reencontro conosco.
Em meados da década de 80, quando o poster foi chefe de reportagem em O Liberal, ainda na redação antiga, da Gaspar Viana, é que o contato estreitou-se.
Isaac chegava à redação por volta das 9h, de terno e gravata, como convinha aos antigos jornalistas.
Chegava à redação e não dava “bom dia”. Dizia apenas, com uma saudação em tom elevado.- Tigre!
Era só. Era o seu “bom dia”, antes de acomodar-se no fundo da redação, embaixo de um relógio, numa mesinha que ficava ao lado, bem ao lado da mesa ocupava por Alyrio Sabbá. Ali, no início da manhã, apenas os três – Alyrio, Isaac e o poster, então chefe da reportagem -, repassávamos as primeiras fofocas do dia, que também poderiam ser as últimas.
E foi neste contato assíduo que o Tigre se mostrava o mais doce dos Tigres. Até para pedir, até para cobrar alguma coisa – um carro para uma reportagem, um fotógrafo para cobrir um evento -, parece que Isaac o fazia com sentimento de culpa.
Na sua mesinha ao fundo da redação, Isaac recebia pessoas o dia inteiro. Provavelmente, eram raros os que iam lhe dar um abraço, dizer-lhe um “muito obrigado” por alguma nota que saíra em sua coluna. A maioria ia pedir-lhe mais notas, mais fotografias na coluna. Ele sabia lidar bem com isso, sem perder a elegância.
Isaac era elegante.
Usava termos elegantes, hoje em desuso. “Dama de belas virtudes” era uma de suas expressões preferidas. A dama poderia não ter nenhuma virtude, mas ele a tratava assim. O que fazer? Isaac era elegante.
Seu jornalismo personificou-se.
Critica-se muito os jornalistas porque seriam gente do mal, que só sabe fazer intrigas, só sabe dar relevância ao negativo.
Isaac é de uma geração de jornalistas que fez do colunismo social uma espécie de página de relações públicas de um jornal. Uma espécie de “página do bem”, ou de “página do jornalismo do bem”.
As pessoas são vaidosas. Umas mais, outras menos, mas todas são. Uma nota sobre um aniversário, uma nota sobre o sujeito que viajou a Paris, uma nota sobre a colação de grau de uma graduanda, sobre uma premiação de um determinado profissional, sobre o casal que vai “trocar alianças no altar” são notas que, a rigor, interessam apenas ao aniversariante e seus próximos, à graduanda e seus próximos, ao premiado e seus próximos, ao casal e seus próximos.
Mas quem não lê coluna social?
- Eu não leio - dirá você.
Você é um dos poucos.
A coluna de Isaac sempre teve uma enorme audiência, uma enorme aceitação.
A coluna de Isaac promoveu gente que, se hoje é conhecida, deve isso ao Tigre.
Quantos se lembrarão disso? Quantos serão gratos a Isaac por isso? Quanto estarão hoje sinceramente comovidos porque o Tigre nos deixou?
Sabe-se lá.
Há muitos que preferiram guardar do Tigre essas imagens.
O poster chegou, por várias vezes, a perguntar a outras pessoas como ele estava de saúde. Diante das informações que obteve, preferiu não ir à casa de Isaac visitá-lo.
Desculpa, Tigre, eu não tive coragem de lhe ver.
Tenho de confessar isso e pedir-lhe desculpa.
Mas, ao contrário do que você dizia nos nossos reencontros, não me esqueci de você, não.
- Parece que você se esqueceu do Tigre. Parece que não gosta mais do Tigre – você dizia.
Não, ninguém se esquecerá de você. Sempre gostaremos de você.
Com este testemunho, o blog não fará mais postagens hoje.
Se fizer mais postagens, esta, sobre o Tigre, passará para baixo.
E o Tigre não pode ir para baixo.
O Tigre tem que permanecer no topo – dos nossos corações, das nossas boas lembranças.
O Tigre tem que ficar no alto.
O Tigre tem que ficar no céu.
Para sempre!

12/27/2008


O casulo exposto


Segue-se trecho do conto policial A caça, uma das 17 histórias curtas que integram meu novo livro, O casulo exposto, que a LGE Editora distribuirá para todo o Brasil em janeiro. Os contos são ambientados em Brasília, exceto Inferno verde e A caça - naquele, a ação se passa também na Amazônia; neste, parcialmente em Buenos Aires. O casulo exposto funciona como um golpe no ventre da borboleta, o Patrimônio Cultural da Humanidade, revelando suas ruas, seus becos, seus subterrâneos, e as criaturas que os habitam - párias, estupradores, assassinos, bandidos disfarçados de políticos, jornalistas teimosos...


Que tal um sarau com Saramago?
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, sediada em Lisboa, precisa ter um escritório em Brasília. Não faz sentido não tê-lo, pois o Brasil, sozinho, tem mais falantes lusófonos do que todos os demais países da CPLP juntos, bem como seu PIB é maior do que o dos demais somados, e o volume de comércio implementado pelo Brasil é também maior do que o total do restante dos membros da comunidade.



Perfume em mulher lindíssima
Quando o Natal vem chegando, as manhãs nascem como música e a tarde morre docemente, e as noites são povoadas de amor. Neste Natal, lançarei ao Éter o propósito de fazer sorrir as crianças à minha passagem e os jasmineiros chorar perfume.



Terno de linho
Descobri que todos os ternos prêt-à-porter, decentes, são agora fabricados de lã fria, são caros, abertos como pára-quedas, com abas nos bolsos e de cós curto, e as gravatas, largas como lenço.



Para que serve, mesmo, o novo acordo ortográfico?
A língua portuguesa não será unificada, continuará com dupla grafia e sintaxe. O que ocorrerá será um caos, pois até mesmo professores levarão anos para metabolizar as mudanças.

Tacacá
Algumas vezes, o tacacá esteve tão saboroso que quase se nivelou ao da banca do Colégio Nazaré, e o jambu me remete ao fim da tarde, em Belém, suave e excitante. Por isso, certos dias, em Brasília, reservam-me sabores preciosos, e nas noites calorentas perfume de jasmineiros grávidos invadem minha casa, e eu ouço merengue e leio Fernando Canto.

Mulheres lindas
É cansativo obter prazer sexual com o recurso da imaginação, como ocorre no exercício onanístico. Ver mulheres bonitas é, de certa forma, como apreciar um jardim enorme, derretendo-se em cores, como um vulcão, sob chuva de beija-flores e borboletas azuis.

Embaixador de Portugal conclui missão em Brasília
Francisco Seixas da Costa se revelou refinado observador, que, sem utilizar a linguagem chove-não-molha, típica dos diplomatas, expõe suas observações diretamente e com sinceridade, mostrando que não representou seu país no Brasil como mero burocrata graduado, mas como membro legítimo da intelligentsia de Portugal.

Poesia
Não havia nada de errado comigo. A única coisa errada era aquela jovem de beleza impossível, ali, a três metros de mim, me olhando fascinada. Eu deveria lhe parecer uma personagem de ficção, ou ela se apaixonara por um velhote e estava se lembrando dele, através de mim. Sim, porque seu olhar era tão intenso que parecia entrar em mim e atravessar-me.

Relicário
Estou exilado em Brasília, cidade estrangeira e anti-séptica aos micróbios da paixão, contudo, dentro do meu coração existe um relicário cheio de cheiros, sensações, sons de Macapá, meu primeiro poema, que escrevi para uma ninfeta, a casa do poeta Isnard Lima Filho, gim inglês, que bebi com Fernando Canto, o marulhar do rio Amazonas se confundindo com a circulação do sangue nos tímpanos.

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Ray Cunha
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12/26/2008

Dênis Cavalcante



Cozinhando no estrangeiro

Quem pensa que o cronista só se aventura pelas cozinhas paroaras, está redondamente enganado. A história da crônica de hoje aconteceu quando estávamos em Santiago do Chile, ao apagar das luzes de 2006. Por influência dos filhos, hospedamo-nos num 'Hostel', pra quem não sabe, uma pensão, um albergue para estudantes. Querem saber a verdade? Uma espelunca! Bem diferente da simpática e aconchegante pousada em que nos hospedamos em Bariloche. Quem quisesse escovar os dentes, tomar um banho decente (sem platéia), tinha que madrugar na porta dos banheiros. Por mim, tudo bem. Viajando ou não, estou acostumado a levantar bem cedo. Depois das nove, era um Deus nos acuda! Uma turba de jovens remelentos e despenteados tomava de roldão as dependências sanitárias. Uma das poucas coisas que prestava no pardieiro, era a moderna e bem aparelhada cozinha. Como toda pensão, cada hóspede levava os ingredientes e preparava sua comida. Sabendo disso, tratei de ir ao mercado, (e que mercado) a fim de comprar os acepipes necessários. Escolhi como piece de resistance, um risoto de hongos (cogumelos desidratados) que lá proliferam como erva daninha.
O Mercado Municipal da cidade de Santiago deixa qualquer gourmet de queixo caído. Pescados, lulas, lagostas, salmões, calamares, pulpos, verduras, frutas... Todos fresquinhos. E o que dizer dos embutidos? Copas, Presunto de Parma, salames... Deixei de lado a gula e adquiri os ingredientes necessários para a janta.
Na volta, entro no albergue cheio de bregueços. Além dos hongos, duas garrafas de Merlot, um pão baguete coberto de gergelim, uma réstia de cebolas roxas, um gigantesco alho-porró, um pacote de arroz arbóreo, meia dúzia de pimentas vermelhas, creme de leite, manteiga, um maço de manjericão, outro de alecrim, uma fatia portentosa de parmesão Faixa Azul.
Ao chegar à cozinha, encontrei três atabalhoados austríacos tentando finalizar um espaguete. Se é que pode se chamar assim, aquela miscelânea. Que heresia! Numa panela abarrotada de água, transbordavam verduras, carnes e uma massa disforme. Bem que eu tentei dar um jeito, melhorar a panelada. Mas era tarde, muito tarde. Já não havia nada a fazer.
Apos os gringos liberarem o fogão, e, literalmente engolirem a gororoba, iniciei os preparativos do risoto. Refoguei em manteiga clarificada: alho-porró, cebola, arroz arbório, uma pitada de noz moscada, lascas de hongos – devidamente hidratados – um cálice de Calvados, (um aguardente de sabor incomparável) acresci manjericão, alho porro, alecrim, e a água demolhada dos cogumelos. Por último, salpiquei uma minúscula porção duma rara e perfumada especiaria – trufas brancas. Quando me preparava para finalizar o prato, ouvi um zum-zum danado. Para minha surpresa, amontoados na porta da cozinha, uma dezena de jovens esfomeados assistiam hipnotizados à cena. Ao ver o frisson que nosso risoto de hongos havia causado, meu filho arrumou um jeito de faturar uns trocados. Por módicos cinco dólares, ofereceu nosso manjar à babel de famintos estudantes.
Foi uma permuta justa – justíssima. Eles comeram e se fartaram - quase de graça - com uma fina iguaria. Eu paguei a janta, e, ainda por cima, economizei a mesada do garoto.
No outro dia, quando nos preparávamos para bater pernas pela cidade, tímidas, duas esfomeadas jovens francesas me abordaram à porta do albergue:
- Monsieur Denis, qual é o menu de hoje?

