10/28/2006

Sérgio Couto no Conselho Nacional do Ministério Público



Deu na coluna do Dr. Hélio Gueiros no Diário do Pará de hoje: “O advogado paraense Sérgio Valente do Couto foi indicado para integrar o Conselho Nacional do Ministério Público. A nomeação depende da aprovação de seu nome pelo Senado Federal. Valente do Couto foi sabatinado pelos senadores da Comissão Especial sendo aprovado por unanimidade. A matéria, agora, vai para o plenário”.
Quero dizer que para os muitos leitores do Jornal do Feio que Sérgio Couto é um colega extraordinário, desde os tempos do Colégio Nazaré, e um chefe excelente chefe. Fui Assessor de Imprensa da OAB.Pa. quando foi presidente - 1993 a 1995 - aliás, um dos maiores presidentes que a Entidade teve nesses últimos 15 anos. Inteligente, culto, sério, ativo, exigente, realizador sem deixar de ser amigo, companheiro e irmão.
Durante a sua gestão foi reativada a Escola Superior da Advocacia (ESA), o Clube dos Advogados; deu-se a reforma total da sede da OAB.Pa – a nossa velha casa do Largo da Trindade -, além da realização do Iº Encontro dos Advogados no Pará, em Santarém.
Dono de um currículo invejável, o Conselho Nacional do Ministério Publico se verá enriquecido com a presença do Dr. Sérgio Alberto Frazão do Couto, o que equivale dizer: uma honra para o nosso Estado do Pará.
Estamos torcendo por você, amigo. (A.F.)

10/22/2006

Que péssimo exemplo


Foto: Keilon Feio




"Um homem ficou ferido na quinta-feira/19, à tarde após ser empurrado por um policial civil da Seccional do Comércio. Em Belém. A vítima caiu na calçada e bateu a cabeça. Populares acionaram o atendimento médico e ficaram revoltados com a atitude do policial.
A agressão ganhou duas versões para os fatos.
De acordo com a testemunha, Mayena Ferreira, o homem seria um flanelinha da área que fora vítima de um assalto. Ele tentava registrar ocorrência quando fora expulso do local e agredido por um investigador. Sem condições de dizer o nome, a vítima, que foi empurrada pelo policial civil, caiu na calçada e bateu a cabeça.
Testemunhas afirmaram que ação do policial foi truculenta. “Um outro policial chegou a pedir para a gente não divulgar o fato, pois o agressor era seu colega”, contou a testemunha.
Entretanto, o diretor da Seccional do Comércio, delegado Cid Cavalcante, explicou que a vítima estava embriagada e, possivelmente, drogada. Segundo a autoridade policial, o homem não tem residência fixa. “Ele entrou na seccional e passou a ofender as pessoas com palavras pornográficas. Completamente embriagado, ele foi retirado da seccional, mas não aceitou e passou a esmurrar a porta. Foi quando o investigador, ao tentar impedir o ato de vandalismo, o derrubou e este homem bateu a cabeça na calçada”, explicou. Após ser atendido, o homem fez exame de dosagem alcoólica e toxicológica e retornou à seccional para assinar o procedimento por desacato à autoridade. O fato foi comunicado à Corregedoria da Polícia Civil” .
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Na qualidade de membro-fundador do Conselho Interativo de Segurança e Pública e Justiça de Icoaraci (Cisju), peço licença dos colegas do Diário do Pará para reproduzir a notícia na íntegra e repassá-la ao mundo.
Atitudes como essas revoltam qualquer pessoa.
Cabe a Corregedoria da Polícia Civil tomar enérgicas providências, apurar e punir exemplarmente o culpado ou os culpados. A imagem da instituição policial não pode ser maculada pela ação irresponsável de um policial truculento, que não providenciou socorro para a sua vítima.
O que é pior esse triste episódio aconteceu em frente à uma Seccional no centro de Belém.

10/19/2006

Icoaraci ganha mais um logradouto público


A população da Vila Sorriso de Icoaraci ganhará em breve mais um logradouro público. Será a praça ‘Jorge Lopes Raposo’ que está sendo construída pela Agência Distrital em parceria com os moradores do conjunto Lopo de Castro. A construção da praça que fica na Travessa Itabirai, entre a Rua Padre Júlio Maria e a Rua 15 de Agosto, atrás da Igreja de São João Batista e Nossa Senhora das Graças, foi uma reivindicação das cerca de 150 famílias que moram no conjunto. Como a área estava praticamente abandonada, com muito mato, onde muitos desocupados a utilizavam para consumir drogas e praticar vandalismo, os moradores propuseram à Agência Distrital que no local fosse construída uma praça.
Os trabalhos de capinação, limpeza, construção de bancos, arborização e iluminação começaram em junho de 2006 sob a coordenação do engenheiro Ronaldo Gamelas, e o logradouro, que vai homenagear o educador Jorge Lopes Raposo – ex-diretor do Colégio Esrtadual Avertano Rocha, falecido há alguns anos – cujo prédio fica às proximidades -, escolhido pelos próprios moradores, deve ser entregue à população, antes do Círio de Icoaraci, que será realizado no dia 26 de novembro.

