11/15/2017

AVANÇO


“Abelardo Santos” será referência em fissura labiopalatal






O novo Hospital Regional Abelardo Santos abrigará o Centro de Referência Estadual em Pacientes de Fissura Labiopalatal, e uma Câmara Técnica será implantada para discutir o protocolo de atendimento a esse tipo de paciente no Pará. As duas propostas foram apresentadas pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) na Sessão Especial sobre o atendimento a pessoas com fissura labiopalatal, realizada nesta segunda-feira (13), às 10 h, no auditório João Batista, da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa).
A Sessão Especial foi proposta pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Alepa, Jaques Neves, atendendo a uma solicitação da Associação Sorrisos Largos, composta principalmente por mães e pais de crianças com fissura labiopalatal. Os objetivos da sessão foram debater a situação do atendimento a esses pacientes no Estado e promover a aproximação entre suas famílias e as instituições públicas, para que juntos busquem soluções para as dificuldades de acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento no Pará.
As fissuras labiopalatais, conhecidas como lábios leporinos ou fendas palatinas, são malformações congênitas frequentes, que acometem o crânio e a face. A fissura pode ser no céu da boca (palato), com uma ou duas falhas no lábio. Essas malformações alteram a anatomia normal, podendo interferir na fala, na audição, na deglutição, na respiração e na formação da arcada dentária. A estimativa é de um caso para cada 650 nascidos vivos.
O deputado Jaques Neves destacou a importância de haver notificação compulsória dos casos e da criação de uma data dedicada a esses pacientes, e disse esperar que esta segunda-feira fosse um dia de engajamento de todos.
Luta diária - A presidente da Associação Sorrisos Largos, Tatiana Mota Reis, fez um relato emocionado sobre as dificuldades enfrentadas pelos pacientes com lábios leporinos, destacando a luta diária das mães em busca de atendimento especializado e multidisciplinar. Entre as instituições que oferecem esse tratamento está o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho), da Universidade de São Paulo (USP), em Bauru, interior de São Paulo (SP). Também foram ouvidos os relatos das mães de pacientes Rosa Leni da Silva e Aida Corrêa.
Êxito - A secretária adjunta da Sespa, Heloísa Guimarães, parabenizou o deputado Jaques Neves por promover esse debate e buscar melhorias no atendimento oferecido no Estado. Ela propôs a criação de uma Câmara Técnica em Fissura Labiopalatal, considerando o êxito da experiência da Sespa com outras Câmaras Técnicas, como as de Alongamento Ósseo e de Fibrose Cística. “As crianças têm dificuldades, e as crianças de fibrose cística também as tinham até poucos anos atrás, quando a gente constituiu a Câmara Técnica, e a situação está muito amenizada. Precisamos sair daqui com essa Câmara Técnica já bem encaminhada. A partir de hoje, Parlamento com Executivo e sociedade civil certamente vão dar um novo modelo a isso”, afirmou Heloísa Guimarães.
No caso do alongamento ósseo, a secretária adjunta disse que o trabalho resultou na criação da referência no Hospital Galileu para atender pacientes, a maioria vítimas de acidentes de motocicleta, oferecendo cirurgia de alongamento ósseo e reabilitação, e permitindo que o paciente volte a sua vida normal sem risco de infecção.
Heloísa Guimarães citou ainda algumas providências tomadas pela Sespa para amenizar a situação dos pacientes com fissura labiopalatal, como a realização das cirurgias no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo. “Porque havia salas de cirurgias mais disponíveis, e a gente podia fazer um número maior de procedimentos cirúrgicos. Tanto que zerou a fila da demanda reprimida aqui na Região Metropolitana de Belém. Também aplicamos técnicas mais modernas e diminuímos o tempo cirúrgico, uma vez que cada cirurgia é uma agressão para a família, um partir de corações no momento de entregar seu filho à equipe que vai operá-lo, o que é muito dolorido”, explicou a secretária adjunta.
O médico Helio Franco confirmou a primeira reunião da Câmara Técnica para a próxima quinta-feira (16), às 14h30, na sede da Sespa, quando serão definidos seus integrantes, e assim publicada pelo secretário de Estado de Saúde Pública, Vitor Mateus, a portaria oficializando sua criação.
Ele também informou que o Centro de Referência Estadual em Fissura Labiopalatal será instalado no novo Hospital Abelardo Santos, no Distrito de Icoaraci. “Passei quatro anos na Secretaria (Sespa) tentando implantar esse serviço no Bettina (Hospital Bettina Ferro, na Universidade Federal do Pará), mas não prosperou. Porém, consegui incluí-lo no projeto do Abelardo Santos, que era também para começar a funcionar este ano, mas não foi possível em função da crise econômica”, informou Helio Franco, assessor da Sespa, enfatizando que 80% do custo de saúde do Pará são bancados pelo Tesouro estadual.
Mobilização - “O governo federal entra com 20% só para a gente bancar 19 hospitais, o Hemopa (Fundação Hemopa), o Lacen (Laboratório Central) e 13 Regionais de Saúde. E sabem quanto é o recurso para isso? R$ 0,70 per capita ao dia”, informou Helio Franco. Ele disse que no Pará nascem por ano 142 mil crianças, e dessas 1.840 têm malformações congênitas ou doenças genéticas. Algumas não têm cura, só controle, como é o caso da hemofilia. “Daí a necessidade de congregar Legislativo, Executivo e sociedade civil para cuidar disso”, frisou o representante da Sespa.
Segundo ele, a sociedade paraense deve se mobilizar para garantir que o Centro de Referência Estadual funcione de fato no Hospital Abelardo Santos. Helio Franco também considera importante haver imediata notificação compulsória dos casos de nascimentos de bebês com lábio leporino, porque 98 dos partos ocorrem em maternidades. Ele disse que isso já está previsto no Plano Estadual de Saúde e, na Câmara Técnica, é preciso discutir como será o Centro de Notificação, para que o paciente possa iniciar o tratamento mesmo ainda com os serviços descentralizados, até que o Centro de Referência Estadual possa funcionar efetivamente.
Helio Franco informou ainda que, em 2014, o governo do Estado gastou R$ 210 milhões com trauma no trânsito, um problema de saúde que pode ser evitado. “Então, com algo absolutamente evitável a gente gasta um dinheirão e não tem recurso para implementar serviços para casos que não dependem da vontade das pessoas”, reiterou.
A Sessão Especial também contou com a presença de representantes de diversas instituições: Luiz Cláudio Chaves, do Hospital Ophir Loyola; Eduardo Sizo, do Sindicato dos Médicos (Sindmepa); Carlos Laércio Affonso, do Conselho Regional de Odontologia (CRO-PA); Danielle Rocha, do Conselho Regional de Enfermagem (Coren); Ivana Souza, do Hospital João de Barros Barreto e do Hospital Bettina Ferro de Souza; Amauri Cunha, do Colegiado de Secretários Municipais de Saúde (Cosems); Ana Lydia Cabeça, do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna; Terezinha da Silva, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), e Deise Bemerguy, da Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma).