12/24/2008

Odair Corrêa cumprimenta



O Vice-governador do Pará, Odair Corrêa, agradece o apoio recebido durante o ano de 2008 deste conceituado jornal eletrônico e do seu responsável e aproveita a oportunidade para desejar um abençoado NATAL e um ANO NOVO repleto de grandes realizações.
“Nas festas de final de ano, o maior presente que podemos oferecer aalguém é aquele que não se vende nem se compra: o amor. Deus colocou muito amor em nosso coração. A resposta de gratidão consiste em partilhá-lo. Somos simplesmente intermediários nessa missão. Sem o calor humano, a vida pode se tornar um deserto”.


Odair Corrêa
Vice-governador do Pará

Edyr Augusto Proença





A lembrança mais antiga do Natal que tenho, é a sua chegada no meu prédio, Renascença. Desde cedo, o "Buraco", figuraça da cidade, chefe da família Rauland, chegava e ficava escondido no último andar. No térreo, onde hoje funciona uma padaria, era a Salevy, uma espécie de bazar, um shopping, digamos assim, cujo proprietário era Samuca Levy, a quem chamava de tio, pela amizade de meu pai. Na semana do Natal ele instalava barraquinhas na calçada da Presidente Vargas, no tamanho da loja, claro.


No dia da chegada do Papai Noel, ficava lotada a frente do edifício. Como ele chegava? Como o trenó chegava e não víamos? Era um helicoptero? De repente ele surgia, acenava e jogava bombons ávidamente disputados pela molecada. Eu ficava entre o orgulho de morar no prédio que o Noel escolhera para descer, andar por andar, visitando os apartamentos, e o pânico que me tomava em finalmente ficar frente a frente com ele.
Certa vez, escondido sob um sofá, acabei molhando as calças. Pior foi a surpresa de Edgar Augusto ao ver o Papai Noel aceitar um copo de bebida de nosso pai. Papai Noel é amigo do papai! E ele bebe! Sentira seu hálito, quando fora pedir a benção.
Adiante, lembro que pedi um Papa Filas, espécie de ônibus que devido a seu tamanho, acabava com as filas nas paradas. Ganhei. Era um domingo. Fomos à casa do Lago Azul. Saí, todo pimpão, puxando meu papa filas. Quando retornei, minha mãe teve um ataque. Ao invés de um papa filas, puxava pelo fio uma espécie de caminhão, feito de maneira magistralmente criativa com uso de latas de óleo de cozinhar, rodas de tampas de refrigerante e outros detalhes. Havia trocado com Cícero, filho do caseiro do Lago Azul. Minha mãe não conseguia entender como eu achava aquela "coisa", melhor que o papa filas. Mas era, mãe..
Em outra, lembro de acordar Janjo, meu irmão menor, e leva-lo para trás de uma poltrona, na sala do apartamento, onde aguardamos, tremendo, ele molhando as calças, para provar que o velho Noel não existia e sim nossos pais, que surgiram e foram colocando os presentes ao pé da árvore. Não há desculpas para isso.
O Natal começava em dezembro, quando os dias começavam a ficar enfarruscados, vento úmido e alguma chuva. E estávamos de férias. Mais novos, eu e meus irmãos nos jogávamos nas cadeiras da sala e ficávamos ouvindo os discos tocados pelo Edgar, no caso, Beatles. Quando chega esse tempo, ouço Beatles. Até agora.
Lembro também de subir e descer a então São Jerônimo, para ir brincar na casa de Abílio Cruz, meu grande amigo e ídolo de pré adolescência, adolescência e maturidade, que se foi precocemente, vítima daquela doença que arrebenta as pessoas à vista de todos. Como ele era brilhante, correto, inteligente, bonito, amigo. Como éramos amigos! Hoje brincaremos de quê? Bicicleta, peteca, futebol, jogo de botão, tudo valia.
No Natal, lembro principalmente de meu pai. Nessa época, ele comprava presentes para muitos amigos. Pegava o telefone e discava para desejar Feliz Natal. De noite, na festa da distribuição de presentes, vinha e entregava aos filhos homens envelopes contendo um dinheirinho. Era uma maneira, um comportamento discreto, pois ele nunca foi de gestos, passar a mão, beijar, mas os olhos, o sentimento, eram intensos.
Papai adorava o Natal.
Nesta época, lembro dele. Agora sou mais que um adulto, o que chamam de meia idade, talvez mais que isso, já que poucos passam dos 100 anos e vou fazer 55 ano que vem, tenho no peito não somente a saudade dele, mas o sentimento precioso do Natal. De comprar presentes para os meus. De distribuir um dinheirinho entre a galera da rua, próxima ao meu trabalho. Sentir no peito uma alegria, meio melancólica por sua ausência, mas um sentimento de confraternização. Gosto de dar presentes. Nem demoro tanto a escolher. Não suporto quando vêm e dizem dos cinismos do Natal, da chatice de comprar presente. Isso é coisa de quem não sabe viver. Não há famílias perfeitas. Há corações natalinos, como o meu.
Quero meus filhos próximo de mim. Como quem supre algo que não teve, gosto de beija-los, afaga-los, presenteá-los. Falo pouco porque engasgo de emoção e quase vem o choro, que detenho, embora não devesse. Gosto tanto deles que não há como medir. E gosto de minha família.
Não somos fáceis. Cinco irmãos de gênio muito forte, extremamente realizadores, em uma área de total exibição. Construímos nossos nomes, cada um em seu lugar, mas misturando tudo, um ajudando o outro, falando todos os dias, convivendo tanto, que aos finais de semana nunca estamos junto.
Se me fosse possível pedir algo ao bom velhinho, seria a volta de meu pai ao seio da família, ao meu lado, para conversar diáriamente, como fazíamos, para meu deleite.
Meu Deus, como ele me faz falta!
Feliz Natal a todos!

Qual o verdadeiro sentido do Natal?


O Natal não é apenas casas e lojas enfeitadas, troca de presentes, jantares, jardins iluminados e músicas solenes. Isso tudo é muito bonito, mas é apenas para fazer lembrar o verdadeiro sentido do Natal.
O Natal é a vinda do Salvador Jesus. E porque Jesus veio?
Deus fez o homem perfeito, conforme a sua imagem, mas o homem pecou e se separou de Deus, porque Deus é Santo e não pode conviver com o pecado. A Bíblia diz em Romanos 3:23 "que o preço do pecado é a morte" (a separação de Deus). Alguém tinha que pagar o preço do pecado. Alguém que não tinha pecado. Portanto Deus enviou Seu Filho, para nos reconciliar com Ele. Por causa de Jesus temos novamente acesso a Deus!
O profeta Isaias previu 700 anos AC: "O mundo que estava em trevas viu uma Grande Luz....Porque um menino vos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros, e Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da Paz". (Isaías 9: 2 a 6).
Como a história comprovou, a profecia de Isaías se cumpriu e Jesus em João 14:6 afirma, com toda a sua autoridade: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim", deixando claro que o único caminho para termos acesso a vida eterna com Deus é através de Jesus Cristo, nosso Senhor e nosso Salvador. A maioria das pessoas pensam que terão acesso a Deus pelas suas boas obras, mas a Escritura diz em Efésios 2: 8 a 10, que isto não é possível, vejamos: "Pois vocês são salvos pela graça de Deus, por meio da fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura Sua, criados em Cristo Jesus para fazer boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas." Como vemos, fazer boas obras é nossa obrigação.
Mas Deus, pela sua graça, providenciou um modo para sermos salvos: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)
Foi na morte de Jesus, que a justiça de Deus foi satisfeita, e os nossos pecados foram perdoados, nos tornamos assim santos (separados) para Deus, e temos acesso a Ele, por meio da fé. Cristo na cruz disse: "ESTÁ CONSUMADO", portanto o preço já foi pago, não requer mais nenhum outro sacrifício, pela fé nEle temos acesso a Deus Pai.
A Bíblia em Romanos 10:9 diz: “Se com a tua boca confessares que Jesus é o teu Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou entre os mortos, serás salvo. Pois com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação.” (Romanos 10: 9 a 10)
Jesus em Mateus 16:26 faz duas indagações a cada um de nós: “Que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?“. Portanto devemos procurar a Ele enquanto é tempo.
Você tem muito valor. Foi pago um alto preço por você (o sangue do Cordeiro de Deus), tome posse da sua benção, a Bíblia diz que uma alma vale mais que toda a riqueza deste mundo. Você é precioso, uma obra prima, é um milagre do Deus vivo.
Que possamos comemorar o verdadeiro Natal, a chegada do Rei dos reis e Senhor dos senhores, dando ao aniversariante o melhor de todos os presentes: a nossa vida, o nosso coração, todo nosso ser Àquele que é digno de toda glória.

Feliz Natal e um novo ano repleto de bênçãos de Deus, é o que desejo.

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Jailson J.Vieira

Feliz Natal tricolores de Belém


Alô pessoal aí de Belém, conterrâneos do meu irmão Aldemyr, e tricolores de coração
Tudo bem?
Feliz Natal pra vocês e um excelente Ano Novo.
Paz, saúde, grana e muito amor.
E olhem só que bela imagem!
Abraços.
Ricardo Uchôa

Antônio Cavalcante

Gostaria de ter escrito esta crônica, mas quando a li pensei em meus amigos.