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Ronaldo Quadros

10/17/2006


Outeiro possui uma entidade – atualmente paralisada - que cuida dos seus interesses. Trata-se Associação dos Amigos do Outeiro, fundada em 1967 por Manoel Oliveira, Arace do Brasil Oliveira, Francisco Pereira, Antonio Aldemyr Feio e outros;
A Ilha de Cararateua sediou uma das ultimas e mais importantes atividades do saudoso Projeto Rondon na Amazônia – a Operação Especial Icoaraci-Outeiro. Os universitários participantes praticamente redescobriram a ilha de ponta a ponta;
A ponte que liga Icoaraci a Outeiro se chama Enéas Pinheiro – em homenagem ao antigo governador que possuía uma granja em Tucumaêra – foi construída em tempo recorde, pelo ex-governador Jader Barbalho;
O serviço de travessa em balsa de Icoaraci para o Outeiro (a partir da Rua 2 de dezembro) foi inaugurado em 20 de abril de 1969 pelo prefeito Stelio Maroja, sendo Agente Distrital de Icoaraci o engenheiro Evandro Simões Bonna – auditor do projeto – e Galdino Oliveira, supervisor do Outeiro, O gerente do serviço era Sakustiano Vilhena Filho - Chefe Salu, falecido;
Manfredo Ximenes Ponte, hidrogeólogo, ex-Administrador Regional de Icoaraci – e atual diretor regional do Censelho Regional de Pesquisas Minerais - CRPM, se prepara para a sua quarta pós-graduação. Ximenes – apesar de ter nascido em Sobral fez os seus estudos secundários em Belém e Geologia na UFPA. Foi professor no Colégio Santa Rosa. Ele foi o responsável pela revitalização do Saaeb, fundado em marco em 1968, na gestão Stélio Maroja.
A área onde esta construída a sede da Administração Regional do Outeiro foi cedida pelo Outeirense Esporte Clube - o mais antigo clube de Caratateua;
Duciomar Costa ultima mais uma obra. Será lançada possivelmente no início de 2007;
A contadora Edna Amaral se prepara para fazer pós-graduação numa das muitas disciuplinas da área contábil. Edna é uma das muitas pessoas que acessam diariamente o Jornal do Feio.
Na próxima semana, tem mais.








CaroAldemyr
Saudações tricolores
Dia 24 de setembro de 2006, foi realizada uma Missa na igreja de São Judas, em São Paulo, para comemorar os 40 anos de sacerdócio do Pe Zezinho.
Nesta Missa estiveram presente o Arcebispo de São Paulo, D. Claúdio Hummes, e diversos padres, dentre eles o Pe Joãozinho que também é cantor, escritor, e discípulo do Pe Zezinho. O cantor Silvio Brito cantou a música “Utopia”, autoria do Pe Zezinho. Cantamos diversas músicas dele.
A cerimônia teve uma duração de 3 horas. Como você sabe, eu e a Fátima participamos ativamente do Grêmio de São Judas; isto é, um grupo de jovens comandados pelo Pe Zezinho, criado no fim dos anos sessenta e inicio dos 70.
Boa parte deste grupo participou da Missa e depois foi oferecido um almoço de confraternização; e passamos uma tarde agradável, juntamente com o padre, relembrando os velhos tempos.
Estou mandando uma foto nossa com o padre; e se você puder colocar na “Posta Restante” do Jornal do Feio e fazer algum comentário, seria muito bom.
Seu blog é muito lido aqui em Sampa.
Abraços a todos

Ricardo Uchoa
Jardim Catarina – São Paulo/SP

O único comentário, aliás, não é bem comentário: é um adendo explicativo.
Ricardo Uchoa é meu irmão paulista. Fátima minha cunhada.
Ele é Engenheiro metalúrgico e a Fátima, Assistente social.
Fico muito orgulhoso – e porque não dizer, envaidecido –
em publicar no meu espaço a foto do padre Zezinho.
Ele não se lembra de mim, mas já o entrevistei aqui em Belém para a Voz de Nazaré, há alguns anos.
Ricardo está com tudo. O seu São Paulo é quase o Campeão
Brasileiro. Faltam apenas nove jogos... enquanto o meu
Corinthians está para ser rebaixado.
Obrigado, mano.
Um abraço e saudades, padre Zezinho.
Quando virá novamente a Belém?

10/15/2006

São Paulo comemorou seu Círio de Nazaré







No segundo domingo de outubro, como manda a tradição paraense, é realizado o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Em São Paulo, desde 1968, abnegados paraenses promovem no bairro do Sumaré, o Círio, em percurso de pouco mais de um quilometro. O Círio percorreu a Av. Dr. Arnaldo e chegou até o santuário de Nossa Senhora de Fátima por volta das 11h30. Mais de 1.100 fervorosos paraenses e devotos participaram da missa do Círio.No final da Missa, na quadra de esportes da igreja, barracas improvisadas serviram todos os tipos de iguarias regionais para satisfação dos paraenses presentes.
Origem - O Círio de Nazaré teve inicio na Capital de São Paulo na década de 60, quando o então coronel do exercito Antonio Ferreira Marques, um paraense que comandava a Policia Militar do Estado de São Paulo, recebeu em seu gabinete de comando, um grupo de conterrâneos, todos bastantes idosos, que foram solicitar cooperação para realização do Círio de Nazaré. Atendidos e recebendo total apoio do comandante da policia militar, realizaram no dia 13 de outubro de 1968, o primeiro Círio de Nazaré em São Paulo. A primeira Missa do Círio foi realizada na igreja de Nossa Senhora do Carmo e teve a participação de um coral, de uma banda de musica e lanceiros da policia militar de São Paulo. Após a Missa a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi levada em pequena procissão para o pátio da igreja.A partir de então começou a crescer não só a festa como também a devoção à padroeira do povo paraense. Isto se acentuou ainda mais com a mudança dos festejos para o santuário de Nossa Senhora de Fátima, onde seu pároco, Frei Yves Terral, francês de nascimento e paraense de coração, apoiou a transferência da festa do Círio.O Círio começa com a transladação, no sábado, da imagem de Nazaré, da irmandade de Nossa Senhora de Anunciação – Vila Anastácio – até a creche Nossa Senhora de Fátima, próximo ao santuário de Fátima. O translado é feito no sábado às 19 horas.