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Roberta Vilanova
Agência Pará

11/06/2017

FENAJ


Centrais preparam ação nacional contra retirada de direitos trabalhistas


No próximo dia 10 de novembro, ocorrerá o Dia Nacional de Paralisação. A ação, chamada pelas Centrais Sindicais, como a CUT, busca protestas contra a retirada de direitos trabalhistas promovida pelo governo Michel Temer.
“Esse governo sem votos, reprovado por quase 90% da população, está provocando um retrocesso no país sem precedentes, aprovou uma reforma trabalhista nefasta que, além de destruir a CLT e conquistas de décadas, compromete o futuro de toda uma nação”, afirmou Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT.
As manifestações ocorrerão durante o dia inteiro em todo o país. Em São Paulo, para marcar a data, haverá uma manifestação na praça da Sé, região central de São Paulo, que seguirá até a avenida Paulista.
 Fonte: CUT
Negociações coletivas começam a registrar efeitos da reforma trabalhista

As negociações coletivas começam a registrar cláusulas relacionadas à legislação aprovada na reforma trabalhista. Levantamento inicial, feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nos acordos e convenções inseridos no Sistema Mediador, do Ministério do Trabalho, entre julho e agosto de 2017, revela que há 45 documentos com menção explícita às mudanças a serem implementadas pela Lei 13.467.
A reforma trabalhista altera cerca de 200 dispositivos da legislação do trabalho e traz profundos retrocessos para as condições de trabalho e a organização sindical. A nova lei trabalhista entra em vigor em 11 de novembro.
Reajustes salariais têm pequena melhora
As 326 negociações das principais categorias profissionais brasileiras, acompanhadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese (SAS), mostram que houve melhora relativa dos resultados. O principal fator nesse movimento é a inflação baixa, que ajudou nas negociações.
Apesar de o resultado geral estar mais positivo, os ganhos reais continuam baixos, conforme evidenciado pela variação real média dos reajustes. A média de aumento real é de 0,35%.
Trabalhadores realizam 779 greves
De acordo com o Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG-Dieese), foram realizadas 779 greves no primeiro semestre de 2017, a maior parte no setor privado (53,5%).
O atraso no pagamento dos salários motivou mais da metade (60%) das greves no setor privado. Já na esfera pública, a reivindicação mais frequente foi reajuste de salário (46%). No total, os trabalhadores pararam por 42 mil horas.
Fonte: Dieese/Sindjorce

FENAJ recebe visita de representantes do Conselho dos Jornalistas do Nepal


A Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ recebeu visita de cortesia, na quinta-feira, 26, de representantes do Conselho dos Jornalistas do Nepal, Khil Bahadur Bhandari, Kishor Shrestha e Jhabindra Bhushal, que estavam acompanhados do embaixador daquele país, Chandra Kanta Parajuli. Na ocasião, os diretores executivos da FENAJ, José Carlos Torves e Antônio Paulo Santos, representaram a presidenta da entidade, Maria José Braga.
Durante a visita, que aconteceu na sede da Federação, em Brasília, os representantes do Conselho do Nepal trocaram informações com a FENAJ – que tem 71 anos e é filiada à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) – e  falaram sobre seu processo de estruturação em um país que se tornou República Democrática Federal em 2008.