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, já que permite que o objeto dela se divida em outros afetos. Quanto ao amor, por vezes o ciúme é intrínseco e não admite sentimentos rivais.
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na minha sagrada relação de amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E, às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu tremulamente construí e tornaram-se alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, rezo pela vida deles. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando aquele prazer.
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos!
Nós não fazemos amigos, nós os reconhecemos.

UM GRANDE E VENTUROSO FELIZ NATAL E MAGESTOSO ANO DE 2009 COM MUITA PAZ E PROSPERIDADE.
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Tatá Cavalcante
Rua Boaventura da Silva ● nº 361 ● Apto. 803CEP: 66.053-050

12/23/2008

Um dia único em nossa vida




Um momento doce, pleno de significado para as nossas vidas.É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.

É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações .É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura em Belém de Judá há dois mil anos, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.
Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz, a integração, a harmonia de ações e pensamentos.
O Natal é um dia festivo. É importante o que o seu olhar e sua mente possam estar voltados para uma festa maior, a Festa do Nascimento de Cristo dentro de seu coração.
Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra AMOR; que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada novo dia, permitindo que você viva intensamente e sempre com muita disposição, alegria e felicidade .
Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos - perdoar a quem nos ofendeu - e retomar o caminho para uma vida cada vez mais proveitosa e feliz.
Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes. Que queremos viver cada dia, cada hora, cada minuto a cada segundo em sua plenitude, como se fosse o último. Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante.Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!
Com a ajuda do Divino, recém nascido, que se dá a nós mais uma vez assim como o Sol que nasce fulgurante todos os dias para todos, sem distinção.
Celebremos o autor da Vida e do Amor.

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Feliz Natal e Prospero Ano Novo para você leitor, amigo e parceiro, na esperança de estarmos sempre juntos em 2009.

Aldemyr Feio

12/20/2008

José Wilson Malheiros



A MONTANHA


Esta é a minha mensagem de Boas Festas para você, meu leitor, que sempre me honrou com sua leitura e preferência.
A montanha da SABEDORIA, com o pico da ILUMINAÇÃO, fica além da planície do CONHECIMENTO. Antes dela, o pântano da IGNORÂNCIA. A grande massa da humanidade fica presa aí, por desconhecer o segredo da passagem. Só se pode passar volitando o pântano – e raros conseguem abandonar à margem o peso do ORGULHO. Só o coração humilde tem asas.”(SHI-LING).
Vamos tentar explicar, vindo do final para o começo.
Há em nossa existência um pântano (rio de lama, de matéria fétida). Todos nós precisamos atravessá-lo. Ele simboliza a IGNORÂNCIA (existem doutores extremamente ignorantes e analfabetos muito sábios). Mas para atravessar, chegar à outra margem do rio pantanoso, precisamos nos livrar do PESO. Que carga pesada é essa? É o ORGULHO humano. Livres dessa carga, desse peso, desse estorvo, podemos, agora, volitar, isto é voar, para atravessar até a outra margem onde há uma planície, que se chama do CONHECIMENTO, isto é, do estudo, do conhecimento, do auto-conhecimento, do entendimento, da noção das coisas espirituais, das mensagens dos grandes avatares para sabermos o que viemos fazer aqui nesta Terra etc.
Quando tivermos um excelente conhecimento, após muito tempo de estudo e reflexão, voamos até o pico da ILUMINAÇÃO, isto é, ganhamos luzes, ficamos espiritualmente mais evoluídos, no rumo daquilo que a humanidade entende como paraíso, que não é um lugar, mas um estado de espírito de felicidade suprema, mesmo assim segundo os parâmetros e os acanhados limites da Terra, pois há mundos bem mais evoluídos e, portanto mais felizes e nós estamos, ainda, engatinhando.
Quando crescemos mais (na verdade estamos “condenados” a seguir sempre em frente) chegamos ao nível dos sábios, ao patamar da SABEDORIA, que supera o conhecimento. Aí só poucas pessoas na humanidade terrena já chegaram, até hoje.
Talvez aí estejam, além de Cristo, pessoas como São Francisco, Chico Xavier, Buda, Gandhi, Madre Tereza e outros poucos sábios, boa quantidade deles totalmente desconhecidos e não cultuados pelos terráqueos. Jesus disse que quem se humilha será exaltado, que os últimos serão os primeiros etc.
Pois é, Ele quis explicar que só o coração humilde tem asas, como está mencionado antes. Mencionei Cristo, mas isto nada tem a ver com religiões, seitas, credos, rituais ou coisas do gênero. É um código de vida.
Poderia fazer referência, também, a outros condutores da humanidade. Temos que procurar fazer o bem. Não é que Deus vai punir ou o tal do “Diabo” vai pegar. O inferno ou o paraíso são portáteis. Nós os carregamos dentro de nós mesmos. Não são lugares. São formas de pensamento, estados de espírito que se leva para o outro lado da vida.
Tudo isso faz parte do caminho que devemos percorrer rumo à sabedoria... E uma vida apenas é muito pouco para chegarmos lá. Isso dura milênios. Somos seres em permanente construção. Pense a respeito!

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jwmalheiros@hotmail.com

Morre ISAAC SOARES. Orm estão de luto


Família Mariorana lamenta morte e anuncia continuidade da coluna

Belém amanheceu de luto. Morreu ontem às 18h30, vítima de uma infecção generalizada, o colunista Isaac Soares, de 84 anos. Ele estava internada havia dez dias no hospital da Beneficente Portuguesa, em Nazaré. 'Tigrão', como era conhecido, se foi deixando para uma legião de amigos e familiares saudosos. Por ser Judeu não haverá velório. O corpo ficará na Comunal Israelita, uma sinagoga localizada na travessa 9 de Janeiro, de onde sairá, no domingo às 10 horas, em direção ao cemitério judeu do Tapanã.
Ao ser informado sobre a morte de Isaac Soares, o presidente-executivo das ORM, jornalista Romulo Maiorana Júnior, manifestou seu pesar sobre a 'perda do ícone do colunismo social' e informou que a coluna continuará a ser publicada no jornal O Liberal, mas com novo nome de 'Coluna do Tigrão' em homenagem ao colunista. 'Isaac Soares era um homem simples, carinhoso, sincero e extremamente bondoso. Ele nunca usou o espaço de sua coluna para falar mal de alguém, em sua coluna só há espaço para fazer o bem. Sua perda deixa um enorme vazio em nossos corações. Nos corações de toda a família das ORM, pois todos que o conheceram sabiam o homem íntegro e correto que nunca deixou de ser', destacou.
Romulo Maiorana Júnior se emocionou ao lembrar da participação de Isaac Soares nos bailes de carnaval. 'Isaac foi o responsável pelos melhores bailes de carnaval dessa cidade: Baile do Tigre, Baile da Tigresa, Inferno Verde, sem esquecer é claro no concurso Rainha das Rainhas, até hoje uma marca única de nossa sociedade. Outra particularidade de Isaac era a facilidade em colocar apelidos nas pessoas. Foi ele quem começou a chamar carinhosamente as moças por nomes de frutas como ‘moranguinho’. O que hoje é imitado por todo mundo. Enfim, a perda de Isaac Soares é algo para se lamentar por muito tempo, pois o colunismo social não terá jamais alguém como ele', concluiu.
Ainda surpreso com a notícia Ronaldo Maiorana não encontrava palavras para qualificar o colunista. 'Todos têm qualidades e defeitos, mas Isaac Soares era uma pessoa difícil de se achar defeito em meio as inúmeras qualidades. Sua conduta de vida foi pautada pelo bem. Ele não fazia um colunismo de ‘panelinhas’, Isaac circulava e era bem recebido em todos os meios. Para ele a sociedade de Belém era um todo e não só determinados nichos. Acho pouco provável que alguém vá substitui-lo', disse com pesar.
Irmãos choram a perda e pontuam bondade
O jornalista e advogado Isaac Soares era o mais velho de uma família de seis irmãos, hoje somente três estão vivos: Marcos Soares, Salomão Soares e José Soares, que mora no Rio de Janeiro. Segundo Salomão, o irmão que está no Rio não virá ao enterro de Isaac. O colunista conhecido pelo seu requinte e boa educação é lembrado por todos como uma pessoa bondosa e sempre disposta a ajudar. Salomão precisa se esforçar para não chorar quando fala sobre o irmão.
'Ele não casou com uma mulher, mas casou com a profissão, com seu trabalho. Desde cedo ele se dedicou à política e depois ao jornalismo e ao colunismo social. Ele era um ótimo filho e um grande irmão, que sempre estava disposto a ajudar os mais necessitados. Uma pena não termos podido ajudar muito em sua luta contra a artrose, o diabetes e outras doenças que começaram a aparecer nos últimos seis anos
Salomão não estava no hospital quando o irmão faleceu, ele recebeu a notícia através de um telefonema de seu irmão mais velho Marcos. 'Eu estava em casa quando o Marcos me ligou. Eu tinha passado a manhã aqui (no hospital) ao lado dele e às 16 horas fui pra minha casa. Aproximadamente duas horas e meia depois disso o Marcos me telefonou dando a notícia', lembra. O aposentado disse também que o estado de saúde em que o irmão se encontrava nos últimos dias fez com que a família se preparasse para receber esta notícia a qualquer momento. 'Ele já estava muito mal e por isso já esperava que ele não vivesse mais muito tempo entre nós, mas mesmo não sendo uma surpresa, a notícia de sua perda foi um tremendo choque para todos nós', garantiu Salomão.
Aparentemente mais calmo, Marcos Soares, tomava a frente das decisões com relação ao sepultamento do corpo de seu irmão e falava simpaticamente com a imprensa, amigos e familiares que chegavam ao hospital. 'Antes de mais nada quero externar publicamente meus sinceros agradecimentos à família Maiorana pelo apoio prestado'.
Personalidade do 'tigre' é comentada por amigos da redação
'O Liberal era Isaac Soares. E Isaac Soares era O Liberal. A definição do colunista Ismaelino Pinto para o colega de redação mostra em poucas palavras o que significa o nome Isaac Soares para o jornalismo paraense. Ele, que também foi político, advogado e corretor de câmbio, deixou um lugar insubstituível no colunismo social do Estado, no início da noite de ontem.
Para Ismaelino Pinto, Isaac Soares era uma marca.'Eu me tornei colunista depois dele e enxergo Isaac Soares como um exemplo. Apesar da nossa relação ser apenas na redação de O Liberal, tenho um respeito muito grande pelo profissional que ele foi', conta. Mesmo com Isaac Soares afastado há bastante tempo da coluna social, segundo Ismaelino era impossível desassociar a imagem dele do jornal O Liberal.
Apesar da diferença de idade, Isaac Soares também foi muito amigo de Bernardino Santos. A amizade, que começou ainda nos anos 50, foi marcada por muitas histórias. Eles namoravam duas irmãs, na época em que Isaac ainda exercia a função de advogado. Para Bernardino, foi uma amizade muito boa e tranqüila que mesmo as posições políticas antagônicas não conseguiram abalar. Mais tarde, eles se encontraram na imprensa. No começo, Isaac trabalhou no jornal O Flash e assinava uma coluna com o pseudônimo 'Fred’s'. Ele não podia utilizar sua verdadeira identidade, pois tinha sido político. Logo depois, com o regime militar mais brando, ele foi contratado pela Folha do Norte, onde passou a assinar o seu nome.
Ele ficou no jornal até 1978, quando a publicação foi extinta. E, em seguida, ingressou em O Liberal, onde permaneceu até o resto de sua vida. Isaac Soares, segundo Bernardino Santos, tinha um texto voltado para o mundano, que falava sobre o dia-a-dia da população belenense, de festas e acontecimentos da sociedade. Inventou termos como 'Moranguinho', 'Tigresa', 'Tigrão', que viraram suas marcas registradas. 'O 'Tigrão', inclusive, chegou a virar o nome de um baile de Carnaval do Pará Clube, que existe até hoje. Já o 'Tigresa' deu nome a um baile da Assembléia Paraense', diz Bernardino Santos.
De acordo com Bernardino Santos, Isaac Soares também foi um solteirão convicto, apesar dos vários romances vividos. Ele nunca casou, mas teve uma vida profissional brilhante. Foi advogado, corretor de câmbio e, hoje, e unânimidade do colunismo social paraense. 'A morte do Isaac Soares com certeza vai abalar a sociedade, pois ele era aquele profissional que, mesmo trabalhando em uma coluna social, atendia todos as classes. Talvez isso tenha acontecido pelo fato de ter sido político. Ele tinha uma legião de amigos, que era desde o flanelinha até o governador do Estado. Além disso, ele também criou eventos, como o famoso concurso de beleza ‘Garota Verão’, conta.
Também colega de redação de Isaac Soares, o colunista do Amazônia jornal, Pierre Beltrand disse que ele era uma pessoa que multiplicava a sociedade e que, com certeza, irá fazer muita falta ao jornalismo paraense.
Botafogo era o time do coração e motivo de agradáveis conversas.