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Alfredo Ramos, de São Paulo

10/14/2006

Tv Cultura leva Icoaraci para as Américas


Uma equipe da Tv Cultura – Canal 2 - esteve por todo dia de quinta-feira/12, Dia da Criança, fazendo algumas tomadas para um especial sobre a Vila Sorriso que será exibido em três partes a partir de novembro.
De acordo com a produtora Danielle Filgueiras, o especial vai mostrar aos telespectadores do Pará, do Brasil e das Américas – já que a nossa Tv Cultura tem convênio com algumas redes e emissoras da Argentina, Chile, Equador, México e Venezuela, através da TV Educativa do Rio e Tv Cultura de São Paulo – aspectos da icoaraciense até então desconhecidos do grande público, como o seu povo, a história, o dia-a-dia, artesanato, cultura, turismo, folclore além da gastronomia.
Algumas pessoas deram o seu depoimento, dentre as quais o Orlando Figueiredo Cunha – um dos mais antigos comerciantes de Icoaraci – e o repórter pelo fato de ser o criador do slogan Vila Sorriso. A gravação ocorreu no final da tarde aqui em frente de casa, com Danielle e eu sentados na calçada do portão.
Encerrado o trabalho, todos atravessaram a Travessa Itaborai e fomos tomar um refrigerante no bar do “Seu Wilson” que fica em frente. Danielle adorou o chamado pão bombeiro - de fabricação caseira - e levou um monte para comer em casa.
A última tomada do dia aconteceu na Pizzaria Vitória, na Rua XV de Agosto – 4ª Rua de Icoaraci – próximo à Travessa Cristóvão Colombo.
Foi o melhor presente que Icoaraci ganhou nos seus 137 anos.

Projetos de Meliponicultura em Cotijuba


A Prefeitura Municipal de Belém, através do Fundo para Geração de Emprego e Renda Ver-o-Sol, realiza nesta segunda-feira (16), às 10:30h, reunião aberta para a comunidade de Cotijuba. Na ocasião será discutido a implantação dos Projetos de Meliponicultura, Farmácia Nativa e Farma-Horto, na ilha. A reunião acontece no hall da Igreja Assembléia de Deus, na Rua Manoel Barata, s/n.
O Farmácia Nativa é um projeto que promove cursos que ensinam a produzir medicamentos naturais, com finalidade de gerar emprego e renda. São treinamentos feitos pelo Fundo Ver-o-Sol para a fabricação, cultivo e manipulação de ervas, ou seja, tem o objetivo de promover, qualificar e desenvolver conhecimentos, ensinando a cultivar, produzir, acondicionar e comercializar medicamentos fitoterápicos.
Já o Farma-Horto tem a meta de promover, qualificar e desenvolver empreendedores para o cultivo de plantas medicinais extraídas do meio ambiente dessa comunidade, que a partir de suas reproduções, serão usadas na produção de medicamentos fitoterápicos, com vistas ao comércio exterior, exportando principalmente para os países europeus e o mercado japonês. O projeto ensina, através de oficinas, desde como fazer o plantio até a coleta ou extração das ervas. Meliponicultura- Outro projeto a ser discutido na reunião será o Projeto de Meliponicultura, já implementado em Mosqueiro, no assentamento Mártires de Abril, que consiste na criação de abelhas indígenas sem ferrão. Os resultados esperados para o final de 2007 são de 60 famílias meliponicultoras no projeto.
Em Cotijuba já existem 25 famílias inscritas. A reunião será para determinar o local onde serão implantados os projetos, além de divulgar informações mais claras e assim, obter maior participação dos moradores da ilha.
A reunião é uma realização da Prefeitura Municipal de Belém, Fundo Ver-o-Sol e Administração Regional do Outeiro.