O jornalista Carlos Oveniel Lara Domínguez foi assassinado na segunda-feira, 23 de outubro, no departamento de Copán, em Honduras. O jornalista já havia denunciado ameaças de morte, há alguns meses.
De acordo com fontes oficiais, Domínguez recebeu vários tiros saídos de um veículo com pessoas ainda não identificadas. O incidente ocorreu quando o jornalista se dirigia para trabalhar no Canal 12, onde também atuava como operador.
No momento, não há indícios concretos que confirmem que o assassinato de Domínguez estaria relacionado à sua profissão jornalística. No entanto, fontes próximas ao jornalista revelaram que ele já havia denunciado ter sofrido ameaças de morte vindas de um homem não identificado.
De acordo com várias organizações de direitos humanos, este caso elevaria para 73 o número de jornalistas e profissionais de mídia mortos em Honduras, desde 2003, e torna-se o terceiro caso, até agora, em 2017. Este cenário traz à memória outro caso ocorrido em setembro, Carlos William Flores, que foi morto por desconhecidos no departamento de Cortés, norte de Honduras. Estes números demonstram o grau de violência social e política do crime organizado que atravessa o país, onde mais de 90% dos casos ainda estão impunes.
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), organização que representa 600.000 trabalhadores e trabalhadoras de imprensa em todo o mundo, solicita que as autoridades hondurenhas realizem uma investigação séria – que não descarta o exercício da profissão como motivação – para punir os autores materiais e intelectuais desse crime. A FIJ considera também  que este fato significa não só um ataque à integridade física do comunicador envolvido, mas também uma interrupção dos direitos à liberdade de expressão e informação, afetando o exercício democrático.
Com informações da FIJ

Sindicato dos Jornalistas e FENAJparticipam da inauguração do Memorial Luiz Carlos Prestes


Paralisações são ferramenta para conquista de direitos dos jornalistas, em São Paulo



Depois de três meses enfrentando atrasos de salários e benefícios, os jornalistas da Folha da Região, de Araçatuba, conquistaram um acordo para que a empresa faça os pagamentos devidos. A vitória é resultado da união dos profissionais, que entraram em estado de greve contra os atrasos e pressionaram a direção do jornal.
A proposta foi apresentada pelo jornal no início da segunda-feira, 30, ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), e os trabalhadores e trabalhadoras aprovaram o acordo em seguida, em assembleia realizada na Subsede Araçatuba da CUT São Paulo, no bairro São Joaquim.
A Folha da Região se comprometeu a pagar até este 31 de outubro (terça-feira) o salário referente ao mês de agosto e as férias vencidas, e o salário de setembro será pago até o próximo dia 15 de novembro.

Diário de S. Paulo

Já os jornalistas do Diário de São Paulo, que por mais de duas semanas, também obtiveram  vitória devido  a união e firmeza da categoria. Os jornalistas vinham convivendo desde o ano passado, com frequentes atrasos de pagamento e precarização geral das condições de trabalho – desde a contratação de profissionais e de estagiários como Pessoa Jurídica (PJ) até a falta de água, ar condicionado quebrado, telefone e internet cortados na redação



Sindicato no Pará publica nota contra violência sofrida por jornalistas do SBT de Altamira


O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará – Sinjor/PA publicou nota repudiando a atitude da atual Procuradora da Prefeitura Municipal de Tucuruí (PMT), Glaucia Rodrigues Brasil Oliveira, que tentou impedir e dificultar o exercício da função da equipe de jornalismo do SBT de Altamira, durante a cobertura da Operação da Polícia Civil para cumprimento de mandados de prisão temporária, condução coercitiva e busca e apreensão de documentos, fatos, estes, relacionados ao assassinato do prefeito assassinado de Tucuruí, Jones William.
Conforme a nota, a advogada e procuradora agrediu com atos e palavras o repórter cinematográfico, Pedro Móia de Souza Júnior, 49, e a repórter Rosa Bezerra de Macedo, 35, ambos do Sistema Floresta de Comunicação/SBT, na segunda-feira, 30. E além da tentativa de interrupção das filmagens e da agressão verbal à repórter, a procuradora da PMT referiu-se aos profissionais da imprensa como “palhaços”. O fato ocorreu por volta das 8h50, na sede da Superintendência do Lago de Tucuruí.
Diante da violência sofrida, a equipe agredida registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) na 15ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Tucuruí e aguarda por providências jurídicas.
O Sinjor se posicionou contra qualquer tentativa de impedimento à liberdade de imprensa e qualquer ameaça aos profissionais da comunicação e defendeu o uso responsável da informação apurada e veiculada.
Ao mesmo tempo que se colocou à disposição dos jornalistas agredidos, a fim de impedir que novos casos de violência do segmento venham a ocorrer no estado do Pará e tomar as medidas cabíveis que o fato requer






Depois de três meses enfrentando atrasos de salários e benefícios, os jornalistas da Folha da Região, de Araçatuba, conquistaram um acordo para que a empresa faça os pagamentos devidos. A vitória é resultado da união dos profissionais, que entraram em estado de greve contra os atrasos e pressionaram a direção do jornal.
jUZ