Antonio Carlos Pimentel Jr.

O jornalista Antônio Carlos Pimentel Jr, editor executivo do Jornal Amazônia, também lembra do amigo e das rodadas de futebol do Campeonato Brasileiro, que eram transmitidas aos domingos e quartas-feiras, na década de 90. Ele conta que, nesse época, descobriu um Isaac Soares que não aparecia nas colunas sociais: o Isaac apaixonado pelo Botafogo. 'Ficamos amigos, porque o Isaac Soares era botafoguense fiel, como eu e uns outros tantos na Redação daquela época - Sérgio Canhoto, Euclides Farias, Ítalo Gouvêa, Nildo Lima, para ficar só nos mais fervorosos. Isaac torcia e sofria', conta Pimentel.
Antônio Carlos diz o grupo de amigos fazia análises sobre a situação do Alvinegro nas competições que disputava. Assim que chegava para trabalhar, o jornalista logo ouvia de Isaac Soares: 'Tigre (Isaac costumava chamar todo mundo de Tigre), como está o nosso Botafogo?'.
Em 1995, Antônio Carlos conta que a nata alvinegra se reuniu em um bar do Umarizal para festejar a conquista do Campeonato Brasileiro sobre o Santos. 'Isaac marcou presença. Tomou uma dose de uísque com guaraná e comeu peixe assado na brasa, nossa provocação para tripudiar sobre o adversário abatido', conta o jornalista.
Segundo Antônio Carlos, com o passar dos anos a idade pesou e Isaac se afastou de seu convívio diário. 'Jamais da coluna, jamais do Botafogo. Mas valeu, Tigrão. Qua a estrela solitária te conduza', diz.
Políticos contemporâneos reconhecem humildade como marca.
O ex-governador do Estado Aurélio do Carmo recebeu com muita tristeza a notícia sobre a morte de Isaac Soares. Companheiros correligionários desde os tempos do Movimento Baratista, eles se conheceram nas lutas políticas que enfrentaram. Para Aurélio do Carmo, Isaac Soares foi um exemplo de dignidade e honestidade. 'Ele sempre olhou os necessitados e conseguiu cumprir as carreiras política e de jornalista de formas brilhantes. Eu e nossos amigos do Partido Liberal estamos muito triste com esta notícia', diz.
Já o ex-senador Jarbas Passarinho diz que teve uma ligação superficial com Isaac Soares, mas lembra que ele sempre o tratou com muito gentileza, apesar dos conflitos políticos que marcaram o ano de 1964, quando Isaac Soares foi vítima da cassação. Passarinho conta que nunca tinha visto alguém tratar um acontecimento tão grave com tanta serenidade. 'Isaac sempre foi muito simpático e me recebia de uma forma bastante fraternal. Ele era bastante criterioso na maneira que escrevia e é um exemplo muito grande para O LIBERAL', comenta Passarinho.
Amizades sinceras e respeito pela notícia faziam toda diferença
O colunista Adenirson Lage, além de amigo de Isaac Soares, tinha grande apreço pela família do jornalista. 'Ele freqüentava muito a minha casa e eu a dele. Principalmente, quando a mãe do Isaac, a dona Alegria, ainda era viva. Nós tínhamos uma relação muito fraternal, quase de irmão, nunca nos desentendemos. E essa amizade já estava completando quarenta anos'.
Adenirson Lage lembra que o amigo de redação sempre brincava com os outros colunistas. Como tinha muito ciúme da coluna que tinha em O Liberal, Isaac Soares não aceitava opiniões e que outras pessoas a fizessem. Ele dizia: 'já vieram pegar minhas notícias?'. Mesmo parecendo brincadeira, Adenirson conta que sabia que isso tinha um fundo de verdade, pois ele se dedicava muito aquele trabalho.
Gilda Medeiros, também colunista de O Liberal, conta que era amiga de Isaac Soares desde jovem. Para ela, o colunista sempre foi muito gentil e lembra que ele já namorou muitas de suas colegas. 'Nunca vi o Isaac Soares cometer um deslize. Eu tenho um sentimento de muita ternura por ele. Mas agora ele descansou, já estava com a saúde muito debilitada', lamenta.
Amigos e eternas rainhas do carnaval
O médico Rui Éleres de Souza era amigo de juventude de Isaac Soares. Conheceu o colunista quando jogava em um time de futebol amador e tinha 15 anos quando Isaac começou a ajudar os meninos doando camisas para o time. 'O Isaac sempre foi uma pessoa espetacular; sujeito amigo, educado e atencioso, sempre nos brindou com notas em sua coluna'. A amizade só fez estreitar quando a filha do médico, Rúbia Rocha, disputou o concurso Rainha das Rainhas do Carnaval pelo Pará Clube. 'Nós lamentamos profundamente a morte do Isaac. Ele vai deixar uma lacuna muito grande nos meios sociais de Belém e será muito difícil substituí-lo', diz o coronel médico da PM e professor da UFPA. Sócio do Pará Clube, onde o colunista realizava o famoso Baile do Tigre, Rui Éleres destaca que sempre manteve contato com Isaac, mesmo quando o colunista estava muito doente. 'Ele, mesmo doente, não deixava de freqüentar o clube e nós o recebíamos sempre com muita distinção e carinho. Deixará muita saudade'.
Uma das mais famosas Rainha das Rainhas do Carnaval, a socialyte Edna Azevedo, hoje diretora social da Assembléia Paraense, não esconde a comoção ao falar do 'Tigre'. 'Pessoa maravilhosa e determinada, ele ia para o clube mesmo quando já estava doente', conta Edna. 'Ele era um bom amigo, de quem gostava muito', afirma a ex-rainha. Foi da mãe, Luiza Azevedo, que herdou a amizade do velho colunista. 'Minha mãe era muito amiga dele e gostava demais do Isaac. Lamento muito o seu falecimento', declarou Edna Azevedo.
Outra diretora da Assembléia, clube onde o 'tigre' sempre prestigiava o famoso Baile das Debutantes, Edila Santos, chora ao falar do amigo. 'Gostava muito dele; era uma pessoa carismática, de alma generosa e totalmente desprovido de vaidades pessoais'. O jeito coloquial de escrever sobre o dia-a-dia das personalidades de destaque do mundo social paraense, agradava a todos, conta Edila. 'Ele fazia uma coluna muito boa. Era, de fato, uma pessoa muito especial, simples e de alma bondosa', destaca. 'É uma perda muito grande, porque mesmo distante por conta da doença, ele tava sempre presente'. Tem certos eventos que a gente continua fazendo que é são a cara dele, como o Baile das debutantes. E ele não perdia um. Mesmo com dificuldade de locomoção, fazia questão de prestigiar', lembra. A generosidade e o respeito com o ser humano, são traços marcantes da personalidade do colunista destacados pela diretora da Assembléia. 'A maior generosidade dele era com o ser humano. Ele dava carinho, dava atenção e não negava um sorriso', completa.
A empresária Izabel Cristina Rodrigues Rezende, outra que se destacou como Rainha das Rainhas do Carnaval, pela Assembléia Paraense, também refere-se à 'retidão de caráter' presente em Isaac Soares. 'Ele não gostava de ganhar presentes. Quando alguém insistia com ele, ficava até bravo', lembra, acrescentando que admirava o fato de Isaac ser extremamente ético e profissional. 'Era uma das pessoas mais éticas que já conheci em toda a minha vida', declara. Sobre o profissional, ela resume: 'Ele adorava o que fazia. Por isso que fazia tão bem. Foi um marco no colunismo social em Belém'. Para definir o colunista, de quem era amiga há anos, Izabel Rezende resume: 'era uma pessoa muito especial e amiga e as pessoas que tiveram a oportunidade de conhecê-lo mais de perto, podem testemunhar a grande figura humana que ele era'.