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Vanda Amora

10/11/2006

Parabéns Priscilla


A grande aniversariante da semana é a jornalista Priscilla Amaral, Assessora de Imprensa, com atuação no Núcleo de Imprensa e Documentação da Coordenadoria de Comunicação Social da Prefeitura de Belém.
Priscilla, apesar de jovem já possui um currículo dos mais apreciáveis.
Um pequeno exemplo:
● Jornalista com experiência internacional adquirida ao longo de quatro anos morando na Europa (Inglaterra e Espanha). Ampla atuação na cobertura política, social, cultural e econômica.
● Desenvolvimento de Projeto na área de cooperação internacional descentralizada e desenvolvimento.
● Projeto de jornalismo documental para a EICTV (Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba).
● Trabalho realizado como fixer translator e pesquisadora de campo sobre a Amazônia para a rede Britânica de Televisão (BBC). Documentário sobre o trajeto que abrange a Linha do Equador no Brasil. (Dezembro/ 2005)
● Selecionada para estudar na Espanha pelo programa PCI da “Agencia Española de Cooperación Internacional”, (http://www.aeci.es/). Certificado em “Periodismo Electrónico”. Universidade de Santiago de Compostela. Espanha. (Fevereiro a Junho de 2002).
● Voluntária no projeto social da Faculdade de Comunicação da UFG. Orientadora de jovens na produção de conteúdo informativo e de entretenimento para a rádio e TV comunitária instaladas nos assentamentos do MST. (1998 – 2000)
Sua formação também é admirável:
Setembro a Dezembro / 2005: Especialização Short Course “English in the Media”. Birkbeck University of London. (Londres-UK).
Setembro/2004 – Maio/2005: Especialização Short Course “The Theory of International Relations”. Birkbeck University of London. (Londres-UK)
Fevereiro/1998 – Fevereiro/2002: Bacharel em Comunicação Social, habilitação: Jornalismo. Universidade Federal de Goiás – UFG. (Goiânia-GO)
Poliglota, fala fluentemente o inglês (First Certificate, University of Cambridge – ESOL. (Inglaterra)); o espanhol (Certificado D.E.L.E Avanzado (Diplomas de Español como Lengua Extranjera”, Instituto Cervantes. (Espanha), além do francês e Italiano Básicos.
E mais:
Cursos Complementares -
IELTS – “International English Language Testing System”. (London – UK): Birkbeck University of London. (Setembro a Dezembro de 2005).
“El Periodismo y Las Nuevas Tecnologias” - (Espanha): Realizado na Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Santiago de Compostela. (9 horas - 2002).
“Quien Manda en el Ciberespacio” – (Espanha): Realizado pela “Secretaria General para las Relaciones con los Medios Informativos de la Xunta de Galícia”. (8 horas - 2002).
Informática e Edição Eletrônica (Senac e UFG – Goiania): Webdesign e layout: Corel Draw, Page Maker, Front Page, Photoshop, HTML, Dreamweaver. (1999-2001).
Webjornalismo (Revista Imprensa-SP): Curso teórico e prático sobre o uso da linguagem HTML na publicação de notícias on-line. (20 horas – 2001).
Apresentador de TV (Maquinário Produções - Goiânia): Curso prático de apresentação televisiva. (1998)
Fotografia (Canopus - Goiânia): Curso prático e teórico sobre o uso da câmera profissional, revelação e ampliação de filmes. Fotografia documental e artística. (03 a 12 – 1999).
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A bagagem profissional desta simpática jovem de 26 anos. inclui Londres, Inglaterra e Goiânia. Trabalhou na Rádio “K”. de Jorge Kajuru, como Repórter, Editora e Produtora, bem como, cobertura nas coletivas especiais e apresentação ao vivo de notícias durante a programação jornalística. Integrei a equipe que reestruturou o jornalismo diário da Rádio.
Atualmente, além da Comus, a irrequieta e inteligente Priscilla integra a equipe de reportagem do Jornal Cultura (TV Cultura – Canal 2); produz e chefia a equipe de reportagem da Revista Diário. Uma publicação semanal do jornal Diário do Pará – circula aos domingos encartada à edição normal -, que enfoca temas de comportamento, lazer e saúde.
Priscilla adora atuar em mídia impressa, eletrônica ou digital. Preferencialmente nas editorias de política, cultura, economia ou internacional.
Esta é a Priscilla Amaral. De Marabá para o mundo.
Parabéns, amiga.

10/09/2006

Chegou José Santos Croelhas Jr


O lar do casal José (Juliana) Coelhas está enriquecido.
Chegou no sábado/7, José Santos Croelhas Júnior.
O mais novo rebento do “subprefeito de Icoaraci” veio cheio de saúde pesando 3,780 quilos, sob os cuidados dos competentes médicos Dionísio Bentes e Áurea Lustosa, via Hospital Saúde da Criança.
Júnior veio juntar-se à Rárima, Leandro e Ana Beatriz, filhos do economista e microempresário, que está fazendo o bonito na minha Vila Sorriso.
O povo de Icoaraci dá as boas-vindas ao seu mais novo morador, e roga a São João Batista e Nossa Senhora das Graças que o abençoe hoje, amanha, sempre.

“Caro Amigo Feio.
Obrigada pela lembrança de mais uma vez me mandar noticias suas, estou feliz pelo Jornal do Amigo, PARABÉNS mesmo!!!
Quero que divulgue a reforma, organização, higiene e melhores condições de trabalho aos permissionários do Mercado Municipal de Icoaraci que o nosso ilustre Agente Distrital de Icoaraci tem nos proporcionado com seu interesse, dedicação e apoio aos trabalhos realizados no referido mercado.
Um trabalho que vem sendo desenvolvido por esta sua colega EULÁLIA, o Sérgio Wladimir da SECON e alguns funcionários das duas secretarias (ADIC e SECON).VC precisa fazer-nos uma visita para colocar-lhe a par das atividades que são desenvolvidas lá dentro, uma delas é que esta semana estaremos montando uma praça,ou seja, colocaremos alguns bancos em determinados locais com vasos (c/ pinheiros plantados) para que idosos e demais pessoas possam ter
onde descansar no período de suas compras. No dia que formos inaugurar os mesmos irei lhe avisar. Mais detalhes depois lhe mandarei. Você é o máximo, ah! ah! ah!
Beijos”.

Eulália Campina
Agência Distrital de Icoaraci

Obrigado amiga e disponha deste espaço.

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“... E Icoaraci está cheio de sulistas (paranaeses, cataerinenes e gacubis como eu). Aqui a gente se sente quase que em casa, sabe por que: O povo ~e gentil, hospitaleiro e bom, O que atrapalha é o calor mas... tem o Outeiro para quebrar o galho. Icoaraci é como você falou: Vila Sorriso onde a gente é feliz, não todo o dia, mas toda hora, além das belas meninas. Um abraço”.