Justiça reconhece que SindijorPR deve representar jornalistas da Sanepar



O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR) conseguiu na Justiça o reconhecimento de representatividade pel entidade de três jornalistas da  Companhia de Saneamento do Paraná – Sanepar, contratados como “assistentes de comunicação e imprensa”. A audiência foi realizada na 6ª Vara do Trabalho de Curitiba-PR e tinha como o objetivo de obter o enquadramento sindical e consequente reconhecimento de que estes profissionais exercem a função de jornalista na estatal. O SindijorPR foi representado pelos seus assessores jurídicos do escritório Sidnei Machado Advogados.
A princípio a empresa concordou em reconhecer o enquadramento no SindijorPR apenas destes três trabalhadores, os quais já obtiveram êxito em ações individuais cujo objetivo era o reconhecimento de que exercem a função de jornalista. Com o reconhecimento nestas ações individuais, a empresa foi condenada a pagar um passivo de três horas extras diárias, e os jornalistas passaram a exercer jornada de trabalho de cinco horas diárias e não mais oito como faziam anteriormente.
Mesmo com decisões definitivas na justiça e com a implantação da jornada de 5 horas diárias, a Sanepar se negava a reconhecer os profissionais como jornalistas e tampouco reconhecia a representatividade do SindijorPR. Um dos casos é o da jornalista Ana Cecilia Pontes de Souza. “Eu exerço a função de jornalista na Sanepar desde a admissão e, dessa forma, sempre me senti representada pelo sindicato dos jornalistas. Por isso solicitei que o pagamento da contribuição sindical fosse descontado para o sindicato dos jornalistas e não para sindicato diverso”, destaca Pontes.
Para os demais profissionais que ingressaram na justiça, e cujos processos ainda estão em tramitação, a Sanepar já concordou em realizar o enquadramento destes automaticamente à medida em que tenham ganho de causa.
Vale lembrar que os jornalistas da Sanepar, na forma assegurada pelo art. 585 da CLT, têm o direito exercer a opção de recolher sua contribuição sindical ao SindijorPR e não a outro sindicato pois os jornalistas pertencem a uma categoria profissional diferenciada e exercem de fato a função de jornalista.
Há anos, reiteradamente, os jornalistas empregados já haviam comunicado à empresa para que esta vertesse a contribuição sindical anual ao SindijorPR, o que não era respeitado pela Sanepar. Contudo, a partir deste ano, por meio do acordo estabelecido na justiça, a empresa passará a respeitar as decisões judiciais e reconhecerá o sindicato dos jornalistas como representante da categoria.
Para o diretor-presidente do SindijorPR, Gustavo Vidal, a decisão reforça a luta de jornalistas em assessorias de imprensa ou comunicação e em agências de publicidade. “Mesmo com nomenclatura diferente da profissão são as funções de jornalista que prevalecem. É uma importante decisão para que possamos tratar do assunto com empresas privadas que contratam jornalistas e tentam descaracterizar nossa função para evitar cumprir nossos direitos previstos em Lei. É uma vitória da categoria”, diz.

Fonte: SindijorPR


Sindicato de São Paulo realiza ato-debate contra a intimidação de jornalistas nas redes






Na próxima segunda-feira, 6, às 19h30, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) realiza o “Ato-debate em Defesa da Liberdade de Expressão, Contra a Censura e a Intimidação de Jornalistas nas Redes Sociais”. A atividade é no Auditório Vladimir Herzog, sede da entidade, no centro da capital paulista.
O intuito do SJSP é debater os diversos ataques que jornalistas têm sofrido nas redes sociais em casos incitados por figuras públicas, como o prefeito João Doria e o “humorista” Danilo Gentili, que têm induzido seus seguidores a intimidar e agredir pela internet os profissionais de comunicação.
O ato-debate tem confirmadas as presenças de Paulo Marco Ferreira Lima, coordenador do Núcleo de Combate ao Crime Cibernético do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), além do jornalista Diego Bargas e do coletivo “Jornalistas contra o Assédio”.
Crescem no país os casos em que jornalistas são alvos de “haters” – os “odiadores” virtuais que atuam nas redes sociais – e, para a direção do Sindicato, os ataques ferem a liberdade de expressão e de imprensa, são claras formas de censura ao trabalho jornalístico e também atingem o direito da sociedade à informação que é essencial para a garantia de um país democrático