Transcrito do Amazônia - 20.12.2008

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Com essa transcrição rendo as minhas homenagens póstumas ao colega Isaac Soares, com minhas condolências à família.

Dênis Cavalcante


Até quando?

Conheci Salvador Nahmias montado num rabo de foguete. Estava em São Paulo, as coronárias obliteradas, hospital, médicos estranhos. Opera não opera. E eis que surge meu Salvador. Pelo telefone, ele deu as coordenadas para minha mulher. 'Leva o Denis pro Hospital do Coração e deixa o resto comigo'. Pensei com meus botões: mas ele mora em Belém...
- Batata! Em menos de duas horas, uma equipe de médicos gabaritados remendou meu coração. Uma semana depois retornei a Belém. Desde então, ele acompanhou todos os meus passos. Quando me mudei pro prédio que ora resido, imaginem quem foi meu primeiro vizinho? Ele, Salvador Nahmias. Tem coisa melhor? Eu morando no vigésimo primeiro andar e ele no vigésimo. Se o meu o coração ratear é só descer um andar. Acreditem – um dia aconteceu. Eu, sozinho em casa, a mulher viajando e o coração disparou. Interfonei pro seu apê e em minutos lá estava ele. Estetoscópio, aparelho de pressão, o carinho, a competência de sempre.
O destino vive a nos pregar peças. Um belo dia, cheguei na garagem pitando um proibitivo cigarro. Chamei o elevador e, antes de entrar, dei a derradeira tragada. Pra quê! Imaginem quem entrou no térreo? Salvador. Sorridente, entabulou conversa. E eu com a fumaça presa nos pulmões. La pelo décimo andar, o fôlego nas últimas, capitulei colocando pra fora a fumaça retida. Em pouco meses, outros moradores se juntaram a nós. Demorvan, Resque, Magela, Alberto, Lima... Amante inconteste de carnes, tratei de comprar uma churrasqueira movida a gás. Foi uma festa! Todos os fins de semana, descíamos para fazer um churrasco. Eram tempos de bonança. Na última sexta, encontrei com ele na garagem e solicitei a requisição dos exames pra o check-up anual. Foi a última vez que nos falamos.
Num piscar de olhos, perdi meu amigo, meu vizinho, meu médico. Um meliante ceifou sua vida em troca de um punhado de dinheiro. Sem saber, (sabendo) seus pais deram-lhe o nome de Salvador. Por 30 anos ele foi o 'Salvador' de milhares de pacientes. A crônica saudosa, se encerra nesse parágrafo.
Se o poder público não tem condições, se vê impotente para coibir a violência que grassa em nossa cidade, cabe a nós, cidadãos, a sociedade civil constituída, aos órgãos de classe (OAB, ACP,APL,CRM, FIEPA, CDL...) nos mobilizarmos e tentar por a termo o caos instalado.
Por que nossa prestimosa governadora não coloca nas ruas os militares que dormitam em repartições, realizando funções burocráticas? Lugar de polícia é na rua! Se estão faltando armamentos, viaturas, motos, bicicletas... Vá a Brasília. A senhora não é unha e carne do Tarso Genro, do Lula? Dispense concorrência. Compre urgente. Belém agradece.
E o que dizer dos banqueiros? Os cofres abarrotados, fruto de juros escorchantes. Por que não disponibilizam profissionais em suas agências, a fim de coibir a ação de meliantes travestidos de clientes? Se um sujeito entra numa fila e não paga, não recebe, não deposita, e ainda por cima, cola o ouvido no celular – aos costumes. Pau nele!
Não podemos fazer olhos, ouvidos de mercador. Basta! Chega de omissão! Às favas os filisteus, os energúmenos, os sacerdotes que acolhem, defendem esses bandidos se valendo de direitos humanos. Direitos humanos? Nessas horas sou obrigado a repensar o lema do truculento Mariel Mariscott: 'Bandido bom é bandido morto!'
Perdoem o cronista. É que eu estou indignado. Raciocinem comigo. Ano passado foi o Cavaleiro de Macedo. Mês passado foi o advogado do Grupo Líder. Sexta foi o Salvador. Amanhã pode ser eu, vocês.

Vera Braga


Basta!!!

Ainda chocada pelo assassinato do Salvador Nahmias resolví que não posso mais conviver com a sensação de impotência que tanto mal nos faz. Ainda sem saber o que e como fazer resolví passar este email para que juntos pensemos em ações eficazes para dizermos BASTA! Chega! Chega de tanta insegurança. Quantos amigos, cidadãos de bem, pais e mães de família perdemos este ano fruto da violência que tomou conta da nossa cidade? Quantas mães estão chorando a perda de seus filhos?
Estamos vivendo em nossa cidade um estado de sítio. Estamos sitiados, encurralados pela violência em um Estado sem Governo.Estamos cerceados em nossa liberdade constitucional de ir e vir. Nossa geração já enfrentou muitas crises econômicas, mas trabalhamos muito para propiciar uma boa qualidade de vida para nossos filhos, conseguimos oferecer a eles a possibilidade de frequentar um bom clube, ter uma vida cultural,etc, mas não queremos que eles saiam de casa para usufruir pois temos medo que não voltem com vida. Hoje não existe mais horário nem lugar de risco. Há dias atrás o filho de um casal amigo sofreu um sequestro relampago na saída da Assembléia paraense às nove e meia da noite e ficou horas refem de bandidos circulando pela periferia da cidade ameaçado por uma arma. Outro casal amigo em plena Conselheiro Furtado, às nove horas da noite foram apanhar uma amiga em casa e na porta do prédio foram ameaçados por 3 bandidos armados que tentaram, graças a Deus sem sucesso, levá-los junto com a carro.
Eu sei, e todos sabemos que os problemas sociais deste País e deste Estado são enormes. Todos nós nos sensibilizamos por isso e todos com certeza fazemos alguma coisa para tentar minorar esta situação. Mas tenho clareza de que não somos responsáveis pelo desemprego, pela miséria, pela fome e pela violência.
Todos os dias saímos para trabalhar para poder sustentar nossa família e apesar de entregarmos o correspondente à 4 meses e meio de trabalho para o imposto de renda, com o que nos resta ainda temos de pagar em duplicidade escola e plano de saúde para nós e nossos filhos porque o serviço oferecido pelo Estado e custeado com nosso dinheiro não oferece a menor condição. Hoje, nós da classe média já nem esperamos usufruir de boas escolas públicas para nossos filhos como acontece nos EUA e na Europa. Não queremos ser tutelados pelo Estado, mas o mínimo que precisamos é SEGURANÇA. Ninguém tem condição de viver se sentindo ameaçado o tempo todo, como temos nos sentido. Temos o direito de ir e vir com segurança e tranquilidade e de exigir que o Estado garanta essa segurança pois é dever dele.Para isso pagamos os impostos. Precisamos exigir que o Governo preste conta do dinheiro que entregamos a ele todos os meses.
Como tantas armas vão parar nas mãos dos bandidos. Por que o mesmo Governo que nos desarmou não consegue ou não quer desarmar os bandidos? E a grande maioria são menores de idade que na hora do assalto estão drogados e apavorados, totalmente sem condições de manter o controle e atiram mesmo que você não reaja.
O que eles tem a perder? Uma vida não vivida? Uma infância de abandono, violência e abusos?
Todas as vêzes que me defronto com uma situação como essa antes de sentir raiva desses seres marginalizados da sociedade sinto raiva daqueles que receberam todas as condições de se transformarem em cidadãos dignos pois tiveram oportunidade de estudar e geralmente se formaram em universidades públicas custeadas pelo nosso dinheiro, de exercer uma profissão, de assumir cargos públicos, mas na hora de retribuir à sociedade se corrompem e geralmente são pessoas que recebem os melhores salários.
Você acreditaria se na sua juventude lhe dissessem que quando adulto iria se defrontar com Juízes, pessoas responsáveis pela materialização da justiça, se corrompendo e vendendo sentenças? E o que dizer dos políticos? Lembro que quando jovem, Senador da República representava para mim uma pessoa extremamente culta, honesta, merecedora de meu respeito e admiração. Mas quais os senadores que nossos filhos conhecem? Os "mãos santas" da vida?
Quantas vidas mais terão que ser tiradas, quantas pessoas terão que ser brutalmente assassinadas para que o executivo, legislativo e judiciário reconheçam que a reforma do sistema judiciário é uma necessidade urgente? Que a impunidade precisa acabar, que o sistema penal precisa ser digno e investir na reabilitação dos presos?
O novo Secretario de Segurança, que parece ser uma pessoa bem preparada, não se sente na obrigação de falar para essa população apavorada e acuada quais as medidas que está tomando para garantir a nossa segurança?
Onde está o governo que não se mostra à sociedade para prestar contas do que não faz?
Minha sábia mãe tem razão quando diz que se todos os governantes (Governadores, Prefeitos, Secretários, etc) fossem obrigados a utilizar, bem como seus familiares, a rede pública de serviços (escolas públicas, hospitais e postos de sáude públicos ...) a realidade seria outra.
Nós não somos responsáveis pelo desemprego, pela existência de crianças sem escola, pelo caos da saúde pública, pela falta deegurança, pela impunidade ......
Responsáveis são os Governantes incompetentes, irresponsáveis, que usufurem do poder para satisfazer o seu ego.
Responsáveis são aqueles membros do legislativo, executivo e judiciário corruptos, que se utilizam do poder de seus cargos para benefício próprio.
Responsáveis são aqueles que desviam o nosso dinheiro que deveria chegar na forma de comida na mesa das crianças das escolas públicas que na maioria das vêzes só fazem aquela refeição.
Responsável é o Governo que não tem competência nem interesse em investir o nosso dinheiro na construção e manutenção de escolas em condições de formar cidadãos responsáveis.
Responsável é o Governo que paga salários degradantes aos professores, médicos e policiais, ao mesmo tempo que desvia ou permite que seja desviado um montante absurdo de recursos públicos pela via da corrupção.
Você concordaria em trabalhar para o governo como professor, médico ou policial sem que lhe fossem oferecidas as mínimas condições de trabalho e recebendo um salário degradante para funções tão importantes para uma sociedade? Você já esteve em um Hospital Público ou Pronto socorro para ver as condições de trabalho com as quais os profissionais da saúde tem que se submeter? Você já esteve em uma escola pública para conhecer como o Governo tem investido nosso dinheiro e que condições de estudar nossas crianças estão tendo? Você já esteve em uma delegacia de polícia para conhecer as condições de trabalho , os equipamentos disponibilizados, e os treinamentos oferecidos para seres humanos que arriscam suas vidas todos os dias para trabalhar?
Você acredita que a elite governamental brasileira não conhece o que deve ser feito e como deve ser feito? Não é uma questão de competência e sim de vontade política.
Será que confiamos tanto assim no Governo ou somos extremamente acomodaddos? Mas pode ser simplesmente porque não temos tempo disponível. Pois sabemos que mesmo após tantas horas de trabalho diário temos que voltar correndo para casa a fim de dar atenção, carinho, amor e educação para os nossos filhos para que amanhã êles não precisem de bolsa família, bolsa escola, bolsa saúde, FEBEM, e etc. Mas ao contrário, sejam capazes de transformar essa realidade.
Responsáveis são as pessoas que recebem altos salários para cuidar do sistema judiciário e propiciam com a corrupção e desinteresse este elevado nível de impunidade!
Responsáveis são os juízes corruptos que vendem sentenças!
Responsáveis são os políticos que eleitos por nós para legislar em favor da sociedade quando eleitos esquecem do seu compromisso e só legislam em causa própria e tentam se reeleger a qualquer custo pois vêem a legislatura como emprego e não como missão.
Responsáveis são aqueles Governadores, Secretários de Educação e Diretores das Escolas que não fazem o seu trabalho como deveriam fazer uma vêz que são pagos para isso!
Responsáveis são aqueles Governadores, Secretários de Saúde e funcionários das Secretarias de Saúde que ou desviam ou permitem que sejam desviados os recursos(o nosso dinheiro), que deveriam ser aplicados na compra de medicamento, pagamento de melhores salários e de equipamento para os hospitais.
Responsáveis são todas as pessoas que desempenhando funções públicas não as exercem com probidade, honestidade, integridade, moralidade, eficiência e eficácia.
Responsáveis são ...........(você pode completar)
Mas infelizmente somos responsáveis por uma coisa: por não exigirmos do Governo que nos preste conta da aplicação de nosso dinheiro. Por não participarmos desde o momento de definição das prioridades até o acompanhamento da efetiva aplicação dos recursos nas prioridades definidas bem como da eficácia da aplicação através da averiguação dos resultados.
Quando pagamos um profissional para prestar qualquer serviço para nós exigimos qualidade. Se o serviço não é prestado como contratado simplesmente não pagamos ou exigimos que seja refeito. É simples, o mesmo temos que fazer com o governo. É o tão propalado Controle Social.
Quero registrar que não podemos generalizar e que ainda existem homens e mulheres públicas, autoridades e políticos honestos, bem intencionados e bem preparados.Mas infelizmente hoje são minoria.
Termino esse "manifesto" como comecei. Sou simplesmente uma cidadã comum, servidora pública, esposa e mãe de 04 filhas que como todos vocês está sentindo medo e ao mesmo tempo não aguenta mais conviver com essa situação.
Que precisa ser capaz de dar esperanças para suas filhas de que podemos mudar essa realidade. Que apesar de já não ser mais jovem os ideais de juventude, esperança e força para lutar ainda estão vivos dentro de mim. E não duvidem do poder de uma mãe quando sente que seus filhos estão em perigo!
Precisamos fazer alguma coisa para reverter essa insegurança que tomou conta de nossa cidade.
Juntos e organizados vamos encontrar formas pacíficas mas firmes de cobrar do Governo do Estado segurança para nós e para nossos filhos.
Vamos retomar a nossa cidade das mãos da violência.Vamos resgatar o direito de poder andar pelas suas ruas à sombra das mangueiras apreciar seus casarões antigos, tomar um tacacá ou sorvete, sentar nos bancos de nossas praças tão bonitas,ver o sol se por na baía.
Que o assassinato do Salvador nos impulsione a despertar e a nos organizar para juntos lutarmos pelo retorno do estado de direito.
Quem vai responder por esta morte prematura e violenta de uma pessoa que dedicou sua vida a salvar vidas?
Vamos lembrar ao Governo que ele só existe por nós e para nós.