Gerson de Souza Maneghetti
Conjunto Augusto Montenegro
Paracuri

Eu não falei. Quem falou foi o Pires Cavalcante.
Eu apenas criei o slogan. Obrigado por falar bem da nossa Icoaraci,
Seja bem-vindo. Você, e o seu pessoal, e todos os demais “sulistas”.


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.... Quer dizer que a Pratinha não pertence a Icoaraci? Mas todo mundo fala
que tanto a Pratinha I,como a Pratinha 2 integram o ¨território” de Icoaraci.
Me explique pelo blog.

Eunice Wanderléa Brito
Pratinha

Exatamente. Pratinha não pertence à Icoaraci, e sim ao distrito administrativo do Benguí, de acordo com a Lei nº 7.682, de 05 de janeiro de 1994, sancionada pelo ex-prefeito Hélio Gueiros.
São oito distritos administrativos. Bengui – DABEN – é o quarto. Começa na Foz do Igarapé Bacuri, sobe por esse, até encontrar a Rua Vitória (que delimita a invasão Jardim Tapanã) até quase a rodovia Transcoqueiro, incluindo Pratinha ( I e II), São Clemente, Tapanã, Parque Verde, parte da rodovia dos Trabalhadores, parte dos fundos do Estádio Olimpíco, o "Mangueirão", dobra à esquerda e segue por esse até encontrar a projeção da Via Arterial Sul, dobra à direita e segue por essa até encontrar a "Rodovia de Acesso ao Benguí", dobra à direita e segue por essa até encontrar a Passagem Magalhães Barata, e o Cemitério do Benguí, Na prática, vai da antiga corrente da Base até a Brasilit. Icoaraci encurtou
.