11/03/2017






NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará – Sinjor/PA vem a público REPUDIAR e LAMENTAR a atitude autoritária da atual Procuradora da Prefeitura Municipal de Tucuruí (PMT), Glaucia Rodrigues Brasil Oliveira, que tentou impedir e dificultar o exercício da função da equipe de jornalismo do SBT de Altamira, durante a cobertura da Operação da Polícia Civil para cumprimento de mandados de prisão temporária, condução coercitiva e busca e apreensão de documentos, fatos, estes, relacionados ao assassinato do prefeito assassinado de Tucuruí, Jones William. A advogada e procuradora agrediu com atos e palavras o repórter cinematográfico, Pedro Móia de Souza Júnior, 49, e a repórter Rosa Bezerra de Macedo, 35, ambos do Sistema Floresta de Comunicação/SBT, ontem, 30 de outubro.
Além da tentativa de interrupção das filmagens e da agressão verbal à repórter, a Procuradora da PMT referiu-se aos profissionais da imprensa como “palhaços”. O fato ocorreu por volta das 8h50, na sede da Superintendência do Lago de Tucuruí.
Diante da violência sofrida, a equipe agredida registrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) na 15ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Tucuruí e aguarda por providências jurídicas.
O Sinjor se posiciona rigorosamente na contramão de qualquer tentativa de impedimento à liberdade de imprensa e repugna qualquer ameaça aos profissionais da comunicação e com o mesmo ímpeto defende a ética na profissão e o uso responsável da informação apurada e veiculada.
Diante dos fatos o Sinjor Pará torna pública a ameaça sofrida pelos profissionais jornalistas, bem como já se colocou à disposição dos mesmos, a fim de impedir que novos casos de violência do segmento venham a ocorrer no estado do Pará e tomar as medidas cabíveis que o fato requer.
Vale lembrar que os jornalistas, repórteres, cinegrafistas, fotógrafos possuem a missão de levar a informação dos fatos de interesse à sociedade e têm a obrigação de credenciar a informação mediante acompanhamento e investigação.
Por fim, o Sindicato nem quer saber o que motivou tal agressão, pois nada justifica uma atitude destemperada e desequilibrada de uma “autoridade pública”, porém exige, tal como a violência praticada contra a equipe de jornalismo, uma retratação pública pelo ocorrido.
Diretoria do Sinjor Pa

10/31/2017

CRÔNÍCA DE SAMPA


Anos 50

Como já disse anteriormente eu nasci em Sampa em um domingo de maio de 1951. O parto foi feito em uma casa térrea na R. Isaura Freire, no bairro de São Judas. Moramos nesta casa até 1956 quando meu pai construiu um sobradinho no bairro de Indianópolis, hoje Planalto Paulista. onde moramos até 1970.
Eu lembro de pouca coisa dos anos 50, só sei que não tínhamos televisão e assistíamos quase todas as tarde e início da noite na casa dos pais da Sônia, portanto era televizinho.
Os meus amigos de infância eram a Cristina que morava em frente de casa, a Sônia que tinha a televisão, Clóvis e Sérgio Japonês. Tinha também o Eduardo o irmão da Meire, este era mais amigo da minha mãe, ia sempre em casa contar as novidades. Foi o primeiro a dar notícia da morte do Presidente Getúlio Vargas em 54 e da Carmem Miranda em 55. 
A gente ia todos os domingos na Missa da Igreja de São Judas, inclusive onde fui batizado, ganhava um cartãozinho que dava direito de assistir um filme a tarde no salão da igreja.
Não tinha padaria perto, íamos sempre na Venda do “Seu Juca”, pai do Hélio, que por coincidência do destino trabalhei com ele na Escala de vôos da Varig na década de 70. A venda  tinha de tudo, hoje seria como um mercadinho. Gostava de ir comprar doces e balas; mas nunca esqueço que ganhei um patinete no Natal. Fui todo orgulhoso, estacionei o meu veículo em frente à venda, quando voltei o tinham roubado, não achei até hoje.
Meu pai ainda morava conosco nessa década. Saiu de casa em 61, e constituiu uma outra família. Ele trabalhava como Radio Telegrafista de Vôo na Real Aerovias,, cujo nome de guerra, ROV Tesouro. Íamos quase todos os anos passar férias em Belém do Para, sua cidade natal. Também íamos para Santos e ficávamos hospedados na Pensão da Dona Augusta, depois Hotel Nossa Senhora de Fátima na praia do Gonzaga. 
Eu era o caçulinha, o único que nasceu em Sampa; meus dois irmãos mais velhos, nasceram em Belém, sendo a menina 4 e o menino cinco anos mais velhos.
Nós éramos uma família classe média.Éramos felizes, pelo menos enquanto meu pai ainda estava em casa. Fazíamos “picnics “ no Parque do Estado - hoje Jardim Botânico, Eldorado em Diadema -, freqüentávamos casas de  amigos; vivíamos em perfeita harmonia familiar.
Parentes mesmos, só tínhamos o Tio Antônio que veio de Belém junto com os meus pais, e outros que vieram mais no fim dos anos cinqüenta.
Quase todos trabalharam na aviação, que o meu pai indicava. 
Já no fim da década comecei a gostar de futebol; principalmente depois de 58, quando fomos campeões do mundo, e passei a torcer para o tricolor paulista, em 57, quando fomos campeões paulista; e comecei também a jogar futebol com os meninos do bairro. Primeiro como goleiro, e depois como centro avante. 
Nessa  mesma época conheci Elvis, Paul Anka, Neil Sedaka, Cely Campelo e passei a gostar de Rock também. Por influência dos meus pais e do meu irmão mais velho, gostava também de música brasileira, - principalmente dos melhores cantores do Brasil, Nelson Gonçalves e Ângela Maria.
Lembro com saudades desses anos dourados, da minha infância querida, da minha primeira professora Meire, na Escola Agrupada de Vila Helena as margens do Córrego da Traição. 
                           