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Passem esta mensagem para todos os seus amigos, tenho certeza que várias ações resultarão desse esforço.

CONVÊNIO

A Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), e as Faculdades Integradas do Tapajós (FIT) assinaram um convênio de parceria para colocar em funcionamento o Centro de Saúde FIT/SEMSA. O local foi construído e equipado pelas Faculdades Integradas do Tapajós, atendendo a todas as exigências do Ministério da Saúde. Caberá à SEMSA disponibilizar médicos, enfermeiros, farmácia básica e atendimentos à população. Falta definir a data de inauguração do Centro de Saúde.

TERMINAL

As obras do novo Terminal Hidroviário Metropolitano de Belém, situado na Avenida Arthur Bernardes, no antigo estaleiro da Enasa já foram iniciadas pela Secretaria do Estado de Transportes. O terminal atenderá embarcações de médio e grande porte provenientes de várias regiões do Pará e dos Estados do Amapá e Amazonas. O Estado do Pará detém um potencial hidroviário muito grande, são mais de vinte mil quilômetros de rios navegáveis, alcançando diretamente mais de 60% dos municípios e movimentando não apenas a economia ribeirinha como a de todo Estado. Por essa e outras razões, nós aqui na região Oeste temos que cobrar das autoridades, com a maior brevidade possível um Terminal Hidroviário, para atender grande parte da população que utiliza embarcações como meio de transporte.

DÍVIDAS

Além do desempenho pífio nas urnas, parlamentares que concorreram a prefeito em outubro acumularam R$ 2,2 milhões em dívidas ao longo da campanha. Dos 83 deputados e senadores que concorreram ao cargo nas últimas eleições, 13 declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter gastado mais do que arrecadaram. Do grupo que terminou a disputa com débitos, apenas a deputada Maria do Carmo (PT-MG) conseguiu se eleger, em Betim (MG). Os demais 12 deputados fracassaram nas urnas. Os treze têm até o próximo dia 31 para regularizar sua situação na Justiça Eleitoral – pagar as dívidas ou contestar os dados do tribunal, provando que não existem pendências financeiras. Caso contrário serão alvo de processo que pode resultar até na suspensão de recursos do fundo partidário à legenda pela qual se candidataram.

REFORMA POLÍTICA

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, a admissibilidade de 62 propostas de emendas constitucionais (PECs) que compõem o conjunto da reforma política. Foram rejeitadas quatro PECs, das quais três permitiriam reeleições indefinidas – o que, para a oposição, significa o temido terceiro mandato para o presidente Lula.
O relator da reforma, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), comemorou o fato de temas importantes e com maior consenso terem sido aprovados: fim da reeleição, mandatos de cinco anos para todos os cargos no Executivo e no Legislativo, inclusive o de senador, e mudança na data da posse – hoje fixadas em 1º de janeiro e 1º de fevereiro.
Uma das PECs admitidas prevê a coincidência de mandatos. Nesse caso, uma única eleição definiria vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, governadores e o presidente. Já vi este filme antes, não deu certo.

GLEBAS

Um decreto assinado pela governadora Ana Julia Carepa submete à interdição uma área de 1,3 milhão de hectares abrangendo as glebas Nova Olinda, Nova Olinda II, Curumucuri e Mamuru, no oeste do Pará. As ações fazem parte do ordenamento territorial do conjunto de glebas Mamuru-Arapiuns, que começa esta semana depois de iniciados os estudos sócio-econômicos na região. Na quarta-feira/17, o Estado promoveu audiências públicas na região envolvendo vários municípios, entre eles Aveiro, na região Tapajós e Juruti e Santarém, no Baixo Amazonas.

HOSPITAL REGIONAL
Leia com atenção o que diz o Dr. Roger Normando, Professor de Cirurgia da Universidade Federal do Pará e Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica do Hospital Universitário João de Barros Barreto (UFPA), sobre os Hospitais Regionais e sua preocupação com médicos que preferem trabalhar na capital do Estado.
“Mesmo tarde, o governo do Estado soergueu peremptoriamente uma forma de se evitar tantas perdas humanas, construindo Hospitais Regionais de média e alta complexidade dirigidos por organizações sociais privadas. - Foram diversos hospitais, em pontos estratégicos da geografia local - O Sul foi o mais beneficiado, mas no Oeste está o mais imponente de todos os Regionais, de Santarém. - Com uma estrutura física invejável, situa-se no cume da cidade e culmina com a necessidade de mais de um milhão de habitantes que dependem da política do SUS na região do Baixo Amazonas e Tapajós”.

DISSE MAIS “Os
Hospitais Regionais, assim, dão uma oportunidade de qualidade para interiorizar a cirurgia, mas os cirurgiões da capital insistem em se amontoar sob o Sol do equador, ou nas sombras das mangueiras, na vã esperança de que os planos de saúde e os hospitais locais lhe dêem a dignidade que tanto almejam. Ledo engano! É mais provável que antes caiam mangas em suas têmporas e lhe cause um trauma indelével” Em tempo: Parabéns professor, pela coragem de falar com o coração, em benefício do povo de nossa região que sofre com a falta de profissionais especializados.

AEROPORTO
O Presidente de licitação da Infraero Dr. Moacir Carvalho informou ao vice-governador do Pará Odair Corrêa que o processo licitatório para a elaboração da nova estação de passageiros do aeroporto Wilson Fonseca ainda está em fase de análise. A empresa vencedora do processo devem ser a INGEVIX de São Paulo ou a LAGIATP de Manaus que segundo os engenheiros e técnicos preenchem 100% dos requisitos. Moacir Carvalho ratificou a informação que o contrato será assinado em Santarém, na primeira quinzena de janeiro de 2009.