10/08/2006

“Vila Sorriso” é meu-=================================


A expressão “Vila Sorriso” surgiu no ano de 1969. Foi criada por mim no final de 1968. Vamos aos fatos.
O saudoso médico e ex-deputado federal Stélio de Mendonça Maroja foi indicado para a Prefeitura de Belém, em 1967. Tão logo tomou posse do cargo sua primeira atitude foi manter contato com as lideranças dos bairros e distritos para conhecer de perto os problemas dessas comunidades.
Stélio veio a Icoaraci para um encontro nos primeiros dias de novembro de 1967 “com as pessoas de prestígio” e representantes do comércio e indústria de Icoaraci. O encontro ocorreu numa noite de sexta-feira na residência oficial do agente distrital, na Rua Dr. Manoel Barata, onde hoje funciona uma unidade da Funpapa.
Foi um jantar co-patrocinado pela Agência Distrital e empresários. Stélio muito prático ouviu um por um dos convidados, dentre os quais, Evandro Cunha, Orlando Cunha, Alfredo Coimbra, Rodolfo Tourinho (falecido), Bento Castro, Ivo Araújo, falecido, que à época era gerente da Óleos do Pará S.A (Olpasa) que fabricava os óleos Dora (de leite de coco babaçu) e Doramim (à base de óleo de amendoim), Holderman Rodrigues, Salustiano Vilhena Filho, o “Chefe Salú” (falecido), eu, Aldemyr Feio, que assinava uma página dominical na Folha do Norte, - “O Liberal” da época, ou seja, o jornal de maior circulação em todo o Estado, norte/nordeste, com uma tiragem comprovada de 30 mil exemplares/dia e 60/80 aos domingos – e disse que a equipe presente apresentasse sugestões e um programa de trabalho para Icoaraci, cuja jurisdição, como disse linhas acima ia da corrente da Base Aérea - que não mais existe - até quase ao Tapanã e São Clemente, áreas conhecidas – elas atualmente integram o Distrito Administrativo do Benguí -, além de Cotijuba, ilhas próximas e Outeiro, onde havia um sub-administrador indicado pelo agente distrital e nomeado pelo prefeito.
Stélio disse que precisava do apoio de todos para que fizesse uma boa administração, e já estava pensando num nome para a administração icoaraciense.
Em dezembro de 1967, ou seja, duas semanas após o jantar, Stélio Maroja mandou um recado pelo advogado e jornalista Bernardino Santos que era “oficial de gabinete” propondo um novo encontro com todo mundo que compareceu ao jantar.
A reunião ocorreu na sede do Pinheirense Sport Clube.
Na ocasião Stélio anunciou o novo “subprefeito” de Icoaraci: o engenheiro rodoviário Evandro Simões Bonna, ex-diretor do Departamento Municipal de Estradas de Rodagens, que funcionava no prédio onde hoje se encontra a Sesan, que o substituiu.
Bonna fez o mesmo jogo do prefeito. Empossado em meio a uma grande festa reuniu com todas as lideranças para uma “conversa informal” e traçar um planejamento de trabalho, na residência oficial. Nessas alturas a Agência Distrital estava instalada em duas salas nos altos do mercado municipal.
Para encurtar a estória, desse planejamento surgiram vários frutos. Em abril foi inaugurado o serviço de travessia em balsas para o Outeiro (que antes era feito por barquinhos) com a construção de uma rampa na Rua 2 de dezembro; escola primária no bairro de Itaiteua/Outeiro (Monsenhor Azevedo), uma igrejinha bem em frente. Bonna também negociou com o Pinheirense a aquisição pela Municipalidade de uma área na Rua Manoel Barata e deu início à construção do prédio da Agência Distrital, que foi concluída na administração do major/aviador Rolando Chalu Pacheco, sendo prefeito Nélio Dacier Lobato.
Em maio surgiram rumores de que no ano seguinte – 1969 -, no dia 8 de outubro, Icoaraci completaria 100 anos de existência. Evandro Bonna mandou apurar direitinho a estória. Confirmada, instituiu a Comissão Coordenadora do Iº Centenário de Icoaraci, que foi tornada oficial por ato do prefeito Stélio Maroja. Os seus componentes eram as mesmas pessoas que acompanharam Stélio desde o início: Evandro Cunha, Orlando Cunha, Alfredo Coimbra, Rodolfo Tourinho, Bento Castro, Ivo Araújo, Holderman Rodrigues, Helio Amanajás, Salustiano Vilhena Filho, “Chefe Salú”, Aldemyr Feio, sob a presidência de Evandro Bonna.
A comissão começou a funcionar a partir de 17 de outubro de 1968 e se reunia todas as quartas-feiras, à noite, na residência oficial.
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Detalhe – A residência oficial do “subprefeito” de Icoaraci funcionava no prédio onde hoje a Funpapa mantém um abrigo para jovens delinqüentes, retirados das ruas, em vias de recuperação, na Rua Manoel Barata, em frente à Vara Distrital de Icoaraci. É o Abrigo Ronaldo Araújo.
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A partir daquele momento foi estabelecido um cronograma de eventos e inaugurações alusivos ao Iº Centenário, que deveriam acontecer em todo o decorrer de 1969, sob o comando de Evandro Bonna;
No início de dezembro, a comissão foi procurada pelo empresário – era proprietário da Empresa de Águas Nossa Senhora Nazaré, em Maracacuéra, atual Indaiá – e compositor Francisco Pires Cavalcante, oficial de marinha reformado, músico (tocava requinta, uma espécie de flauta, nas bandas de música das unidades onde serviu), natural de São José das Piranhas, sertão da Paraíba - mas apaixonado pela Cidade das Mangueiras havia muitos anos -, e que embora morasse em Belém, possuía uma bela residência na Travessa Souza Franco, próximo à Rua Siqueira Mendes, 1ª rua de Icoaraci.
Na época era famoso por ser o criador do Hino do Payssandu Sport Clube (Uma listra azul, outra listra azul...) que todos conhecem. Pires apresentou a todos uma partitura com a letra de um hino que havia criado para o Iº Centenário de Icoaraci. Ele cantou dedilhando um violão. Os membros da comissão acharam-na interessante e pediram que retornasse em janeiro com o hino gravado com letra e música, etc.
Ele assim o fez. Trouxe o hino gravado em cassete. Todos aprovaram. Pires Cavalcante disse que não queria nada em troca. Apenas que a sua criação se tornasse o Hino Oficial do Iº Centenário, além de uma ajuda da Prefeitura para a produção do disco. As demais despesas, editoria, intérprete, pagamentos de direitos de execução, conexão, etc, ficariam por sua conta. Era o seu presente para Icoaraci.
A Prefeitura de Belém bancou parte da produção. eu juntamente com Ivo Araújo fui designado para acompanhar as diversas fases de produção.
As gravadoras do Rio e São Paulo, além de botarem dificuldades na gravação e prensagem do compacto simples (era o chique da época) cobraram muito caro. Pires Cavalcante descobriu uma gravadora de jingles em Belo Horizonte (a Bemol) que, mesmo com o equipamento inferior ao das grandes gravadoras, se ofereceu para produzir o disco.