Bons tempos!


Família Uchôa


Família Uchôa 1

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Ricardo Uchôa Rodrigues     


10/30/2017

MEMÓRIA


Sobre o Coletivo Cultural Idéias Aí.




Oi pessoal: sou Telma Saraiva, Coordenadora do Coletivo Cultural Idéias Aí. Vou apresentar O Coletivo (CCIAI). Este Coletivo nasceu com a missão de trabalharmos pela defesa de nosso patrimônio Cultural material e imaterial.
No ano de 2013 nasce o Movimento Grita Icoaraci na defesa do Chalé Tavares Cardoso; composto por artistas, professores, produtores culturais e todos que se importam com a cultura de Icoaraci, e em 2014, o movimento vai aos poucos se transformando em um Coletivo, o Coletivo Cultural Idéias Aí (CCIAI), dando continuidade as ações relativas ao Chalé Tavares Cardoso/biblioteca, para que o mesmo fosse restaurado.
Entre as muitas ações realizamos: Ações de sensibilização do povo em frente ao Chalé, como Saraus e Cortejos, mídia televisiva, audiências públicas na CMB, documentos para o Ministério Público Federal (MPF), abaixo assinado on-line e presencial, Ofícios para SEURB e reuniões com o secretário, moções em reuniões do Ministério da Cultura por meio do Conselho Nacional de Patrimônio Material (CNPM), Seminário sobre o Patrimônio Material de Icoaraci com apoio da UFPA, ASAPAM, IPHAN e Fórum Landi em Icoaraci. Com toda esta gama de mobilizações e apoio de outros movimentos conseguimos que o acervo da biblioteca ficasse em Icoaraci, a drenagem do canal fosse feita e por fim o restauro.
A luta pelo Chalé ainda está em caminhada, pois pedimos há um mês, reunião por meio de ofício com o secretário da SUERB solicitando esclarecimento sobre os usos do Chalé e, também, saber se vamos ter de volta o Museu de Arte Popular que funcionava no mesmo. Além disso, queremos saber ser ele ainda será um espaço multicultural,
No mesmo ofício pedimos esclarecimentos sobre o restauro da Estação.
O Coletivo mantém reuniões e ações periódicas-temos um bloco chamado: ME TOMBA que este ano saiu pela segunda vez em Icoaraci. Com músicas autorais de nossos membros músicos que falam sobre Icoaraci e seu patrimônios.
O MOVIMENTO EM DEFESA DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE ICOARACI nasceu do incomodo da sociedade Icoaraciense em ver o desrespeito com que nossos bens culturais patrimoniais vêm sendo tratado pelos poderes públicos. Icoaraci é um distrito hoje com cerca de 300.000 habitantes e que já foi conhecido como um lugar de grandes artistas, de grandes artesãos, um lugar que transbordava cultura por todos os lados.
Hoje Icoaraci grita por socorro porque precisa de mais apoio, mais incentivo, precisa de equipamentos culturais. A antiga estação ferroviária, bem como o Chalé Tavares Cardoso, não podem ficar reféns de instituições governamentais. Nós povo temos que influenciar nas decisões daquilo que nos pertence. Precisamos dizer os usos que queremos para nossos prédios públicos.
O Chalé é nosso!
A estação é nossa!
Não queremos apenas o restauro da ESTAÇÃO, Queremos também que ele atenda as expectativas da sociedade. Que seja transformado em Espaço Multicultural para nossos artistas em Icoaraci. Nossa juventude precisa de mais cultura, nossa juventude precisa de espaços alternativos de lazer. Por isso convidamos a todas as pessoas que se importam com esta causa a que venham lutar conosco pelo que já é nosso. E VIVA ICOARACI! RESTAURO COSCIENTE JÁ! Consciente
Ainda bem que podemos ao longo da vida, encontrar muitas pessoas dispostas a lutar pelo bem comum. O Movimento em defesa da estação/Coarti é um exemplo disso. Muitas pessoas envolvidas numa causa comum. O restauro da estação/Coarti de Icoaraci representa para nós, mais dignidade para o povo por meio da cultura.
Imagine termos um espaço multicultural com salas para cinema, teatro, galeria, espaço para capoeira, hip-hop, grafitagem e o que mais a imaginação mandar. Pois é isso que nós do Movimento queremos. Você quer também? Então se junte a nós!
Sobre a Estação: RESISTÊNCIA E OCUPAÇÃO
Os processos de luta pela estação não são novos e nem mérito de uma pessoa. Na verdade se considerarmos os processos de ocupação resistência, já ao final da década de 1960, os feirantes da farinha foram os primeiros a fazer a ocupação do prédio, por conta da reforma que sofreu o mercado municipal e muitos deles foram remanejados para a estação, ficando muitos lá mesmo depois de terminado o processo de reforma.
Eles só foram realocados quando o prédio foi nos anos de 1970 dado em concessão para os artesãos, que foram os segundos a fazerem um processo de “ocupação” e “preservação” do espaço conseguindo ainda o feito de fazer parte da história do próprio prédio.
Outro movimento dos anos de 1990 muito importante, do qual fiz parte também junto com PP e Faeli que estão neste grupo, foi o Movimento da Vanguarda da Cultura de Icoaraci (MOVA-CI) coordenado a época por Auda Piani, que fizeram várias ações de arte e cultura neste espaço e outros de Icoaraci, ocupando também durante um período.
Agora o CCIAI retoma como parte de sua agenda de defesa do Patrimônio Cultural Material de Icoaraci, junto a outros movimento e entidades, como a Casa do Artista e o Projeto Sacolagem a defesa da Estação, tendo feito a primeira ação no dia 12/10 o qual impulsionou e muito a visibilidade desta tão importante luta.
O que nós do Coletivo queremos é que todos que se importam e tenham interesse por e pela história de Icoaraci e que a mesma seja preservada e, também, que tenhamos mais equipamentos culturais. Venham e se juntem a essa luta que pertence a todos nós.
Nossa proposta é que o grupo se chame MOVIMENTO EM DEFESA DA ESTAÇÃO. Para que todos possam assinar toda e qualquer documentação que seja gerada pelo movimento e não apenas uma pessoa ou coletivo. Não esqueçamos que estamos todos do mesmo lado e querendo a mesma coisa. Respeito pelo que pertence a uma coletividade, a uma sociedade. E que os usos do espaço pós restauro sejam definidos por toda uma sociedade consciente de suas necessidades. Afinal é nossa memória e identidade coletiva que está em jogo.
Este documento é apenas um resumo da parte do Dossiê que estamos preparando juntos com a Casa do Artista para a sociedade.