MOTINHAS
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Os preços das principais frutas de época que compõem a ceia natalina dispararam desde a primeira quinzena de novembro, segundo acompanhamento de preços promovido pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). ●●● Além das frutas importadas que sofreram o impacto da alta do dólar, frutas nacionais também tiveram aumento de preços, atesta o órgão. O resultado da pesquisa aponta que a ceia de Natal vai ficar bem mais cara que no Natal do ano passado. ●●● A Universidade do Estado do Pará já iniciou as obras para a criação do primeiro restaurante universitário estadual. O novo ambiente terá revestimento de vidro, refrigeração e a montagem de uma cozinha industrial. A conclusão das obras está prevista para março de 2009. Será que o restaurante de lá, vai inaugurar primeiro que o nosso popular? ●●● Vereadores de todo o país foram ao Senado para pressionar os parlamentares a votarem à proposta de emenda constitucional (PEC) que aumenta o número de representantes das câmaras municipais. ●●● A PEC fixa critérios para vereadores de acordo com a população do município, estabelece novos limites de gastos e aumenta o número de vereadores em todo o país. ●●● Caso aprovada, aqui em Santarém o número de 14 vai para 21vereadores. Aumento de 7, conta de mentiroso. ●●● A Promotoria da Infância e Juventude do Pará pediu a abertura de inquérito policial contra o deputado estadual Luiz Afonso Sefer (DEM) por crime de pedofilia contra uma menina de 13 anos que o denunciou. ●●● Presidente da Câmara Municipal de Santarém, José Maria Tapajós, dirigiu com maestria a Sessão Solene de encerramento da Legislatura. ●●● Em Belém, a cerimônia de Diplomação dos 35 vereadores eleitos, além do prefeito reeleito Duciomar Gomes da Costa, e vice-prefeito Anivaldo Juvenil Vale, que irão administrar o município nos próximos quatro anos, foi no Hangar na quarta-feira/17)]. ●●● Dedé o Rei do Frango, Picanha, Lingüiça e Costela, está atendendo também à noite. Silva Jardim entre Borges Leal e Marechal Rondon. Fone 3523 7363. ●●● Bar do Nilo – Você encontra a gostosa Loira gelada e a Ruiva Destilada, Bilhar para esfriar a cabeça e o Papo Descontraído. Barjona próximo a Rui Barbosa. ●●● Aquele Açaí da melhor qualidade só no Leitão e Terezinha, na Borges Leal. ●●● Amigo José Luiz, do Mercadinho Suprilar e Sorveteria Big Gellato, na Marechal Rondon é nosso leitor. Obrigado e bom final de semana. ●●● Grande cabo Paulo Roberto, me conte as novidades da capital do Estado. Muita Loira Gelada? E o Magela, está bem? ●●● Amigo Lau, futuro Causídico e melhor DJ da América Latina, prestigiou a Sessão Solene da Câmara Municipal. ●●● Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará, realizou a primeira reunião anual sob a administração da Organização Social Pró-Saúde, onde foram avaliados os avanços alcançados em 2008, juntamente com os pontos a serem melhorados. Além da prospecção de investimentos, novos serviços e aumento no atendimento de usuários do Sistema Único de Saúde – SUS para o ano de 2009. Informação repassada pelo assessor de imprensa, Amarildo Sena. ●●● O casal José Carlos (Irene) Zampientro, para melhorar o atendimento aos hospedes e dinamizar o atendimento, está morando no Hotel Belo Alter. ●●● Mais um final de semana vamos curtir a gostosa Loira Gelada, bela Ruiva Destilada e exuberante Morena Quente. Fui
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AGRADECIMENTO:


Ilustre jornalista e amigo Aldemyr Feio - esta é a nossa última coluna do ano de 2008; vamos entrar em recesso e curtir as Festas de Fim de Ano. Voltaremos na primeira semana de janeiro.
Agradeço publicamente a oportunidade de levar aos seus leitores notícias aqui da Região Oeste do Pará, em função de atender principalmente à colônia santarena, que é grande ai na capital do Estado.
Acreditando contar com sua benevolência, esperamos continuar com este espaço no ano que vem.
“A paz é o grande dom divino e, ao mesmo tempo, a grande conquista humana. Aqueles que conservam a paz interior, mesmo em meio às preocupações e à agitação da vida moderna, estão imunizados contra as doenças nervosas”.
Desejo a você, sua família, amigos e leitores, um Ano de 2009, repleto de muita PAZ.
Do amigo

Thompson Mota.

LURDINHA BEZERRA recomenda


CHOPERIA ROTA BR 316

Recado da Marlyse Cravo:
Confira nossa agenda musical -

2ª feira - 18h - Roda de Samba com Meio Dia da Imperatriz, Markinho PS & Convidados
3ª feira - 18h - Hijo & Banda - 21h - Zé Old & Banda

4ª feira - 18h - Jorge Eggs & Banda - 21h - Chinatown & Banda
5ª feira - 18h - Geraldo Sena & Banda - 21h - Cleverson Roguesi & Banda
6ª feira - 18h - Léo Menezes & Banda - 21h - Banda Órbita Pop - 22:30h - Dança dos Garçons
Sábado - 18h - Paulo Vale & Banda - 21h - Neto Lima & Banda
Lembrando que dia 29/12 segunda teremos o Reveilon do Samba com Meio Dia da Lmperatriz, Markinho PS, bateria do rancho, mulatas e convidados, com sorteios de vários brindes, a partir das 20h.
Não percam!!!!!!!!!!!!!!!!!
Vejam a foto acima para matar as saudades

BAR BOTTUS

Segue a programação do BAR BOTTUS -

Na quinta Wanderley Ribeiro contando com voz e violão muito MPP , na sexta tem MPB e MPP com Wanderley Ribeiro e Serginho Frade com voz e violão, a partir das 21h.Sábado, a partir das 18h o BOTTUS começa com show da Banda Quatro. Com. fazendo um repertório dos anos 70 e 80, com muita Jovem Guarda; em seguida o samba chega a partir das dez da noite com muito samba com Marquinhos Melodia e convidados. No domingão a casa vem de samba de raiz com o Toni MELODIA e convidados a partir das 19h.e dia 30 de novembro a VIII FEIJOADA DOS BAMBAS.Bar Bottus fica na Curuça com Soares Carneiro- TelegráfoInformações-99136464

1° Pré Reveillon Fluvial do Pagode do Bilão

Dia 2812 (domingo) acontece o 1° Pré Reveillon Fluvial do Pagode do Bilão.
"Imperdível".
Saída do Porto Santa Efigênia, ao lado do Palmeiraço na Cidade Velha.
Embarque de 10:00 às 11:00
Atrações: Grupo do Bilão, Luciano do Cabanagem, Kiko, Marisa Black, Cristiano do Cavaco e Bandinha de Carnaval
Ingresso+camisa= R$30.00 (apenas p/ os 200 primeiros ingressos)
Navio Vênino Pantoja. Três andares de pura emoção.
Informações:32745914/81231370/88054500

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Enquanto isso, o Pagode do Bilão acontece todas as sextas e sábados a partir das 20:00h, e no domingo a partir das 17:00h,
Atrações: Grupo do Bilão e convidados, com entrada franca,
Anotem o endereço: Pedro Miranda com a Travessa do Chaco – Pedreira,do samba e dp amor.
Informações:32745914/81231370/88054500.

Informes do Jamil Mousinho (Quenzão)

● Sexta - feira: Grupo SKEMA no Calçadão dos Compositores David Miguel, a partir das 19 horas.
● Sábado: Pagode com o Grupo Égua de Nós no Calçadão dos Compositores David Miguel, a partir das 16 horas.

P.S: Gostaria de lhe pedir que registre o aniversário da nossa Benemérita e grande colaboradora Rejane Sobral. Será também no sábado no Calçadão dos Compositores, com almoço a partir das 12 horas só para convidados e você e o Janjão são dois deles, por isso cheguem lá para degustar uma saborosa Maniçoba.
●Domingo: I Arrastão do Quem São Eles. Concentração às 15 horas na Praça Eneida de Moraes (início da Pedro Miranda). Trajeto: Av. Alcindo Cacela / Antônio Barreto / Almirante Wandenkolk. Na chegada em nossa Sede Social, roda de samba com cantores e a bateria show do Quenzão.
Entrada Franca.
Mousinho, meu querido, você não pede. Manda.

Grupo Samberê

GRUPO SAMBERÊ que se apresenta todos os sábados , a partir das 19h, e aos domingos a partir das 20h, no BAR GARAGEM (antigo Chopp Chú), Rua Duque de Caxias, esquina com a Lomas. Dia 21 domingo agora, fará uma programação especial, a partir das 14h, com a apresentação especial do grupo, tendo como atrações grupo SKEMA, os Músicos Toni Melodia, Leony e Fernandinho do Cavaco, chumbinho do Situação e a banda Locomotiva. Vendas de abadá que dará direito ao ingresso e concorrer a um bingo com vários prêmios, no local.
Informações: 8119-3744

“Acadêmicos” de volta

Nessa sexta-feira/19 na Casa de Show Roma, ACONTECE o lançamento do enredo da Escola de Samba "Acadêmicos da Pedreira", que vem para o Carnaval de 2009 com o enredo" 80 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NA AMAZÔNIA". A festa de lançamento terá como atração, além do lançamento do samba-enredo, muita marchinha de carnaval e samba enredo... é claroooooooooo.
A Casa de Show Roma fica na Pedreira - Estrela com Pedro Miranda.
Lembrando aos amigos, QUE A ESCOLA NO ANO DE 2008 VOLTOU AO GRUPO ESPECIAL para o carnaval de 2009.
Presidente Ranilson Cabral e Diretor Cultural- ANDRÉ MATTOS
E EU VOU . Você acha que eu perder? Mas quando sumano?