Todas as atenções se voltaram para Belo Horizonte e, em 40 dias, exatamente no dia 15 de marco, saiu o disquinho com duas musicas. De um lado, o Hino de Icoaraci; e do outro, Vila Modesta – um sambossa que enaltece Icoaraci - do próprio Pires Cavalcante e de Clodomir Colino, radialista famoso na época, professor e ex-vereador, já falecido. Foram prensadas 2000 copias. Mil por conta da Prefeitura. As outras mil por conta do Pires. O cantor Luiz Olavo (falecido há cinco anos) foi o intérprete do hino.
Pires Cavalcante, sempre modesto, não quis festa de lançamento; todavia o seu pedido não foi atendido. O lançamento oficial ocorreu em meio a um coquetel na sede do Pinheirense, com a presença do Conjunto de Guilherme Coutinho (falecido), e um dos mais importantes da época.
Pires Cavalcante ainda vive, graças a Deus. Aos 83 anos, lúcido, inteligente e bom papo, ainda compõe.
O disquinho foi distribuído imediatamente às emissoras de rádio; contudo, a primeira audição deu-se no Programa José Travassos na então Rádio Jornal Liberal que ia ao ar de nove ao meio dia, e era campeão do Ibope. Nas festas de junho e nas férias de julho de 1969 o disquinho fez o maior sucesso tocando em todas os ambientes, tanto em Icoaraci, como no Outeiro e em Cotijuba.
De tanto rodar nas rádios o hino de Icoaraci ficou famoso. Rodou até n’A Voz da América, graças ao empenho de Roberto Rodrigues – jornalista e radialista, já falecido, e correspondente daquela emissora americana, durante o programa Tributo a Icoaraci, produzido pelo próprio RR e apresentado pelo locutor Pedro Américo. O programa foi ao ar pelas ondas curtas d´A Voz da América, (25 metros) no dia 04 de julho de 1969, às 22 horas.
Na minha pagina – tanto na “Folha” como n´O Liberal para onde me transferi a convite de Rômulo Maiorana, e ao qual estive ligado quase 19 anos - deixei de usar o termo “Vila Famosa”, como Icoaraci era conhecida, e mudei para Vila Sorriso. A explicação é simples. Na segunda estrofe do Hino do Iº Centenário, Pires Cavalcante diz: “... a vida passa, passa e ninguém se embaraça, a gente é feliz todo dia sem olhar no calendário. A nossa vila sem feitiço, sem mandinga, tem uma rainha que ginga festejando o Centenário”. Ora, diante disso (fiz uma reportagem a respeito. Infelizmente não disponho mais, nem dos originais e nem do exemplar da Folha que a publicou) passei a usar o Vila Sorriso. No início houve muita reclamação, mas depois o povo aceitou.
Nos programas de rádio os animadores (àquela época não estava em moda, ainda, a expressão comunicador) se referiam a Icoaraci como Vila Sorriso, inclusive o José Travassos e o Kzan Lourenço, falecido no início de 2003, criador da primeira rede sonora de Icoaraci, a Top Som Propaganda, atual Tropical Propaganda – da Radio Marajoara – e um dos maiores divulgadores das coisas icoaracienses.
Num dia como hoje 8 de outubro -, há 37 anos atrás, a festa começou cedo. às 10 horas o prefeito Stélio Maroja, o agente Evandro Bonna e os componentes da Comissão Executiva inauguraram o monumento do Iº Centenário de Icoaraci no inicio da Praça Paes de Carvalho, ao lado da Igreja de São João Batista.
Concebido e desenvolvido pelo próprio Evandro Bonna – que também foi o autor do projeto do prédio da agencia distrital inaugurado dois anos depois - era um obelisco de 30 metros de altura em forma ogival recortado - como se fora duas mãos postas em direção ao céu, numa atitude de oração. No alto havia a marca do evento em concreto reforçado: duas rodas dentadas acopladas e cortadas por uma linha horizontal. No centro da primeira havia uma linha vertical simbolizando o numero 1 – do primeiro centenário – estilizado, e duas rodas perfazendo o número 100. O desenho – aprovado pela comissão, após concurso realizado nas escolas icoaracienses – foi de autoria de um estudante do 3º ano ginasial do Colégio Estadual Avertano Rocha.
No rodapé do monumento havia a seguinte inscrição em bronze: ”Aos que nos antecederam agrademos o trabalho; à posteridade, com orgulho entregamos os alicerces da grande Icoaraci do futuro”. Frase de autoria de Evandro Bonna – sem duvida, o maior ”subprefeito”, ou melhor, agente distrital que Icoaraci já teve nesses últimos 40 anos. O aludido monumento foi deslocado para a Praça Paes de Carvalho, diminuído de tamanho, e foi esquecido.
À noite, do dia 8 de outubro de 1969, ocorreu o grande Baile de Gala do I Centenário de Icoaraci, no Salão Paroquial Padre Theodoro Kokke, atrás da Matriz de São João Batista – gentilmente cedido pelo monsenhor José Maria Azevedo – com o Conjunto de Guilherme Coutinho, ao lado Sayonara – tendo como atração a cantora Joelma - sucesso da época - que arrasou; além da apresentação da Rainha do Iº Centenário, a senhorita Antinéia Kátia dos Reis Puga.
No encerramento dos festejos comemorativos do Iº Centenário de Icoaraci – no dia 28 de dezembro de 1969 -, todos os membros da Comissão Coordenadora foram condecorados pelo prefeito Stélio Maroja com a Medalha dos 350 anos de Belém.
Tem muita coisa para falar sobre as alegrias que me deu o Vila Sorriso.
A senhora Mízar Bonna – ex-Primeira Dama de Icoaraci -, num dos seus livros se reporta sobre o assunto atribuindo-me a criação do Vila Sorriso. Mais recentemente o jovem escritor José Raymundo de Oliveira Guimarães Junior (Junior Guimarães), morto tão precocemente há cinco anos, confirma o fato em seu livro Icoaraci – Monografia de um Mega Distrito, com detalhes; bem como o historiador Holderman Rodrigues. O site www.icoaraci.com.br, me honra com a citação.
Dois anos após as festas do Iº Centenário, por questões profissionais me mudei o Rio de Janeiro, onde passei 15 anos e concluí os meus estudos. No retorno observei que o Vila Sorriso já era expressão popular. Virou o símbolo de Icoaraci; nome de edifício, de conjunto habitacional, de bloco, de escola de samba, de escola primaria, de bar e até de motel!
Deveria tê-lo registrado. Como não o fiz, está difícil reivindicar os direitos autorais. O meu consolo é que Vila Sorriso é o codinome da terra onde a gente é feliz todo o dia sem olhar no calendário. A minha terra.
Em tempo: a última homenagem que recebi pela autoria do Vila Sorriso foi do médico Rodolfo Tourinho (falecido), a quando de sua passagem pela Agência Distrital, com o apoio do assessor José Croelhas. Um diploma e uma medalha foi reconhecimento dele e do povo de Icoaraci pela criação que tornou Icoaraci... mais alegre e feliz.
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Conheçam o Hino do Iº Centenário de Icoaraci:

Autor: Pires Cavalcante (Letra e música)

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

A criançada com sorriso de esperança,
não afastou da lembrança
o que fez pra ser feliz;
É escorrega, é carrinho e correria,
um domingo de alegria
lá na Praça da Matriz.

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

A vida passa,
passa e ninguém se embaraça;
A gente é fez todo o dia
sem olhar no calendário
;
A nossa vila sem feitiço
e sem mandinga,
tem uma rainha que ginga
festejando o centenário!

Icoaraci
tem um porte de nobreza;
nossa Vila tem beleza,
tem canto de bem-te-vi!
Icoaraci
um jardim cheio de flores
não existem dissabores
nesta vila onde eu nasci.

10/05/2006

Icoaraci terá o seu “Sorrisódromo”


Foto: João Gomes


Duciomar construirá
o “Sorrisódromo” de
Icoaraci



No último domingo noticiaram que o prefeito Duciomar Costa prometeu criar, em Icoaraci, um sambódromo destinado aos grandes eventos populares, como o Carnaval – Icoaraci realiza o segundo grande Carnaval de Belém -, festivais de várias espécies, a exemplo do que ocorre em várias cidades brasileiras, desde que o Rio de Janeiro que o primeiro a criar o seu sambódromo.
Duciomar até já escolheu o nome: Sorrisódromo, numa alusão à Vila Sorriso que, como todos sabem, foi criação aqui do redator, em 1969.
Por trás de tudo isso se encontra o dinâmico e irrequieto “subprefeito” José Croelhas que como eu sempre digo, honra as suas origens.
Na realidade esse assunto é antigo.
Tão logo assumiu o Governo do Pará, - em sua primeira gestão - o ex-governador Almir Gabriel tinha em mente dotar Icoaraci de um espaço cultural com as características de um sambódromo. O tempo passou.
O assunto foi à baila através do administrador regional. Duciomar se interessou; e atendendo uma solicitação de Croelhas, tomou para si a incumbência de fazê-lo, de torná-lo realidade.
A área onde será construído o Sorrisódromo está sendo cuidadosamente escolhida e, em breve o icoaraciense, bem como, os diversos grupos folclóricos, juninos, teatrais. etc. terão ao seu dispor um magnífico espaço onde poderão desenvolver as atividades culturais e artísticas e expor ao grande público as suas produções.
O segmento cultural de Icoaraci, além de aprovar de imediato a idéia, está entusiasmadíssimo com o futuro Sorrisódromo.
Com isso Duciomar não apenas promove Icoaraci, sua cultura, sua beleza e seu folclore como, indiretamente, homenageia a criatividade, o imaginário artístico do icoaraciense e, por que não dizer – a mim também.
Obrigado, Duciomar. ( A.F.)

10/01/2006

Prefeitura retira Terminal Pesqueiro do fundo do Rio Guamá

Após cinco anos, o Terminal Pesqueiro de Belém foi retirado do fundo do Rio Guamá. A prefeitura vai revitalizar a estrutura para a criação de dois portos flutuantes, proposta da Secretaria de Economia (Secon), que está à frente do projeto. O terminal foi construído com uma estrutura formada por quatro balsas, tecnicamente chamada de quadrimaram, e possui 1.600 metros quadrados.
O trabalho de resgate da estrutura é chamado de salvatagem e começou há dois meses com a participação de 15 pessoas, entre engenheiros, mergulhadores, mecânicos e auxiliares. Primeiro, foi realizada a retirada da água do interior das balsas e da lama da estrutura de ferro, por meio de um sistema de jateamento com bombas. Depois, seis mergulhadores analisaram as avarias do terminal para verificar se existiam condições estruturais de reaproveitamento. A partir daí um laudo técnico foi emitido para definir as possibilidades de trabalho. Para trazer a estrutura de ferro à superfície, foi necessário um período de duas semanas. Bombas de ar comprimido foram utilizadas nas balsas para que elas flutuassem.
Resgate - "Com o resgate dessa estrutura vamos unir o útil ao agradável. Era uma vontade da prefeitura tirar do fundo do rio esse patrimônio público. Todo esse trabalho faz parte do Projeto Portal da Amazônia que prevê a construção de mais portos em Belém. Vamos aproveitar apenas as balsas, que estão em boas condições de uso, e fazer dois portos flutuantes", afirmou o prefeito de Belém, Duciomar Costa. Ainda segundo o prefeito, depois de revitalizadas, as balsas ganharão uma estrutura para o atracamento de embarcações.
O Terminal Pesqueiro foi inaugurado no Governo Hélio Gueiros e localizado próximo à Feira do Açaí. Era um flutuante de três andares, possuía 20 compotas, casco duplo e custou mais de R$ 2 milhões. Ele foi construído para reduzir o custo do pescado sem a figura do atravessador.
Em outubro de 2002, o terminal foi rebocado para área em frente à Companhia de Transporte de Belém (CTBel), onde foi submergido. A cobertura da estrutura foi retirada para que o terminal ficasse na cota do nível de baixa-mar, ou seja, em uma profundidade abaixo do nível de variação do rio, mais ou menos a três metros de profundidade da superfície.
Sucata - A estrutura que se encontra hoje na área da CTBel está visivelmente deteriorada. Maquinário como frigoríficos, esteiras e locais para o armazenamento de pescado não podem ser reaproveitados. Até telefones públicos foram encontrados destruídos, além de vários documentos da época encontrados em estado de decomposição. É visível nos rostos de passageiros e tripulantes de embarcações que passam pelo Rio Guamá a surpresa com o péssimo estado do Terminal Pesqueiro, que apesar da imensa estrutura continua flutuando.
O prefeito Duciomar Costa andou pelo terminal acompanhado de secretários e técnicos das secretarias de Economia, Urbanismo e CTBEL, além do vereador Amaro Klautau. "É um crime o que fizeram com esse terminal, é um crime contra o dinheiro público. O Ministério Público deveria vir aqui e ver o que aconteceu", disse Duciomar Costa.

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Cláudia Saldanha