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FOLCLÓRE


Balé Folclórico da Amazônia celebra 27 anos


O grupo Balé Folclórico da Amazônia comemora 27 anos de história representando as tradições amazônicas com apresentação especial de canto, música e dança de projeção folclórica, nesta quarta-feira (1º de novembro), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, do Centur, dentro do Edital Pauta Livre, da Fundação Cultural do Pará (FCP). Os ingressos custam R$ 10,00 e estarão disponíveis na bilheteria do teatro.
Fundado em setembro de 1990, o “Balé Folclórico da Amazônia”  - em Icoaraci -,tem como fonte de inspiração de seus espetáculos as manifestações do folclore e cultura popular da Amazônia brasileira. São danças tradicionais e estudos coreográficos com rituais, lendas, mitos, manifestações do sagrado e profano, mostrados em um espetáculo de variados ritmos, profusão de cores, riqueza e variedade de figurinos e adereços.
Contemplado no Programa Seiva de incentivo à arte e à cultura da FCP, o espetáculo comemorativo aos 27 anos do Balé Folclórico da Amazônia é composto de parte do repertório tradicional do grupo construído ao longo de sua existência e de releituras inéditas de manifestações tradicionais da cultura espontânea amazônica.
Segundo o diretor artístico – e fundador -, Eduardo Vieira, o grupo selecionou especialmente para o show, o que produziu de melhor durante os 27 anos de história. “Esse show representa todo um esforço do grupo durante esses 27 anos. Fazer cultura popular hoje em dia não é fácil, mas somos motivados por uma enorme vontade e uma enorme paixão. Fomos agraciados com a premiação do edital Seiva e estamos muito felizes com isso”, comenta.
Eduardo Vieira acrescenta que o show é importante para os integrantes do grupo, por ser uma oportunidade de mostrarem a sua paixão dentro de um espaço que consideram adequado para a produção do Balé Folclórico da Amazônia. “O Margarida Schivasappa é um teatro todo equipado. Ele dá todo um suporte para que nós possamos mostrar de forma bonita e bem feita o que nós temos de melhor. Manter essa tradição de cultivarmos e de fazer sempre bem feito aquilo que a gente está se propondo é importante para nós”, pontua.
O espetáculo contará com a participação de atores que interpretarão textos de autores regionais que fazem referência às manifestações apresentadas. “O público pode esperar um show muito bonito, com muita cor, muito ritmo, muita energia, muita animação e a participação de alguns artistas da nossa terra que consideramos importantes, com canções das quais nós nos inspiramos para produzir as nossas coreografias”, comemora o produtor artístico Eduardo Vieira.
O grupo, ao longo de sua trajetória, já realizou 11 turnês internacionais participando como representante do Brasil em mais de 100 festivais realizados na Europa e Américas e cerca de 20 em todas as regiões do Brasil, obtendo inúmeras premiações internacionais, orgulhando-se de contribuir com o desenvolvimento da dança de projeção folclórica dando a esta respeitabilidade e admiração.
Serviço:
27 anos do Balé Folclórico da Amazônia
Dia 1º de novembro (quarta-feira), às 20h
Teatro Margarida Schivasappa do Centur
Ingressos: R$ 10,00 na bilheteria


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Andreza Gomes

*Colaboração: Moizes Corrêa

Agência Pará

10/27/2017

DIA DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO





Em 1808, com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, formou-se o embrião daquilo que seria a máquina administrativa estatal.
No dia 28 de outubro comemora-se o Dia do Funcionário Público. A data foi pre-instituída no governo do presidente Getúlio Vargas, através da criação do Conselho Federal do Serviço Público Civil, em 1937.