Clube do Samba na crista da onda

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E não esqueçam neste sábado/13, a partir do meio dia no sonzão da nossa Rádio Cultura FM, Clube do Samba com um monte de atrações. Curta o nosso recado e alegre a sua vida, com o Samba de Raiz, genuinamente paraense
Produção: Nossa.
Comando: Janjão

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Beijos e Inté pra semana

12/17/2008

Duciomar Costa recebe o Diploma de Prefeito de Belém


Foto: Antônio Silva








Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) realiza nesta quarta-feira/17), no Hangar, às 17h30, cerimônia solene do ato administrativo de diplomação dos eleitos em Belém no pleito de outubro deste ano. O prefeito Duciomar Costa, reeleito para o segundo mandato, receberá o diploma em meio à solenidade que vai reunir, ainda, o vice-prefeito, Anivaldo Vale, e os 35 vereadores que constituirão o Poder Legislativo Municipal. A solenidade será presidida pela juíza da 96ª Zona Eleitoral, Eva do Amaral Coelho.
Perfil - Um homem simples, um político defensor daqueles que acreditam em suas propostas. É assim que se define Duciomar Costa, prefeito reeleito com o maior índice de diferença na história da reeleição em Belém.
Hoje aos 53 anos, Duciomar chegou a Belém aos sete e foi morar com os pais e mais 12 irmãos no bairro do Guamá. Duciomar, o Dudu, se apaixonou à primeira vista pela capital paraense.
Foi aqui que ele iniciou os primeiros passos de uma trajetória política de sucesso. Natural de Tracuaeua, localizada na região Bragantina, nunca esqueceu suas raízes. É o homem do povo que coloca o trabalho e a humildade a serviço da coletividade.
Duciomar é filho de Antonio Costa (in memorian) e Maria Lima da Costa, que tem 92 anos e até hoje é sua maior conselheira. Pai de Caroline, 27 anos; Jackelyne, 22; e Ducyomara, 19 anos, há quatro anos ele se tornou avô pela primeira vez e hoje já tem um casal de netos.
Formado em Ciências Jurídicas pela Universidade da Amazônia (Unama), concorreu a um cargo eletivo pela primeira vez em 1988. Chegou à Câmara de Vereadores, em uma eleição que, na opinião do próprio Dudu, aconteceu "por vontade de Deus", já que obteve apenas 1.384 votos em uma campanha 'boca-a-boca' e sem apoio de ninguém, mas entrou graças às sobras de votos de legenda.
Com o empenho e o forte trabalho deflagrado nas ruas, nos bairros, junto à comunidade, Duciomar passou a ser o candidato mais votado nos pleitos seguintes, exceto nas eleições de 2000, quando ganhou a confiança do povo de Belém, com 341 mil votos, e ficou a apenas 8 mil votos de conquistar o cargo de prefeito da cidade.
Nas eleições de 1992, Duciomar foi eleito vereador com 5 mil votos. Em 1994, já concorrendo ao cargo legislativo de deputado estadual, foi eleito com mais de 10 mil votos, sendo reeleito em 1998 como o deputado mais votado, com 50 mil votos. O mesmo aconteceu com a sua eleição para o Senado Federal em 2002, em que a expressiva votação de mais de um milhão de votos fez dele o senador mais votado do Pará.
No Senado, teve uma atuação de destaque, conquistou a amizade pessoal do presidente Lula e foi eleito o líder da bancada de sua legenda, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Duciomar abriu mão desse momento político no Senado não só pelo sonho de governar Belém, mas por acreditar que tinha uma dívida com o povo da cidade, que sempre contribuiu com todas as suas eleições para os cargos legislativos.
"Voltei por acreditar nessa luta pelos mais necessitados, como ocorreu no Senado, onde mesmo sendo de um partido da base aliada do governo federal, não relutei em me manifestar contra o governo quando as propostas iam contra os interesses do trabalhador e das pessoas carentes, como ocorreu com a Reforma da Previdência Social, na qual fui voto contrário", afirma.
Como prefeito de Belém, Duciomar concluiu obras que foram deixadas paradas, sem recursos e até sem projeto, como o Complexo Viário do Entroncamento, a avenida João Paulo II, o Bondinho e Estação Gumercindo Rodrigues, a Nova Feira da 25 e a Nova Vila da Barca, entre outras.
Duciomar fez muito mais. Tirou Belém da condição de inadimplência junto ao governo federal e aos órgãos internacionais e captou recursos para grandes obras, como o Portal da Amazônia, que inclui a avenida Beira-rio, com uma nova orla e não apenas janela para o rio, com mais de seis quilômetros de extensão e toda infra-estrutura necessária.
Destaque ainda para a macrodrenagem da bacia da Estrada Nova, que vai beneficiar 350 mil pessoas em 10 bairros de Belém e acabar com os alagamentos na cidade. Outras obras de saneamento e assistência social também mudaram a cara de Belém, como a primeira etapa da Nova Vila da barca, que já beneficiou 146 famílias com casas novas e geração de renda - e ainda vai chegar a 600 famílias -, além da urbanização e alargamento da avenida Duque de Caxias e mais de 1.300 ruas asfaltadas em todos os bairros.
A Faixa Cidadão (calçadas livres de obstáculos), o Novo Radical Park com pista de skate e cross, Via Parque Marquês de Herval com ciclovia, Presidente Vargas sem ambulantes, Escola de Pesca, Escola Nativa, mais de 40 mil jovens e adultos formados pela inclusão digital do Fundo Ver-o-Sol, a cidade livre de epidemia da dengue e com 84% de cobertura nas campanhas de vacinação, além da distribuição gratuita de uniformes escolares e muitas outras ações de cidadania marcaram os primeiros quatro anos de gestão.
Com essa mesma determinação Duciomar pretende continuar o trabalho, concluindo o Portal da Amazônia, o Pórtico Metrópole (super passarela no Entroncamento), a segunda e terceira etapas da Vila da Barca, o asfalto nos conjuntos residenciais, a construção de mais creches e muito mais obras para manter Belém como a grande Metrópole da Amazônia.
Anivaldo Vale
Anivaldo Vale é o melhor vice-prefeito que uma cidade pode ter. Quem afirma é Duciomar Costa, que ao escolhê-lo, contou com o aval de todos os 10 partidos que fazem parte da coligação "União por Belém". Melhor por vários motivos. O principal deles, é que Anivaldo é um homem de trabalho, realizações e muita vontade de ajudar Dudu a construir a Metrópole da Amazônia.
Programa Luz no Campo - Um vice que tem muita história de trabalho para contar, e que vem, ao longo de sua trajetória política, beneficiando a população carente e necessitada do Estado e de Belém. Foi Anivaldo Vale quem ajudou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a criar o Programa Luz no Campo, que atendeu com energia elétrica 8 milhões de famílias em todo o país.
E mais, o programa alavancou a indústria e economia brasileiras gerando 241 mil empregos diretos e indiretos com a produção de mais de 3,7 milhões de postes, 569 mil transformadores e 709 mil km de cabos, o equivalente à distância de mais de 17 voltas em torno da terra.
No Pará, 139 municípios, dos 143 que o Estado possui, foram plenamente atendidos pelo trabalho do candidato a vice de Dudu 14, com energia elétrica, programas sociais de assistência, escolas e muito mais. O mineiro da cidadezinha de Ipanema, localizada na zona da Mata, desde cedo ofereceu o seu trabalho para conquistar o bem-estar da sociedade.E é exatamente isso que Anivaldo vai oferecer à população de Belém: "o trabalho não só que o povo vê, mas aquele trabalho que fica para beneficiar e mudar a vida das pessoas".
Uma história de muito trabalho
Com os pés fincados neste chão há 33 anos, Anivaldo tem 63 anos, cinco filhos e cinco netos. Pai dedicado, avô amoroso, ele entrou na política depois de uma vida inteira de trabalho duro como bancário. Depois de atuar como balconista e funcionário público municipal, Anivaldo Vale concluiu o curso de Contabilidade, passou no concurso do Banco do Brasil em 1968 e veio conquistando vitórias em uma carreira de sucesso profissional inquestionável.
Foi auxiliar de cadastro, fiscal da carteira agrícola, chefe da carteira agrícola, sub-gerente, gerente de várias agências, até que alcançou o posto máximo no banco - superintendente nos Estados do Acre, Pará e Amapá, mais Rio de Janeiro. Foi ainda membro do Comitê de Orçamento e Planejamento do Banco do Brasil durante cinco anos pelas regiões Norte e Nordeste, e membro do cobiçado Conselho Monetário Nacional. Depois da juventude e maturidade no Banco do Brasil, ele foi diretor e presidente do Banco da Amazônia, para o qual dedicou sua força e experiência.
Destaque na Câmara Federal
Em 1994 atendeu o convite e apelos para entrar na vida pública. Em 1994 disputou uma eleição difícil. E venceu. Obteve 41,8 mil votos e foi o terceiro deputado federal mais votado do Estado. Na segunda eleição, o povo deu a ele 66,8 mil votos, o terceiro mais votado do Pará e o mais votado da coligação que elegeu Almir Gabriel para o segundo mandato de governador do Estado.
Na terceira eleição, novo recorde de votos: 112, 8 mil, o mais votado da coligação que elegeu Simão Jatene ao governo do Pará. "O crescimento desses votos em cada eleição conteceu em função de muito trabalho", revela. Foi a larga experiência que lhe ajudou a abrir as portas em Brasília e se destacar como parlamentar.
Anivaldo Vale foi membro da Comissão de Orçamento da Câmara Federal e de seus mandatos. Além de obras para o povo simples de Belém e do Pará, ele conseguiu mais, muito mais. É de sua autoria a criação da Comissão da Amazônia e do Desenvolvimento Regional, que discute o presente e o futuro da região mais cobiçada do planeta. "Só temos essa Amazônia no mundo. Por isso criei a comissão para ser um núcleo de discussão". Participou recentemente da cerimônia que comemorou dez anos de criação da comissão, que teve até o lançamento de um selo, pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
UFRA: Conhecimento a favor da Amazônia
É também de Anivaldo Vale a responsabilidade pela criação daprimeira Universidade Federal Rural da Amazônia, a UFRA, em Belém, antiga Faculdade de Ciências Agrárias do Pará (FCAP). "Foi Deus que me deu uma força para ir essas conquistas", declara.
Para esta disputa à Prefeitura de Belém, a expectativa para a campanha é de muito trabalho. E não poderia ser diferente. Anivaldo e Duciomar têm uma longa parceria e, como ele próprio define, "uma amizade respeitosa". "Duciomar abraçou a bandeira do trabalho, que também é a minha. Posso testemunhar que o Duciomar trabalhou muito em Brasília.E esta nossa parceria é saudável, é uma parceria entre duas pessoas que se respeitam, de dois amigos, e que estão com o mesmo compromisso de trabalhar", finaliza.

Comus