Em 1943, o mesmo presidente Getúlio Vargas institui o 28 de outubro como o Dia do Funcionário Público, através do Decreto-Lei Nº 5.936. Era o reconhecimento, por parte de Vargas, da importância do serviço público para o desenvolvimento e consolidação da Nação brasileira.
Essa é uma data abrangente. Ela contempla milhões de brasileiros, servidores públicos, cujo mister é bem servir ao Estado ou ao Município. É, também, uma ocasião muitíssimo importante, pois, de uma forma ou de outra, diz respeito a toda a sociedade nacional, beneficiária do produto do trabalho dedicado de todos os funcionários públicos.
Ressalte-se que, naquele tempo, em que nossa República ainda engatinhava – e o serviço público não era sombra do que é hoje -, os funcionários públicos já eram valorizados e reconhecidos. Vargas, além de renomado estadista, era também visionário: sabia que a construção de uma grande Nação dependia da existência de um grande serviço público!
Tempos grandiosos aqueles, em que o funcionário público era respeitado e valorizado. Tempos difíceis estes, em que o funcionário público tem motivos de sobra para queixas. O dia 28 de outubro era até a bem pouco tempo, data de comemoração e regozijo. Hoje, é dia de luta e reivindicação. E, ate mesmo, de lamentações.
Duzentos anos de funcionalismo público. O Brasil se tornou independente, virou império, república. E lá estavam os servidores. Governos e governantes vieram e passaram, e os funcionários permaneceram. Tanto na ditadura quanto na democracia, a imensa máquina pública brasileira jamais deixou de funcionar.
Nos últimos anos, os funcionários públicos, notadamente os que servem a Prefeitura Municipal de Belém vêm perdendo direitos historicamente conquistados, direitos que passaram, de uma hora para outra, a serem considerados “privilégios injustificados”. Os servidores foram vítimas de uma campanha midiática tão forte, e sórdida, que se viram transformados em vilões, em parasitas, em sanguessugas do Erário!
Os direitos dos funcionários públicos não são privilégios! É uma simples compensação por uma vida de sacrifício e dedicação, por uma atividade de abnegação e serviço em prol de todo o povo brasileiro - em especial ao povo de Belém -, em troca de um salário sempre módico, incapaz de assegurar um patrimônio mínimo o suficiente para garantir uma velhice confortável.
Ate mesmo a aposentadoria foi atingida. O servidor de Belém dedica 35 anos de sua vida ao Município; ao se aposentar, os seus direitos conquistados ao longo de sete lustros são tolhidos e sua renda mensal é pífia e imoral.
À perda de direitos históricos somam-se os baixos salários pagos pelo Poder Público Municipal, sempre generoso com as cobranças, porém mesquinho com a remuneração. É notável a queda da renda dos funcionários públicos nos últimos 20 anos. Convicções políticas à parte, nem o Governo passado nem o atual foram capazes de desenvolver uma política de recursos humanos apta a promover uma efetiva valorização do servidor.
A história mostra que são esses funcionários, na verdade, os grandes responsáveis pela manutenção e organização dos serviços prestados pelo poder público, em qualquer nível.
No nosso caso, o Sindicato dos Funcionários Públicos do Município de Belém - SISBEL, há 26 anos luta para que a Prefeitura devolva para o seu servidor alguns direitos que lhe são devidos e concedidos por medidas do Governo Federal (Perdas). A Entidade ganhou todas as ações impetradas e em todas as instâncias... até agora nada foi pago. A PMB e seu titular sempre apresentam desculpas ou ingressam com recursos ou ainda agravam procrastinando os pagamentos devidos.
Abstraindo esses fatos desagradáveis, o Dia do Funcionário Público, que se comemora hije, sábado, 28 de outubro, é uma data abrangente e importante, pois contempla milhões de brasileiros, servidores públicos, cujo alvo maior é bem servir ao Estado, ao Município.
É, também, uma ocasião muitíssimo importante, pois, de uma forma ou de outra, contempla milhões de brasileiros, nas diversas esferas de poder, que contribuem e servem ao Estado, ao Município e, em especial, à sociedade, nas mais diferentes áreas de trabalho.
O serviço público é de suma importância para o desenvolvimento e consolidação de nossa Nação, do nosso Estado e do nosso Município de Belém.
Por isso, hoje queremos demonstrar nosso reconhecimento e a nossa gratidão a você que trabalha com muita dedicação prestando serviço à população, que seja nas ruas, nas escolas, nas creches, nos hospitais ou nas diferentes repartições públicas municipais. E todos nós sabemos que esses serviços são de extrema importância para a comunidade.
Na realidade, não há nada para comemorar neste dia; no entanto, queremos também - como o único e legítimo representante da categoria - levar a todos os nossos colegas, funcionários públicos municipais de Belém, o nosso grande abraço e a certeza de estaremos sempre juntos na defesa dos seus interesses, ontem, hoje, amanhã e sempre.

Servidor Municipal de Belém, Parabéns pelo seu dia!
 
 
Emílio Conceição Silva
 
Presidente do SISBEL